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16 de setembro de 2026

Business

Oferta de cacau reage, mas demanda ainda limita recuperação do setor

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Foto: Claudio B. Melo/Embrapa

A oferta de cacau no Brasil voltou a dar sinais consistentes de recuperação no primeiro semestre de 2026, após dois anos marcados pela escassez de matéria-prima.

Dados divulgados pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), com base em levantamento do SindiDados/Campos Consultores, mostram que o recebimento de amêndoas alcançou 95.108 toneladas, alta de 63,4% em relação ao mesmo período de 2025.

O volume praticamente iguala o registrado antes da crise de oferta, em 2023, indicando uma melhora na disponibilidade de matéria-prima para a indústria.

Segundo a presidente-executiva da AIPC, Anna Paula Losi, o desafio agora é transformar esse avanço em crescimento sustentável para toda a cadeia.

“A produção de amêndoas voltou a apresentar uma sinalização positiva de crescimento. O desafio é consolidar esse movimento para que ele se mantenha nos próximos ciclos e se traduza em mais processamento, maior competitividade e valor para toda a cadeia.”

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O desempenho foi impulsionado pelo segundo trimestre, quando o recebimento somou 66.503 toneladas, avanço de 64,5% sobre o mesmo período do ano passado.

Moagem cresce pouco e ainda segue abaixo do nível pré-crise

Apesar da melhora na oferta, a atividade industrial ainda não acompanha o mesmo ritmo.

A moagem de cacau totalizou 101.426 toneladas entre janeiro e junho, crescimento de apenas 3,6% frente ao primeiro semestre de 2025. Mesmo assim, o resultado permanece 19,8% inferior ao registrado em 2023, antes da crise de oferta.

Entre abril e junho, foram processadas 49.711 toneladas, alta de 8,6% na comparação anual, mas ainda 20,4% abaixo do volume do segundo trimestre de 2023.

Na avaliação da AIPC, a diferença entre o forte avanço da produção de amêndoas e o crescimento modesto da moagem mostra que a recuperação da oferta ainda não foi suficiente para reaquecer a demanda por derivados de cacau.

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“Produzir mais cacau é apenas o primeiro passo. O fortalecimento da cadeia ocorre quando essa produção é transformada em produtos de maior valor agregado”, afirma Anna Paula Losi.

Importações caem com aumento da produção nacional

A maior disponibilidade de cacau produzido no Brasil também reduziu a necessidade de importações.

No primeiro semestre, o país importou 18,1 mil toneladas de amêndoas, queda de 57,1% em relação ao mesmo período de 2025 e o menor volume da série recente.

Entre abril e junho, a redução foi ainda mais significativa: pela primeira vez em quatro anos, não houve necessidade de importar amêndoas.

A entidade, porém, faz uma ressalva. Segundo a AIPC, o resultado reflete tanto a maior oferta nacional quanto um ritmo mais moderado da demanda por derivados, sem representar uma autossuficiência estrutural da produção brasileira.

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Exportações de derivados também recuam

Outro indicador que mostra a recuperação incompleta da cadeia é o desempenho das exportações de derivados de cacau.

Os embarques totalizaram 26.739 toneladas no primeiro semestre, queda de 7% em relação ao mesmo período de 2025.

Embora o segundo trimestre tenha apresentado crescimento de 13% sobre os três primeiros meses do ano, o avanço não foi suficiente para reverter a retração acumulada.

A Argentina permaneceu como principal destino dos derivados brasileiros, respondendo por 45% das exportações, seguida pelos Estados Unidos (19%) e Chile (9%).

Já as importações de derivados recuaram 8,1%, para 23.336 toneladas, indicando um mercado ainda moderado para produtos processados.

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As exportações de amêndoas seguiram praticamente residuais, com apenas 274 toneladas embarcadas, reforçando que a competitividade brasileira continua concentrada na industrialização.

Recuperação depende do consumo

Para a AIPC, a melhora da produção representa uma oportunidade importante, mas a consolidação da recuperação dependerá do crescimento da demanda, tanto no mercado interno quanto no exterior.

Segundo Anna Paula Losi, é justamente o consumo de derivados que permitirá ampliar a moagem, reduzir a ociosidade da indústria e fortalecer toda a cadeia produtiva.

A executiva também destaca que a continuidade da recuperação da oferta ainda depende de fatores como clima, controle de doenças e maior assistência técnica aos produtores.

Bahia segue líder; Pará amplia participação

A Bahia manteve a liderança nacional no fornecimento de cacau para a indústria, respondendo por 56,8% do volume recebido no primeiro semestre.

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O Pará ampliou sua participação para 38,8%, consolidando o avanço da produção na região Norte. Na sequência aparecem Espírito Santo, com 3,1%, e Rondônia, com 1,2% do recebimento nacional.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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MDA

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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