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13 de julho de 2026

Business

Congelamento da base do Fethab pode manter até R$ 1,7 bilhão no caixa do produtor

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A manutenção da base de cálculo do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) durante todo o ano de 2026 pode evitar que produtores rurais de Mato Grosso desembolsem entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,7 bilhão até o fim de 2027. A estimativa é da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que avalia que os recursos poderão permanecer no caixa das propriedades em um momento de maior pressão sobre a rentabilidade.

O Governo de Mato Grosso anunciou, no fim de junho, como destacado na ocasião pelo Canal Rural Mato Grosso, que produtores rurais e empresas que recolhem o Fethab continuarão utilizando como referência para o cálculo das contribuições a Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) vigente em janeiro de 2025 durante todo o ano de 2026.

Com a decisão, deixa de ser aplicada a atualização prevista para o segundo semestre e é mantida a mesma base de cálculo adotada de forma excepcional em 2025.

A medida ocorre em um cenário de aumento dos custos de produção, juros elevados e maior dificuldade de acesso ao crédito rural, fatores que têm reduzido as margens da atividade no campo.

Para o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, a manutenção da regra representa “um alívio” financeiro para o produtor em um momento de maior pressão sobre o caixa das propriedades. Ele destaca que o custo do Fethab por hectare gira em torno de R$ 185, enquanto a renda estimada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) é inferior à metade desse valor.

“É um alívio diante de um cenário de crise. Com o congelamento mantido desde o ano passado e, caso haja a renovação do Fethab 2 até o final de 2027, estima-se que o produtor mato-grossense deixe de desembolsar entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,7 bilhão”, afirma.

Recursos para a próxima safra

A avaliação da Associação é que os recursos que deixam de sair das propriedades podem reforçar o planejamento financeiro das próximas safras, principalmente diante da restrição de crédito e dos juros elevados.

Beber pontua que esse valor pode ser direcionado para o custeio da atividade em um momento em que o produtor enfrenta maior dificuldade para financiar a produção. “Esse é um recurso que permanece no caixa do produtor e pode ser direcionado principalmente para o custeio das próximas safras, especialmente em um momento em que o crédito está mais restrito e os juros seguem elevados, garantindo um fôlego financeiro”, explica.

Além do impacto direto sobre as propriedades, a entidade avalia que a manutenção dos recursos no campo também movimenta a economia dos municípios produtores, por meio de investimentos, contratação de serviços e manutenção de máquinas.

Conforme o presidente da Aprosoja Mato Grosso, esse dinheiro retorna para a economia por diferentes caminhos, como prestação de serviços, mão de obra e investimentos dentro das fazendas. “Esse recurso, permanecendo nas mãos do produtor, acaba retornando para a economia de várias formas: na manutenção de máquinas, na contratação de mão de obra, na prestação de serviços e em investimentos dentro da propriedade”, frisa.

A Associação ressalta ainda que a redução da pressão sobre os custos de produção também pode contribuir para minimizar impactos na cadeia de alimentos.

Peso do tributo na atividade

No Vale do Arinos, a delegada do núcleo da Aprosoja Mato Grosso em Juara, Jaqueline Piovesan, afirma que o impacto do Fethab não está apenas no valor recolhido, mas também na forma de cobrança em algumas operações.

Ela explica que o recolhimento antecipado exige planejamento financeiro do produtor antes mesmo da comercialização da produção. “O Fethab impacta diretamente no custo, visto tratar-se de um tributo incidente diretamente sobre a venda. Além do custo em si, sua modalidade de recolhimento antecipado em alguns casos exige que o produtor tenha caixa para que possa inclusive realizar vendas”.

A produtora também destaca que o setor questiona a relação entre a contribuição e os investimentos em infraestrutura, principalmente diante da cobrança de pedágios em rodovias concedidas.

“Além de pagarmos o Fethab, para em tese custear a manutenção e ampliação da malha viária pelo próprio Estado, vemos a maior parte dos trechos sendo objeto de concessão sob pedágios caros, o que nos dá a sensação de estarmos pagando mais de uma vez pela mesma coisa”, ressalta.

Para Jaqueline, a manutenção da base de cálculo não resolve todos os desafios enfrentados pelo produtor, mas reduz uma das pressões sobre uma atividade que opera com margens comprometidas. “O congelamento do Fethab é uma ação necessária para minimizar danos ao produtor, não resolve 100% o cenário, mas é uma dedução a menos da margem já inexistente”, avalia.


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Promessa de safra histórica de milho em MT esbarra na rentabilidade e acende alerta para o próximo ciclo

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve colher uma nova safra recorde de milho em 2025/26. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima uma produção de 57 milhões de toneladas, reforçando o potencial produtivo do estado. O desempenho das lavouras, entretanto, não afasta as preocupações com a rentabilidade da atividade.

A projeção, divulgada nesta segunda-feira (13), supera as 55,434 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25, até então a maior da série histórica, e também fica acima da estimativa divulgada em junho, quando o instituto previa uma produção de 53,349 milhões de toneladas.

Os dados foram levantados pelo Imea durante 64 dias, onde a equipe percorreu mais de 30 mil quilômetros, entre 82 municípios, realizando 833 avaliações técnicas para mapear produtividade, ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas nas principais regiões produtoras.

O diagnóstico confirma mais um avanço da produção estadual, mas também reforça um cenário que vem se repetindo nas últimas safras: a produtividade tem sido decisiva para amenizar os efeitos dos custos elevados e dos preços pouco atrativos recebidos pelos produtores.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produtividade supera o último recorde

O levantamento apontou produtividade média de 128,6 sacas por hectare, acima das 127,2 sacas registradas na safra passada, que até então representavam o melhor desempenho já observado pelo instituto.

O analista de Inteligência de Mercado e Clima do Imea, Henrique Eggers, explica ao Canal Rural Mato Grosso que o resultado foi construído por um conjunto de fatores identificados durante o trabalho de campo. Entre eles estão o aumento no número de espigas por hectare e a quantidade de grãos.

Esses indicadores, segundo ele, foram superiores aos registrados no último ciclo. “O ano passado era o nosso recorde, com 127,2 sacas por hectare, e neste ano atingimos 128,6 sacas por hectare, resultando em uma produção de 57 milhões de toneladas”.

Outro aspecto observado pelo levantamento foi a evolução do peso dos grãos, que cresceu 0,8% em relação à safra anterior. Para Eggers, esse avanço reforça que a agricultura mato-grossense continua ampliando sua capacidade produtiva.

O analista destaca ainda que o desempenho atual consolida uma sequência de evolução. A safra 2024/25, salienta o especialista, já havia apresentado peso superior ao ciclo 2023/24 e, neste ano, esse indicador voltou a avançar, fortalecendo o potencial produtivo das lavouras. “O peso dos grãos é um dos resultados primordiais para que tenhamos uma boa produtividade no final da safra”.

Podridão branca lidera entre as doenças

Além da produtividade, o levantamento avaliou as condições fitossanitárias das áreas visitadas. A podridão branca foi a doença mais encontrada nas lavouras, com incidência média de 2,64%. As maiores ocorrências foram registradas nas regiões Noroeste e Norte de Mato Grosso.

Mesmo com esses registros, o Imea avalia que o manejo adotado pelos produtores foi suficiente para evitar perdas expressivas de produtividade. Conforme Henrique Eggers, as ocorrências ficaram concentradas em algumas regiões e não representam um risco para o desempenho da safra estadual.

“A região Noroeste apresentou o maior índice de lavouras com espigas apresentando apodrecimento. A região Norte também teve um número elevado de áreas com esse panorama, mas, no contexto geral, não vemos um grande potencial redutor, uma vez que o manejo foi dentro do esperado para a região”.

O levantamento também analisou a presença de pragas e plantas daninhas, permitindo ao instituto traçar um panorama técnico que servirá de base para o planejamento das próximas safras.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Rentabilidade segue pressionada

Embora a produção caminhe para um novo recorde, o desempenho das lavouras não tem sido suficiente para garantir tranquilidade ao produtor. Nos últimos anos, a alta produtividade compensou parte das perdas provocadas pelos custos de produção elevados e pelos preços das commodities, que seguem sem reação consistente. Ainda assim, a margem da atividade permanece apertada.

“Foi ela que conseguiu recuperar parte desse movimento”, afirma o superintendente do Sistema Famato, Imea e AgriHub, Cleiton Gauer, ao lembrar que preços e custos continuam desfavoráveis. Mesmo assim, ressalta, esse desempenho “ainda é insuficiente para salvar todo esse cenário”.

A preocupação aumenta para a próxima temporada. Segundo Gauer, além dos custos elevados e dos preços pressionados, a perspectiva de um ano marcado por estresse climático amplia as incertezas sobre a produção.

Na avaliação dele, justamente o fator que sustentou a rentabilidade nos últimos anos pode estar ameaçado. “Estamos indo para um ano de estresse climático, com perspectiva de um El Niño e grande instabilidade para o que produzimos aqui no estado”, afirma.

Caso a produtividade seja afetada, o cenário tende a ficar ainda mais delicado. “Nos últimos dois anos ela foi o que salvou esse movimento. Imagine um cenário em que já temos preços e custos pressionados e uma produtividade em risco”.

Produtores buscam reduzir custos

Diante desse cenário, os produtores já começam a ajustar o planejamento da próxima safra. A estratégia passa por rever a composição dos custos de produção, substituir alguns insumos por alternativas mais competitivas e reduzir parte dos investimentos, buscando preservar o caixa sem comprometer o potencial das lavouras.

Conforme Cleiton Gauer, esse movimento já vem sendo observado nos últimos meses. Os produtores têm buscado alternativas para diminuir a exposição ao risco diante de um ambiente econômico cada vez mais desafiador.

“Os custos de produção continuam subindo. O produtor tem tentado alterar a composição desse custo, trocar produtos e reduzir parte dos investimentos para conseguir mitigar essa situação e diminuir o risco de exposição para a próxima temporada”.


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Projeto sobre dívidas rurais deve ficar para depois do recesso parlamentar; MP ganha força

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Congresso Nacional inicia nesta semana o último período de votações antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 18 de julho, com uma série de pautas ainda pendentes. Entre elas está o Projeto de Lei 5.122/2023, que cria um programa de renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos.

Segundo informou o repórter Bruno Amorim, durante o Mercado & Companhia, a expectativa é de que a votação do projeto de lei fique para depois do recesso parlamentar. Paralelamente, o governo federal e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) seguem negociando uma Medida Provisória (MP) como alternativa para estabelecer regras de renegociação das dívidas antes da retomada dos trabalhos legislativos.

De acordo com o Ministério da Fazenda, o texto aprovado pelo Senado pode gerar um impacto de até R$ 140 bilhões nas contas públicas. Enquanto a equipe econômica defende uma solução por meio de medida provisória, a FPA mantém as negociações para ampliar o alcance do programa e definir as condições da proposta.

Governo e agro ainda buscam consenso

Em entrevista ao Canal Rural, o ex-assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin, afirmou que o cenário atual é de negociação entre o Executivo e a bancada ruralista.

Segundo ele, enquanto a tramitação do PL 5.122/2023 deve avançar apenas após o recesso parlamentar, a expectativa é que o governo apresente uma medida provisória para atender parte das demandas do setor.

“Eu acredito que nesta semana o governo deve fazer uma medida provisória alternativa, conseguindo atender aos interesses de ambas as partes. Se não houver entendimento, a medida provisória passa a valer. O projeto continua em tramitação”, explicou.

Augustin também afirmou que o governo resiste a uma renegociação mais ampla por questões orçamentárias e por não concordar com a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar o programa.

Setor quer ampliar alcance da renegociação

O projeto em discussão prevê benefícios para produtores que sofreram perdas provocadas por eventos climáticos extremos, como secas prolongadas e excesso de chuvas.

No entanto, representantes do setor defendem que a renegociação contemple também produtores que enfrentam dificuldades financeiras decorrentes da alta dos juros, da queda dos preços das commodities e do aumento dos custos de produção.

Fundo garantidor ganha força nas discussões

Além da renegociação das dívidas, Augustin defendeu a criação de um fundo garantidor para facilitar o acesso ao crédito rural.

Segundo ele, existem dois grupos que precisam de atenção: produtores que já não conseguem contratar novos financiamentos por causa do elevado nível de endividamento e aqueles que ainda mantêm a atividade, mas esgotaram as garantias exigidas pelas instituições financeiras.

“Nós temos um produtor que já está praticamente inviabilizado e outro que ainda está produzindo, mas sem garantias para acessar crédito. Se não ajudarmos esse segundo grupo agora, ele será o endividado do ano que vem, afirmou.

Crédito existe, mas produtores não conseguem acessar

Na semana passada, representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Aprosoja e da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participaram de reuniões em Brasília com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, integrantes do Ministério da Fazenda e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Segundo Augustin, o objetivo foi discutir mecanismos para destravar o acesso dos produtores às linhas do Plano Safra 2026/27.

Ele afirmou que há recursos disponíveis para o crédito rural, mas muitos agricultores não conseguem contratar financiamentos porque já esgotaram as garantias exigidas pelos bancos.

“Não adianta anunciar um Plano Safra de R$ 500 bilhões ou R$ 600 bilhões se o agricultor não consegue tomar esse recurso porque já não tem mais garantias”, disse.

Preocupação com a próxima safra

Para Augustin, a combinação de juros elevados, custos de produção ainda altos, preços pressionados das commodities e a possibilidade de novos impactos climáticos aumenta o risco de agravamento do endividamento no campo.

Segundo ele, além de buscar uma solução para quem já enfrenta dificuldades financeiras, é necessário criar mecanismos que permitam aos produtores manterem a atividade e financiarem a próxima safra.

“Precisamos encontrar uma solução para quem já está em dificuldade, mas também para quem ainda está produzindo e precisa de um fôlego para atravessar mais uma safra, concluiu.

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Agro Mato Grosso

Sicredi disponibiliza R$ 72,1 bilhões para apoiar associados na Safra 2026/2027

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Estimativa é realizar mais de 340 mil operações em todo o país para atender produtores rurais de diferentes portes, em diversas culturas agrícolas e pecuária

Produtores rurais associados do Sicredi terão R$ 72,1 bilhões para desenvolver suas atividades na safra 2026/2027. O montante é 4,4% maior que o ano anterior e a projeção é atender cerca de 340 mil operações em todo o país. As diversas linhas que atendem as necessidades dos produtores rurais, de diferentes portes, e já estão disponíveis nas cooperativas e podem ser acessadas para apoiar o custeio, investimento, comercialização e industrialização do agronegócio brasileiro. Na safra 2025/2026, o Sicredi concedeu R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações. O novo ciclo começou em 1° de julho e segue até 30 de junho de 2027.
Do total previsto para este novo ciclo, a expectativa é liberar R$ 27,6 bilhões para operações de custeio, R$ 15,4 bilhões para investimentos e R$ 2 bilhões para comercialização e industrialização, a nível nacional. A instituição financeira cooperativa prevê ainda a concessão de R$ 18 bilhões em créditos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR). Além disso, R$ 9 bilhões correspondem a operações de crédito em moeda estrangeira (linhas dolarizadas), atendendo os produtores ligados diretamente à cadeia de exportação e oferecendo alternativas competitivas para o planejamento financeiro do setor.
Como um importante e consolidado parceiro dos pequenos e médios produtores rurais, o Sicredi direciona grande parte dos recursos para o fortalecimento da base da produção agrícola nacional. Para a agricultura familiar serão disponibilizados R$ 13,3 bilhões, já para os produtores de médio porte serão destinados R$ 14,6 bilhões. Os pequenos e médios produtores concentram 88% do total de operações previstas. Aos demais produtores serão disponibilizados R$ 17,1 bilhões.
Mato Grosso e região Norte
Na área de atuação que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, o Sicredi vai disponibilizar R$ 10,7 bilhões em recursos para este Plano Safra, incluindo crédito rural (custeio, investimento, comercialização e industrialização), CPR, moeda estrangeira, fundos e recursos do BNDES.
Por público, considerando apenas os recursos de fonte crédito rural, a agricultura familiar terá disponível cerca de R$ 190,1 milhões, médios produtores terão R$ 622 milhões e os demais produtores terão R$ 1,2 bilhão. Outros recursos planejados que podem ser liberados para os públicos da agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial incluem R$ 3,6 bilhões em moeda estrangeira, R$ 2,2 bilhões via BNDES e R$ 1,5 milhão em fundos. A expectativa é realizar cerca de 17,5 mil operações na região.
“Somos uma instituição financeira oriunda da agricultura e está na nossa essência o apoio aos produtores rurais. É por isso que a cada ano nos esforçamos para aumentar o volume de recursos disponíveis, com o diferencial de que fazemos um atendimento consultivo, assertivo, que visa o desenvolvimento do produtor rural associado, para fazer a diferença no negócio dele e no seu entorno, seja ele da agricultura familiar, pequeno, médio ou grande produtor”, afirma o presidente da Central Sicredi Centro Norte, João Spenthof.
Com uma carteira de crédito agro de R$ 121 bilhões em saldo no Brasil, sendo R$ 24 bilhões na região, o Sicredi se mantém como a instituição financeira privada que mais concede crédito rural no país. Em um ano que o clima será um desafio em consequência das previsões relacionadas ao El Niño, a instituição financeira cooperativa se aproxima ainda mais dos associados e recomenda o planejamento detalhado da safra, do plantio à colheita.
Nesse sentido, a consultora de crédito rural do Sicredi, Cristiane Sassagima afirma que para esta safra é importante considerar não só o planejamento financeiro, mas também o planejamento de gestão de risco, incluindo a contratação de seguro para atenuar os efeitos de possíveis intempéries climáticas.
Balanço da safra 2025/2026
No ciclo 2025/2026, o Sicredi liberou um volume recorde de financiamento aos produtores rurais. Foram R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações, considerando R$ 16,9 bilhões em CPR. Os principais públicos atendidos foram os pequenos e médios produtores, que concentraram 88% do total de operações realizadas.
Apesar do cenário desafiador, o desempenho da instituição contou com capacidade de adaptação ao cenário macroeconômico e manteve sua forte relevância no crédito rural nacional, registrando R$ 18,7 bilhões em Investimento, R$ 25,6 bilhões em Custeio e R$ 2 bilhões em Industrialização e Comercialização.
Na região que compreende os estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Acre, Amazonas, Amapá, Roraima e algumas cidades de Goiás, as cooperativas liberaram R$ 10,5 bilhões até 30 de junho. Deste total o destaque foi para moeda estrangeira, com R$ 3,2 bilhões, recursos direcionados com R$ 2,9 bilhões, crédito rural com R$ 2,1 bilhões e CPR com R$ 2,1 bilhões, que juntos somaram mais de 16,8 mil operações.
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