Agro Mato Grosso
Família Fedrizzi faz parte da história de Campo Novo do Parecis e da construção do agro MT

Filho de pioneiros que chegaram à região na década de 1970, produtor acompanhou o crescimento do municipio e ajudou a fortalecer a agricultura local
Sair da terra natal em busca de novas oportunidades e ajudar a construir uma cidade do zero faz parte da história da família Fedrizzi. Produtor rural associado ao núcleo de Campo Novo do Parecis da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Marlon Fedrizzi acompanhou de perto o desenvolvimento do município localizado no coração do Chapadão do Parecis, uma das regiões mais produtivas do estado. Filho de Zeul Fedrizzi, primeiro prefeito da cidade, ele cresceu ao lado de uma geração de pioneiros que acreditou no potencial da agricultura e contribuiu para transformar a região em uma das principais produtoras de grãos do país.
Marlon chegou a Campo Novo do Parecis aos dois anos de idade, em 1976. Depois de deixar a cidade para estudar, retornou para dar continuidade ao trabalho iniciado pela família e ajudar no desenvolvimento da atividade agrícola. Segundo ele, a trajetória da família no campo começou com seus pais, que deixaram o serviço público em busca do sonho de conquistar a própria terra.
“A trajetória começa com os meus pais, eles eram funcionários públicos no Paraná, vieram paea o Mato Grosso do Sul, foram agricultores lá de arrendamento e na década de 70 vieram buscar o sonho de ter a terra própria e conheceram o Chapadão do Parecis. A minha família iniciou a trajetória da agricultura com os meus pais, meu avô foi ser arrendatário no Mato Grosso do Sul, convida eles, eles vieram e descobriram que eles são agricultores”, explicou.
Assim como a geração que desbravou a região, Marlon decidiu permanecer em Mato Grosso e investir na agricultura. Ao longo dos anos, acompanhou o crescimento da cidade, a chegada de novas tecnologias e a evolução do setor produtivo, participando diretamente das transformações econômicas e sociais que marcaram o município.
Para o produtor, o desenvolvimento de Campo Novo do Parecis está ligado ao trabalho realizado pelos agricultores que acreditaram na região, geraram empregos e contribuíram para o fortalecimento da economia local.
“A gente constrói a cidade devagarinho, passo a passo. E eu acho que todo agricultor, empreendendo, contratando, gerando riquezas, principalmente riqueza local, de certa forma, ele participa bastante na formação da sociedade. Cuidando principalmente das práticas ambientais, sociais, construindo projetos sociais, ele indiretamente participa do desenvolvimento da cidade e de toda a região”, disse.
Ao recordar o início da atividade agrícola, na década de 1990, Marlon destaca que os desafios eram muito diferentes dos enfrentados atualmente. Problemas relacionados à infraestrutura, estradas, energia elétrica e acesso a maquinários faziam parte da rotina dos produtores. Mesmo diante das dificuldades, a confiança no futuro da agricultura sempre prevaleceu.
“Ao longo desses mais de 30 anos, tivemos dificuldades, às vezes desanimamos, às vezes a gente baixa o semblante, mas no dia seguinte vem, o sol brilha, chove de novo e o agricultor sempre acha que ano que vem vai resolver tudo e vai dar certo. Eu acho que é isso que a essência de todos os agricultores, não só do Mato Grosso, como do Brasil inteiro”, afirma.
Além da trajetória construída no campo, Marlon também destaca a importância da família. Casado há mais de três décadas com Jaqueline Martelli Fedrizzi, ele é pai de Rafael, de 28 anos, e de Zoe, de quatro anos. Para ele, a sucessão familiar representa a continuidade de um legado construído por gerações que ajudaram a desenvolver a agricultura mato-grossense.
“Eu tenho muito orgulho de ser produtor. Você fazer o que gosta, gerar emprego, gerar riqueza e trabalhar… Olha isso tudo, né? Nem preciso falar muito, né? Trabalhar com a janela aberta é muito gratificante. Talvez eu não consiga fazer os dois filhos virarem agricultores, mas um já virou. E eu vou tentar fazer a Zoe virar agricultora também. Eu acho que o agro hoje já está bem feminino, está bem representado. A gente tem grandes exemplos aqui na cidade de agricultoras que assumiram os negócios dos pais e brilhantemente estão tocando. E eu desejo que meus filhos sejam agricultores sim”, ressaltou.
A história de Marlon Fedrizzi se confunde com a própria trajetória de desenvolvimento de Campo Novo do Parecis. Entre desafios, conquistas e transformações, ele acompanhou o crescimento da cidade desde os primeiros anos de formação e segue contribuindo para o fortalecimento da agricultura local. Assim como seus pais acreditaram no potencial da região décadas atrás, Marlon mantém o olhar voltado para o futuro, apostando na sucessão familiar e na continuidade de uma atividade que ajudou a construir a história do município.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: ariranhas ‘expulsam’ onça-pintada durante encontro em rio no Pantanal de MT

Registro feito em Porto Jofre mostra grupo de ariranhas reagindo à aproximação de uma onça-pintada; bióloga explica o comportamento de defesa da espécie.
Um grupo de ariranhas reagiu à tentativa de ataque de uma onça-pintada e fez o felino sair do rio na região de Porto Jofre, em Poconé, no Pantanal mato-grossense. O vídeo foi gravado na quarta-feira (14) pelo guia de turismo e fotógrafo de vida selvagem Mateus Rauber, durante um passeio com turistas estrangeiros (assista abaixo).
Nas imagens, a onça-pintada macho conhecido como Makala se aproxima do grupo. Segundo Rauber, o felino avistou os animais enquanto subia o rio e deu a volta para persegui-los. As ariranhas, que desciam pelo curso d’água, ainda não haviam percebido sua presença.
De acordo com o guia, as ariranhas surpreenderam a onça ao reagir coletivamente. Antes do confronto, ele já havia alertado aos turistas sobre a dificuldade que o animal poderia enfrentar.
“Ele deu a volta e foi atrás delas. Mal sabia ele que as ariranhas são conhecidas como as [outras] onças da água e ele que estava no habitat delas. Foi uma surpresa enorme ver que ele teve a coragem de seguir em frente”, contou.
🦦🐾Vida em grupo favorece espécie
A presidente do Projeto Ariranhas, a bióloga Caroline Leuchtenberger, explicou que a vida em grupo é uma estratégia de defesa das ariranhas contra predadores, incluindo a onça-pintada.
“A onça-pintada é o principal predador natural das ariranhas e pode predar inclusive indivíduos adultos. Uma das grandes vantagens das ariranhas é justamente o fato de viverem em grupo, o que permite que elas se defendam melhor”, disse.
Quando percebem a aproximação de uma onça e têm condições de reagir, as ariranhas podem se organizar para tentar afastar o predador e defender o território. No episódio registrado, a reação do grupo fez a onça Makala sair da água.
O desfecho mostra que a defesa coletiva funcionou naquela situação, embora não garanta o mesmo resultado em todos os encontros.
🦦🛡️ Proteção dos filhotes é coletiva
A cooperação entre as ariranhas vai além da defesa contra predadores. Segundo Caroline, integrantes do grupo compartilham tarefas relacionadas ao cuidado com os filhotes, como proteção e alimentação, o que favorece o desenvolvimento dos animais nos primeiros meses de vida.
“Os indivíduos se revezam em diferentes atividades, como cuidar, proteger e alimentar os filhotes. De maneira geral, grupos maiores tendem a ter mais sucesso na criação dos filhotes, justamente porque contam com mais indivíduos para compartilhar essas tarefas”, destacou.
A organização coletiva também ajuda a defender o território e a manter o acesso a recursos importantes para a sobrevivência e a reprodução da família.
🔊🚨 Vocalizações alertam sobre ameaças
Segundo Caroline, a espécie emite cerca de 15 sons distintos, que variam conforme o contexto e ajudam na comunicação entre os integrantes do grupo.
“Nesse episódio com a onça-pintada, por exemplo, elas emitiram vocalizações de alerta e alarme, que ajudaram a organizar o grupo para enfrentar aquela ameaça”, explicou.
Embora encontros entre onças-pintadas e ariranhas ocorram com certa frequência no Pantanal mato-grossense, para Caroline, esses registros de situações em que o grupo consegue afugentar o felino são raros.
No encontro registrado em Porto Jofre, os sons também contribuíram para organizar a reação coletiva do grupo diante da aproximação da onça-pintada, que deixou a água após avançar contra os animais.
*Sob supervisão de Jardes Johnson.
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Agro Mato Grosso
VÍDEO: Caminhão se envolve acidente com ônibus de estudantes na BR-163 em MT

Acidente envolvendo um caminhão e dois ônibus, um deles com estudantes, deixou o motorista do caminhão ferido na noite desta sexta-feira (16).
Um acidente envolvendo um caminhão e dois ônibus, um deles com estudantes, deixou o motorista do caminhão ferido na noite desta sexta-feira (16), na BR-163, entre Sorriso e Vera, em Mato Grosso. Ele ficou preso às ferragens, foi resgatado e encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso.
Imagens registradas no local mostram os dois ônibus lado a lado e o caminhão com a parte dianteira destruída após a batida com um dos veículos (veja abaixo).
Segundo informações da concessionária Nova Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros, um dos ônibus freou e o veículo que vinha logo atrás desviou para evitar uma batida traseira. Durante a manobra, o ônibus invadiu a pista contrária e bateu contra o caminhão.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu cerca de 15 quilômetros após o trevo de Vera, em um trecho de transição entre a pista simples e o início da duplicação da rodovia.
Equipes de resgate da Nova Rota do Oeste e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência. O motorista do caminhão foi retirado das ferragens e encaminhado pela concessionária ao Hospital Regional de Sorriso.
Os passageiros dos ônibus não ficaram feridos, mas alguns ficaram assustados com o acidente e tiveram a pressão arterial aferida pelas equipes de atendimento.
Em um dos ônibus, havia 15 pessoas; no outro, 16. Todos estavam ilesos e assinaram o termo de recusa de encaminhamento médico disponibilizado pela concessionária.
VEJA:
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Agro Mato Grosso
Jovem de 24 anos morre durante cirurgia plástica em hospital de Cuiabá

Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha teve uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos e não resistiu, apesar de duas horas de tentativas de reanimação.
Uma mulher identificada como Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, durante a realização de cirurgias plásticas no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, nesta sexta-feira (16). A vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação por cerca de duas horas.
Em nota, o médico Euller Gustavo Preza, responsável pelo procedimento, lamentou a morte e afirmou que a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu a cirurgia e iniciou as manobras de reanimação. Segundo o comunicado, a causa da morte deverá ser esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
Entre os procedimentos previstos estavam a colocação de próteses mamárias e a lipoescultura. Até o momento, não há informações confirmadas que permitam atribuir o óbito a um eventual erro médico. Lurdes era mãe de duas crianças.
Além disso, o médico informou que registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido agredido e ameaçado de morte. Segundo a assessoria jurídica, o registro foi feito para preservar a integridade física dele.
Por fim, ele declarou estar à disposição das autoridades e informou que não divulgará detalhes do atendimento em respeito à família e ao sigilo médico.
A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias da morte.
Veja nota na íntegra:
O Dr. Euller Gustavo Preza e sua assessoria jurídica lamentam profundamente o falecimento da paciente, ocorrido nesta sexta-feira (16), e se solidarizam com a família e os amigos neste momento de dor.
O procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado, por profissionais plenamente habilitados, após as avaliações pré-operatórias exigidas. Durante a cirurgia, a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu imediatamente o procedimento e manteve as manobras de reanimação por cerca de duas horas, infelizmente sem sucesso.
Tudo indica tratar-se de uma complicação súbita, descrita na literatura médica. A causa, contudo, será esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
O Dr. Euller tem longa trajetória e vasta experiência neste tipo de procedimento ao longo de mais de 25 anos de trabalho.
Esclarecemos que o médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina está legalmente habilitado à prática de atos médicos, inclusive cirúrgicos, nos termos da Lei nº 3.268/1957. E repudiamos veementemente quaisquer tentativas de desqualificar sua habilitação, visto que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não é requisito para essa prática.
Sobre a notícia que divulga uma possível agressão ao médico, esta assessoria jurídica esclarece que tanto a agressão quanto ameaça de morte foram registradas pelo médico em um Boletim de Ocorrência, no intuito de preservar sua integridade física.
Em respeito à família e ao sigilo médico, não serão divulgadas informações do atendimento. Por isso repudiamos a divulgação indevida de imagens, de dados de prontuário ou de qualquer informação que não corresponda aos fatos.
Seguimos à inteira disposição das autoridades.
Assessoria Jurídica
Alex Cardoso, OAB-MT 11.393
Uma mulher identificada como Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, durante a realização de cirurgias plásticas no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, nesta sexta-feira (16). A vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória durante os procedimentos e não resistiu, apesar das tentativas de reanimação por cerca de duas horas.
Em nota, o médico Euller Gustavo Preza, responsável pelo procedimento, lamentou a morte e afirmou que a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu a cirurgia e iniciou as manobras de reanimação. Segundo o comunicado, a causa da morte deverá ser esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
Entre os procedimentos previstos estavam a colocação de próteses mamárias e a lipoescultura. Até o momento, não há informações confirmadas que permitam atribuir o óbito a um eventual erro médico. Lurdes era mãe de duas crianças.
Além disso, o médico informou que registrou um boletim de ocorrência após relatar ter sido agredido e ameaçado de morte. Segundo a assessoria jurídica, o registro foi feito para preservar a integridade física dele.
Por fim, ele declarou estar à disposição das autoridades e informou que não divulgará detalhes do atendimento em respeito à família e ao sigilo médico.
A Polícia Civil deve investigar as circunstâncias da morte.
Veja nota na íntegra:
O Dr. Euller Gustavo Preza e sua assessoria jurídica lamentam profundamente o falecimento da paciente, ocorrido nesta sexta-feira (16), e se solidarizam com a família e os amigos neste momento de dor.
O procedimento foi realizado em ambiente hospitalar adequado, por profissionais plenamente habilitados, após as avaliações pré-operatórias exigidas. Durante a cirurgia, a equipe identificou uma intercorrência súbita, interrompeu imediatamente o procedimento e manteve as manobras de reanimação por cerca de duas horas, infelizmente sem sucesso.
Tudo indica tratar-se de uma complicação súbita, descrita na literatura médica. A causa, contudo, será esclarecida pelos órgãos oficiais competentes.
O Dr. Euller tem longa trajetória e vasta experiência neste tipo de procedimento ao longo de mais de 25 anos de trabalho.
Esclarecemos que o médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina está legalmente habilitado à prática de atos médicos, inclusive cirúrgicos, nos termos da Lei nº 3.268/1957. E repudiamos veementemente quaisquer tentativas de desqualificar sua habilitação, visto que o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) não é requisito para essa prática.
Sobre a notícia que divulga uma possível agressão ao médico, esta assessoria jurídica esclarece que tanto a agressão quanto ameaça de morte foram registradas pelo médico em um Boletim de Ocorrência, no intuito de preservar sua integridade física.
Em respeito à família e ao sigilo médico, não serão divulgadas informações do atendimento. Por isso repudiamos a divulgação indevida de imagens, de dados de prontuário ou de qualquer informação que não corresponda aos fatos.
Seguimos à inteira disposição das autoridades.
Assessoria Jurídica
Alex Cardoso, OAB-MT 11.393
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