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13 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Revisão alerta para avanço global de Spodoptera frugiperda

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Estudo reúne dados sobre bioecologia, genética e controle de praga com impacto em mais de 350 plantas

A lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, consolidou-se como uma das principais ameaças globais à segurança alimentar. A praga, nativa das Américas, invadiu áreas da África, Ásia e Oceania. Também registrou incursões iniciais na Europa. Sua capacidade de atacar mais de 350 espécies vegetais amplia o risco para culturas alimentares, fibras e sistemas agrícolas em regiões tropicais e subtropicais.

Revisão assinada por 19 cientistas de diversos países reuniu dados sobre bioecologia, genética e estratégias de controle da espécie (DOI 10.1127/entomologia/4342). O trabalho aponta perdas de produtividade próximas de 70% em algumas regiões. Também cita prejuízos econômicos anuais superiores a 13 bilhões de dólares em mais de 42 países. No milho, os danos podem atingir folhas, colmos tenros, estilos-estigmas e espigas. As larvas se alimentam principalmente durante a noite.

Rotas de invasão

A praga apresenta alto potencial migratório, ampla plasticidade ecológica e grande capacidade reprodutiva. Esses fatores favorecem a invasão de novas áreas. Condições climáticas favoráveis e o comércio global também contribuem para a dispersão. A revisão informa desacordo sobre as rotas exatas de invasão. Uma hipótese indica origem na América do Norte, provavelmente no Caribe, com entrada na África Ocidental e posterior avanço para África subsaariana, Índia, China e Sudeste Asiático. Outro estudo genômico aponta múltiplas introduções independentes na Ásia.

A Europa ainda não registra estabelecimento da praga. O risco, porém, cresce com a migração a partir do Norte da África, o fluxo de mercadorias e pessoas e o aquecimento climático. A revisão estima perdas anuais de até 900 milhões de euros apenas no milho, caso Spodoptera frugiperda se estabeleça no continente europeu.

Linhagens simpátricas

O inseto possui duas linhagens simpátricas, morfologicamente idênticas. Uma linhagem apresenta preferência por milho e sorgo. A outra apresenta associação com arroz, gramíneas forrageiras, pastagens, alfafa e milheto. Marcadores genéticos no gene Triosephosphate isomerase e no gene mitocondrial Cytochrome oxidase I ajudam na diferenciação. A revisão também relata híbridos entre linhagens em populações de campo, com frequência média próxima de 9% em hospedeiros do grupo milho e 10% em hospedeiros do grupo arroz.

A ampla gama de hospedeiros envolve plantas das famílias Poaceae, Asteraceae e Fabaceae. Milho, arroz e sorgo figuram entre os principais hospedeiros. A praga também danifica trigo, cevada, soja, algodão, cebola, batata e cana-de-açúcar. Na área invadida, pesquisadores projetam impactos negativos em espécies arbóreas de valor econômico, como árvore-do-incenso, seringueira e coqueiro.

Adaptação da lagarta

A adaptação da lagarta envolve mecanismos de desintoxicação. Spodoptera frugiperda usa enzimas como citocromos P450, carboxilesterases, UDP-glicosiltransferases, glutationa S-transferases e transportadores ABC. Esses sistemas ajudam o inseto a neutralizar metabólitos secundários de plantas e inseticidas sintéticos. A revisão cita 244 casos de resistência a inseticidas até junho de 2025, envolvendo 47 ingredientes ativos, entre organofosforados, piretroides, diamidas e reguladores de crescimento.

Manejo com microrganismos

O manejo com microrganismos recebe destaque no estudo. Fungos entomopatogênicos como Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae apresentam potencial contra ovos e larvas. Isolados de Metarhizium anisopliae alcançaram mortalidade superior a 93% em testes com ovos e larvas. A eficácia em campo, porém, depende de temperatura, umidade e radiação ultravioleta. A revisão defende formulações mais estáveis e seleção de isolados locais.

Fungos endofíticos também aparecem como alternativa. Aplicações em milho, por pulverização foliar, inoculação de sementes ou drench no solo, podem promover colonização interna das plantas e reduzir o desempenho larval. Em um estudo citado, Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae aplicados ao solo causaram até 87% de mortalidade de larvas em milho. A adoção ampla ainda enfrenta limitações, como colonização irregular e menor eficácia em condições de campo.

Produtos à base de Bacillus thuringiensis também integram as estratégias de controle. A revisão informa toxicidade de várias cepas contra larvas em laboratório. No campo, o controle pode falhar porque as lagartas se alojam no cartucho e em estruturas reprodutivas do milho. Plantas transgênicas Bt oferecem outra via de manejo, com proteínas como Cry1F, Cry2Ab, Vip3Aa e Cry1A.105. A resistência prática à Cry1F já foi documentada em populações das Américas.

Agentes biológicos e inseticidas

A combinação de agentes biológicos e inseticidas pode elevar a eficiência. A associação de Beauveria bassiana Bb88 com espinosade aumentou a mortalidade larval em 34% em comparação ao espinosade isolado. A combinação de Beauveria bassiana GHA com benzoato de emamectina resultou em 92,6% de mortalidade larval, ante até 70% com o inseticida isolado. A compatibilidade depende de dose, momento de aplicação, formulação e fisiologia dos agentes envolvidos.

A revisão também aponta ferramentas emergentes, como interferência por RNA, edição gênica CRISPR-Cas9 e manipulação de simbiontes microbianos. A interferência por RNA enfrenta dificuldades de entrega oral, degradação no intestino médio e baixa estabilidade em campo. Nanocarreadores e polímeros mostraram potencial em estudos de laboratório. A edição gênica pode ajudar na avaliação funcional de genes ligados a metabolismo, desenvolvimento, detoxificação e sinalização química.

Manejo integrado

O manejo integrado aparece como eixo central. A revisão cita rotação de culturas, consórcios com plantas aromáticas, plantio antecipado, conservação de inimigos naturais, parasitoides, armadilhas com feromônio e uso criterioso de inseticidas e biopesticidas. O estudo destaca a necessidade de rotação de modos de ação para reduzir a seleção de resistência. Também aponta diferenças econômicas entre programas de manejo integrado em países como Índia e Burkina Faso.

As mudanças climáticas podem alterar a distribuição da praga. Modelos indicam avanço para novas regiões, incluindo Sul e Leste da Europa, Ásia Central e áreas de maior altitude na África Oriental e nos Andes. Temperaturas mais altas aceleram o desenvolvimento e reduzem o tempo necessário para completar unidades térmicas. Alterações na chuva podem ampliar a disponibilidade de hospedeiros ou interromper o ciclo do inseto em situações de excesso hídrico.

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Agro Mato Grosso

Sicredi disponibiliza R$ 72,1 bilhões para apoiar associados na Safra 2026/2027

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Estimativa é realizar mais de 340 mil operações em todo o país para atender produtores rurais de diferentes portes, em diversas culturas agrícolas e pecuária

Produtores rurais associados do Sicredi terão R$ 72,1 bilhões para desenvolver suas atividades na safra 2026/2027. O montante é 4,4% maior que o ano anterior e a projeção é atender cerca de 340 mil operações em todo o país. As diversas linhas que atendem as necessidades dos produtores rurais, de diferentes portes, e já estão disponíveis nas cooperativas e podem ser acessadas para apoiar o custeio, investimento, comercialização e industrialização do agronegócio brasileiro. Na safra 2025/2026, o Sicredi concedeu R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. O novo ciclo começou em 1° de julho e segue até 30 de junho de 2027.
Do total previsto para este novo ciclo, a expectativa é liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização, a nível nacional. A instituição financeira cooperativa prevê ainda a concessão de R$ 18 bilhões em créditos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR). Além disso, R$ 9 bilhões correspondem a operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), atendendo os produtores ligados diretamente à cadeia de exportação e oferecendo alternativas competitivas para o planejamento financeiro do setor.
Como um importante e consolidado parceiro dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para o fortalecimento da base da produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, já para os produtores de médio porte serão destinados R$ 14,6 bilhões. Os pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas. Aos demais produtores serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
Mato Grosso e região Norte
Na área de atuação que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, o Sicredi vai disponibilizar R$ 10,7 bilhões em recursos para este Plano Safra, incluindo crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização), CPR, moeda estrangeira, fundos e recursos do BNDES.
Por público, considerando apenas os recursos de fonte crédito rural, a agricultura familiar terá disponível cerca de R$ 190,1 milhões, médios produtores terão R$ 622 milhões e os demais produtores terão R$ 1,2 bilhão. Outros recursos planejados que podem ser liberados para os públicos da agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial incluem R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos. A expectativa é realizar cerca de 17,5 mil operações na região.
“Somos uma instituição financeira oriunda da agricultura e está na nossa essência o apoio aos produtores rurais. É por isso que a cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Com uma carteira de crédito agro de R$ 121 bilhões em saldo no Brasil, sendo R$ 24 bilhões na região, o Sicredi se mantém como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Em um ano que o clima será um desafio em consequência das previsões relacionadas ao El Niño, a instituição financeira cooperativa se aproxima ainda mais dos associados e recomenda o planejamento detalhado da safra, do plantio à colheita.
Nesse sentido, a consultora de crédito rural do Sicredi, Cristiane Sassagima afirma que para esta safra é importante considerar não só o planejamento financeiro, mas também o planejamento de gestão de risco, incluindo a contratação de seguro para atenuar os efeitos de possíveis intempéries climáticas.
Balanço da safra 2025/2026
No ciclo 2025/2026, o Sicredi liberou um volume recorde de financiamento aos produtores rurais. Foram R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações, considerando R$ 16,9 bilhões em CPR. Os principais públicos atendidos foram os pequenos e médios produtores, que concentraram 88% do total de operações realizadas.
Apesar do cenário desafiador, o desempenho da instituição contou com capacidade de adaptação ao cenário macroeconômico e manteve sua forte relevância no crédito rural nacional, registrando R$ 18,7 bilhões em Investimento, R$ 25,6 bilhões em Custeio e R$ 2 bilhões em Industrialização e Comercialização.
Na região que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas liberaram R$ 10,5 bilhões até 30 de junho. Deste total o destaque foi para moeda estrangeira, com R$ 3,2 bilhões, recursos direcionados com R$ 2,9 bilhões, crédito rural com R$ 2,1 bilhões e CPR com R$ 2,1 bilhões, que juntos somaram mais de 16,8 mil operações.
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VÍDEO: batida entre carreta e carro deixa dois mortos na BR-163

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Duas pessoas morreram após uma batida entre um carro e uma carreta nesta segunda-feira (13), na BR-163, em Sorriso (MT), no trecho que liga o município a Lucas do Rio Verde (MT). Com o impacto da batida, a rodovia foi totalmente interditada para o atendimento da ocorrência. Assista abaixo

Segundo a concessionária Nova Rota do Oeste, o acidente ocorreu por volta das 10h18, no km 716 da rodovia. Equipes de resgate da concessionária e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e confirmaram a morte dos dois ocupantes do carro ainda no local.

As informações preliminares indicam que os veículos bateram de frente. O motorista da carreta recebeu atendimento médico, mas o estado de saúde dele não havia sido informado até a última atualização.

As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes. A pista permanece totalmente bloqueada durante o trabalho das equipes de resgate e da perícia.

VIDEO:

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Três pessoas morrem em grave acidente entre caminhão e carro em MT

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Três pessoas morreram em um grave acidente entre um carro de passeio e um caminhão trator com semirreboque, no domingo (12), na MT-235, no km 272, sentido Nova Mutum, antes da rotatória de acesso a São José do Rio Claro. As vítimas ocupavam o automóvel, que ficou completamente destruído após a colisão.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, o motorista do caminhão relatou que chovia intensamente no momento do acidente. O veículo de passeio teria aquaplanado, perdido o controle da direção, rodado na pista e atingido lateralmente o caminhão.

No carro estavam uma mulher, que conduzia o veículo, um homem no banco do passageiro dianteiro e outro no banco traseiro. Com o impacto, o automóvel teve o compartimento de passageiros completamente esmagado.

As três vítimas sofreram ferimentos incompatíveis com a vida, com traumatismo cranioencefálico e múltiplos ferimentos, morrendo ainda no local.

Para retirar os corpos, os bombeiros realizaram o desencarceramento das vítimas, utilizando equipamentos de salvamento para cortar as colunas estruturais do veículo e remover as portas.

Após os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), os corpos foram retirados do automóvel e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

O motorista do caminhão não ficou ferido e permaneceu no local para os procedimentos legais. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

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