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Anúncio do Plano Safra 25/26 será em 30 de junho; valor recorde pode não acontecer

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O anúncio do Plano Safra 2025/26 para a agricultura empresarial está previsto para o dia 30 de junho e para a agricultura familiar em 1 de julho, informam interlocutores do governo federal ouvidos pelo repórter Ricardo Araújo, do Canal Rural Brasília.

A nova temporada agrícola tem início em 1º de julho e deve se estender até 30 de junho de 2026. A definição a respeito do volume dos recursos ainda está em discussão pelos ministérios responsáveis, como o da Agricultura, da Economia e o de Desenvolvimento Agrário.

Plano Safra recorde?

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e outras entidades correlatas já manifestaram a expectativa de que o valor subsidiado para a nova temporada seja obrigatoriamente maior do que os R$ 475,56 bilhões do último Plano Safra.

O pedido decorre, principalmente, por conta do atual cenário de crédito restrito e da taxa básica de juros fixada na última reunião do Banco Central em 15% ao ano. Contudo, o governo federal não descarta a possibilidade de manter o mesmo montante devido às restrições orçamentárias e ao cumprimento da meta fiscal de 2025.

Bloqueio do seguro rural

Nesta terça-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o bloqueio de cerca de R$ 445 milhões previstos para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

O contingenciamento ocorre para que o governo federal consiga cumprir suas metas fiscais. O ministério informa que “esse cenário deve ser temporário”.

“Vamos trabalhar para reverter esse bloqueio o mais rápido possível, para não prejudicar as contratações da safra de verão. Por se tratar de uma despesa discricionária, o orçamento do PSR está sempre sujeito a esse tipo de situação”, disse o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, em nota publicada no site do Mapa.

Também nesta terça, o ministério publicou uma resolução do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural aprovando a distribuição PSR até o mês de agosto.

A partir de junho, serão disponibilizados aos produtores mais R$ 280 milhões contratações de apólices para culturas de inverno; R$ 36 milhões para frutas; R$ 7,5 milhões para a modalidade de pecuário; R$ 1,5 milhão para florestas; e R$ 35,5 milhões para as demais culturas.

“Com esses recursos, estimamos que conseguiremos atender praticamente toda a demanda dos produtores para as culturas de inverno e sinalizamos mais valores para as demais atividades”, afirmou Campos.

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Boi gordo sobe com oferta restrita e indústrias elevam preços no país

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Foto: Semagro/MS

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da média nacional nesta quinta-feira, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. As escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e sete dias úteis, o que tem levado as indústrias a aumentarem os preços pagos pela arroba em diversas regiões do país.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário de curto prazo ainda exige atenção. Fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, seguem no radar, assim como a evolução da demanda chinesa, principal destino da carne bovina brasileira, o que pode influenciar o fluxo de exportações ao longo do ano.

Preços no Brasil

  • São Paulo (SP): R$ 351,08 por arroba
  • Goiás (GO): R$ 338,75 por arroba
  • Minas Gerais (MG): R$ 340,29 por arroba
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 338,41 por arroba
  • Mato Grosso (MT): R$ 343,38 por arroba

Atacado

No mercado atacadista, os preços apresentaram comportamento misto. A segunda quinzena do mês costuma ter consumo mais fraco, o que reduz o ritmo de reposição. Além disso, a carne bovina enfrenta maior concorrência de proteínas mais baratas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,60 por quilo, com alta de R$ 0,10. O quarto traseiro permaneceu em R$ 27,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha recuou para R$ 18,90 por quilo, com queda de R$ 0,10.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo da sessão.

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Soja tem dia travado no Brasil com volatilidade externa e poucos negócios

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja teve uma quinta-feira (19) de poucos negócios, com movimentações pontuais nos portos, mas sem volumes relevantes. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por volatilidade tanto no câmbio quanto na Bolsa de Chicago, enquanto os prêmios apresentaram pouca variação.

De modo geral, houve pequenos ajustes nas cotações, ao redor de R$ 1 por saca na maior parte das praças, mas sem uma direção definida. O mercado segue com baixa liquidez, já que produtores e tradings permanecem afastados das negociações. O cenário ao longo da semana foi de pouca movimentação, refletindo a cautela dos agentes diante das incertezas externas.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 107,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela expectativa de maior demanda por matéria-prima para biodiesel, impulsionada pela valorização do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. Ataques a instalações de energia aumentaram as preocupações com o fornecimento global, elevando o preço do petróleo Brent acima de US$ 119 por barril.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos somaram 298,2 mil toneladas na semana encerrada em 12 de março para a temporada 2025/26, abaixo das expectativas do mercado. A China liderou as compras, com 79,9 mil toneladas. Para 2026/27, foram registradas mais 6,6 mil toneladas.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, o contrato maio subiu 0,58%, fechando a US$ 11,68 1/2 por bushel, enquanto o julho avançou 0,57%, a US$ 11,83 1/4. Entre os subprodutos, o farelo teve forte alta de 3,35%, enquanto o óleo recuou levemente.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo do dia.

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Soja avança na colheita no RS, mas quebra de 9,7% reduz potencial produtivo

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A colheita da soja no Rio Grande do Sul começa a ganhar ritmo e já alcança 5% da área cultivada, segundo relatório semanal da Emater-RS divulgado nesta quinta-feira (19). A cultura se aproxima do final do ciclo, com predominância das fases de enchimento de grãos (50%) e maturação (37%).

Apesar do avanço nas lavouras, as condições climáticas seguem impactando o desempenho da safra. A irregularidade das chuvas, combinada com temperaturas elevadas, tem provocado grande variabilidade entre áreas, inclusive dentro de uma mesma região.

De acordo com a Emater, as lavouras semeadas no início da janela já estão em fase de maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas plantadas mais tardiamente ainda dependem de melhores condições hídricas para garantir o enchimento adequado dos grãos e a definição da produtividade.

O estresse térmico e hídrico ao longo do período reprodutivo também acelerou o ciclo das plantas, com antecipação da senescência foliar, o que resultou em perda de potencial produtivo em parte das áreas. A heterogeneidade entre lavouras permanece elevada, refletindo diferenças de manejo, regime de chuvas e época de plantio.

No campo fitossanitário, sojicultores intensificam o controle de doenças e pragas, com destaque para a ferrugem-asiática, especialmente nas áreas ainda em fase de enchimento de grãos.

A estimativa atual aponta produtividade média de 2.871 quilos por hectare, uma queda de 9,7% em relação à projeção inicial da safra. A área cultivada no estado está estimada em 6,62 milhões de hectares.

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