Agro Mato Grosso
Congelamento do Fethab traz alívio ao setor produtivo para próxima safra MT

Medida é vista como fundamental para reduzir a pressão financeira no campo e preservar a competitividade do agro mato-grossense
Em meio a um cenário de aumento de custos de produção, juros elevados e margens cada vez mais apertadas no campo, a confirmação do congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o segundo semestre de 2026 foi defendida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) como uma medida importante para garantir mais equilíbrio econômico ao setor produtivo.
A decisão representa um alívio em um momento de forte pressão no campo, especialmente diante dos desafios logísticos e financeiros enfrentados pelos produtores rurais. Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o congelamento do Fethab evita um aumento imediato sobre a carga tributária e contribui para dar mais previsibilidade ao planejamento das próximas safras.
“É um alívio diante de um cenário de crise. Hoje, o custo do Fethab por hectare pago pelo produtor gira em torno de R$ 185, enquanto a renda estimada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) é inferior à metade desse valor. Com o congelamento mantido desde o ano passado e, caso haja a renovação do Fethab 2 até o final de 2027, estima-se que o produtor mato-grossense deixe de desembolsar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,7 bilhão. Esse é um recurso que permanece no caixa do produtor e pode ser direcionado principalmente para o custeio das próximas safras, especialmente em um momento em que o crédito está mais restrito e os juros seguem elevados garantindo um fôlego financeiro”, afirmou o presidente.
Além dos reflexos diretos para o setor produtivo, a manutenção do congelamento também é entendida como uma medida de interesse social, uma vez que ajuda a conter novos aumentos nos custos de produção e, consequentemente, reduz a pressão sobre os preços dos alimentos.
“Esse recurso, permanecendo nas mãos do produtor, acaba retornando para a economia de várias formas: na manutenção de máquinas, na contratação de mão de obra, na prestação de serviços e em investimentos dentro da propriedade. Tudo isso movimenta a economia de Mato Grosso, gera arrecadação indireta para o Estado e contribui para a melhoria dos serviços públicos. Além disso, ao reduzir a pressão sobre os custos de produção, essa medida também pode ajudar a conter impactos no preço final dos alimentos para a população”, pontuou o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.
Moradora do município de Juara, que possui forte ligação econômica com o agronegócio, a delegada do núcleo Vale do Arinos, Jaqueline Piovesan, salientou que o impacto do Fethab vai além da tributação e interfere diretamente na rotina financeira do produtor rural, principalmente em operações que exigem recolhimento antecipado.
“O Fethab impacta diretamente no custo, visto tratar-se de um tributo incidente diretamente sobre a venda. Além do custo em si, sua modalidade de recolhimento “antecipado” em alguns casos exige que o produtor tenha caixa para que possa inclusive realizar vendas. Visto que, além de pagarmos o Fethab, para em tese custear a manutenção e ampliação da malha viária pelo próprio Estado, vemos a maior parte dos trechos sendo objeto de concessão sob pedágios caros, o que nos dá a sensação de estarmos pagando mais de uma vez pela mesma coisa”, afirmou.
A delegada também reforça que, diante do atual cenário de juros altos e rentabilidade comprometida, a manutenção dos valores do fundo representa um fôlego necessário para a continuidade das atividades produtivas.
“Porque a conta do produtor já não está fechando, bem verdade a margem está negativa se computarmos o cenário de juros altíssimos que a maior parte dos produtores hoje precisa pagar para manter suas atividades. O congelamento do Fethab é uma ação necessária para minimizar danos ao produtor, não resolve 100% o cenário, mas é uma dedução a menos da margem já inexistente”, disse Jaqueline.
A Aprosoja Mato Grosso segue empenhada na defesa de medidas que garantam infraestrutura logística, segurança econômica, competitividade e condições adequadas para que o produtor rural continue desempenhando seu papel essencial no desenvolvimento do Estado de Mato Grosso.
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VÍDEO: batida entre carreta e carro deixa dois mortos na BR-163

Acidente foi registrado nesta segunda-feira (13), entre Sorriso (MT) e Lucas do Rio Verde(MT); motorista da carreta recebeu atendimento no local.
Duas pessoas morreram após uma batida entre um carro e uma carreta nesta segunda-feira (13), na BR-163, em Sorriso (MT), no trecho que liga o município a Lucas do Rio Verde (MT). Com o impacto da batida, a rodovia foi totalmente interditada para o atendimento da ocorrência. Assista abaixo
Segundo a concessionária Nova Rota do Oeste, o acidente ocorreu por volta das 10h18, no km 716 da rodovia. Equipes de resgate da concessionária e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e confirmaram a morte dos dois ocupantes do carro ainda no local.
As informações preliminares indicam que os veículos bateram de frente. O motorista da carreta recebeu atendimento médico, mas o estado de saúde dele não havia sido informado até a última atualização.
As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes. A pista permanece totalmente bloqueada durante o trabalho das equipes de resgate e da perícia.
VIDEO:
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Três pessoas morrem em grave acidente entre caminhão e carro em MT

Três pessoas morreram em um grave acidente entre um carro de passeio e um caminhão trator com semirreboque, no domingo (12), na MT-235, no km 272, sentido Nova Mutum, antes da rotatória de acesso a São José do Rio Claro. As vítimas ocupavam o automóvel, que ficou completamente destruído após a colisão.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o motorista do caminhão relatou que chovia intensamente no momento do acidente. O veículo de passeio teria aquaplanado, perdido o controle da direção, rodado na pista e atingido lateralmente o caminhão.
No carro estavam uma mulher, que conduzia o veículo, um homem no banco do passageiro dianteiro e outro no banco traseiro. Com o impacto, o automóvel teve o compartimento de passageiros completamente esmagado.
As três vítimas sofreram ferimentos incompatíveis com a vida, com traumatismo cranioencefálico e múltiplos ferimentos, morrendo ainda no local.
Para retirar os corpos, os bombeiros realizaram o desencarceramento das vítimas, utilizando equipamentos de salvamento para cortar as colunas estruturais do veículo e remover as portas.
Após os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os corpos foram retirados do automóvel e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
O motorista do caminhão não ficou ferido e permaneceu no local para os procedimentos legais. As circunstâncias do acidente serão investigadas.
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