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13 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Agro age em 2 frentes para evitar colapso do financiamento em MT

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Enquanto negocia a ampliação da renegociação das dívidas, setor produtivo propõe fundo garantidor para destravar R$ 80 bilhões

O agronegócio brasileiro intensificou, nesta semana, a ofensiva junto ao Governo Federal para enfrentar aquele que considera o maior desafio da produção rural atualmente: a escassez de crédito.

Em duas frentes paralelas, lideranças do setor negociam mudanças nas regras de renegociação das dívidas dos produtores, e defendem a criação de um fundo garantidor capaz de ampliar o acesso aos financiamentos do Plano Safra 2026/27.

As iniciativas são acompanhadas com atenção em Mato Grosso, maior produtor de grãos e algodão do país e detentor do maior rebanho bovino brasileiro.

Nos últimos anos, produtores mato-grossenses acumularam dificuldades provocadas pela queda dos preços das commodities, aumento dos custos de produção, juros elevados e perdas decorrentes das adversidades climáticas.

Em Brasília, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou ao Ministério da Fazenda uma contraproposta para o programa de renegociação das dívidas rurais.

O principal objetivo é ampliar o alcance do refinanciamento para produtores afetados não apenas por eventos climáticos, mas também por dificuldades econômicas, perda de renda e oscilações de mercado.

Pela proposta, produtores que comprovarem prejuízos provocados por seca, enchentes ou outros eventos climáticos teriam acesso às menores taxas de juros: 4% ao ano para operações do Pronaf, 6% para o Pronamp e 8% para os demais produtores.

Para perdas decorrentes de outros fatores, os juros seriam de 5%, 7% e 9%, respectivamente.

O texto também prevê prazo de dez anos para pagamento das operações, com dois anos de carência sem cobrança de juros.

O Ministério da Fazenda, porém, defende prazo de oito anos e manutenção dos encargos financeiros durante a carência.

O maior impasse continua sendo a abrangência do programa.

Enquanto a equipe econômica pretende limitar o benefício às operações atingidas por eventos climáticos, a bancada ruralista defende a manutenção do texto aprovado pelo Senado, permitindo a inclusão de produtores afetados por diferentes tipos de perdas.

Segundo o Governo, uma ampliação desse alcance elevaria o impacto fiscal para aproximadamente R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos.

Já a FPA calcula que sua proposta teria custo anual de cerca de R$ 2,5 bilhões.

Apesar das divergências, alguns pontos caminham para consenso entre governo e setor produtivo, como o reaproveitamento das garantias já existentes, a inclusão das dívidas contratadas entre 2019 e 2025 e a criação de um fundo garantidor para reduzir os riscos das operações de crédito.

Foi justamente esse instrumento que ganhou força em outra frente de negociação conduzida pelas principais entidades do agronegócio de Mato Grosso.

Representantes da Aprosoja-MT, Famato, Ampa, Aprosoja Brasil, Abrapa e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregaram ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma proposta para criação de um fundo garantidor voltado exclusivamente ao crédito novo da próxima safra.

O documento também foi apresentado ao ministro da Agricultura, André de Paula, e à secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.

Segundo as entidades, o problema atual já não está apenas na disponibilidade de recursos anunciados pelo Plano Safra.

A principal dificuldade passou a ser a capacidade dos produtores de apresentar garantias suficientes para contratar novos financiamentos.

Com patrimônio comprometido em operações anteriores e critérios bancários mais rígidos, muitos agricultores considerados economicamente viáveis vêm encontrando dificuldades para obter crédito para custear o plantio.

“O anúncio de recursos, por si só, não garante que o dinheiro chegará ao produtor. Hoje, parte importante do problema está justamente na exaustão das garantias”, afirma o presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber.

A proposta prevê que o Tesouro Nacional aporte inicialmente R$ 8 bilhões em um patrimônio segregado dentro do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC), administrado pelo BNDES.

Segundo os cálculos apresentados pelo setor, esse patrimônio teria potencial para alavancar até R$ 80 bilhões em novos financiamentos para custeio rural.

O produtor contribuiria com 1% do valor de cada operação garantida, enquanto o fundo cobriria parte do risco dos financiamentos, reduzindo a necessidade de garantias adicionais sem eliminar a análise de crédito realizada pelas instituições financeiras.

O mecanismo seria utilizado exclusivamente para novos financiamentos destinados ao plantio, condução da lavoura e colheita, sem utilização para renegociação de dívidas antigas ou operações inadimplentes.

A partir de 2027, a proposta prevê a criação de um fundo permanente com participação da União, estados e municípios.

Para as entidades, as duas iniciativas são complementares.

Enquanto a renegociação busca recuperar a capacidade financeira de produtores já endividados, o fundo garantidor pretende assegurar que o crédito da próxima safra efetivamente chegue ao campo.

Sem essas medidas, o setor alerta para o risco de redução da área plantada, menor utilização de tecnologia, fertilizantes e defensivos, queda da produtividade e impactos sobre a oferta de alimentos e a economia do país.

As negociações entre a Frente Parlamentar da Agropecuária e o Ministério da Fazenda terão continuidade na próxima semana.

Caso não haja acordo sobre o projeto aprovado pelo Senado, integrantes da equipe econômica admitem recomendar veto presidencial aos pontos considerados de maior impacto fiscal.

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Agro Mato Grosso

Sicredi disponibiliza R$ 72,1 bilhões para apoiar associados na Safra 2026/2027

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Estimativa é realizar mais de 340 mil operações em todo o país para atender produtores rurais de diferentes portes, em diversas culturas agrícolas e pecuária

Produtores rurais associados do Sicredi terão R$ 72,1 bilhões para desenvolver suas atividades na safra 2026/2027. O montante é 4,4% maior que o ano anterior e a projeção é atender cerca de 340 mil operações em todo o país. As diversas linhas que atendem as necessidades dos produtores rurais, de diferentes portes, e já estão disponíveis nas cooperativas e podem ser acessadas para apoiar o custeio, investimento, comercialização e industrialização do agronegócio brasileiro. Na safra 2025/2026, o Sicredi concedeu R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. O novo ciclo começou em 1° de julho e segue até 30 de junho de 2027.
Do total previsto para este novo ciclo, a expectativa é liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização, a nível nacional. A instituição financeira cooperativa prevê ainda a concessão de R$ 18 bilhões em créditos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR). Além disso, R$ 9 bilhões correspondem a operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), atendendo os produtores ligados diretamente à cadeia de exportação e oferecendo alternativas competitivas para o planejamento financeiro do setor.
Como um importante e consolidado parceiro dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para o fortalecimento da base da produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, já para os produtores de médio porte serão destinados R$ 14,6 bilhões. Os pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas. Aos demais produtores serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
Mato Grosso e região Norte
Na área de atuação que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, o Sicredi vai disponibilizar R$ 10,7 bilhões em recursos para este Plano Safra, incluindo crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização), CPR, moeda estrangeira, fundos e recursos do BNDES.
Por público, considerando apenas os recursos de fonte crédito rural, a agricultura familiar terá disponível cerca de R$ 190,1 milhões, médios produtores terão R$ 622 milhões e os demais produtores terão R$ 1,2 bilhão. Outros recursos planejados que podem ser liberados para os públicos da agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial incluem R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos. A expectativa é realizar cerca de 17,5 mil operações na região.
“Somos uma instituição financeira oriunda da agricultura e está na nossa essência o apoio aos produtores rurais. É por isso que a cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Com uma carteira de crédito agro de R$ 121 bilhões em saldo no Brasil, sendo R$ 24 bilhões na região, o Sicredi se mantém como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Em um ano que o clima será um desafio em consequência das previsões relacionadas ao El Niño, a instituição financeira cooperativa se aproxima ainda mais dos associados e recomenda o planejamento detalhado da safra, do plantio à colheita.
Nesse sentido, a consultora de crédito rural do Sicredi, Cristiane Sassagima afirma que para esta safra é importante considerar não só o planejamento financeiro, mas também o planejamento de gestão de risco, incluindo a contratação de seguro para atenuar os efeitos de possíveis intempéries climáticas.
Balanço da safra 2025/2026
No ciclo 2025/2026, o Sicredi liberou um volume recorde de financiamento aos produtores rurais. Foram R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações, considerando R$ 16,9 bilhões em CPR. Os principais públicos atendidos foram os pequenos e médios produtores, que concentraram 88% do total de operações realizadas.
Apesar do cenário desafiador, o desempenho da instituição contou com capacidade de adaptação ao cenário macroeconômico e manteve sua forte relevância no crédito rural nacional, registrando R$ 18,7 bilhões em Investimento, R$ 25,6 bilhões em Custeio e R$ 2 bilhões em Industrialização e Comercialização.
Na região que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas liberaram R$ 10,5 bilhões até 30 de junho. Deste total o destaque foi para moeda estrangeira, com R$ 3,2 bilhões, recursos direcionados com R$ 2,9 bilhões, crédito rural com R$ 2,1 bilhões e CPR com R$ 2,1 bilhões, que juntos somaram mais de 16,8 mil operações.
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Agro Mato Grosso

VÍDEO: batida entre carreta e carro deixa dois mortos na BR-163

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Duas pessoas morreram após uma batida entre um carro e uma carreta nesta segunda-feira (13), na BR-163, em Sorriso (MT), no trecho que liga o município a Lucas do Rio Verde (MT). Com o impacto da batida, a rodovia foi totalmente interditada para o atendimento da ocorrência. Assista abaixo

Segundo a concessionária Nova Rota do Oeste, o acidente ocorreu por volta das 10h18, no km 716 da rodovia. Equipes de resgate da concessionária e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e confirmaram a morte dos dois ocupantes do carro ainda no local.

As informações preliminares indicam que os veículos bateram de frente. O motorista da carreta recebeu atendimento médico, mas o estado de saúde dele não havia sido informado até a última atualização.

As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes. A pista permanece totalmente bloqueada durante o trabalho das equipes de resgate e da perícia.

VIDEO:

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Três pessoas morrem em grave acidente entre caminhão e carro em MT

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Três pessoas morreram em um grave acidente entre um carro de passeio e um caminhão trator com semirreboque, no domingo (12), na MT-235, no km 272, sentido Nova Mutum, antes da rotatória de acesso a São José do Rio Claro. As vítimas ocupavam o automóvel, que ficou completamente destruído após a colisão.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o motorista do caminhão relatou que chovia intensamente no momento do acidente. O veículo de passeio teria aquaplanado, perdido o controle da direção, rodado na pista e atingido lateralmente o caminhão.

No carro estavam uma mulher, que conduzia o veículo, um homem no banco do passageiro dianteiro e outro no banco traseiro. Com o impacto, o automóvel teve o compartimento de passageiros completamente esmagado.

As três vítimas sofreram ferimentos incompatíveis com a vida, com traumatismo cranioencefálico e múltiplos ferimentos, morrendo ainda no local.

Para retirar os corpos, os bombeiros realizaram o desencarceramento das vítimas, utilizando equipamentos de salvamento para cortar as colunas estruturais do veículo e remover as portas.

Após os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os corpos foram retirados do automóvel e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

O motorista do caminhão não ficou ferido e permaneceu no local para os procedimentos legais. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

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