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9 de agosto de 2026

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Calor acima dos 40°C, temporais e geadas marcam a semana; confira a previsão por região

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Foto: Pixabay

A semana entre 10 e 14 de agosto promete mudanças importantes no tempo. A chegada de uma forte massa de ar frio deve provocar queda acentuada das temperaturas, com possibilidade de geadas e temporais em algumas áreas. Em outras regiões, o calor intenso, a baixa umidade do ar e o risco de incêndios serão os principais destaques.

Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a atuação do ar polar deve provocar queda expressiva das temperaturas, ao mesmo tempo em que o tempo quente e seco favorece a elevação das máximas para perto dos 40°C em importantes áreas produtoras.

Confira a previsão por região:

Sul

A massa de ar polar já estará estabelecida sobre a região, garantindo tempo firme em grande parte dos estados e temperaturas bastante baixas durante as manhãs.

Há previsão de geada em diversas áreas, especialmente entre segunda e terça-feira, quando as mínimas podem ficar abaixo dos 5°C. No Paraná, a circulação de umidade associada à frente fria favorece pancadas de chuva, trovoadas e temporais, principalmente nas áreas norte, central, leste e litorânea.

A partir de quarta-feira, um cavado meteorológico volta a atuar sobre a região, aumentando as instabilidades. Os acumulados de chuva podem variar entre 50 e 70 milímetros até sexta-feira, o que pode provocar atrasos nas operações em campo.

Sudeste

A circulação marítima mantém muitas nuvens e condições para chuva fraca a moderada em áreas do leste da região. Também há possibilidade de garoa e períodos de céu encoberto.

Nas áreas mais ao interior, o tempo segue firme e seco. O destaque fica para o calor, que ganha força ao longo da semana, especialmente na porção oeste da região, onde as temperaturas podem superar os 38°C e alcançar os 39°C.

As condições favorecem o avanço da colheita do café, algodão, milho segunda safra e cana-de-açúcar, mas aumentam a preocupação com focos de incêndio.

Centro-Oeste

O calor continua predominando em praticamente toda a região, com temperaturas elevadas e baixa umidade do ar.

As exceções ficam por conta do sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul, onde a passagem da frente fria favorece chuva moderada a forte e trovoadas. Os acumulados podem atingir entre 30 e 40 milímetros ao longo da semana, causando atrasos pontuais nas atividades agrícolas.

Nas demais áreas, o tempo permanece seco e muito quente, com máximas acima dos 40°C e elevado risco de incêndios.

As condições seguem favoráveis para a colheita do algodão e do milho segunda safra. Também há alerta para o estresse térmico em animais confinados.

Nordeste

O predomínio é de tempo seco e temperaturas elevadas no interior da região. Apenas áreas próximas ao litoral devem registrar chuva fraca e passageira ao longo da semana.

Os acumulados previstos variam entre 20 e 30 milímetros nas áreas litorâneas. Já no interior, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, enquanto as temperaturas se aproximam dos 40°C.

O cenário aumenta o potencial para focos de incêndio e exige atenção dos produtores rurais.

Os trabalhos de colheita do algodão e do milho segunda safra devem avançar sem grandes interrupções.

Norte

O calor segue predominando em grande parte da região. As pancadas de chuva ficam concentradas principalmente em áreas do Acre, Rondônia e Amazonas, além de pontos isolados do Pará.

Os volumes previstos são baixos, entre 10 e 15 milímetros, contribuindo apenas para elevar a umidade do ar de forma temporária.

Nas demais áreas, o tempo permanece seco, com temperaturas próximas dos 40°C e aumento do risco de queimadas, especialmente em importantes áreas produtoras.

As condições continuam favoráveis para a colheita do algodão e do milho segunda safra, embora o calor intenso exija cuidados adicionais com trabalhadores e animais.

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Tem episódio novo do Soja Brasil no ar; renegociação de dívidas e riscos climáticos são destaques

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Foto: Magnific

Tem episódio novo do Soja Brasil no ar. O programa desta semana traz informações que podem ajudar o produtor nas decisões para a próxima safra, com destaque para o mercado, clima e gestão de riscos.

A soja apresenta sinais de recuperação no início do segundo semestre, com alta em Chicago, avanço dos prêmios de exportação e aumento das compras da China. Esse cenário pode abrir novas oportunidades de comercialização nos próximos meses.

O episódio também explica as novas regras para renegociação de dívidas rurais e mostra quem pode ter acesso às linhas especiais de crédito criadas pelo governo. A discussão ganha importância diante dos impactos de quebras de safra e das dificuldades financeiras enfrentadas por produtores.

Com a previsão de um El Niño de forte intensidade, o seguro rural também está entre os destaques. Um especialista explica como a ferramenta pode ajudar a reduzir os impactos de eventos climáticos e proteger a renda do produtor.

O programa ainda mostra a iniciativa da Aprosoja Mato Grosso que levou o agro para a Avenida Paulista e marca o início das comemorações dos 15 anos do Soja Brasil, que chega à nova temporada com identidade visual renovada e novidades. O próximo grande evento será a abertura nacional do plantio da safra 2026/27, marcada para 17 de setembro, em Ipiranga do Norte (MT).

Confira:

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Na maior cidade do Brasil, jovem encontra na agricultura um caminho para o futuro

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Foto: reprodução/Canal Rural

Em meio à maior cidade do Brasil, onde a expansão urbana avança sobre áreas rurais, Gabriel Arantes escolheu fazer da agricultura seu projeto de vida. Morador do extremo sul da capital paulista, o jovem produtor cultiva hortaliças orgânicas no Sítio Floresta e mostra que ainda é possível produzir alimentos, gerar renda e construir uma carreira no campo sem sair de São Paulo.

O interesse pela agricultura nasceu ainda na infância. Filho de uma paisagista, cresceu acompanhando a mãe no trabalho com plantas, jardins e na rotina de compra de insumos no Ceasa. O contato precoce com a natureza despertou o interesse que, anos depois, se transformaria em profissão.

Atualmente, os dias começam cedo. Entre plantio, manejo e colheita, Gabriel dedica boa parte da rotina aos cuidados com a horta. No fim da tarde, realiza atividades como adubação e aplicação de nutrientes para manter a qualidade da produção.

Horta cresce e produção deve dobrar

No Sítio Floresta, são cultivadas hortaliças como alface crespa, couve, salsa, coentro, mostarda e almeirão. Embora a área ainda não opere em sua capacidade máxima, o produtor já se prepara para ampliar o cultivo.

O crescimento foi impulsionado pela abertura de novos canais de comercialização. Hoje, boa parte da produção é destinada ao Armazém Solidário, iniciativa que garantiu mercado para os alimentos produzidos na propriedade.

“Se não fosse o Armazém Solidário, hoje eu não teria para quem vender o que produzo aqui”, afirma Gabriel.

Com a expansão da iniciativa para uma nova unidade, a expectativa é aumentar significativamente a oferta de hortaliças e, nos próximos meses, dobrar o volume produzido.

Tecnologia aumenta produtividade

A evolução da propriedade também passou por investimentos em infraestrutura e assistência técnica. O produtor recebeu apoio para instalar caixa d’água, sistema de irrigação, adquirir mudas e preparar o solo com maquinário adequado.

Segundo o técnico agrícola Saullo Pereira, que acompanha o trabalho no sítio, o empenho de Gabriel representa uma realidade diferente da observada em muitas regiões rurais.

“Ele é um jovem que escolheu permanecer no campo e acredita na atividade. Isso ajuda a renovar uma agricultura que enfrenta o envelhecimento da mão de obra”, destaca.

Entre as tecnologias adotadas está o uso de sombrite, cobertura que reduz a incidência direta do sol e da chuva, ajuda a conservar a umidade do solo e melhora o desenvolvimento das plantas.

De acordo com o técnico, a mudança trouxe resultados expressivos na produtividade.

“As plantas estão ficando maiores e mais pesadas. Ele consegue produzir mais em uma área menor”, explica.

Comercialização ainda é um desafio

Apesar dos avanços na produção, levar os alimentos até o consumidor continua sendo um dos principais obstáculos para os agricultores da região. A distância entre as propriedades e os centros consumidores aumenta os custos e exige planejamento logístico.

“Produzir é apenas uma parte do trabalho. Também é preciso saber para quem vender, como distribuir e de que forma fazer essa logística funcionar”, afirma Saulo.

Hoje, os próprios agricultores se organizam para entregar a produção ao Armazém Solidário. No futuro, a expectativa é estruturar um sistema coletivo de transporte para ampliar o alcance das vendas.

“A ideia é que, daqui a alguns anos, a gente tenha um caminhão circulando por São Paulo e abastecendo toda a rede”, projeta Gabriel.

Para o jovem produtor, investir na agricultura orgânica vai além da geração de renda. A experiência mostra que, com assistência técnica, acesso ao mercado e adoção de tecnologias, o campo também pode oferecer oportunidades para uma nova geração de agricultores.

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Pecuária de leite amplia produção no Ceará, aponta levantamento

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Foto: MDA/Ascom

A pecuária de leite apresentou avanço em diferentes regiões do Ceará, apesar dos desafios relacionados ao clima e à falta de mão de obra especializada. O cenário foi identificado pelo Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que levantou os custos de produção em Milhã, Quixeramobim e Morada Nova.

Em Milhã, a produção das propriedades modais chegou a cerca de 350 litros por dia, ante 200 litros no levantamento anterior. O crescimento está relacionado ao aumento do rebanho e à melhoria da produtividade, permitindo maior equilíbrio econômico da atividade.

Em Quixeramobim, a produção média é de 100 litros por dia. A atividade apresentou competitividade, com margem bruta por hectare 84% superior ao arrendamento para a pecuária de corte.

Já em Morada Nova, a produção dobrou em três anos, passando de 100 para 200 litros por dia. O resultado está associado aos investimentos em melhoramento genético e planejamento forrageiro.

Os produtores também relataram os impactos das condições climáticas de 2025, que elevaram os custos devido à necessidade de compra de volumosos de fora das propriedades.

De modo geral, os levantamentos apontam a resiliência da pecuária leiteira no Semiárido, com maior uso de tecnologias como pastagens cultivadas, silagem de sorgo e palma forrageira. A falta de mão de obra especializada, porém, foi apontada como o principal desafio nas três regiões.

Com os dados coletados no Ceará, o Campo Futuro encerra, em 2026, o levantamento da pecuária de leite, após passar por Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Bahia.

Suinocultura

Em Ponte Nova (MG), o projeto também realizou levantamento dos custos da suinocultura independente, no sistema de ciclo completo. Os resultados apontaram que a alimentação representou 76,6% do Custo Operacional Efetivo (COE), enquanto a mão de obra correspondeu a 7,1%.

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