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8 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Mato Grosso puxa alta na estimativa de produção agrícola e consolida liderança nacional

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Levantamento do IBGE evidencia bom ritmo das lavouras e impacto direto nos números da safra

Mato Grosso segue consolidado como o maior produtor de grãos do país, com participação de 31,5% na safra nacional, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao mês de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao mês anterior, o estado apresentou um acréscimo de 3,6 milhões de toneladas nas estimativas de produção, o maior crescimento absoluto entre todos os estados.

A estimativa nacional para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 332,6 milhões de toneladas, 13,6% maior que a registrada em 2024. Nesse contexto, o desempenho de Mato Grosso tem papel estratégico para sustentar o crescimento do setor agrícola brasileiro.

A produção de algodão em caroço no estado deve alcançar 6,6 milhões de toneladas, o que representa 71,2% da produção nacional. O volume estimado cresceu 2,1% em relação ao mês anterior e 4,1% frente ao que foi colhido em 2024.

Apesar das chuvas irregulares no início da safra, o uso de máquinas mais modernas permitiu a recuperação do cronograma de plantio, especialmente na soja, o que manteve a janela ideal para a segunda safra do algodão. Os bons volumes de precipitação registrados nos primeiros meses de 2025 também contribuíram para elevar o potencial produtivo das lavouras.

A secretária Adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Linacis Silva Vogel Lisboa, observa que o setor movimenta diferentes cadeias produtivas no estado.

“Hoje mais de 50% do PIB de Mato Grosso decorre da atividade do agronegócio. Quando eu falo agronegócio, não é somente agricultura e pecuária. É todo o conjunto de atividades que compõem a cadeia produtiva, juntamente com serviços agregados. Então, ele é hoje um dos pilares do crescimento de Mato Grosso, colocando o Estado em evidência em termos de desenvolvimento econômico”, afirmou.

Outro destaque é a produção de milho. Na primeira safra, a estimativa subiu 12,7% em relação ao mês anterior. Já na segunda safra, a principal do estado, a previsão é de 49 milhões de toneladas, crescimento de 4% frente ao levantamento anterior e de 3,1% em relação ao que foi colhido em 2024.

Mato Grosso responde por 46,7% da produção nacional de milho de segunda safra. O prolongamento do período chuvoso tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, mesmo em regiões onde o plantio foi iniciado com atraso.

A soja também apresentou avanço expressivo. A estimativa de produção no estado aumentou 3% em comparação ao mês anterior, o que representa um acréscimo de 1,5 milhão de toneladas. O resultado de Mato Grosso contribui diretamente para o recorde nacional da oleaginosa em 2025, com previsão de 165,2 milhões de toneladas colhidas, alta de 13,9% em relação a 2024.

No caso do arroz, apesar de a região Centro-Oeste responder por apenas 6,7% da produção nacional, o crescimento percentual foi o maior entre as regiões do país, com destaque para Mato Grosso, que teve alta de 44,6% na estimativa de produção. O avanço nacional foi de 15,9% em relação ao ano passado.

Linacis também destaca que o bom desempenho do setor produtivo tem impactos diretos no desenvolvimento de Mato Grosso.

“Mato Grosso consegue fazer investimentos em ordem de 20% da receita líquida do Estado. É extraordinário. Além disso, a agroindustrialização do nosso estado também está em crescimento. Hoje, da soja produzida no nosso estado, 30% já é industrializada aqui. Do milho produzido em nosso estado, 30% já é industrializado em Mato Grosso”, completou.

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Agro Mato Grosso

Onça-parda resgatada debilitada é solta após 9 meses de recuperação em reserva de MT

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Uma onça-parda macho resgatada em estado grave no fim de 2025 foi devolvida à natureza, na últsemana, após cerca de nove meses de recuperação. Batizado de Guaraná, o animal foi solto na Reserva São Francisco do Perigara, em Barão de Melgaço, a 121 km de Cuiabá, mesma região onde foi encontrado, e passou a ser monitorado pelo Onçafari.

Guaraná foi resgatado durante uma atividade de monitoramento. Segundo Marcos Lages, veterinário e coordenador da base do Onçafari na reserva, o animal estava bastante debilitado.

“Ele estava muito debilitado, desidratado, desnutrido, apático e estava com alguns dentes quebrados. A recuperação foi longa, ficou cerca de 9 meses sob cuidados das instituições envolvidas (como o Onçafari, SEMA e o CRAS). Nesse tempo ele ganhou peso, realizou exames e tratamentos. Ele ganhou mais de 15kg até estar apto para a soltura”, afirmou Marcos.

Após o resgate, o animal foi encaminhado para a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), em Cuiabá, onde recebeu os primeiros cuidados e passou por exames. Depois, foi levado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande (MS), onde continuou o tratamento e a recuperação.

A volta à natureza só foi autorizada depois que Guaraná passou por uma série de exames e foi considerado apto para viver novamente em liberdade. Além da condição clínica, a equipe avaliou se o animal havia recuperado os reflexos necessários para caçar. A escolha do local também levou em conta o histórico do felino.

“A soltura só é liberada depois de uma bateria de exames e depois de constatar realmente que o animal está completamente sadio. Além disso é avaliado se ele ainda tem os reflexos para caça. A soltura foi realizada na mesma área onde ele foi resgatado, pois é um lugar que já conhece, foi onde cresceu.”

O transporte e a soltura foram acompanhados por um veterinário experiente, que monitorou o animal durante a saída e os primeiros momentos de volta à vida livre. Guaraná é o primeiro animal resgatado e posteriormente solto na Reserva São Francisco do Perigara e agora integra o grupo de animais monitorados pelo Onçafari.

Monitoramento

Para acompanhar a adaptação da onça-parda, a equipe utiliza mais de 40 armadilhas fotográficas espalhadas pela reserva. Os equipamentos ajudam a identificar os animais e acompanhar o comportamento deles. Também são realizadas rondas periódicas para procurar e observar os animais, tanto por terra quanto por água, pelo rio.

Guaraná recebeu ainda um colar com GPS e VHF, que permite acompanhar seus deslocamentos.

“Os pontos GPS são registrados por satélites e enviados pro nosso banco de dados. Pelo sinal VHF do colar, com uma antena e um receptor, conseguimos sintonizar a frequência do colar e rastrear o animal em campo”.

Segundo Marcos Lages, o comportamento apresentado após a soltura é positivo.

“O Guaraná é um animal super ativo e evita contato com humanos”.

 

🐆 Onça-parda

A onça-parda é a espécie terrestre com a maior distribuição geográfica das Américas, segundo o Instituto Onçafari. O animal ocorre desde o Canadá até o Chile e está presente em todo o território brasileiro. De acordo com o instituto, é um dos felinos mais adaptáveis do continente e consegue ocupar diferentes tipos de ambientes.

A espécie pode medir até 1,5 metro de comprimento, sem contar a cauda, e pesar entre 53 kg e 72 kg. Apesar disso, há registros de machos com mais de 110 kg. O tamanho e o peso variam de acordo com a região onde o animal vive. Nas populações do Chile e do Canadá, os indivíduos são maiores e mais robustos, com peso médio de cerca de 75 kg. Já nas regiões tropicais, os animais costumam ser menores e pesam aproximadamente 50 kg.

A pelagem também pode variar, passando por tons de cinza-claro até o marrom-avermelhado. A onça-parda é considerada o segundo maior felino das Américas, atrás apenas da onça-pintada.

Segundo o Instituto Onçafari, os pumas, como também são chamados, costumam ter hábitos crepusculares e noturnos, sendo mais ativos no fim da tarde e durante a noite. São animais solitários e oportunistas, capazes de aproveitar diferentes oportunidades para conseguir alimento.

A espécie é considerada vulnerável pela lista nacional de espécies ameaçadas do ICMBio e classificada como pouco preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre as principais ameaças estão a caça esportiva, a caça preventiva ou por retaliação após ataques a animais domésticos, a perda e a fragmentação de habitats e os atropelamentos.

A onça-parda é exclusivamente carnívora, mas apresenta uma dieta bastante variada. De acordo com o Instituto Onçafari, é uma das espécies mais generalistas entre os felinos e consegue se adaptar à disponibilidade de alimento. Quando não encontra presas maiores, pode se alimentar de animais como lagartos, aves e até insetos.

A forma de caça também apresenta diferenças em relação à onça-pintada. A onça-parda geralmente mata suas presas por meio de uma mordida no pescoço, provocando asfixia. Depois, costuma começar a se alimentar pela região das costelas, do abdômen e das vísceras.

Quando não consome toda a presa, o animal pode esconder a carcaça utilizando folhas, terra e galhos. Dessa forma, consegue retornar ao local posteriormente para continuar a alimentação.

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Agro Mato Grosso

Exportações de Sinop sobem 20% e atingem R$ 1,18 bilhão com impulso da soja e do milho

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As indústrias de Sinop garantiram, pelo segundo mês consecutivo, o primeiro lugar no ranking das exportações de Mato Grosso, superando polos tradicionais do agronegócio. O resultado reflete o aquecimento da demanda internacional e traz impactos diretos na atração de investimentos e geração de empregos na região.

Apenas no último mês, o município movimentou US$ 230,6 milhões (cerca de R$ 1,18 bilhão) em vendas para o exterior, uma alta de 20% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os números do protagonismo de Sinop

Sinop respondeu por 8% de todas as exportações de Mato Grosso, mantendo a liderança à frente de Rondonópolis (7,9%) e Sorriso (5,2%).

  • O que o município mais vendeu:
    • Soja (mesmo triturada): 67,2% do volume total
    • Milho: 24,4%
    • Farelos e resíduos (sêmeas): 4,6%

Quem compra a produção do “Nortão”?

O mercado asiático e o europeu foram os grandes motores dessa marca histórica. A China segue isolada como o maior destino dos produtos da cidade, absorvendo 33,5% de tudo o que foi embarcado.

Na sequência dos principais parceiros comerciais aparecem a Espanha (18,8%), Egito (7,5%), Bangladesh (5,5%), Israel (4,8%), Turquia (4%), México (3,9%), Irã (3,5%) e Argélia (3,1%).

*Sob supervisão de Gene Lannes

Fonte: Só Notícias

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Idosos são presos suspeitos de extração ilegal em MT

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Dois homens, de 62 e 64 anos, foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento na extração ilegal de cascalho em uma área rural de Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá, nessa quinta-feira (6). Segundo a Polícia Civil, caminhões carregados com o minério foram flagrados deixando o local durante uma fiscalização.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), com apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), após uma denúncia anônima indicar que havia extração irregular de minério na região.

De acordo com o boletim de ocorrência, os investigadores se aproximaram da área indicada e viram caminhões carregados de cascalho deixando o ponto onde ocorria a extração.

Ao entrarem na propriedade, os policiais encontraram uma pá carregadeira HL 760-9S sendo utilizada para escavar e retirar o cascalho, que posteriormente era colocado nos veículos de transporte.

Durante a abordagem, os motoristas dos caminhões e o operador da máquina disseram à polícia que desconheciam a existência de licença de operação ou de autorizações da Agência Nacional de Mineração (ANM) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) para a atividade.

Ainda conforme a Polícia Civil, os trabalhadores afirmaram que prestavam serviço a mando de um dos investigados, apontado como responsável pela mineradora. O terreno onde a extração era realizada pertence ao outro suspeito.

Durante a fiscalização, a equipe constatou, segundo a polícia, que o local não possuía Cadastro Ambiental Rural (CAR) nem pedido formal de licenciamento para a atividade de lavra.

A Politec foi acionada e realizou levantamentos na área para verificar os danos e a degradação ambiental provocados pela extração mineral. As investigações continuam para determinar a extensão desses danos.

O proprietário do terreno e o homem apontado como responsável pela atividade foram levados à Dema e autuados em flagrante, em tese, por extração de recursos minerais sem autorização e por funcionamento de atividade potencialmente poluidora sem licença ou autorização ambiental. Os crimes estão previstos nos artigos 55 e 60 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Os suspeitos pagaram fiança e foram liberados para responder ao caso em liberdade. O valor estipulado não foi informado.

A pá carregadeira usada na extração foi apreendida e levada para o pátio da Sema-MT, no Distrito Industrial, em Cuiabá.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar a extensão dos danos ambientais e verificar se outras pessoas participaram da atividade ilegal.

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