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Bayer lança tecnologias no Congresso Brasileiro da Soja 2025

Empresa aposta em soluções integradas para tratamento de sementes, controle de plantas daninhas e doenças
A Bayer apresenta quatro novidades em seu portfólio integrado durante o Congresso Brasileiro da Soja 2025. Os lançamentos focam no manejo de sementes, plantas daninhas, pragas e doenças da soja.
Para controlar doenças como ferrugem-asiática, mancha-alvo e podridão, a empresa anuncia o fungicida Fox Ultra. Trata-se de produto mesostêmico e sistêmico, composto por protioconazol, impirfluxam e trifloxistrobina, ingredientes ativos dos grupos químicos pirazolcarboxamida, triazolintiona e estrobilurina. A família de fungicidas Fox confere a liderança para a Bayer no segmento há 12 anos, explica Guilherme Hungueria (na foto), gerente de marketing para cultivos da empresa.
Fox Ultra apresenta mecanismos de ação de inibição do complexo II da respiração mitocondrial, inibição da biossíntese de esterol e inibição da desmetilação C14, atuando em diferentes fases do processo infeccioso das doenças. Conforme a empresa, deve ser sempre utilizado de maneira preventiva em relação ao aparecimento das doenças, garantindo assim o maior potencial de controle dos fungos.
A Bayer informa que o produto liderou os resultados da rede de avaliação de produtos na safra 2024/25, ano de seu pré-lançamento.
Plantas daninhas
Para o controle de plantas daninhas resistentes, a Bayer lança o herbicida Convintro Duo. O produto combina os ativos diflufenicam – inédito no Brasil – e metribuzim. Uma das razões do lançamento consiste na presença de plantas daninhas resistentes ao glifosato no campo, explica Hungueria.
Convintro Duo é herbicida seletivo do grupo químico das anilidas e das triazinonas. Deve ser aplicado em pré-plantio da cultura da soja e pré-emergência das plantas daninhas. Seu efeito pré-emergente atua por até 35 dias, com ênfase no controle de capim-pé-de-galinha e caruru. No momento, tem registro contra Amaranthus palmeri, Amaranthus viridis, Bidens pilosa, Digitaria horizontalis, Digitaria insularis e Eleusine indica.
Sementes
Os pacotes Guardião e Guardião+ agrupam soluções para tratamento de sementes (TS). A proposta protege a planta até o estádio V4/V5, cerca de 30 dias após a semeadura. Os pacotes incluem controle contra pragas, doenças iniciais e nematoides. O tratamento agora incorpora o fungicida Evergol (penflufeno), primeira carboxamida da Bayer, que permite rotação de ativos e reforça a defesa contra fungos de solo.
A Bayer também destaca os avanços com a biotecnologia Intacta2 Xtend, que tem registrado produtividades acima de 100 sacas por hectare. A empresa prepara o lançamento da terceira geração da soja Intacta e já testa a quarta, com foco em maior produtividade e sustentabilidade.
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Soja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa

O mercado brasileiro de soja teve uma semana marcada por lentidão nas negociações e recuo nos preços, refletindo um ambiente de baixa liquidez e ausência dos principais agentes. Houve apenas movimentos pontuais, sem volumes expressivos, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis.
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De forma geral, o comportamento foi de preços mistos e sem uma direção definida. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, tanto produtores quanto tradings se mantiveram afastados, o que limitou os negócios ao longo da semana. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Preços de soja
Nos principais polos de comercialização, os preços apresentaram leve queda. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Cascavel (PR), caiu de R$ 120,00 para R$ 119,00. Já em Rondonópolis (MT), houve baixa mais acentuada, de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Soja em Chicago
No cenário internacional, a Bolsa de Chicago pressionou as cotações. Os contratos com vencimento em maio acumulam queda de 4,55% na semana, encerrando a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir o maior nível em dois anos na semana anterior, o mercado iniciou o período no limite diário de baixa, movimento que determinou o desempenho semanal negativo.
A desvalorização foi influenciada por fatores geopolíticos. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar o encontro com o presidente da China, Xi Jinping, aumentou a incerteza no mercado. A reunião, inicialmente prevista para o fim de março, deve ocorrer apenas dentro de 30 a 45 dias.
O adiamento também posterga expectativas de um possível acordo comercial entre os países, incluindo compras de soja americana pela China, fator que vinha sendo monitorado de perto pelos investidores.
Câmbio
No câmbio, o dólar também contribuiu para o enfraquecimento dos preços no Brasil. A moeda norte-americana acumulou queda de 1,47% na semana, sendo cotada a R$ 5,2387 na manhã de sexta-feira. O movimento reduz a competitividade da soja brasileira no mercado internacional e reforça o ritmo lento dos negócios.
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Conheça o tamanduá-da-soja, praga que pertence à segunda família mais diversa do mundo

O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma das pragas que desafiam o manejo nas lavouras brasileiras, especialmente pela forma como se desenvolve e ataca plantas.
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De acordo com o mestre em zoologia na Univerdade Federal da Paraíba (UFPB) João Paulo Nunes, o animal é pertencente à família Curculionidae a segunda família mais diversa de animais do planeta. “Nela há mais de 50 mil espécies. É um número absurdo, só essa família tem mais espécies do que todas as espécies dos vertebrados juntos” destaca.
A diversidade só é superada pela família dos chamados potós (Paederus), besouros de corpo alongado que, quando esmagados sobre a pele humana, podem causar queimaduras.
O inseto chama atenção pela estrutura alongada na cabeça, o chamado rostro. O termo vem do latim rostrum, que significa “bico” ou “focinho”, característica que inspirou o nome popular, pela semelhança com o tamanduá.
“O tamanduá-da-soja leva esse nome justamente porque ele tem como se fosse um focinho. O besouro tem uma espécie de focinho que se assemelharia ao do tamanduá”, explica Nunes.
Danos causados
O dano causado pelo tamanduá-da-soja ocorre em fases diferentes do ciclo de vida, o que dificulta o controle. Na fase larval, o inseto atua como broca e penetra no caule e se alimenta da parte interna da planta, abrindo galerias que comprometem o desenvolvimento.Já os adultos permanecem na parte aérea, consumindo folhas.
A espécie está presente em praticamente todo o Brasil e também em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.
Manejo exige antecipação
Para Nunes, o ciclo de vida é um dos pontos-chave para o manejo, entre fevereiro e outubro, as larvas permanecem no solo ou protegidas na planta; já de novembro a janeiro ocorre a fase adulta, quando os insetos ficam na superfície e se alimentam de folhas. Esse comportamento favorece estratégias mais eficientes de controle, principalmente preventivas.
Ele explica que o controle mais eficaz ocorre antes da postura de ovos, já que, depois que as larvas entram no caule, ficam protegidas e menos suscetíveis a aplicação de defensivos e métodos de combate.

O especialista explica que, dentre as principais estratégias de controle estão a rotação de culturas, a eliminação de restos da lavoura anterior, o controle biológico com uso de parasitoides e o uso combinado de diferentes métodos.
A rotação de culturas, além de reduzir a população da praga, também contribui para a saúde do solo, evitando o esgotamento de nutrientes.
Papel no equilíbrio ambiental
Apesar de ser considerada praga agrícola, a espécie faz parte de um grupo essencial para os ecossistemas. Os gorgulhos são majoritariamente fitófagos (se alimentam de plantas) e ajudam a controlar o crescimento da vegetação. Em ambientes naturais, esse papel evita desequilíbrios, como o crescimento excessivo de uma única espécie vegetal.
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Colheita de soja no Brasil atinge 68,8%, aponta consultoria

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 63,8% da área plantada até o dia 20 de março, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.
O avanço semanal foi significativo em relação ao índice de 55,4% registrado na semana anterior, indicando aceleração dos trabalhos no campo. Ainda assim, o ritmo da colheita segue abaixo do observado em igual período do ano passado, quando 76,6% da área já havia sido colhida.
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Na comparação com a média histórica para o período, de 71,3%, o atraso também fica evidente, reforçando um cenário de colheita mais lenta na atual temporada.
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