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1 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Agro age em 2 frentes para evitar colapso do financiamento em MT

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Enquanto negocia a ampliação da renegociação das dívidas, setor produtivo propõe fundo garantidor para destravar R$ 80 bilhões

O agronegócio brasileiro intensificou, nesta semana, a ofensiva junto ao Governo Federal para enfrentar aquele que considera o maior desafio da produção rural atualmente: a escassez de crédito.

Em duas frentes paralelas, lideranças do setor negociam mudanças nas regras de renegociação das dívidas dos produtores, e defendem a criação de um fundo garantidor capaz de ampliar o acesso aos financiamentos do Plano Safra 2026/27.

As iniciativas são acompanhadas com atenção em Mato Grosso, maior produtor de grãos e algodão do país e detentor do maior rebanho bovino brasileiro.

Nos últimos anos, produtores mato-grossenses acumularam dificuldades provocadas pela queda dos preços das commodities, aumento dos custos de produção, juros elevados e perdas decorrentes das adversidades climáticas.

Em Brasília, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apresentou ao Ministério da Fazenda uma contraproposta para o programa de renegociação das dívidas rurais.

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O principal objetivo é ampliar o alcance do refinanciamento para produtores afetados não apenas por eventos climáticos, mas também por dificuldades econômicas, perda de renda e oscilações de mercado.

Pela proposta, produtores que comprovarem prejuízos provocados por seca, enchentes ou outros eventos climáticos teriam acesso às menores taxas de juros: 4% ao ano para operações do Pronaf, 6% para o Pronamp e 8% para os demais produtores.

Para perdas decorrentes de outros fatores, os juros seriam de 5%, 7% e 9%, respectivamente.

O texto também prevê prazo de dez anos para pagamento das operações, com dois anos de carência sem cobrança de juros.

O Ministério da Fazenda, porém, defende prazo de oito anos e manutenção dos encargos financeiros durante a carência.

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O maior impasse continua sendo a abrangência do programa.

Enquanto a equipe econômica pretende limitar o benefício às operações atingidas por eventos climáticos, a bancada ruralista defende a manutenção do texto aprovado pelo Senado, permitindo a inclusão de produtores afetados por diferentes tipos de perdas.

Segundo o Governo, uma ampliação desse alcance elevaria o impacto fiscal para aproximadamente R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos.

Já a FPA calcula que sua proposta teria custo anual de cerca de R$ 2,5 bilhões.

Apesar das divergências, alguns pontos caminham para consenso entre governo e setor produtivo, como o reaproveitamento das garantias já existentes, a inclusão das dívidas contratadas entre 2019 e 2025 e a criação de um fundo garantidor para reduzir os riscos das operações de crédito.

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Foi justamente esse instrumento que ganhou força em outra frente de negociação conduzida pelas principais entidades do agronegócio de Mato Grosso.

Representantes da Aprosoja-MT, Famato, Ampa, Aprosoja Brasil, Abrapa e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entregaram ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma proposta para criação de um fundo garantidor voltado exclusivamente ao crédito novo da próxima safra.

O documento também foi apresentado ao ministro da Agricultura, André de Paula, e à secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.

Segundo as entidades, o problema atual já não está apenas na disponibilidade de recursos anunciados pelo Plano Safra.

A principal dificuldade passou a ser a capacidade dos produtores de apresentar garantias suficientes para contratar novos financiamentos.

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Com patrimônio comprometido em operações anteriores e critérios bancários mais rígidos, muitos agricultores considerados economicamente viáveis vêm encontrando dificuldades para obter crédito para custear o plantio.

“O anúncio de recursos, por si só, não garante que o dinheiro chegará ao produtor. Hoje, parte importante do problema está justamente na exaustão das garantias”, afirma o presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber.

A proposta prevê que o Tesouro Nacional aporte inicialmente R$ 8 bilhões em um patrimônio segregado dentro do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC), administrado pelo BNDES.

Segundo os cálculos apresentados pelo setor, esse patrimônio teria potencial para alavancar até R$ 80 bilhões em novos financiamentos para custeio rural.

O produtor contribuiria com 1% do valor de cada operação garantida, enquanto o fundo cobriria parte do risco dos financiamentos, reduzindo a necessidade de garantias adicionais sem eliminar a análise de crédito realizada pelas instituições financeiras.

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O mecanismo seria utilizado exclusivamente para novos financiamentos destinados ao plantio, condução da lavoura e colheita, sem utilização para renegociação de dívidas antigas ou operações inadimplentes.

A partir de 2027, a proposta prevê a criação de um fundo permanente com participação da União, estados e municípios.

Para as entidades, as duas iniciativas são complementares.

Enquanto a renegociação busca recuperar a capacidade financeira de produtores já endividados, o fundo garantidor pretende assegurar que o crédito da próxima safra efetivamente chegue ao campo.

Sem essas medidas, o setor alerta para o risco de redução da área plantada, menor utilização de tecnologia, fertilizantes e defensivos, queda da produtividade e impactos sobre a oferta de alimentos e a economia do país.

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As negociações entre a Frente Parlamentar da Agropecuária e o Ministério da Fazenda terão continuidade na próxima semana.

Caso não haja acordo sobre o projeto aprovado pelo Senado, integrantes da equipe econômica admitem recomendar veto presidencial aos pontos considerados de maior impacto fiscal.

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Agro Mato Grosso

Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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Cuiabá tem previsão de chuva e máxima de 34°C em fim de semana com alerta amarelo em MT

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Cuiabá deve ter um fim de semana de calor e pancadas de chuva, enquanto Mato Grosso está sob alerta amarelo para chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso de perigo potencial vale para este sábado (31), até as 23h59, e prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.

Na capital, a previsão para sábado é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a manhã e a tarde. À noite, também pode chover. Os termômetros devem variar entre 23°C e 33°C.

No domingo (1º), o cenário deve ser semelhante, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima prevista é de 25°C e a máxima, de 34°C.

Alerta amarelo

O aviso do Inmet engloba 141 municípios de Mato Grosso e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.

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Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O que fazer em caso de tempestades

Durante o período de alerta, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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