Sustentabilidade
Algodão fecha em leve alta em NY com suporte do petróleo e pressão do dólar – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços ligeiramente mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma foram sustentadas no dia pela valorização do petróleo, que torna as fibras sintéticas mais caras na concorrência com o algodão. Mas, a alta do dólar contra outras moedas foi aspecto de pressão e limitou os avanços, irrisórios nos contratos mais próximos e mais negociados no fechamento.
Os investidores se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgada nesta quinta-feira, dia 24, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 82,89 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 0,02 centavo, ou de 0,02%. Março/2027 fechou a 85,65 centavos, avanço de 0,08 centavo, ou de 0,1%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Trabalho no campo: manutenção preventiva de máquinas agrícolas evita prejuízos na safra – MAIS SOJA

O ritmo do trabalho no campo varia ao longo do ano, e os períodos de menor atividade entre uma safra e outra, também conhecidos como entressafra, costumam ser os mais esquecidos quando o assunto é manutenção de máquinas agrícolas. Aproveitar essa pausa para revisar tratores e implementos é o que separa uma operação preparada de uma quebra inesperada no meio da colheita.
Segundo Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, empresa especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, deixar essa janela de pouca atividade passar em branco é um erro comum entre produtores. “Muitos produtores só param para cuidar da máquina quando ela já apresenta um problema. Mas o período de entressafra é justamente a oportunidade de fazer uma manutenção completa, sem a pressão do trabalho em andamento”, explica.
Além do tempo livre da pressão operacional, a entressafra também facilita a logística da manutenção. É o período em que peças, filtros e serviços especializados podem ser providenciados com antecedência, sem a urgência de uma máquina parada no meio do plantio ou da colheita, o que costuma encarecer o reparo e ainda impor prazos apertados para a entrega de peças.
Um dos pontos centrais é o óleo lubrificante, responsável por manter a proteção de motores submetidos a esforço constante. “Máquinas agrícolas trabalham em condições severas, com poeira, variação de temperatura e esforço frequente. O óleo lubrificante precisa reduzir o atrito entre as peças, ajudar na limpeza interna do motor e manter a proteção mesmo em ciclos longos de operação. Respeitar os intervalos de troca recomendados pelo fabricante é essencial para preservar o desempenho”, destaca Arley.
Outro cuidado importante envolve o sistema de alimentação de combustível. Assim como acontece em veículos de passeio, o acúmulo de resíduos nos injetores pode prejudicar a pulverização do combustível e comprometer a eficiência da queima, o que resulta em perda de potência e maior consumo. A limpeza periódica do sistema, combinada ao uso de aditivos específicos, contribui para manter o motor operando dentro das condições previstas pelo fabricante.
Filtros de ar e de combustível, sistema de arrefecimento, bateria e fluido hidráulico também merecem atenção redobrada nas máquinas agrícolas, já que atuam diretamente na resposta e na segurança dos equipamentos durante a operação. Verificar vazamentos, desgastes em mangueiras e correias, além do estado dos pneus ou esteiras, completa a rotina de inspeção recomendada para esse período.
Para Arley, encarar a manutenção como parte do planejamento e não como um gasto eventual é o que diferencia operações mais eficientes. “Uma máquina fora de operação durante a safra representa prejuízo direto, seja pelo atraso no trabalho, seja pelo custo de um reparo emergencial. Pequenas manutenções feitas no momento certo custam muito menos do que uma quebra não planejada em plena colheita. É um investimento que se paga com segurança e produtividade”, finaliza.
SOBRE A PROMAX BARDAHL
Com mais de 70 anos de história no Brasil, a Promax Bardahl é uma indústria química referência no desenvolvimento de aditivos, lubrificantes e soluções químicas para os setores automotivo, agrícola, industrial e de especialidades. Fabricante e distribuidora exclusiva dos produtos Bardahl no país, a empresa une tradição, inovação e tecnologia para oferecer soluções que protegem, potencializam e prolongam a vida útil de motores, equipamentos e componentes.
Fonte: Assessoria de imprensa.
Sustentabilidade
Região do Brasil recebe chuva irregular e deve ser castigada com calor extremo em período decisivo; saiba qual

O Nordeste do Brasil deve enfrentar um período de calor intenso e chuvas irregulares nos próximos meses. A combinação preocupa principalmente em um momento decisivo para as atividades com a soja, com possibilidade de redução da umidade do solo em áreas da região.
Na Bahia, o cenário também exige atenção dos produtores. Uma nova previsão para Brumado indica temperaturas elevadas e distribuição irregular das chuvas ao longo dos próximos meses. O fenômeno El Niño está em andamento e deve influenciar as condições climáticas na região.
Calor pode chegar a 37 ºC
Nos próximos 30 dias, as temperaturas em Brumado podem chegar a 37 ºC. Um alívio maior no calor é esperado apenas em novembro, quando as máximas podem recuar para aproximadamente 30 ºC. Em dezembro, os termômetros devem permanecer próximos desse patamar.
Chuva ainda será insuficiente
A situação das chuvas também chama atenção. Na primeira quinzena de outubro, a previsão indica acumulados entre 10 e 15 milímetros em Brumado. O volume deve ser insuficiente para recuperar de forma significativa a umidade do solo.
Em novembro, as chuvas devem continuar irregulares, com acumulados entre 20 e 30 milímetros ao longo de 30 dias. Para dezembro, a expectativa é de volumes um pouco maiores, entre 20 e 50 milímetros, mas ainda abaixo da média histórica.
Risco de estiagem aumenta no Nordeste
Com a influência do El Niño, áreas do Nordeste podem enfrentar condições de estiagem nos próximos meses. O cenário de calor elevado combinado com chuvas irregulares exige atenção dos produtores, principalmente no manejo das lavouras e das pastagens.
Sustentabilidade
Dessecação pré-semeadura requer planejamento para evitar fitotoxicidade na soja – MAIS SOJA

O controle eficiente das plantas daninhas é indispensável para preservar o potencial produtivo da soja. Essas espécies competem com a cultura por recursos essenciais, como água, radiação solar e nutrientes, podendo reduzir significativamente a produtividade da lavoura. Nesse contexto, estabelecer a cultura “no limpo” e manter um controle adequado das plantas daninhas durante a pós-emergência da soja são estratégias fundamentais para a obtenção de elevadas produtividades.
Além da competição direta com a cultura, as plantas daninhas podem atuar como ponte verde para a sobrevivência e multiplicação de pragas e patógenos que acometem a soja, potencializando os danos à lavoura. Dessa forma, o manejo eficiente dessas espécies constitui uma importante estratégia dentro do sistema de produção, envolvendo a utilização de herbicidas na pré-semeadura e na pós-emergência da cultura, de acordo com as características das espécies presentes e das condições da área.
Entretanto, algumas espécies de plantas daninhas apresentam elevado grau de dificuldade de controle, especialmente em situações de resistência a determinados mecanismos de ação. Nesses casos, pode ser necessária a utilização de herbicidas não seletivos à soja durante o período de pré-semeadura, buscando aumentar a eficiência do manejo. Esses produtos podem ser utilizados de forma isolada ou em associação, inclusive por meio de aplicações sequenciais. Dependendo do herbicida empregado, da dose, das condições ambientais e do intervalo entre a aplicação e a semeadura, podem ocorrer efeitos indesejados sobre a emergência e o desenvolvimento inicial da soja em decorrência da fitotoxicidade.
Nesse sentido, compreender o intervalo necessário entre a aplicação dos herbicidas e a semeadura da soja, assim como realizar um planejamento adequado das pulverizações, é fundamental para reduzir o risco de injúrias à cultura. Pesquisas conduzidas pela Fundação Rio Verde avaliaram, na safra 2025/26, os intervalos de segurança entre a aplicação de diferentes herbicidas em pré-semeadura e a implantação da soja.
Conforme destacado por Pengo et al. (2026), alguns dos herbicidas avaliados apresentam maior potencial de causar fitotoxicidade à cultura (Tabela 1), demandando maior intervalo entre a aplicação e a semeadura para reduzir o risco de danos à soja. Por outro lado, os resultados apresentados por Pengo et al. (2026) indicam que, para os herbicidas avaliados, de modo geral, um intervalo de 20 dias entre a aplicação e a semeadura esteve associado a baixo risco de fitotoxicidade à soja.
Tabela 1. Fitotoxicidade aos 35 dias após a emergência (DAE) da cultura da soja em função dos herbicidas e momentos de aplicação avaliados. Fundação Rio Verde, 2026.
Embora o intervalo entre a dessecação pré-semeadura e a semeadura da soja possa variar em função do herbicida utilizado, da dose aplicada e das condições ambientais, Hermani (2021) recomenda que a dessecação pré-semeadura seja realizada, preferencialmente, com antecedência de 15 a 20 dias em relação à semeadura da soja. Entretanto, algumas moléculas apresentam particularidades quanto ao intervalo necessário entre a aplicação e a implantação da cultura. Para determinados herbicidas, como mesotriona, atrazina e iodosulfurom, esse período pode ser significativamente maior, chegando a até 90 dias, como forma de reduzir o risco de fitotoxicidade e favorecer o adequado estabelecimento da soja.
Ainda assim, o intervalo entre a aplicação e a semeadura não deve ser definido de maneira isolada, uma vez que a persistência e a disponibilidade dos herbicidas no ambiente são influenciadas pelo produto utilizado, dose, condições ambientais e características do solo e da área. Dessa forma, é fundamental observar as recomendações específicas para cada herbicida e seguir as orientações técnicas descritas em bula, respeitando os intervalos de segurança estabelecidos para a cultura.
Confira, a seguir, outros intervalos recomendados entre a dessecação e a semeadura da soja para alguns dos principais herbicidas utilizados no manejo de plantas daninhas da cultura.
Figura 1. Intervalo entre a aplicação de herbicidas e a semeadura das culturas do milho, trigo, soja e feijão.

Veja mais: Dessecação sequencial contribui para o manejo de plantas daninhas de difícil controle

Referências:
PENGO, R. et al. INTERVALOS DE SEGURANÇA DE HERBICIDAS EM PRÉ-SEMEADURA DA SOJA: SAFRA 2025/26. Fundação Rio Verde, 2026. Disponível em: < https://fundacaorioverde.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Intervalos-de-Seguranca-de-Herbicidas-Soja-2.pdf >, acesso em: 23/09/2026.
HERMANI, L. C. SISTEMA PLANTIO DIRETO: SUBSISTEMA SOJA. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/agencia-de-informacao-tecnologica/tematicas/sistema-plantio-direto/agrossistemas/sistema-santanna/producao/subsistema-soja?_ga=2.52221152.813319080.1701776449-1900144807.1687386007 >, acesso em: 23/09/2026.

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