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Tem episódio novo do Soja Brasil no ar; renegociação de dívidas e riscos climáticos são destaques

Tem episódio novo do Soja Brasil no ar. O programa desta semana traz informações que podem ajudar o produtor nas decisões para a próxima safra, com destaque para o mercado, clima e gestão de riscos.
A soja apresenta sinais de recuperação no início do segundo semestre, com alta em Chicago, avanço dos prêmios de exportação e aumento das compras da China. Esse cenário pode abrir novas oportunidades de comercialização nos próximos meses.
O episódio também explica as novas regras para renegociação de dívidas rurais e mostra quem pode ter acesso às linhas especiais de crédito criadas pelo governo. A discussão ganha importância diante dos impactos de quebras de safra e das dificuldades financeiras enfrentadas por produtores.
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Com a previsão de um El Niño de forte intensidade, o seguro rural também está entre os destaques. Um especialista explica como a ferramenta pode ajudar a reduzir os impactos de eventos climáticos e proteger a renda do produtor.
O programa ainda mostra a iniciativa da Aprosoja Mato Grosso que levou o agro para a Avenida Paulista e marca o início das comemorações dos 15 anos do Soja Brasil, que chega à nova temporada com identidade visual renovada e novidades. O próximo grande evento será a abertura nacional do plantio da safra 2026/27, marcada para 17 de setembro, em Ipiranga do Norte (MT).
Confira:
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Agro Mato Grosso
MT é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

Impulsionado pela força do agronegócio e pela migração de trabalhadores de várias regiões do país, Mato Grosso registra 102,5 solteiros para cada 100 solteiras, segundo o Censo 2022.
Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.
A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.
Migração e trabalho no campo
Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.
É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.
“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.
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Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo
Casamento ficou para depois
A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.
Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.
Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.
Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.
“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”
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Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo
Entre a liberdade e a solidão
Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.
Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.
Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”
Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.
“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”
Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.
Retrato raro no país
O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.
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O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
Agro Mato Grosso
MT amplia consumo interno de milho e reduz dependência das exportações

Uma safra recorde de milho não significa, necessariamente, que haverá excesso de oferta em Mato Grosso. O crescimento das usinas de etanol e o aumento do consumo interno têm feito uma parcela cada vez maior da produção permanecer no próprio estado, reduzindo a dependência das exportações.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a demanda pela safra 2024/25 foi revisada para 54,98 milhões de toneladas em agosto, alta de 0,85% em relação à estimativa anterior. O principal fator para a revisão foi o aumento da moagem nas usinas de etanol, que ampliou o consumo de milho dentro do estado.
Com maior volume sendo absorvido pelo mercado estadual, a projeção de estoques finais da safra foi reduzida para 974,03 mil toneladas, queda de 32,14% em relação ao levantamento anterior.
A tendência deve ganhar força na safra 2025/26. A estimativa aponta consumo interno de 22,10 milhões de toneladas, aumento de 9,12% em relação ao ciclo anterior. O avanço é atribuído principalmente à expansão da capacidade das usinas de etanol produzido a partir do milho.
A demanda também deve crescer fora de Mato Grosso. A menor produção projetada em outros estados contribuiu para elevar a estimativa de consumo interestadual para 11 milhões de toneladas, alta de 6,18% na comparação com a safra anterior.
Exportações perdem espaço
Com o avanço do consumo interno, as exportações devem representar uma parcela menor da produção mato-grossense. Para a safra 2025/26, o Imea estima que Mato Grosso deverá embarcar 24,10 milhões de toneladas de milho para o mercado internacional, redução de 1,09% em relação ao ciclo anterior.
A queda, segundo o cenário projetado, não está relacionada à falta de produção, mas ao aumento da quantidade de milho destinada ao mercado brasileiro.
Mesmo com a maior absorção interna, a projeção de estoques finais para a próxima safra é de 1,17 milhão de toneladas, crescimento de 19,99% em relação ao ano anterior.
O cenário reflete a expectativa de uma produção recorde, que deverá ser suficiente para atender ao crescimento da demanda dentro de Mato Grosso, abastecer outros estados e ainda garantir volumes relevantes para o mercado internacional.
Fonte: MidiaJur
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Calor acima dos 40°C, temporais e geadas marcam a semana; confira a previsão por região

A semana entre 10 e 14 de agosto promete mudanças importantes no tempo. A chegada de uma forte massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas, com possibilidade de geadas e temporais em algumas áreas. Em outras regiões, o calor intenso, a baixa umidade do ar e o risco de incêndios serão os principais destaques.
Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a atuação do ar polar deve provocar queda expressiva das temperaturas, ao mesmo tempo em que o tempo quente e seco favorece a elevação das máximas para perto dos 40°C em importantes áreas produtoras.
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Confira a previsão por região:
Sul
A massa de ar polar já estará estabelecida sobre a região, garantindo tempo firme em grande parte dos estados e temperaturas bastante baixas durante as manhãs.
Há previsão de geada em diversas áreas, especialmente entre segunda e terça-feira, quando as mínimas podem ficar abaixo dos 5°C. No Paraná, a circulação de umidade associada à frente fria favorece pancadas de chuva, trovoadas e temporais, principalmente nas áreas norte, central, leste e litorânea.
A partir de quarta-feira, um cavado meteorológico volta a atuar sobre a região, aumentando as instabilidades. Os acumulados de chuva podem variar entre 50 e 70 milímetros até sexta-feira, o que pode provocar atrasos nas operações em campo.
Sudeste
A circulação marítima mantém muitas nuvens e condições para chuva fraca a moderada em áreas do leste da região. Também há possibilidade de garoa e períodos de céu encoberto.
Nas áreas mais ao interior, o tempo segue firme e seco. O destaque fica para o calor, que ganha força ao longo da semana, especialmente na porção oeste da região, onde as temperaturas podem superar os 38°C e alcançar os 39°C.
As condições favorecem o avanço da colheita do café, algodão, milho segunda safra e cana-de-açúcar, mas aumentam a preocupação com focos de incêndio.
Centro-Oeste
O calor continua predominando em praticamente toda a região, com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar.
As exceções ficam por conta do sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, onde a passagem da frente fria favorece chuva moderada a forte e trovoadas. Os acumulados podem atingir entre 30 e 40 milímetros ao longo da semana, causando atrasos pontuais nas atividades agrícolas.
Nas demais áreas, o tempo permanece seco e muito quente, com máximas acima dos 40°C e elevado risco de incêndios.
As condições seguem favoráveis para a colheita do algodão e do milho segunda safra. Também há alerta para o estresse térmico em animais confinados.
Nordeste
O predomínio é de tempo seco e temperaturas elevadas no interior da região. Apenas áreas próximas ao litoral devem registrar chuva fraca e passageira ao longo da semana.
Os acumulados previstos variam entre 20 e 30 milímetros nas áreas litorâneas. Já no interior, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, enquanto as temperaturas se aproximam dos 40°C.
O cenário aumenta o potencial para focos de incêndio e exige atenção dos produtores rurais.
Os trabalhos de colheita do algodão e do milho segunda safra devem avançar sem grandes interrupções.
Norte
O calor segue predominando em grande parte da região. As pancadas de chuva ficam concentradas principalmente em áreas do Acre, Rondônia e Amazonas, além de pontos isolados do Pará.
Os volumes previstos são baixos, entre 10 e 15 milímetros, contribuindo apenas para elevar a umidade do ar de forma temporária.
Nas demais áreas, o tempo permanece seco, com temperaturas próximas dos 40°C e aumento do risco de queimadas, especialmente em importantes áreas produtoras.
As condições continuam favoráveis para a colheita do algodão e do milho segunda safra, embora o calor intenso exija cuidados adicionais com trabalhadores e animais.
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