Agro Mato Grosso
Há mais de uma década, o programa Agrosolidário leva bebida de soja a Fundação La Salle

A parceria segue promovendo segurança alimentar, qualidade de vida e esperança para centenas de famílias em Lucas do Rio Verde
A solidariedade também faz parte da cadeia produtiva do agro. Muito além da produção de alimentos no campo, a soja cultivada em Mato Grosso chega diariamente à mesa de famílias em situação de vulnerabilidade por meio do programa Agrosolidário, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) que transforma a produção agrícola em um gesto concreto de cuidado com as pessoas.
Distribuída gratuitamente para instituições beneficentes em diversas regiões do estado, a bebida de soja tornou-se um importante complemento nutricional para crianças, adultos e idosos. Mais do que reforçar a alimentação, ela representa uma oportunidade de melhorar a qualidade de vida de quem enfrenta dificuldades para manter uma dieta equilibrada.
Na Fundação La Salle, em Lucas do Rio Verde, essa realidade pode ser percebida diariamente. A instituição, que desenvolve ações voltadas ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade social, mantém a parceria com o Agrosolidário desde 2010, com o trabalho realizado pelo Instituto Padre João Peter.
Atualmente, a bebida de soja é distribuída periodicamente para cerca dezenas de famílias acompanhadas pela fundação e também integra a alimentação dos idosos atendidos pela Instituição de Longa Permanência (ILPI) administrada pela entidade. Segundo a coordenadora da Fundação La Salle, Kalliny Gadelha, a iniciativa vai muito além da entrega de um alimento.
“A bebida de soja fortalece a segurança alimentar das famílias que acompanhamos. Ela complementa a nutrição de crianças, adultos e idosos e contribui diretamente para uma alimentação mais saudável. Ao longo dos anos percebemos a melhora na qualidade nutricional, principalmente entre as crianças, que apresentam mais resistência e uma imunidade fortalecida. Essa parceria amplia nossa capacidade de cuidar das pessoas e oferecer mais dignidade para quem precisa.”
A coordenadora explica que, a cada remessa recebida, a equipe organiza a distribuição conforme a demanda das famílias cadastradas. “Hoje atendemos, em média, entre 30 e 40 famílias. Fazemos a divisão da bebida de soja para que o maior número possível de pessoas seja beneficiado. É um alimento muito esperado por todos e faz parte da rotina alimentar de muitas dessas famílias.”
Além do consumo tradicional, a bebida também ganha espaço em diferentes preparações culinárias. Enquanto os sabores chocolate e uva estão entre os preferidos das crianças, a versão sem sabor é amplamente utilizada no preparo de bolos, pães, tortas e outras receitas, enriquecendo nutricionalmente as refeições.
Entre as pessoas beneficiadas pelo programa está Zeli Müller, que consome regularmente a bebida de soja há aproximadamente dez anos. Ela conheceu o produto por indicação da filha da família para quem trabalha como cuidadora. Desde então, incorporou a bebida à alimentação diária, preparando sucos, vitaminas, bolos e diversas receitas.
Para Zeli, a bebida passou a representar muito mais do que um complemento alimentar. “Comecei a consumir por indicação e nunca mais parei. Passei a preparar vitaminas, bolos e sucos e senti que meu organismo ficou mais fortalecido. Hoje continuo levando uma vida ativa, tenho disposição para trabalhar, durmo bem e sinto que minha saúde melhorou muito ao longo desses anos.”
Ela conta que chegou a interromper o consumo durante o período em que morou em outra cidade e percebeu diferença na disposição física. “Quando fiquei alguns meses sem consumir, senti que meu organismo mudou e perdi um pouco daquela disposição que tinha. Assim que voltei e comecei novamente a tomar a bebida, percebi a diferença. Desde então, não deixei mais de fazer parte da minha alimentação.”
O sabor preferido é o de uva, mas ela também utiliza as versões de laranja e maracujá em receitas. “Hoje a bebida está ainda mais saborosa. O gosto da fruta ficou mais presente e isso tornou o consumo ainda melhor. Além de tomar, gosto muito de preparar bolos com ela.”
Na casa de Zeli, os benefícios também alcançaram a família. Ela conta que o filho também passou a consumir a bebida de soja e faz questão de levá-la para casa sempre que recebe. “É um alimento que faz parte da nossa rotina. Sempre que posso, compartilho com meu filho também. É uma ajuda importante para nossa alimentação.”
Ao falar sobre o programa, Zeli resume o sentimento de quem convive diariamente com essa iniciativa. “Sou muito grata ao Agrosolidário por disponibilizar essa bebida de soja. Ela faz parte da minha vida há muitos anos e trouxe muitos benefícios para mim e para minha família.”
Ao transformar parte da produção agrícola em alimento para quem mais precisa, o Agrosolidário demonstra que o compromisso do produtor rural vai além da porteira.
A iniciativa une responsabilidade social, combate à insegurança alimentar e valorização da vida, fortalecendo instituições parceiras e oferecendo melhores condições nutricionais para centenas de famílias em Mato Grosso.
Mais do que distribuir uma bebida rica em nutrientes, o programa entrega acolhimento, qualidade de vida e esperança, mostrando que a força do agro também pode ser medida pela capacidade de cuidar das pessoas.
Agro Mato Grosso
Syngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão

Companhia destaca portfólio completo e reforça parcerias em prol da qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira
A Syngenta participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no País, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a companhia apresentará soluções voltadas aos principais desafios da cotonicultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.
Entre os destaques está o lançamento de INVENCIS®, inseticida de última geração desenvolvido para o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura. A solução também oferece alta eficácia no manejo de ácaros, tripes e lagartas, contribuindo para um manejo integrado mais eficiente e sustentável. A empresa também destaca VICTRATO®, tratamento de sementes baseado na incomparável tecnologia TYMIRIUM®, que protege as lavouras contra doenças de solo e foliares e contra todos os nematoides, preservando o potencial produtivo da cultura.
O portfólio apresentado no congresso inclui ainda soluções biológicas, como o bioativador YIELDON™, desenvolvido para potencializar a produtividade e apoiar o desenvolvimento das culturas em fases estratégicas. Combinando inovação química, biológica e digital, a Syngenta reforça sua atuação como parceira do produtor na construção de sistemas agrícolas mais resilientes e competitivos.
“O Congresso Brasileiro do Algodão é um dos momentos mais importantes para o setor, pois reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças que ajudam a construir o futuro da cotonicultura nacional. Para a Syngenta, estar presente nesse encontro é uma oportunidade de apresentar tecnologias que respondem aos desafios atuais do campo e que contribuem para elevar os padrões de produtividade, qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira”, afirma Rafael Borba, Gerente de Marketing Algodão da Syngenta.
“Nosso compromisso vai além da oferta de soluções. Trabalhamos lado a lado com o produtor rural e com entidades representativas do setor para fortalecer toda a cadeia do algodão. Essa parceria de longo prazo nos permite apoiar o desenvolvimento de uma produção cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às demandas dos mercados globais, consolidando o protagonismo do algodão brasileiro no cenário internacional”, completa o executivo.
Agro Mato Grosso
Valtra reúne gerações de tratores em expedição na Bahia

Caravana percorre 206 km pelo Oeste Baiano com modelos históricos e máquinas equipadas com alta tecnologia
A história da mecanização agrícola brasileira estará em movimento durante a quinta edição do Viajando com V de Valtra – Caminhos do Oeste Baiano. Entre os dias 18 e 20 de setembro, uma caravana com 14 tratores percorrerá 206 quilômetros ligando os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa (BA). Realizada em parceria com a concessionária Nossa, a expedição promoverá um encontro inédito entre tratores clássicos da era Valmet e os mais modernos equipamentos da Valtra, demonstrando a evolução tecnológica do setor em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país.
Pioneira no setor ao se instalar no país em 1960 em Mogi das Cruzes (SP), a trajetória da Valtra reflete os grandes marcos da agricultura nacional. A jornada técnica teve início na Era da Força Bruta e Mecânica Simples (décadas de 1970 e 1980), focada em robustez, motores de injeção mecânica (como a linha MWM), tração 4×2 e postos de operação acavalados com alavancas centrais. A marca promoveu a revolução ergonômica e o pioneirismo do câmbio lateral (finais das décadas de 1980 e 1990) ao introduzir a primeira plataforma plana com câmbio lateral sincronizado do Brasil, além do sistema Multitorque (16×8) e motores de 6 cilindros.
Na sequência, a Consolidação das Séries A, BM e o Conforto Plataformado (anos 2000 a 2010) marcou a transição para a marca Valtra e a padronização dos motores AGCO Power Turbo Intercooler, maior capacidade hidráulica e tração 4×4 (TDA) de série. Atualmente, A Era da Cabine de Alta Tecnologia, Automação e Transmissão CVT (a partir de 2017) representa o salto para a agricultura moderna, trazendo transmissões continuamente variáveis sem escalonamento de marchas, gestão eletrônica Power Control DTM, reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, telemetria e piloto automático centimétrico.
“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.
Uma viagem pela evolução dos tratores
A diversidade de máquinas será um dos elementos que mais chamará a atenção durante a expedição. A caravana reunirá tratores atuais e modelos históricos, permitindo observar, lado a lado, como a tecnologia agrícola evoluiu ao longo das décadas sem deixar para trás características que sempre fizeram parte da identidade da marca, como robustez, confiabilidade, versatilidade e eficiência.
Entre os modelos mais atuais estão o A990 Cabinado e o A800 Cabinado, da Série A2R; o BM115 nas versões cabinada e plataformada; o T250, da Série T CVT; o A750 Plataformado, da Série A; e o A134 HiTech, da Série A4 HiTech. A relação também inclui modelos históricos da época da Valmet, como o 85 ID, 1280 Plataformado, 885 Plataformado, 985 Cabinado e 1680.
O resultado é uma composição que representa diferentes perfis de produtor, operações e necessidades do campo. De tratores compactos e versáteis, voltados a atividades como fruticultura e pecuária, a máquinas de maior potência destinadas a operações pesadas e de grande escala, a expedição apresenta um panorama da evolução dos equipamentos agrícolas e da própria trajetória da marca no Brasil.
Um dos exemplos dessa evolução está nos tratores A800 e A990 da Série A2R. A linha combina simplicidade, versatilidade e economia de combustível, com motores trabalhando em alto torque e baixa rotação. Segundo a Valtra, a Série A2R pode proporcionar até 10% de redução no consumo de combustível, além de capacidade de levante até 6% superior às opções de mercado. Os modelos contam ainda com diferentes opções de transmissão e versões com cabine de fábrica, ampliando o conforto para jornadas mais longas.
Já o BM115 cabinado e plataformado representam uma das linhas mais tradicionais da Valtra entre os produtores brasileiros. A família BM é reconhecida pela combinação de robustez, confiabilidade, simplicidade e baixo custo operacional. O BM115 possui 117 cv, motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão de 16 marchas à frente e oito à ré. A tecnologia Multitorque permite rapidez na troca de velocidade de operação e contribui para uma economia de combustível de até 15%, de acordo com a Valtra. A linha está disponível nas versões plataformada e cabinada.
A presença dos BM também reforça o caráter histórico da expedição. A linha tem mais de duas décadas de mercado e ganhou uma edição especial para celebrar os 65 anos da Valtra no Brasil, preservando os atributos que fizeram do modelo uma referência entre os produtores.
Quando se pensa em alta tecnologia, o T250 CVT simboliza o topo de linha da Valtra em desempenho, potência e inteligência embarcada. Com 250 cv e motor AGCO Power de seis cilindros, o modelo é destinado a operações de maior demanda, como preparo de solo, transporte e plantio em larga escala. Seu principal diferencial é a transmissão continuamente variável (CVT), que ajusta a rotação do motor a partir da velocidade, de acordo com a operação, permitindo trabalhar na faixa mais eficiente do conjunto. A Valtra destaca que a tecnologia pode proporcionar redução de consumo de combustível e maior eficiência operacional.
O T250 também representa a aproximação entre potência e agricultura de precisão. A Série T CVT pode sair de fábrica com piloto automático e recursos voltados ao controle das operações agrícolas, além de oferecer cabine projetada para jornadas prolongadas e integração com tecnologias de gestão e produtividade.
Outro representante da atual geração é o A134 HiTech, de 135 cv. O modelo integra a Série A4 HiTech e combina motor eletrônico AGCO Power de quatro cilindros com transmissão PowerShift, permitindo mudanças de marcha sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem. A configuração foi desenvolvida para proporcionar maior eficiência e reduzir o esforço do operador, além de estar preparada para receber recursos de agricultura de precisão.
A diversidade também aparece no A750 Plataformado, de 75 cv, pensado para operações que exigem agilidade e manobrabilidade, como atividades de agricultura familiar, fruticultura e pecuária. O modelo combina dimensões compactas, facilidade de operação e baixo consumo de combustível, características que ampliam sua versatilidade em diferentes propriedades.
Do 85 ID ao 1680: máquinas que ajudam a contar a história do campo
Se os modelos mais modernos mostram o presente e o futuro da mecanização, os tratores históricos levam para a estrada a memória de diferentes fases da agricultura brasileira.
Entre eles está o 85 ID, associado à tradição dos tratores Valmet e reconhecido pela simplicidade mecânica, facilidade de manutenção e versatilidade operacional. O modelo foi desenvolvido para atender atividades de transporte, preparo do solo e acionamento de implementos, ajudando a consolidar a reputação de robustez e confiabilidade que acompanha a marca.
O 1280 Plataformado, por sua vez, integra a histórica linha de tratores pesados e foi desenvolvido para operações de maior exigência de tração. Com motor turboalimentado e elevada capacidade de torque, o modelo representa uma geração de máquinas concebidas para trabalhar com implementos de grande porte e enfrentar operações pesadas no campo.
Também estará presente o 885 Plataformado, modelo reconhecido pelo equilíbrio entre peso, potência e aderência. A máquina participou de diferentes etapas do ciclo produtivo, do plantio ao transporte, e ficou marcada pela longevidade de seu motor, facilidade de manutenção e capacidade de trabalho.
Outro clássico da caravana será o 985 Cabinado, trator de aproximadamente 100 cv que marcou época pela robustez mecânica e pela facilidade de manutenção. A versão cabinada representa também um momento importante da evolução dos equipamentos agrícolas, quando o conforto e a proteção do operador passaram a ganhar cada vez mais espaço no desenvolvimento das máquinas.
Fechando esse passeio pela história está o 1680, um dos modelos mais emblemáticos entre os tratores pesados da época Valmet. Desenvolvido para operações de preparo profundo de solo e tracionamento de grandes implementos, o modelo contava com motor turbo de seis cilindros e estrutura robusta, características que fizeram dele uma referência em força, aderência e resistência.
Uma expedição que atravessa gerações
Desde 2022, o Viajando com V de Valtra percorre diferentes regiões do Brasil. A primeira edição passou pelo Caminho da Fé, em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Em 2023, a caravana esteve nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, percorreu a Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.
A quinta edição mantém a mesma essência: utilizar os tratores como instrumentos para aproximar pessoas, mostrar diferentes realidades agrícolas e valorizar o Brasil que produz.
No Oeste da Bahia, essa história será contada por meio de uma caravana que reúne passado, presente e futuro. De modelos que ajudaram a construir a mecanização brasileira a máquinas equipadas com transmissão CVT, motores com gerenciamento eletrônico e recursos de agricultura de precisão, os tratores mostrarão que a evolução tecnológica não apaga a tradição, mas sim faz parte dela.
Ao longo dos 206 quilômetros, a expedição pretende colocar em evidência não apenas a evolução das máquinas, mas também a evolução do próprio campo brasileiro: um setor que preserva sua história, incorpora novas tecnologias e busca continuamente mais produtividade, eficiência e sustentabilidade.
A edição Caminhos do Oeste Baiano reforça, assim, o propósito do Viajando com V de Valtra de percorrer as principais regiões produtoras do Brasil e dar visibilidade às diferentes histórias que formam o agronegócio nacional. Ao atravessar estradas, fazendas, rios e comunidades, os tratores levam consigo uma mensagem que vai além da tecnologia: a de que cada região tem uma história para contar e que o campo brasileiro é formado por muitas realidades, culturas e gerações que, juntas, ajudam a movimentar o País.
Agro Mato Grosso
MT aposta em tecnologia para proteger mercado bilionário da madeira legal

A madeira produzida em Mato Grosso pode estar prestes a entrar em uma nova era de controle, rastreabilidade e reconhecimento internacional. Um projeto considerado pioneiro no Brasil foi apresentado pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com o objetivo de aprimorar a identificação de espécies florestais e ampliar a segurança jurídica para toda a cadeia produtiva.
A proposta ganha relevância especialmente para municípios do Norte de Mato Grosso, região que concentra parte importante da atividade florestal sustentável do estado e abriga polos madeireiros estratégicos em cidades como Sinop, Alta Floresta, Colíder, Marcelândia, Itaúba, Nova Bandeirantes e Paranaíta.
O projeto tem como foco três das espécies mais valorizadas do mercado internacional: Ipê, Cumaru e Cedro-Rosa. Todas estão incluídas no Anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), exigindo controles cada vez mais rigorosos para exportação.
A iniciativa surge em um momento decisivo para o setor florestal mato-grossense, que busca atender às exigências da Instrução Normativa nº 28/2024 do Ibama e, ao mesmo tempo, ampliar a competitividade da madeira legal produzida no estado.

Xilotecas devem reforçar identificação das espécies
Entre as principais medidas previstas está a implantação de dois postos avançados equipados com xilotecas, estruturas que funcionam como verdadeiras bibliotecas de madeira.
Nesses espaços serão armazenadas amostras de referência que permitirão análises anatômicas detalhadas, ajudando a diferenciar espécies semelhantes e reduzindo riscos de erros na identificação dos produtos florestais.
Além disso, o projeto prevê a capacitação de profissionais responsáveis pela identificação técnica das espécies utilizadas na cadeia produtiva.
A coordenação científica ficará sob responsabilidade da professora Marcela Gomes, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em parceria com a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), por meio dos campi de Alta Floresta e Sinop.
A participação das instituições de ensino superior é considerada estratégica para garantir embasamento científico ao processo e aproximar pesquisa acadêmica das demandas do setor produtivo.
Norte de Mato Grosso no centro das discussões
O fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade pode gerar impactos diretos para empresas instaladas no Nortão, região que tem papel fundamental na economia florestal mato-grossense.
Com mercados internacionais cada vez mais exigentes, a comprovação da origem legal da madeira tornou-se um diferencial competitivo. Países importadores têm ampliado as exigências ambientais e cobrado documentação detalhada sobre toda a cadeia de produção.
Nesse cenário, sistemas mais eficientes de identificação podem facilitar exportações, reduzir questionamentos comerciais e aumentar a confiança dos compradores estrangeiros.
Para o presidente do CIPEM, Gleisson Omar Tagliari, o objetivo é garantir mais segurança para quem atua dentro da legalidade.
Segundo ele, o diálogo entre setor produtivo e órgãos fiscalizadores é essencial para evitar falhas que possam comprometer a reputação da produção florestal mato-grossense.
Ibama vê avanço técnico como caminho para sustentabilidade
Durante a apresentação do projeto, representantes do Ibama destacaram a importância do avanço tecnológico na identificação das espécies.
O coordenador-geral de Gestão e Monitoramento do Uso da Flora do órgão, Allan Valezi, avaliou que a iniciativa está alinhada às exigências internacionais e pode contribuir para a preservação das espécies ao longo dos próximos ciclos de manejo.
A expectativa é que métodos mais precisos permitam maior controle sobre a exploração florestal sustentável, fortalecendo tanto a conservação ambiental quanto a geração de renda.
O Ibama informou que a proposta será analisada internamente antes da definição dos próximos passos para uma possível parceria institucional.
Madeira legal movimenta empregos e renda
A atividade florestal é uma das mais importantes para diversos municípios do Norte de Mato Grosso. Além da geração de empregos diretos e indiretos, o setor movimenta transporte, serviços, tecnologia e exportações.
Nos últimos anos, a busca por madeira de origem comprovada ganhou força nos mercados internacionais, especialmente na Europa, América do Norte e Ásia.
Com a adoção de ferramentas mais modernas de rastreabilidade, Mato Grosso busca consolidar sua posição como referência nacional em manejo florestal sustentável.
Caso o projeto avance, o estado poderá se tornar modelo para outras regiões produtoras do país, unindo tecnologia, ciência e controle ambiental em favor de uma cadeia produtiva cada vez mais transparente e competitiva.
Para o setor florestal mato-grossense, a iniciativa representa mais do que uma adequação às normas. É uma oportunidade de fortalecer a imagem da madeira legal produzida na Amazônia e abrir novas portas para o mercado internacional.
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