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10 de agosto de 2026

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VÍDEO: onça-pintada captura jacaré após caça frustrada em rio no Pantanal de MT | MT

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O piloto de barco Claudico Arruda registrou um ataque bem-sucedido da onça-pintada ‘Medrosa’ a um jacaré, no Pantanal mato-grossense, em Poconé, a 104 km de Cuiabá, no último sábado (5). Há um mês, ela teve um ataque frustrado na mesma região, no entanto, desta vez, a caçada terminou de forma diferente.

Nas imagens registradas pelo piloto, é possível ver que o felino está parado sob o tronco de uma árvore, enquanto observa o réptil se aproximar. Em seguida, salta em direção ao rio e inicia o ataque. O vídeo mostra os dois animais em uma intensa disputa embaixo d’água e, segundos depois, a onça sai da água com o jacaré na boca (assista abaixo).

VIDEO:

Aos 9 anos, ‘Medrosa’ é uma das onças mais observadas em ação no bioma, especialmente durante investidas contra jacarés. Além de ser uma das onças mais ativas e visíveis, ela faz parte de uma linhagem conhecida e monitorada por pesquisadores e guias de turismo que atuam na região.

Ataque frustrado

VÍDEO: Biólogo registra momento em que onça ataca jacaré em Poconé |  Estadão MT

Gigantes do Pantanal: biólogo registra momento em que onça ataca jacaré em rio de MT

Em junho deste ano, a reportagem publicou um vídeo registrado pelo biólogo Marcos Ardevino que mostra o momento em que Medrosa pula no rio para atacar um jacaré, em meio ao Parque Estadual Encontro das Águas. No entanto, apesar da intensa disputa, o réptil foge.

O vídeo mostra os dois animais em uma intensa disputa dentro d’água. Apesar da investida da onça, o jacaré conseguiu escapar.

De acordo com Marcos, que trabalha com viagens ao Pantanal há mais de 11 anos, ele e outros grupos que acompanhavam a atividade avistaram Medrosa dormindo sobre uma árvore.

Após algum tempo, perceberam que um jacaré se aproximava do local, o que levantou a expectativa de que ela poderia atacar.

Momento em que onça pula e ataca jacaré no Pantanal em MT — Foto: Marcos Ardevino

Momento em que onça pula e ataca jacaré no Pantanal em MT — Foto: Marcos Ardevino

🐆Observação das onças

Enquanto nos safáris da África o leão carrega o título de rei da selva, no Pantanal o trono pertence a outro animal: a onça-pintada. Admirada e, ao mesmo tempo, temida, ela pode chegar a pesar 135 kg e é considerado o maior felino das Américas.

O animal ganhou destaque no ecoturismo e se tornou o preferido dos turistas estrangeiros que visitam o bioma.

🚤Os visitantes podem passear de barco pela região ao mesmo tempo em que fazem o monitoramento das onças de forma voluntária por meio de fotos e vídeos de diferentes aparições dos felinos.

Um deles é o ‘Parque Estadual Encontro das Águas’, localizado no encontro dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá.

Onça-pintada no Pantanal de MT — Foto: Erisvaldo Almeida

Onça-pintada no Pantanal de MT — Foto: Erisvaldo Almeida

De acordo com o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, em Mato Grosso, há dois locais que são considerados os principais para a prática de observar as onças.

O outro é a Estação Ecológica de Taiamã, localizada no município de Cáceres, a 220 km de Cuiabá. A estação tem uma grande variedade de ambientes aquáticos, como lagoas permanentes, temporárias e lagoas de corixos, fortemente influenciada pelo Rio Paraguai.

Os guias ainda orientam que o melhor momento para se deparar com os animais é entre os meses de julho e fim de setembro, quando começa o período da seca, o que faz com que os felinos procurem água e, com isso, ficam expostos às margens dos rios, sendo possível vê-los de uma distância segura.

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Soja: produtor se retrai e comercialização perde fôlego no Brasil

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Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural BA

O mercado brasileiro de soja teve uma primeira semana de agosto caracterizada por poucos negócios e por preços apresentando apenas pequenas alterações. Os contratos futuros na Bolsa de Chicago tiveram leve desvalorização, enquanto o câmbio subiu na mesmo proporção. Os prêmios seguiram firmes.

A saca de 60 quilos recuou de R$ 140 para R$ 139 em Passo Fundo (RS). No período, a saca seguiu em R$ 134 em Cascavel (PR) e em R$ 127 em Rondonópolis (MT). No Porto de Paranaguá, o preço estabilizou na casa de R$ 145.

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Diante do quadro de cotações inalteradas, os produtores se retraíram, até porque aproveitaram o recente repique de Chicago, em julho, para negociar. Os vendedores, portanto, esperam por condições melhores para retornar ao mercado.

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, acumularam queda de 0,42% na semana, sendo cotados na manhã da sexta (7) a US$ 11,82 1/2 por bushel. A previsão de chuvas para as regiões produtoras dos Estados Unidos e o recuo do petróleo no mercado internacional pesaram sobre os preços internacionais. A queda só não foi maior devido à demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos.

O dólar comercial apresentou uma valorização de 0,54% na semana, sendo cotado a R$ 5,0961 na sexta. Tanto dólar como Chicago apresentaram muita volatilidade na semana, dificultando a adoção de uma tendência para os preços domésticos no período.

Comercialização avançou bem em julho

A comercialização da safra 2025/26 de soja do Brasil envolve 81,9% da produção projetada, conforme relatório de Safras & Mercado, com dados recolhidos até 7 de agosto. No relatório anterior, com dados de 3 de julho, o número era de 71,5%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 78,4% e a média de cinco anos para o período é de 81,8%. Levando-se em conta uma safra estimada em 178,341 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 146,145 milhões de toneladas.

Projetando uma safra de 180,089 milhões de toneladas, Safras indica uma comercialização antecipada de 20,2%, o equivalente a 36,307 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 16,8% e a média para o período é de 20,3%. O relatório anterior, de 3 de julho, indicava o comprometimento de 13,9%.

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Agro Mato Grosso

MT é o único estado brasileiro onde homens são maioria entre solteiros

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Mato Grosso ocupa uma posição única no mapa demográfico brasileiro. Segundo dados do Censo 2022, é o único estado do país onde há mais homens solteiros do que mulheres solteiras: são 102,5 solteiros para cada 100 solteiras.

A explicação passa pela forte expansão do agronegócio. O estado atrai trabalhadores de diferentes partes do Brasil para atuar nas lavouras de soja, milho e algodão, gerando uma migração predominantemente masculina em busca de oportunidades profissionais.

Migração e trabalho no campo

Nas fazendas mato-grossenses, histórias parecidas ajudam a explicar os números. Muitos trabalhadores deixam suas cidades de origem ainda jovens para buscar crescimento profissional.

É o caso de Alan Augusto da Silva Weinch, de 20 anos, operador de máquinas agrícolas. Natural de Novo Machado (RS), ele deixou a casa dos pais para trabalhar no estado.

“Foi preciso coragem, né? Bastante coragem. Se não tem coragem, não vem não”, contou.

 

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Casamento ficou para depois

A trajetória dos trabalhadores do campo acompanha uma tendência observada em todo o país: os brasileiros estão se casando mais tarde.

Segundo dados do IBGE citados na reportagem, as mulheres se casam, em média, aos 29 anos, enquanto os homens chegam ao casamento aos 31.

Nesse cenário, a prioridade costuma ser a construção da carreira, da estabilidade financeira e dos projetos pessoais antes da formação de uma união.

Willian Balen, técnico em agropecuária vindo de Santa Catarina, também priorizou a carreira. Aos 27 anos, ele afirma que a meta de formar uma família ficou para mais tarde.

“Meu foco principal é o agro, o trabalho”, disse. “Minha meta é ter um casamento a partir dos 30 anos.”

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Mato Grosso é o único estado do Brasil onde homens solteiros são maioria, aponta IBGE — Foto: Reprodução/TV Globo

Entre a liberdade e a solidão

Para muitos dos trabalhadores que vivem longe da família, a solteirice é marcada por sentimentos contraditórios.

Ao ser questionado sobre as vantagens de não estar em um relacionamento, Willian citou a autonomia: “Sai a hora que quer, volta a hora que quer e não depende de ninguém”.

Mas ele também reconhece o lado mais difícil da rotina. “A desvantagem é um pouco a solidão, né? Que ela bate.”

Já Erisom Marinho de Barros, operador de máquina agrícola que deixou Alagoas para trabalhar em Mato Grosso, afirma que a busca por melhores condições de vida teve um custo emocional.

“Abri mão de muita coisa”, disse. “De estar perto da minha família, da minha filha, para estar em busca da realização dos sonhos.”

Mesmo assim, ele não desistiu da vida amorosa. No ritmo das safras, acredita que os relacionamentos podem surgir nos períodos de entressafra, quando há mais tempo para sair e conhecer pessoas.

Retrato raro no país

O caso de Mato Grosso chama atenção porque vai na contramão da realidade nacional. A população brasileira tem mais mulheres do que homens, resultado de uma mortalidade masculina mais elevada ao longo da vida, segundo especialistas ouvidos pelo programa.

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

O novo retrato dos solteiros no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

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Agro Mato Grosso

Por que Cuiabá ficou mais quente? Estudo aponta perda de árvores, antigas obras do VLT

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