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Mulher é presa por tentar matar o marido com golpe de faca em Água Boa

Suspeita de 42 anos confessou o crime à Polícia Militar; vítima, de 71 anos, foi atingida no pescoço e socorrida ao Hospital Regional
Uma mulher, de 42 anos, foi presa em flagrante, na madrugada desta terça-feira (7.7), por policiais militares do 13º Comando Regional, suspeita por tentativa de homicídio contra o marido, de 71 anos, em Água Boa (635 km de Cuiabá). A vítima foi esfaqueada, após um desentendimento com a denunciada.
Os policiais militares do 16º Batalhão foram acionados por uma equipe médica do Hospital Regional, após a vítima dar entrada na unidade de saúde com uma perfuração de faca na região cervical, próxima à jugular. O homem relatou ter sido agredido pela própria esposa.
Os militares seguiram até a residência do casal e identificaram vestígios de sangue na área, além de diversas latas de bebidas alcoólicas e a faca utilizada na ação criminosa. As equipes encontraram a suspeita dormindo no sofá. Ela apresentava manchas de sangue nas mãos.
Ao ser abordada, a mulher estava visivelmente embriagada. À PM, a suspeita confessou ter esfaqueado o marido. A suspeita foi conduzida à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Com Assessoria
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Mato Grosso é sexto Estado menos dependente de receitas da União para sobreviver

Ranking do CLP aponta que menos de um quarto receita de Mato Grosso em 2025 veio de transferências do governo federal
Mato Grosso está dentre os Estados brasileiros com menor dependência fiscal da União. Um ranking divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) o aponta em sexto lugar em autonomia fiscal.
O CLP disse que compilou dos dados com base em números do Tesouro Nacional. A independência financeira dos Estados indicaria solidez fiscal e competitividade econômica para atrair empresas.
Conforme o ranking, a receita de Mato Grosso em 2025 teve participação de 21,9% de transferência de dinheiro pelo governo federal. A dependência é semelhante à de Estados com pujança econômica, como Minas Gerais, que ficou em quinto lugar com 20,8%, e Santa Catarina, que teve 22% de sua receita vinda do governo federal em 2025 e ficou em sétimo lugar.
Rio de Janeiro e São Paulo são os Estados com as menores taxa de dependência fiscal. Rio de Janeiro lidera o ranking nacional com 10%, e São Paulo o acompanha de perto com 12,7%.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: Caminhão se envolve acidente com ônibus de estudantes na BR-163 em MT

Acidente envolvendo um caminhão e dois ônibus, um deles com estudantes, deixou o motorista do caminhão ferido na noite desta sexta-feira (16).
Um acidente envolvendo um caminhão e dois ônibus, um deles com estudantes, deixou o motorista do caminhão ferido na noite desta sexta-feira (16), na BR-163, entre Sorriso e Vera, em Mato Grosso. Ele ficou preso às ferragens, foi resgatado e encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso.
Imagens registradas no local mostram os dois ônibus lado a lado e o caminhão com a parte dianteira destruída após a batida com um dos veículos (veja abaixo).
Segundo informações da concessionária Nova Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros, um dos ônibus freou e o veículo que vinha logo atrás desviou para evitar uma batida traseira. Durante a manobra, o ônibus invadiu a pista contrária e bateu contra o caminhão.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu cerca de 15 quilômetros após o trevo de Vera, em um trecho de transição entre a pista simples e o início da duplicação da rodovia.
Equipes de resgate da Nova Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. O motorista do caminhão foi retirado das ferragens e encaminhado pela concessionária ao Hospital Regional de Sorriso.
Os passageiros dos ônibus não ficaram feridos, mas alguns ficaram assustados com o acidente e tiveram a pressão arterial aferida pelas equipes de atendimento.
Em um dos ônibus, havia 15 pessoas; no outro, 16. Todos estavam ilesos e assinaram o termo de recusa de encaminhamento médico disponibilizado pela concessionária.
VEJA:
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Abstenção de eleitores acima de 70 anos cai 10%; voto no 2º turno valerá como prova de vida do INSS

Levantamento mostra aumento do comparecimento de idosos às urnas; campanha incentiva familiares a ajudarem na locomoção
A abstenção de eleitores com mais de 70 anos caiu quase 10 pontos percentuais no primeiro turno das eleições, segundo um levantamento do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária da sociedade civil que defende a participação política dos idosos.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reunidos pelo movimento, o percentual de eleitores nessa faixa etária que não foram votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno de 2026.
No eleitorado em geral, a abstenção em 2026 foi de 21,08%, o que significa que 33 milhões de brasileiros aptos deixaram de participar.
O voto é facultativo para eleitores com mais de 70 anos, assim como para os analfabetos e para os jovens com mais de 16 e menos de 18 anos. Na hora de votar, eleitores com mais de 80 anos têm prioridade nas filas das seções eleitorais.
A página da Corte que apresenta os resultados da eleição traz mais detalhes sobre o comparecimento às urnas dos idosos que têm voto facultativo:
- 70 a 74 anos: 68,77%;
- 75 a 79 anos: 52,23%;
- 80 a 84 anos: 37,12%;
- 85 a 89 anos: 24,30%;
- 90 a 94 anos: 13,46%;
- 95 a 99 anos: 4,34%.
Mais eleitores idosos
A redução ocorreu em um cenário de expansão do eleitorado de mais de 70 anos, que passou de 14,9 milhões, em 2022, para 17,2 milhões de pessoas aptas a votar em 2026. O grupo cresce para 36,8 milhões de eleitores se forem considerados também os que têm mais de 60 anos.
Para a idealizadora do Movimento Voto 70+, Cléa Klouri, o aumento do comparecimento representa um avanço importante, porque é um sinal de que o envelhecimento não significa afastamento da vida política.
“Estamos falando de uma geração que ajudou a construir o país e que continua tendo muito a contribuir para as decisões sobre o próprio futuro”, afirma Cléa.
A pesquisadora Adriana de Queiroz contou que, para entender o que está por trás do não comparecimento nessa faixa etária, o Movimento Voto 70+ conduziu a pesquisa exploratória Retratos do Voto 70+: descobertas sobre a abstenção eleitoral.
O estudo identificou três perfis entre os eleitores 70+ que deixariam de votar ou não tinham certeza se iriam comparecer às eleições de 2026:
- o eleitor com “baixa autoestima política”, que acredita que seu voto não faz diferença;
- o eleitor que considera que o resultado da eleição já não terá impacto sobre sua vida;
- o eleitor que deseja votar, mas enfrenta barreiras físicas, como filas, distância do local de votação ou dependência de terceiros para se deslocar até a zona eleitoral.
“Entender essas diferenças é importante para compreender por que um eleitorado que cresce tão rapidamente continua apresentando níveis tão elevados de abstenção”, afirma Adriana, que é pesquisadora do Data8, centro de pesquisa, tendências, inteligência e inovação sobre a economia da longevidade.
Segundo turno
O Movimento Voto 70+ pretende ampliar o debate sobre os obstáculos que dificultam o comparecimento às urnas. Entre eles, estão as limitações de mobilidade, a ausência de redes de apoio e o etarismo.
No segundo turno, o comparecimento dos 70+ continua a contar com um incentivo relevante: o voto pode ser utilizado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas assistenciais. Em 2026, a medida vale, inclusive, para os que não votaram no primeiro turno.
‘Vovó vota’
No segundo turno, o Movimento Voto 70+ promoverá também a campanha Vovó Vota, que propõe aproximar netas e avós durante as eleições. A iniciativa busca enfrentar barreiras que contribuem para a abstenção feminina, como dificuldades de mobilidade, ausência de redes de apoio e desestímulo familiar.
Em 2022, segundo dados reunidos pelo Data8, 64% das mulheres com mais de 70 anos não votaram, percentual dez pontos superior ao registrado entre os homens da mesma faixa etária.
Por meio de um guia digital, a campanha reúne orientações práticas para organizar o deslocamento até o local de votação, conferir documentos e oferecer companhia às eleitoras que desejam comparecer às urnas.
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