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23 de setembro de 2026

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Chuva apaga chamas em Poxoréu, mas Bombeiros seguem combate a 12 incêndios no estado

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Após trégua, focos de calor voltam a subir e satélites registram 241 alertas em 24 horas. Força-tarefa atua de forma ininterrupta em 11 municípios

Corpo de Bombeiros combate 12 incêndios florestais nesta terça-feira (22)
Os militares atuam de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta terça-feira (22.9), 12 incêndios florestais, nos municípios de Ribeirão Cascalheira, Aripuanã, Brasnorte, Pontal do Araguaia, Paranatinga, Água Boa, Planalto da Serra, Novo Santo Antônio, General Carneiro, Guiratinga e Poconé.

Em Poxoréu, a chuva registrada na tarde desta terça-feira contribuiu para a extinção dos incêndios florestais na região do Vale Verde, na divisa com Primavera do Leste, e na MT-130. Equipes do CBMMT atuaram de forma ininterrupta para conter o avanço das chamas, impedir a propagação do fogo e extinguir os focos ativos.

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Já em Ribeirão Cascalheira os militares combatem dois incêndios florestais. Nas demais localidades, as equipes atuam no combate a um incêndio florestal em cada município.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As ações de combate contam com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 241 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 144 focos foram registrados na Amazônia, 92 focos no Cerrado, e cinco focos no Pantanal.

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Em Terras Indígenas, foram identificados 62 focos de calor, sendo 26 focos de calor na Terra Indigena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; 12 focos na Terra Indigena Urubu Branco, em Santa Terezinha; nove focos na Terra Indigena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; quatro focos na Terra Indigena Areões, em Nova Nazaré; quatro focos na Terra Indigena Wedezé, em Cocalinho; três focos na Terra Indigena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo; dois focos na Terra Indigena Kayabi, em Apiaka/Kayabi, em Juara; e dois focos na Terra Indigena Parque do Xingu, em Querência.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

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Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

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Crimes de drogas lideram decretos de prisão preventiva e superam outros delitos, revela CNJ

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Seis em cada dez pessoas presas em flagrante por entorpecentes continuam na cadeia após audiência de custódia. Estudo aponta desigualdade racial e de gênero nas abordagens

As prisões em flagrante por crimes relacionados a drogas resultam em prisões provisórias mais frequentemente do que os flagrantes de outros delitos. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Seis em cada dez pessoas (60%) flagradas com entorpecentes tiveram a prisão preventiva decretada após serem apresentadas pela autoridade policial ao juiz responsável pela audiência de custódia, segundo dados do boletim Audiências de Custódia de Crimes Relacionados a Drogas, ao qual a Agência Brasil teve acesso em primeira mão.

O resultado é bastante superior à média de 37,5% de prisões em flagrante por crimes não relacionados às drogas igualmente convertidas em prisão preventiva, no mesmo período (2024/2025).

Segundo os autores do boletim, os dados evidenciam o peso da política criminal de drogas no encarceramento provisório.

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“Essa discrepância suscita reflexões sobre a própria efetividade da audiência de custódia como mecanismo de contenção do encarceramento provisório nos casos especificamente relacionados a drogas”, aponta o boletim.

Os autores também destacam que embora, em tese, “os crimes relacionados a drogas demandem investigações mais complexas”, 97% das audiências de custódia realizadas entre 2024 e 2025 por este tipo de ilícito foram motivadas por prisões em flagrante. Enquanto para todos os outros crimes, os flagras responderam por 74% das audiências de apresentação ao juiz.

“As prisões relacionadas a esses crimes ocorrem quase integralmente por flagrante”, acrescentam os autores do estudo. “São, portanto, predominantemente derivadas de abordagens ostensivas, concentradas no varejo e nos elos mais vulneráveis da cadeia do tráfico de drogas.”

Liberdade provisória

A decretação judicial de prisão preventiva supera a concessão de liberdade provisória e de relaxamento de prisão tanto nos casos de flagrantes envolvendo drogas, quanto nos de outros tipos de crimes. Nos casos envolvendo exclusivamente drogas, os dados indicam que essa diferença vem caindo – em 2019, era de 43 pontos percentuais, em 2025, 23 pontos percentuais.

“Prevalecem as prisões preventivas, embora se observe uma tendência consistente de crescimento das decisões por liberdade provisória”, apontam os autores do boletim, destacando que a redução da diferença pode estar relacionada tanto a mudanças institucionais e políticas voltadas à redução do encarceramento quanto a alterações no perfil dos registros produzidos a partir de 2024, quando o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (Bnmp) substituiu o antigo Sistema de Informações de Audiências de Custódia (Sistac).

“São necessários aprofundamentos e estudos adicionais para compreender se essas mudanças decorrem de alterações no perfil das decisões dos juízes, possivelmente influenciadas por políticas públicas que visam a uma maior utilização de medidas diversas de prisão e à redução da superpopulação carcerária, ou se também há influência de outros fatores relacionados ao registro das informações”, ponderam os autores.

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Outro fator que pode ter influenciado a redução da diferença entre as decisões de liberdade provisória e de prisão preventiva foi a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do porte de maconha para uso pessoal. A decisão, proferida em junho de 2024, definiu que o porte de até 40 gramas de cannabis para consumo pessoal não configura crime, mas infração administrativa, desde que não existam outros indícios concretos de venda ou tráfico (como indícios de acondicionamento da droga para venda, presença de balança de precisão, anotações etc., bem como outros aspectos relativos ao contexto da apreensão).

Raça e gênero

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) implantou as audiências de custódia em 2015. Os principais objetivos da iniciativa eram garantir o efetivo cumprimento do processo legal e, ao mesmo tempo, reduzir o número de prisões provisórias em casos de prisões em flagrante.

A estratégia rapidamente se consolidou como uma política de alcance nacional, integrando-se aos esforços de transformação digital do Poder Judiciário. De janeiro de 2019, quando todas as unidades federativas passaram a registrar seus dados no sistema, a dezembro de 2025, foram realizadas cerca de 2,5 milhões de audiências de custódia.

Desse total, 609.477 foram motivadas por prisões em flagrantes relacionados às drogas – principalmente, ao tráfico (associação, colaboração e outros delitos ligados ao comércio) representam quase a totalidade desses casos, enquanto os registros de porte para uso pessoal permanecem residuais.

Desigualdades de gênero e de raça/cor também aparecem de forma marcante. A proporção de mulheres nas audiências de custódia relacionadas a drogas é substancialmente superior à presença feminina observada nas demais audiências. Já a análise racial evidencia um quadro persistente de sobrerrepresentação da população negra nas audiências relacionadas a drogas.

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“Os dados indicam que a política criminal de drogas continua operando de maneira profundamente desigual do ponto de vista racial”, sustentam os autores do boletim, destacando que a grande quantidade de registros sem informação acerca da raça/cor dificulta o dimensionamento do problema.

Abusos

A modalidade de audiência influencia também os resultados judiciais. Tanto nas audiências de custódia em geral quanto nas relacionadas a drogas, as que ocorrem com a pessoa detida presente fisicamente apresentam maior proporção de decisões por liberdade provisória em comparação às audiências virtuais.

Nos casos relacionados a drogas, a diferença é ainda maior: 39% das audiências presenciais resultaram em liberdade provisória, contra 32% das audiências virtuais.

Outro aspecto que os autores do boletim destacam é a necessidade de futuros estudos que aprofundem a análise de denúncias sobre a ocorrência de tortura e maus-tratos em audiências de custódia relacionadas a prisões em flagrante envolvendo drogas.

“Considerando a recorrência de denúncias de violência policial nesse contexto, torna-se especialmente importante examinar, de forma mais detalhada, a relação entre alegações de violência no momento da prisão, os registros realizados durante as audiências e os desfechos processuais, em particular as decisões de relaxamento da prisão”, destaca o relatório da pesquisa.

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Governo abre 70 processos contra postos por suspeita de aumento abusivo nas margens de lucro

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Senacon iniciou operação nacional após receber cerca de 330 denúncias encaminhadas pela ANP; postos terão 20 dias para apresentar defesa

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) iniciou, nesta quarta-feira (23), operação nacional para apurar possíveis aumentos abusivos nas margens de lucro de postos de combustíveis. A medida ocorre após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) receber cerca de 330 denúncias sobre suspeitas de altas indevidas nos preços.

Com base em autos de fiscalização encaminhados pela ANP, a Senacon instaurou 70 processos administrativos sancionadores contra postos de combustíveis. Os estabelecimentos terão 20 dias para apresentar defesa.

Margens de lucro abusivas

Segundo a secretaria, a investigação não se concentra no preço cobrado na bomba, mas em eventuais aumentos injustificados das margens de lucro, prática que pode resultar em multas e outras sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Dados apresentados pelo órgão indicam preocupação principalmente com o diesel S10. O preço médio nacional do combustível chegou a R$ 7,13 por litro em 19 de setembro, alta de 2,3% em uma semana. As maiores variações foram registradas na Bahia, em Mato Grosso, Pernambuco, Sergipe e no Tocantins.

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Na gasolina comum, o aumento médio nacional foi de 0,2% no período analisado. Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Piauí apresentaram as maiores variações. O etanol, por sua vez, teve alta média de 3,3% na semana.

Batizada de Operação Carga Pesada, a iniciativa reúne a Senacon, Procons estaduais e municipais e a ANP em ações de fiscalização em todo o país. A operação também poderá contar com o apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Força Nacional.

A secretaria informou ainda que disponibilizará orientações técnicas e instrumentos padronizados para auxiliar os Procons na coleta de informações e na condução das fiscalizações.

Consumidores que identificarem possíveis irregularidades nos preços dos combustíveis podem registrar denúncias nos Procons estaduais e municipais ou junto à ANP, pelo telefone 0800

Como denunciar

Consumidores que identificarem possíveis irregularidades nos preços dos combustíveis podem registrar denúncias nos Procons estaduais e municipais ou junto à ANP, pelo telefone 0800 970 0267 e pelo aplicativo ANP com Vc – Postos.

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Para facilitar a apuração, é recomendável informar o nome e o endereço do estabelecimento, o tipo de combustível, o preço praticado e a data da ocorrência, além de apresentar, sempre que possível, notas fiscais ou outros comprovantes.

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Agro Mato Grosso

Custo do milho em MT sobe 13,89% na safra 2026/27

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Custeio foi estimado em R$ 3.780,59 por hectare, enquanto defensivos registraram a maior alta anual entre os principais insumos

O custeio do milho da safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3.780,59 por hectare em agosto, alta de 13,89% em relação à temporada 2025/26. Os dados são do Projeto Custo de Produção Agropecuário MT, do Senar-MT/Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados no Boletim Semanal da cultura nesta semana. Na comparação mensal, o avanço foi de 0,05%.

Segundo o Imea, apesar da estabilidade em relação a julho, o aumento anual do custeio reflete os patamares mais elevados dos principais insumos utilizados na cultura, em um cenário de volatilidade no mercado internacional de fertilizantes.

Entre os componentes do custeio, os defensivos apresentaram a maior alta em relação à safra passada, de 23,37%, alcançando R$ 910,23 por hectare. Na sequência aparecem sementes e fertilizantes e corretivos, ambos com aumento de 9,08%, para R$ 848,08/ha e R$ 1.550,94/ha, respectivamente.

Juntos, defensivos, sementes e fertilizantes e corretivos respondem por 87,53% do custeio do milho em Mato Grosso.

O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.507,85 por hectare, alta de 14,60% ante a safra 2025/26. Já o Custo Total (CT) alcançou R$ 7.378,56/ha, avanço de 9,70% na mesma comparação. De acordo com o Imea, a elevação dos custos mantém as margens dos produtores pressionadas.

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Mercado

No mercado internacional, o preço do milho na Bolsa de Chicago avançou 4,21% na comparação semanal, encerrando o período em US$ 5,32 por bushel. Segundo o Imea, a valorização foi sustentada pela piora das condições das lavouras nos Estados Unidos.

No câmbio, o dólar compra Ptax subiu 1,15% em relação à semana anterior, para R$ 5,16. O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco global e às incertezas fiscais no Brasil.

Já o preço da saca de milho na referência Cepea recuou 1,30% na semana, encerrando o período em R$ 69,43.

Oferta e demanda

Para a safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou, em setembro, produção brasileira de milho de 144,01 milhões de toneladas, alta de 1,27% em relação à temporada anterior. A área cultivada foi estimada em 22,60 milhões de hectares, crescimento de 3,49%, enquanto a produtividade média recuou 1,42%, para 106,20 sacas por hectare.

Segundo a projeção, a expansão da área cultivada compensou parcialmente a redução do rendimento e sustentou a oferta nacional. O consumo doméstico deve alcançar 98,20 milhões de toneladas, alta de 7,82%, impulsionado principalmente pela maior absorção do cereal pelas usinas. As exportações foram estimadas em 43,92 milhões de toneladas, avanço de 5,49%, enquanto os estoques finais devem atingir 15,65 milhões de toneladas.

Para a safra 2026/27, a Conab projeta produção de 148 milhões de toneladas, aumento de 2,77%. O crescimento deve ser sustentado pela expansão da área, enquanto a produtividade dependerá das condições climáticas e das janelas de semeadura.

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O consumo interno deve avançar 6,73%, para 104,81 milhões de toneladas, com suporte do maior uso do milho na alimentação animal, da entrada de novas usinas e da ampliação da moagem. As exportações devem crescer 4,78%, para 46,02 milhões de toneladas.

Com o aumento da absorção interna e das exportações, os estoques finais são projetados em 14,53 milhões de toneladas na safra 2026/27.

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Agro MT