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13 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Congelamento do Fethab traz alívio ao setor produtivo para próxima safra MT

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Medida é vista como fundamental para reduzir a pressão financeira no campo e preservar a competitividade do agro mato-grossense

Em meio a um cenário de aumento de custos de produção, juros elevados e margens cada vez mais apertadas no campo, a confirmação do congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para o segundo semestre de 2026 foi defendida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) como uma medida importante para garantir mais equilíbrio econômico ao setor produtivo.

A decisão representa um alívio em um momento de forte pressão no campo, especialmente diante dos desafios logísticos e financeiros enfrentados pelos produtores rurais. Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, o congelamento do Fethab evita um aumento imediato sobre a carga tributária e contribui para dar mais previsibilidade ao planejamento das próximas safras.

“É um alívio diante de um cenário de crise. Hoje, o custo do Fethab por hectare pago pelo produtor gira em torno de R$ 185, enquanto a renda estimada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) é inferior à metade desse valor. Com o congelamento mantido desde o ano passado e, caso haja a renovação do Fethab 2 até o final de 2027, estima-se que o produtor mato-grossense deixe de desembolsar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,7 bilhão. Esse é um recurso que permanece no caixa do produtor e pode ser direcionado principalmente para o custeio das próximas safras, especialmente em um momento em que o crédito está mais restrito e os juros seguem elevados garantindo um fôlego financeiro”, afirmou o presidente.

Além dos reflexos diretos para o setor produtivo, a manutenção do congelamento também é entendida como uma medida de interesse social, uma vez que ajuda a conter novos aumentos nos custos de produção e, consequentemente, reduz a pressão sobre os preços dos alimentos.

“Esse recurso, permanecendo nas mãos do produtor, acaba retornando para a economia de várias formas: na manutenção de máquinas, na contratação de mão de obra, na prestação de serviços e em investimentos dentro da propriedade. Tudo isso movimenta a economia de Mato Grosso, gera arrecadação indireta para o Estado e contribui para a melhoria dos serviços públicos. Além disso, ao reduzir a pressão sobre os custos de produção, essa medida também pode ajudar a conter impactos no preço final dos alimentos para a população”, pontuou o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

Moradora do município de Juara, que possui forte ligação econômica com o agronegócio, a delegada do núcleo Vale do Arinos, Jaqueline Piovesan, salientou que o impacto do Fethab vai além da tributação e interfere diretamente na rotina financeira do produtor rural, principalmente em operações que exigem recolhimento antecipado.

“O Fethab impacta diretamente no custo, visto tratar-se de um tributo incidente diretamente sobre a venda. Além do custo em si, sua modalidade de recolhimento “antecipado” em alguns casos exige que o produtor tenha caixa para que possa inclusive realizar vendas. Visto que, além de pagarmos o Fethab, para em tese custear a manutenção e ampliação da malha viária pelo próprio Estado, vemos a maior parte dos trechos sendo objeto de concessão sob pedágios caros, o que nos dá a sensação de estarmos pagando mais de uma vez pela mesma coisa”, afirmou.

A delegada também reforça que, diante do atual cenário de juros altos e rentabilidade comprometida, a manutenção dos valores do fundo representa um fôlego necessário para a continuidade das atividades produtivas.

“Porque a conta do produtor já não está fechando, bem verdade a margem está negativa se computarmos o cenário de juros altíssimos que a maior parte dos produtores hoje precisa pagar para manter suas atividades. O congelamento do Fethab é uma ação necessária para minimizar danos ao produtor, não resolve 100% o cenário, mas é uma dedução a menos da margem já inexistente”, disse Jaqueline.

A Aprosoja Mato Grosso segue empenhada na defesa de medidas que garantam infraestrutura logística, segurança econômica, competitividade e condições adequadas para que o produtor rural continue desempenhando seu papel essencial no desenvolvimento do Estado de Mato Grosso.

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Agro Mato Grosso

Sicredi disponibiliza R$ 72,1 bilhões para apoiar associados na Safra 2026/2027

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Estimativa é realizar mais de 340 mil operações em todo o país para atender produtores rurais de diferentes portes, em diversas culturas agrícolas e pecuária

Produtores rurais associados do Sicredi terão R$ 72,1 bilhões para desenvolver suas atividades na safra 2026/2027. O montante é 4,4% maior que o ano anterior e a projeção é atender cerca de 340 mil operações em todo o país. As diversas linhas que atendem as necessidades dos produtores rurais, de diferentes portes, e já estão disponíveis nas cooperativas e podem ser acessadas para apoiar o custeio, investimento, comercialização e industrialização do agronegócio brasileiro. Na safra 2025/2026, o Sicredi concedeu R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. O novo ciclo começou em 1° de julho e segue até 30 de junho de 2027.
Do total previsto para este novo ciclo, a expectativa é liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização, a nível nacional. A instituição financeira cooperativa prevê ainda a concessão de R$ 18 bilhões em créditos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR). Além disso, R$ 9 bilhões correspondem a operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), atendendo os produtores ligados diretamente à cadeia de exportação e oferecendo alternativas competitivas para o planejamento financeiro do setor.
Como um importante e consolidado parceiro dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para o fortalecimento da base da produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, já para os produtores de médio porte serão destinados R$ 14,6 bilhões. Os pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas. Aos demais produtores serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
Mato Grosso e região Norte
Na área de atuação que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, o Sicredi vai disponibilizar R$ 10,7 bilhões em recursos para este Plano Safra, incluindo crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização), CPR, moeda estrangeira, fundos e recursos do BNDES.
Por público, considerando apenas os recursos de fonte crédito rural, a agricultura familiar terá disponível cerca de R$ 190,1 milhões, médios produtores terão R$ 622 milhões e os demais produtores terão R$ 1,2 bilhão. Outros recursos planejados que podem ser liberados para os públicos da agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial incluem R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos. A expectativa é realizar cerca de 17,5 mil operações na região.
“Somos uma instituição financeira oriunda da agricultura e está na nossa essência o apoio aos produtores rurais. É por isso que a cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Com uma carteira de crédito agro de R$ 121 bilhões em saldo no Brasil, sendo R$ 24 bilhões na região, o Sicredi se mantém como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Em um ano que o clima será um desafio em consequência das previsões relacionadas ao El Niño, a instituição financeira cooperativa se aproxima ainda mais dos associados e recomenda o planejamento detalhado da safra, do plantio à colheita.
Nesse sentido, a consultora de crédito rural do Sicredi, Cristiane Sassagima afirma que para esta safra é importante considerar não só o planejamento financeiro, mas também o planejamento de gestão de risco, incluindo a contratação de seguro para atenuar os efeitos de possíveis intempéries climáticas.
Balanço da safra 2025/2026
No ciclo 2025/2026, o Sicredi liberou um volume recorde de financiamento aos produtores rurais. Foram R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações, considerando R$ 16,9 bilhões em CPR. Os principais públicos atendidos foram os pequenos e médios produtores, que concentraram 88% do total de operações realizadas.
Apesar do cenário desafiador, o desempenho da instituição contou com capacidade de adaptação ao cenário macroeconômico e manteve sua forte relevância no crédito rural nacional, registrando R$ 18,7 bilhões em Investimento, R$ 25,6 bilhões em Custeio e R$ 2 bilhões em Industrialização e Comercialização.
Na região que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas liberaram R$ 10,5 bilhões até 30 de junho. Deste total o destaque foi para moeda estrangeira, com R$ 3,2 bilhões, recursos direcionados com R$ 2,9 bilhões, crédito rural com R$ 2,1 bilhões e CPR com R$ 2,1 bilhões, que juntos somaram mais de 16,8 mil operações.
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VÍDEO: batida entre carreta e carro deixa dois mortos na BR-163

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Duas pessoas morreram após uma batida entre um carro e uma carreta nesta segunda-feira (13), na BR-163, em Sorriso (MT), no trecho que liga o município a Lucas do Rio Verde (MT). Com o impacto da batida, a rodovia foi totalmente interditada para o atendimento da ocorrência. Assista abaixo

Segundo a concessionária Nova Rota do Oeste, o acidente ocorreu por volta das 10h18, no km 716 da rodovia. Equipes de resgate da concessionária e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e confirmaram a morte dos dois ocupantes do carro ainda no local.

As informações preliminares indicam que os veículos bateram de frente. O motorista da carreta recebeu atendimento médico, mas o estado de saúde dele não havia sido informado até a última atualização.

As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes. A pista permanece totalmente bloqueada durante o trabalho das equipes de resgate e da perícia.

VIDEO:

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Três pessoas morrem em grave acidente entre caminhão e carro em MT

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Três pessoas morreram em um grave acidente entre um carro de passeio e um caminhão trator com semirreboque, no domingo (12), na MT-235, no km 272, sentido Nova Mutum, antes da rotatória de acesso a São José do Rio Claro. As vítimas ocupavam o automóvel, que ficou completamente destruído após a colisão.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o motorista do caminhão relatou que chovia intensamente no momento do acidente. O veículo de passeio teria aquaplanado, perdido o controle da direção, rodado na pista e atingido lateralmente o caminhão.

No carro estavam uma mulher, que conduzia o veículo, um homem no banco do passageiro dianteiro e outro no banco traseiro. Com o impacto, o automóvel teve o compartimento de passageiros completamente esmagado.

As três vítimas sofreram ferimentos incompatíveis com a vida, com traumatismo cranioencefálico e múltiplos ferimentos, morrendo ainda no local.

Para retirar os corpos, os bombeiros realizaram o desencarceramento das vítimas, utilizando equipamentos de salvamento para cortar as colunas estruturais do veículo e remover as portas.

Após os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os corpos foram retirados do automóvel e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

O motorista do caminhão não ficou ferido e permaneceu no local para os procedimentos legais. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

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