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25 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Expoagro reforça protagonismo de MT e recebe apoio do governo e setor produtivo

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Governador Mauro Mendes defendeu ações estratégicas diante da taxação dos EUA e foi elogiado por lideranças do agro

A força do agronegócio mato-grossense, sua capacidade de superação e a importância de manter um ambiente de prosperidade para o setor marcaram a abertura oficial da 57ª Feira Industrial, Comercial e Agropecuária de Mato Grosso (Expoagro), realizada na noite desta sexta-feira (11.7), em Cuiabá. O evento, promovido pelo Sindicato Rural, ocorre até o dia 20 de julho, no Centro de Eventos Senador Jonas Pinheiro, e deve movimentar cerca de R$ 25 milhões, com uma programação que inclui oficinas, leilões, shows, atrações culturais e debates técnicos.

Um dos temas mais abordados na abertura foi a taxação de 50% sobre os produtos brasileiros impostos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O governador Mauro Mendes afirmou que o Estado tem se preparado para enfrentar os desafios internacionais e que é preciso manter o foco no fortalecimento interno e na abertura de novos mercados.

“Exportamos apenas 15% da nossa carne para os Estados Unidos. O mercado internacional é amplo e apresenta forte demanda, especialmente na Ásia. Mato Grosso tem competência e eficiência reconhecidas, e está em condições de reorganizar rapidamente sua cadeia exportadora”, afirmou.

Mauro Mendes também ressaltou a importância das ações estruturantes promovidas nos últimos anos, especialmente na área sanitária, que contribuíram para abrir novas portas ao agro mato-grossense. Com o certificado de zona livre de febre aftosa sem vacinação, o Estado pode acessar outros mercados que remuneram melhor pela carne certificada como Japão e Coreia do Sul, onde ele visitou recentemente.

Ao se dirigir aos organizadores da feira, o governador enfatizou a relevância do evento para o fortalecimento institucional e econômico do agro estadual.

“A Expoagro é um espaço de celebração, mas, acima de tudo, de reafirmação da importância do nosso agronegócio no cenário nacional e internacional”.

O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira, também usou a tribuna para destacar o papel da Expoagro como elo entre o campo e a cidade. Ele exaltou a credibilidade do evento e o envolvimento de toda a cadeia produtiva na sua realização para conectar o campo à cidade.

“A Expoagro é uma vitrine de tudo o que Mato Grosso tem de melhor. É espaço de negócios, de cultura e de valorização do trabalho do produtor rural”.

Em tom emocionado, Celso fez questão de elogiar a atuação do governador Mauro Mendes, com quem tem mantido uma relação institucional de apoio mútuo.

“Em 41 anos que estou em Mato Grosso, nunca vi um governador tão arrojado. O senhor faz obra no Estado inteiro. Quase triplicou a malha viária e ainda tem tempo de ouvir e atender o setor produtivo. Não falo isso por bajulação, mas porque é a verdade. O senhor é diferenciado”.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, reforçou a importância da feira para o ambiente de negócios e inovação no Estado. Para ele, a Expoagro é mais do que um evento técnico ou festivo: é um marco da seriedade com que o agro é tratado em Mato Grosso.

“A Expoagro é um lugar de aprendizado, de troca de experiências e de convivência. É fácil ser parceiro dessa organização porque tudo aqui é feito com seriedade e compromisso com o setor produtivo. Essa feira mostra que Mato Grosso é, sim, o coração do agro brasileiro. Aqui se faz negócios, se conhece novas tecnologias e se projeta o futuro”.

Presente na solenidade, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, parabenizou a organização da feira e reconheceu o esforço dos sindicatos rurais em manter o agro em evidência, mesmo diante das dificuldades.

“Sabemos o quanto é difícil organizar uma feira desse porte, especialmente em uma capital como Cuiabá. Cada cidade tem sua dimensão, mas a responsabilidade aqui é sempre maior. E o Sindicato tem conduzido isso de forma exemplar”.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, também marcou presença e reafirmou o apoio da prefeitura ao evento e ao setor produtivo da capital.

“Temos orgulho de apoiar a Expoagro. Temos orgulho de apoiar o produtor rural, a agricultura familiar e todo o setor agroindustrial. Aqui, trabalhamos em parceria com o Sindicato Rural e acreditamos no agro como vetor de desenvolvimento”.

Além das atividades técnicas e comerciais, a Expoagro 2025 também celebra a cultura regional. A programação inclui 13 oficinas, vitrine tecnológica, exposições de animais, rodeio, parque de diversões, feira gastronômica e grandes shows, com destaque para o tradicional lambadão cuiabano.

A 57ª Expoagro é realizada pelo Sindicato Rural de Cuiabá em parceria com a Ditado Produções. O evento recebe apoio do Governo do Estado de Mato Grosso, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e das federações do setor produtivo: Famato, Fiemt e Fecomércio.

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TCE vê riscos aos serviços à população e veta transferência de hospital para consórcio de saúde

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão imediata da transferência da gestão do Hospital Regional de Sinop “Jorge de Abreu” para o Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires. A tutela provisória de urgência foi concedida em decisão singular do conselheiro Guilherme Antonio Maluf e aponta fragilidades nos estudos técnicos, ausência de comprovação da capacidade operacional da entidade e riscos à continuidade dos serviços prestados à população.

A medida cautelar foi solicitada em denúncia que questiona a legalidade do procedimento adotado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para transferir a administração da unidade hospitalar, considerada referência para cerca de 35 municípios e aproximadamente 860 mil habitantes da região Norte do estado.

Ao analisar os autos, o relator identificou indícios de irregularidades relacionados à insuficiência dos estudos técnicos que embasaram a mudança do modelo de gestão, à ausência de demonstração objetiva da vantajosidade da medida e à falta de comprovação da capacidade técnica e operacional do consórcio para administrar uma unidade hospitalar de alta complexidade.

Segundo Guilherme Antonio Maluf, a transferência da gestão de um hospital regional exige planejamento detalhado, motivação técnica consistente e demonstração inequívoca de que a medida atende ao interesse público.

“A transferência da gestão de hospital regional de alta complexidade, sem a prévia demonstração integral da regularidade do procedimento administrativo, da efetiva publicidade dos atos preparatórios, da motivação técnica subjacente e da capacidade operacional da entidade destinatária, projeta risco concreto de comprometimento da continuidade assistencial, da segurança jurídica e da própria higidez do interesse público tutelado”, sustentou o conselheiro.

O relator observou ainda que o Estudo Técnico Preliminar apresentado pela administração estadual possui caráter predominantemente descritivo, sem apresentar análise comparativa consistente entre alternativas de gestão, demonstração robusta de viabilidade econômico-financeira ou comprovação dos ganhos de eficiência esperados com a mudança.

A decisão também leva em consideração estudo elaborado pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas) do TCE-MT, presidida por Maluf, que apontou fragilidades no processo de transferência da gestão hospitalar.

Entre os pontos destacados estão a ausência de estudos prévios robustos, a falta de demonstração da experiência do consórcio na administração integral de hospitais de porte semelhante e a inexistência de comprovação objetiva da qualificação técnica necessária para assumir a unidade.

Conselheiro-relator, Guilherme Maluf [Foto – Tony Ribeiro]

Para o conselheiro, os elementos constantes nos autos demonstram a presença dos requisitos legais para a concessão da tutela provisória de urgência. Além dos indícios de irregularidades, a continuidade da execução contratual poderia gerar riscos tanto ao erário quanto à prestação dos serviços de saúde.

O relator destacou que o contrato firmado prevê movimentação financeira estimada em aproximadamente R$ 321 milhões e que a ausência de comprovação da vantajosidade econômica e operacional da medida pode resultar em prejuízos de difícil reparação. Também ressaltou que eventuais falhas no processo de transição poderiam comprometer a continuidade da assistência prestada à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).

Outro ponto considerado foi o fato de a SES-MT não ter encaminhado ao Tribunal informações complementares solicitadas sobre a comissão de transição e o cronograma de execução das ações previstas para a mudança de gestão do hospital.

Diante disso, o conselheiro determinou à Secretaria de Estado de Saúde e ao Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires a suspensão imediata da execução do Contrato de Gestão Especial nº 001/2026/SES-MT, bem como de todos os atos dele decorrentes, incluindo repasses financeiros.

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Governo de MT lança concurso para eleger os melhores cafés produzidos no Estado

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O governo de Mato Grosso lançou o 1º Concurso de Qualidade do Café de Mato Grosso – “Valorizando Origens, Impulsionando Negócios”, iniciativa que busca reconhecer os melhores cafés produzidos no estado e fortalecer a cafeicultura como fonte de renda para as famílias rurais. O evento aconteceu em Colniza, reconhecida no estado como ‘Capital do Café’, neste final de semana.

O lançamento reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e autoridades da região noroeste do estado. Durante o evento, uma série de palestras orientou os participantes sobre todas as etapas da competição, desde os critérios de avaliação até os cuidados necessários na colheita e pós-colheita para garantir um café de alta qualidade.

Os produtores receberam orientações sobre o checklist diagnóstico que será avaliado pelo laboratório, a forma correta de embalar e enviar as amostras, a importância da ciência na produção cafeeira, além dos principais atributos analisados pelos especialistas, como aroma, sabor, acidez, corpo, finalização, uniformidade e ausência de defeitos.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou que o concurso foi criado para dar visibilidade ao trabalho dos produtores e abrir novas oportunidades de mercado. Entre os anos de 2019 e 2025, o governo por meio da secretaria de Agricultura Familiar, investiu mais de R$ 4,4 milhões na cefeicutura do estado com insumos, mudas, máquinas e equipamentos.

“Os produtores já provaram que fazem acontecer. Chegaram nesta região, desbravaram essas terras com coragem e determinação e acreditaram que era possível produzir café de qualidade. Os resultados estão aí para todos verem. Nossa missão, enquanto Estado, é ajudar vocês a impulsionar esse mercado. Em parceria com o governador Otaviano Pivetta e com o Sebrae, criamos essa iniciativa para identificar e apoiar os produtores na missão de mostrar o melhor café de Mato Grosso e transformar sua produção em excelência”, afirmou.

Andreia também ressaltou os impactos sociais da valorização da cafeicultura. “Quanto mais valor vocês agregarem ao café produzido, mais renda terão e mais qualidade de vida poderão proporcionar às suas famílias. Vamos contribuir para reduzir o êxodo rural dos jovens, fortalecer a participação das mulheres e incentivar o desenvolvimento das comunidades. Este é apenas o primeiro de muitos concursos. Assumimos o compromisso de realizar o Concurso de Qualidade do Café todos os anos”, completou.

As inscrições seguem abertas até o dia 31 de julho. O resultado será divulgado durante evento na cidade de Juína, no dia 31 de outubro.

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TCE anuncia auditoria em obras inacabadas após repases de R$ 500 milhões em emendas em MT

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou auditoria sobre a aplicação de recursos públicos em uma série de obras inacabadas em Barra do Bugres.

A medida atende à demanda apresentada por vereadores do município que, em reunião nesta sexta-feira (19), apontaram que obras como a do hospital municipal e a da estação de tratamento de esgoto ainda não atendem à população, apesar de repasses de cerca de R$ 500 milhões nos últimos anos.

Diante dos relatos, Sérgio Ricardo adiantou que realizará vistoria no município nos próximos dias. “O Tribunal de Contas está aqui para fiscalizar a destinação do recurso público. O dinheiro público tem que ter destinação, prestação de contas e transparência. Vamos buscar saber para onde foram os 500 milhões de emendas. Por que já foram investidos R$ 50 milhões no hospital e ele ainda não está funcionando?. Por que foram investidos quase R$ 5 milhões na estação de tratamento e o esgoto continua sendo jogado in natura no Rio Paraguai?”, questionou o presidente.

Com relação ao Hospital Municipal Roosevelth Figueiredo Lira, o vereador Silvestre Fernandes da Silva explicou que a unidade está fechada desde o auge da pandemia e permanece sem funcionamento. Com isso, o município conta apenas com um pronto-atendimento e uma maternidade, e os casos mais graves precisam ser encaminhados a Cuiabá.

As denúncias apontam ainda uma emenda de R$ 30 milhões destinada exclusivamente à compra de equipamentos para o hospital. De acordo com o vereador, os equipamentos estariam armazenados em galpões, mal acondicionados e perdendo a garantia. “Pagaram mais de R$ 25 mil em cada uma dessas camas hospitalares, que a gente acha no mercado por um valor infinitamente menor. Foram compradas há dois anos e estão lá, jogadas num galpão, enferrujando, sem nunca terem chegado à população”, afirmou.

Para Silvestre, a atuação do Tribunal pode levar a resultados concretos. “Com o trabalho do presidente Sérgio Ricardo, apareceu uma luz no fundo do túnel, e a gente veio aqui buscar ajuda. Nós não inauguramos obras no nosso município há anos. A gente agradece o Governo do Estado, que encaminha o valor, mas o nosso Executivo não consegue entregar essas obras que trariam qualidade de vida ao nosso povo.”

O vereador Anderson Lima detalhou os motivos que o levaram a pedir a instalação de uma comissão para investigar a situação do hospital, mas alegou que foi rejeitado em votação na Câmara. “Chegamos e nos deparamos com o hospital praticamente pronto, todo forrado, e eles arrancando tudo. O que já tinha sido feito foi desmanchado, gastando dinheiro outra vez.”

Obras inacabadas e recursos sem retorno

A cobrança dos vereadores inclui o terminal rodoviário do município, no qual já teriam sido gastos quase R$ 1,9 milhão sem que a obra fosse concluída ou entregue. Os vereadores também citaram a implantação de energia fotovoltaica, com placas adquiridas em 2023. Segundo o relato, apenas parte do sistema foi instalada e a unidade não chegou a operar.

Outro ponto levantado foi a estação elevatória de esgoto, orçada em cerca de R$ 4,5 milhões e apontada como não concluída, resultando no despejo de esgoto sem tratamento no Rio Paraguai. Os vereadores mencionaram ainda a reestruturação do telhado da Câmara Municipal e contratos de assessoria jurídica entre os itens que devem ser examinados.

Os parlamentares também apresentaram ao Tribunal indícios de nepotismo na administração municipal. “Tem seis ou sete pessoas da mesma família trabalhando na Câmara e na prefeitura. Já levamos o caso para o Ministério Público também.”

Na ocasião, o suplente de deputado estadual Hugo Garcia destacou a atuação do Tribunal. “Parabenizo o presidente Sérgio Ricardo pelo grande trabalho, mostrando que o Tribunal de Contas existe para fiscalizar para onde está indo o dinheiro público. E parabenizo os corajosos vereadores por Barra do Bugres, que vieram fazer denúncias gravíssimas, que têm de ser investigadas. Algo de muito grave está acontecendo lá, e isso com certeza vai ser revelado nos próximos dias.”

Neste contexto, o presidente reforçou que o TCE está de portas abertas para vereadores, moradores e gestores de todo o estado. “O papel do Tribunal de Contas é cuidar do dinheiro público, ver o que está sendo feito com ele. Controle externo é ir lá e verificar e eu faço o controle externo, vou para a rua, vou para as localidades, porque o meu papel está escrito no artigo n° 70 e no artigo n° 71 da Constituição, que é a lei das leis. Tem que estar com o pé na estrada e o Tribunal vai continuar fazendo isso”, concluiu.

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