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13 de julho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Soja fechou em baixa acompanhando o óleo de soja e o petróleo – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 24/06/2025
FECHAMENTOS DO DIA 24/06

O contrato de soja para julho, referência para a safra brasileira, fechou em baixa de -1,13%, ou $ -12,00 cents/bushel a $ 1046,75. A cotação de agosto, fechou em baixa de -1,11% ou $ -11,75 cents/bushel a $ 1050,25. O contrato de farelo de soja para julho fechou em baixa de -0,67 % ou $ -1,9 ton curta a $ 280,5 e o contrato de óleo de soja para julho fechou em baixa de -2,01 % ou $ -1,07/libra-peso a $ 52,17.

ANÁLISE DA BAIXA

A soja negociada em Chicago fechou em baixa nesta terça-feira. As cotações da soja acompanharam o tombo das cotações do óleo de soja e do petróleo. Com o arrefecimento do conflito no Oriente Médio, o mercado passou a realizar lucro do subproduto da oleaginosa. As cotações o óleo de soja em Chicago ainda estão quase 10% acima do patamar visto no dia 12 de junho, data anterior aos ataques entre Israel e Irã. Isso abre espeço para uma queda acentuada da soja e do óleo de soja.

A reta final do plantio nos EUA, com qualidade mantida e boas condições ambientais previstas aumentaram a pressão.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
ALÍVIO DAS TENSÕES E QUEDA DO PETRÓLEO (baixista)

A soja está sendo negociada em baixa no pregão diário de Chicago, pressionada pela contínua realização de lucros por investidores no mercado de óleo de soja, em parte devido à queda repentina dos preços do petróleo nesta semana, com o alívio das tensões no Oriente Médio.

CONTINUA A FALTA DE INTERESSE DA CHINA (baixista)

A falta de interesse da China na soja da nova safra americana, apesar de uma aparente trégua na disputa comercial anunciada pela Casa Branca, e as condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento de grãos secundários no cinturão soja/milho estão contribuindo para a queda dos preços.

EUA-CONDIÇÃO NÃO TÃO BOA DA SOJA (altista)

Em termos de safras, o USDA relatou ontem um progresso no plantio de soja em 96% da área planejada, em comparação com 93% na semana passada; 96% no mesmo período em
2024; 97% na média das últimas cinco safras; e 97% estimado por traders. Em relação às avaliações da safra, a proporção de soja em boas/excelentes condições permaneceu em 66%, um número abaixo do nível de 67% do ano anterior e da média de 67% prevista por investidores privados. A agência acrescentou que a fase crucial de floração já começou e que 8% das plantas estão nessa condição, em comparação com 7% no mesmo período do ano passado e a média de 7%.

EUROPA AUMENTOU IMPORTAÇÃO DE SOJA (altista)

A Comissão Europeia informou hoje que, até o momento, no ano agrícola 2024/2025 — iniciado em 1º de julho — a União Europeia importou 13,79 milhões de toneladas de soja, ante 12,89 milhões de toneladas no mesmo período de 2024. Com 5.849.960 toneladas, os Estados Unidos foram o principal fornecedor, com um aumento de 11,17% em relação ao ano anterior, em comparação com as 5.262.299 toneladas anteriores.

EUROPA AUMENTOU AS IMPORTAÇÕES DE FARELO DE SOJA (altista)

Também as compras de farelo de soja da UE totalizaram 18,88 milhões de toneladas, superando os 14,93 milhões de toneladas do ciclo anterior. O Brasil foi o principal fornecedor, com 9.560.586 toneladas, um aumento de 6,33% em relação ao ano anterior, em comparação com as 8.991.237 toneladas anteriores. A Argentina ficou em segundo lugar como fornecedora de farelo para a UE, com 6.712.040 toneladas, mas com um aumento anual de 106,02% em relação às 3.257.918 toneladas anteriores.

Fonte: T&F Agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Soja avança no mercado brasileiro com alta em Chicago e retomada chinesa; confira o resumo da semana

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Foto: Pixabay

Os preços da soja registraram alta nas principais regiões produtoras do Brasil ao longo desta semana, refletindo a valorização dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e um cenário internacional mais favorável. O movimento também estimulou os produtores a retomarem as negociações no mercado físico neste início de julho.

Entre as principais praças acompanhadas pelo mercado, a saca de 60 quilos passou de R$ 131,50 para R$ 135,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação subiu de R$ 126,50 para R$ 130,00. Já em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 117,00 para R$ 122,00 por saca. No Porto de Paranaguá (PR), a valorização foi de R$ 137,50 para R$ 141,00.

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Cenário internacional da soja

No mercado internacional, os contratos futuros da soja também encerraram a semana em alta. Na Bolsa de Chicago, o contrato com vencimento em novembro, o mais negociado, acumulou valorização de cerca de 3%, passando de US$ 11,47¾ para US$ 11,81¾ por bushel.

A recuperação das cotações foi impulsionada, inicialmente, pelas previsões de uma intensa onda de calor sobre o cinturão produtor dos Estados Unidos, o que elevou as preocupações com o desenvolvimento das lavouras. Embora esse fator tenha perdido força ao longo da semana, outros elementos continuaram sustentando o mercado.

Um dos principais foi a retomada das compras de soja norte-americana pela China, em linha com os compromissos firmados entre Washington e Pequim. Relatos de operadores e anúncios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmaram o aumento da demanda chinesa pelo produto dos EUA.

Além disso, a valorização do petróleo no mercado internacional também contribuiu para sustentar os preços das commodities. A renovação das tensões no Oriente Médio impulsionou a cotação da commodity, movimento que acabou beneficiando também o mercado da soja e de outros produtos agrícolas.

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Sustentabilidade

Negócios são contidos em dia de USDA; confira as cotações de soja

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com negociações mais contidas no mercado interno, enquanto os melhores negócios foram registrados nos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os prêmios permaneceram firmes ao longo da semana, sustentando as cotações mesmo com o recuo do dólar.

De acordo com o analista, a Bolsa de Chicago avançou após a divulgação do relatório de oferta e demanda de julho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), enquanto a moeda norte-americana apresentou queda, mas sem grandes oscilações. Com isso, os preços variaram entre estabilidade e alta durante a sessão.

Silveira afirma que o produtor segue cauteloso e continua buscando preços ainda mais elevados para avançar nas negociações.

“O mercado segue com boas indicações, mas o produtor continua cauteloso, buscando cotações ainda maiores”, destaca.

Segundo o analista, a semana foi marcada por um volume expressivo de negócios, impulsionado pelas indicações mais firmes de preços. “O mercado ficou mais animado pelo ponto de vista do vendedor”, resume.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00 por saca
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00 por saca
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00 por saca
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 122,00 por saca
  • Dourados (MS): subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00 por saca
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00 por saca

Nos portos, Paranaguá (PR) manteve a referência em R$ 141,00 por saca, mesmo patamar observado em Rio Grande (RS).

Chicago fecha em alta após relatório do USDA

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em alta, refletindo a repercussão do relatório mensal do USDA e a confirmação de uma venda de soja norte-americana para a China.

O USDA estimou a safra dos Estados Unidos em 4,475 bilhões de bushels na temporada 2026/27, o equivalente a 121,8 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior de 4,435 bilhões de bushels (120,7 milhões de toneladas). O mercado esperava uma produção de 4,457 bilhões de bushels, ou 121,3 milhões de toneladas.

A produtividade foi mantida em 53 bushels por acre.

Já os estoques finais da safra 2026/27 foram projetados em 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas, abaixo da expectativa do mercado, que estimava 324 milhões de bushels (8,8 milhões de toneladas). Para a temporada 2025/26, o USDA indicou estoques de passagem de 330 milhões de bushels, enquanto os analistas esperavam 337 milhões.

Outro fator de sustentação dos preços foi o anúncio de exportadores privados norte-americanos sobre a venda de 254 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

No fechamento da sessão, o contrato julho/2026 avançou 14 centavos de dólar, ou 1,18%, para US$ 11,91 por bushel. A posição novembro/2026 subiu 9,25 centavos, ou 0,78%, encerrando a US$ 11,90¾ por bushel. Na semana, o contrato novembro acumulou valorização de 3,62%.

Entre os derivados, o farelo para agosto/2026 avançou US$ 3,00 por tonelada, fechando em US$ 320,40, enquanto o óleo de soja para agosto subiu 0,77%, para 70,46 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar recua na semana

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com queda de 0,29%, cotado a R$ 5,1068 na venda e R$ 5,1048 na compra. Durante o pregão, a moeda oscilou entre R$ 5,0988 e R$ 5,1253. No acumulado da semana, a desvalorização foi de 1,19%.

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Sustentabilidade

CESB 25/26: Campeão da Região Norte – Sequeiro obteve 136,64 sc/ha – MAIS SOJA

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Com produtividade de 136,64 sacas por hectare, o produtor Pedro Foresto Crispim, Fazenda Bela, em Goiatins (TO), garantiu o título de campeão da Região Norte, categoria sequeiro, do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja do CESB da safra 25/26.

A impressionante produtividade foi obtida em uma área de 2,68 hectares, cujas práticas de manejo foram voltadas à construção da fertilidade do solo, à preservação do perfil físico e ao manejo criterioso da cultura ao longo de todo o ciclo. O histórico da área demonstra uma rotação de culturas envolvendo soja, milho, milheto e braquiária, além de sucessivas correções da acidez com aplicações de calcário e gesso em safras anteriores, além da calagem na safra 25/26, onde também foi realizada adubação de sistema com 300 kg/ha de 00-49-00 + S a lanço.

A cultivar NEO 820 IPRO foi semeada com espalhamento entrelinhas de 50 cm, população planejada de 260 mil plantas por hectare e profundidade de 3,5 cm. O tratamento de sementes continha inseticidas e fungicidas. Para a coinoculação realizada via sulco de semeadura foram utilizados Bradyrhizobium japonicum e Azospirillum brasilense, associados ao fornecimento de cobalto, molibdênio e níquel. Antes da semeadura também foi realizada dessecação com glufosinato de amônio, glifosato e flumioxazina, enquanto a adubação de plantio contemplou 100 kg/ha de fosfato (00-49-00 + S) e 150 kg/ha de cloreto de potássio (na pré-semeadura).

Durante o desenvolvimento vegetativo, o manejo nutricional incluiu nova aplicação de 150 kg/ha de KCl em V2, reforçando o suprimento de potássio. Paralelamente, foi realizado controle de plantas daninhas com aplicações sequenciais de cletodim e glifosato, além de um programa fitossanitário voltado ao manejo de pragas e doenças. As aplicações combinaram fungicidas protetores e sítio-específicos, inseticidas com diferentes mecanismos de ação e adjuvantes.

Na fase reprodutiva, o manejo foi intensificado com aplicações foliares de macro e micronutrientes, além de nova aplicação de Azospirillum brasilense em R1. O programa fitossanitário foi mantido até R5.5, alternando fungicidas como mancozebe, clorotalonil e difenoconazol, associados ao controle de insetos por meio de inseticidas como bifentrina, acetamiprido, abamectina, piriproxifem, imidacloprido e acefato. Também foi realizada suplementação de potássio em R5.3.

Entre os principais fatores responsáveis pelo elevado rendimento, o consultor Luiz Gabriel de Moraes Junior destaca a fertilidade e perfil do solo, a genética e qualidade das sementes e as boas condições climáticas, com precipitação acumulada de 1026 mm, elevada eficiência climática e agrícola. Esses fatores permitiram expressivo peso de mil grãos (263,3 g) resultando na produtividade de 136,64 sc/ha.

A partir desse ano, os Cases Campeões do CESB passam a ser disponibilizados mediante uma taxa de contribuição simbólica. Essa mudança tem como principal objetivo garantir a continuidade e a sustentabilidade das ações promovidas pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), sempre voltadas ao fortalecimento da sojicultura nacional (CESB, 2026).

Clique aqui e confira!



Referências:

CESB. Comitê Estratégico Soja Brasil. Case Campeões, 2026. Disponível em: < https://www.cesbrasil.org.br/category/cases-campeoes/ >, acesso em: 10/07/2026.

Redação: Equipe Mais Soja, com informações dos Cases CESB.

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