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8 de julho de 2026

Sustentabilidade

Dependência de fertilizantes importados, alta nos custos e incertezas globais impulsionam manejo biológico, fisiológico e nutricional no campo – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria 

Em meio à alta global dos fertilizantes e às incertezas que continuam pressionando o abastecimento mundial desses insumos, produtores brasileiros iniciam o planejamento da próxima safra diante de um cenário de custos elevados e maior volatilidade do mercado. Atualmente, cerca de 88% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, cenário agravado nos últimos meses pelo fechamento do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa aproximadamente um terço do comércio mundial desses produtos, e pelas restrições chinesas às exportações de fosfatados, em um mercado ainda impactado pelos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Embora o Estreito de Ormuz esteja em processo de reabertura, a expectativa é de que os impactos sobre preços, oferta e logística dos fertilizantes persistam pelos próximos meses, mantendo o mercado sob pressão. Diante desse contexto, cresce no campo a adoção de manejos voltados ao melhor aproveitamento nutricional das plantas, incluindo tecnologias ligadas à fixação biológica de nitrogênio (FBN), solubilização de fósforo, estímulo ao desenvolvimento radicular e fisiologia vegetal

O avanço dessas soluções ganhou projeção internacional nos últimos anos por meio dos trabalhos da pesquisadora brasileira Mariangela Hungria, da Embrapa, premiada em 2025 com o World Food Prize, considerado o “Nobel da Agricultura”, pelas pesquisas relacionadas à FBN e ao uso de microrganismos na agricultura tropical. No Brasil, tecnologias como inoculantes biológicos já são utilizadas em mais de 40 milhões de hectares, gerando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões anuais aos produtores rurais, além de reduzir significativamente a dependência de fertilizantes nitrogenados minerais.

“Esse reconhecimento reforça o potencial agronômico de manejos capazes de ampliar a eficiência nutricional das plantas e aumentar a resiliência produtiva das lavouras em um cenário de custos elevados e instabilidade global. Hoje, o produtor precisa olhar para a eficiência do sistema produtivo como um todo, combinando ferramentas biológicas, nutricionais e fisiológicas para melhorar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis e aumentar a segurança produtiva da lavoura”, explica Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de Marketing e Desenvolvimento Técnico da Agrocete, multinacional brasileira especializada em fisiologia vegetal, biológicos e eficiência nutricional.

Manejo integrado e Construção da Produtividade — É dentro dessa premissa que a Agrocete desenvolveu o conceito da Construção da Produtividade, fruto de mais de 330 estudos científicos conduzidos em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa, estruturado em três pilares: Plantio, Vigor e EnraizamentoArranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação. No contexto da crise de fertilizantes, o conceito ganha dimensão econômica direta: uma planta bem nutrida desde a germinação, com microrganismos ativos na rizosfera e sistema radicular capaz de explorar o perfil do solo em profundidade, absorve e aproveita mais os insumos aplicados.

A proposta é sustentada por um portfólio de mais de 70 produtos voltados a diferentes etapas do ciclo produtivo, posicionados de acordo com cada fase do desenvolvimento das culturas e das demandas específicas do campo. Além das tecnologias ligadas à fisiologia vegetal, nutrição e biológicos, a empresa também atua na eficiência das aplicações, com soluções voltadas à qualidade da pulverização que auxiliam na melhor deposição, espalhamento, absorção e aproveitamento de defensivos agrícolas e fertilizantes foliares, reduzindo perdas por deriva, evaporação e escorrimento e potencializando a eficiência das aplicações ao longo de todo o ciclo produtivo.

Na última safra (2024/2025), a Agrocete realizou 89 estudos em dez estados brasileiros, em diferentes sistemas produtivos e condições de cultivo, para validar a aplicação dos três pilares em condições reais de campo. Os resultados demonstraram ganhos médios de produtividade de até 13,2% nas áreas que adotaram o tratamento com o portfólio integrado, frente às áreas sob manejo padrão. Na soja, os incrementos chegaram a 5,4 sc/ha; no milho, a 18,9 sc/ha; e, na cana-de-açúcar, a 14 t/ha.

“Diante do cenário atual, em que cada real investido em fertilizante precisa se converter em produtividade real, o produtor deve olhar para o manejo como algo a ser construído ao longo de todo o ciclo. Cada bactéria, cada nutriente e cada ferramenta têm uma função específica e um momento certo de atuar”, afirma a diretora.

Os produtos em campo — Entre as soluções posicionadas dentro desse manejo integrado, destaca-se o GRAP NOD PHOS, biológico multifuncional voltado para soja e milho que combina solubilização de fósforo, fixação biológica de nitrogênio complementar e promoção de crescimento. A formulação reúne estirpes de Pseudomonas fluorescens, responsável pela solubilização do fósforo retido no solo, e Azospirillum brasilense, ligado à fixação complementar de nitrogênio e à produção de fitohormônios que estimulam o enraizamento.

No milho, os ensaios registraram ganhos médios de 18,3 sacas por hectare (+23%), aumento de 40% na massa seca de raízes e elevação dos teores foliares de fósforo e nitrogênio em 22% e 15%, com adubação fosfatada reduzida em 50% e produtividade equivalente à das áreas com 100% do fertilizante. Na soja, os resultados apontaram incrementos médios de 8,6 sacas por hectare na mesma condição, com aumento de 32% no número de nódulos por planta e elevação de 59% no teor foliar de fósforo.

Dentro do manejo integrado, o NOD PHOS é recomendado em coinoculação com o GRAP NOD L+, inoculante líquido à base de Bradyrhizobium japonicum Bradyrhizobium diazoefficiens responsável pela FBN principal na soja. Enquanto o NOD L+ atua no fornecimento biológico de nitrogênio via nodulação, o NOD PHOS complementa o processo ao estimular o sistema radicular e ampliar a disponibilidade de fósforo no solo.

O GRAP STPRO completa a base do manejo na soja, no milho e demais culturas, atuando no suporte fisiológico ao estabelecimento inicial da lavoura e à própria FBN. Formulado com cobalto e molibdênio, micronutrientes essenciais para a formação da leghemoglobina e para as enzimas ligadas à assimilação do nitrogênio, contribui para uniformização do stand, vigor desde a germinação e formação de raízes mais profundas.

“Quando falamos em produtividade, não estamos falando apenas de aumentar a produção, mas de construir sistemas agrícolas mais eficientes e menos dependentes das oscilações externas. Em um ambiente de incertezas globais, a capacidade de utilizar melhor os recursos disponíveis e tomar decisões baseadas em ciência passa a ser um diferencial competitivo para o produtor rural. É por isso que investimos no desenvolvimento de soluções que atuam de forma complementar, desde o estabelecimento inicial da lavoura até o melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis, contribuindo para que o produtor alcance resultados mais consistentes e sustentáveis”, conclui Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento da Agrocete.

Sobre a Agrocete:

Fundada em 1980, a Agrocete é uma multinacional brasileira, com sede em Ponta Grossa (PR) e unidades nos Estados Unidos, México e Paraguai, com referência internacional na área de adjuvantes, fisiológicos, biológicos e nutrição.

A Agrocete tem uma das maiores e mais avançadas plantas fabris de inoculantes biológicos do mundo e é certificada pela ISO 9001, de gestão e qualidade, e pela ISO 14001, de gestão ambiental. Também é reconhecida pelo selo Together for Sustainability, iniciativa global que certifica empresas com uma indústria química segura e comprometida com o meio ambiente.

A empresa é pioneira na produção de fertilizantes especiais e inoculantes no Brasil e se destaca pela inovação e modernidade tecnológica, do laboratório ao campo. Prova disso, é a implantação de uma unidade para o desenvolvimento, validação e testagem de produtos inovadores, como os biológicos de controle e biofertilizantes, e da Universidade Agrocete, para capacitação dos colaboradores da empresa.

Para mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de lentidão nos negócios – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de poucos negócios, em virtude do desempenho dos principais formadores de preços. A Bolsa de Mercadorias de Chicago até sobe por causa da demanda chinesa e do calor intenso nos Estados Unidos, mas os ganhos ainda são modestos. Já o dólar abriu com volatilidade frente ao real, sem tendência definida, operando próximo de R$ 5,15, o que também não estimula a comercialização.

Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou sem registros de movimentos mais agressivos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, lembra que a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de ontem teve ritmo mais moderado.

Segundo Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações em Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.

“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destaca o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 134,00 para R$ 135,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), as cotações saíram de R$ 128,00 para R$ 129,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 120,00 para R$ 120,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 122,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 139,00 para R$ 140,50 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências passaram de R$ 140,00 para R$ 141,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos moderados. A posição novembro/26 do grão sobe 0,22%, cotada a U$ 12,00 1/2 por bushel.
  • O mercado encontra suporte nas previsões de calor intenso para o cinturão produtor do Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras, e nas expectativas de retomada da demanda chinesa.
  • A valorização do petróleo também reforça a sustentação das cotações, após a escalada das tensões no Oriente Médio elevar a aversão ao risco nos mercados globais. Após novos ataques registrados durante a madrugada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,1498. O Dollar Index registra avanço de 0,12%, a 101,147 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em queda. China, -0,49%. Japão, -2,11%.
  • As bolsas na Europa operam em queda. Paris, -1,73%. Frankfurt, -1,91%. Londres, -1,03%.
  • O petróleo opera em forte alta. Setembro do WTI em NY: US$ 73,39 o barril (+4,18%).
AGENDA
Quarta-feira (08/07)

14:30 – Fluxo cambial referente à semana anterior.

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Fomc e das projeções econômicas.

22:30 – China: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

22:30 – China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).

Quinta-feira (09/07)

08:30 – Zona do Euro: Ata das últimas discussões de política monetária do BCE.

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de  Cereais de Buenos Aires.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

Sexta-feira (10/07)

03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).

09:00 – IPCA e INPC de junho/IBGE.

13:00 – Relatório de junho de oferta e demanda mundial e dos EUA de grãos (Wasde)/USDA.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja – MAIS SOJA

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Desde a safra 2018/2019, a anomalia da soja, também conhecida como quebramento da haste e podridão de vagens e de grãos tem assolado diversas lavouras brasileiras, causando danos expressivos na produtividade e qualidade da soja produzida. Com causa específica ainda indefinida, sabe-se que essa anomalia apresenta relação com patógenos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, entre outros. Além disso, é consenso que a intensidade dos danos pode variar de acordo com a suscetibilidade da cultivar.

Figura 1. Podridão dos grãos de soja.
Foto: Claudia Godoy

Com poucas recomendações técnicas relacionadas ao problema até então, a alternativa buscada por sojicultores das regiões mais afetadas para reduzir o impacto da doença é o emprego de fungicidas mais para o controle da anomalia. No entanto, ainda há uma limitada oferta de produtos registrados para a cultura, com aptidão para o manejo da anomalia da soja.

Nesse contexto, conhecer os fungicidas com maior performance no controle da podridão dos grãos de soja é crucial para o bom posicionamento desses produtos no programa fitossanitário da lavoura. Durante a safra 2025/2026, experimentos cooperativos foram realizados nos estados de Mato Grosso e Rondônia para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da podridão de vagens e grãos de soja. Ao todo, foram conduzidos 13 experimentos. As aplicações dos fungicidas iniciaram aos 25 a 30 dias após a semeadura, com reaplicações a cada 14 dias. Foram avaliados dois protocolos, o primeiro composto por fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios e o segundo com ingredientes ativos isolados (Belufi et al., 2026).

De acordo com os resultados apresentados por Belufi et al. (2026), No protocolo com fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios, os maiores controles ocorreram nos tratamentos Fox Ultra e Milcozeb, Fox Supra e Milcozeb, Mitrion e Manfil, Excalia Max e Tróia, Pladius e Tróia e com o programa com rotação de fungicidas (tabela 1).

Tabela 1. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), fitotoxicidade média na planta causada pela aplicação do fungicida (FITO%), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas sítio – específicos com multissítios. Média de seis experimentos, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).1Adicionado Aureo 0,25% v/v; 2Adicionado Adgreen 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Strides 0,25% v/v; 5Programa: Excalia Max eTróia + Adgreen 0,25% v/v/ Mitrion e Manfil/ Evolution + Strides 0,25% v/v/ Tridium 2,0 l/ha + Strides 0,25%. *Adicionado para manutenção Manfil (mancozebe) 1,5 kgp.c./ha.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Já com relação ao protocolo com ingredientes ativos isolados, Belufi et al. (2026) destacam que os melhores resultados foram obtidos com fluazinam, trifloxistrobina, azoxistrobina, protioconazol e tebuconazol (tabela 2).

Tabela 2. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (RP%) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas com ingredientes ativos isolados. Média de seis experimentos para as variáveis incidência de vagens, grãos avariados, DFC e cinco experimentos para severidade de mancha – alvo, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05 1Adicionado Ochima 250 mL/ha; 2Adicionado Áureo 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Mees 0,25% v/v.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Esses resultados reforçam a importância dos fungicidas como ferramentas de manejo para o enfrentamento da podridão das vagens e grãos de soja, no entanto, não constituem recomendações de manejo, devendo-se adotar estratégias integradas para um melhor controle do problema em soja.

Confira o Comunicado Técnico completo clicando aqui!



Referências:

BELUFI, L. M. R. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 6, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24327/12455 >, acesso em: 08/07/2026.

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Sustentabilidade

China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica

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Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, afirmou que o Brasil tem condições de absorver, ao longo dos próximos anos, a redução prevista nas importações de soja pela China. Segundo ele, o plano chinês prevê uma diminuição de cerca de 25% nas compras entre 2026 e 2035, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de toneladas.

Para Rosa, a expectativa não representa uma mudança brusca no mercado e poderá ser compensada por fatores como a ampliação dos mercados compradores e o fortalecimento da demanda interna.

“Na perspectiva brasileira, nós achamos que o Brasil tem total condição de absorver essa redução ao longo dos próximos anos, seja pela diversificação das exportações, especialmente para os países do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, seja pelo avanço do programa de biocombustíveis, principalmente o biodiesel, que tem aumentado a demanda interna por soja.”

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O diretor também destacou que, no momento, a demanda chinesa permanece estável e que a redução prevista será gradual, permitindo que o mercado se adapte ao novo cenário.

Além disso, Rosa defendeu a adoção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da industrialização da soja e ao incentivo ao consumo de proteínas de origem animal no Brasil.

“É importante que o governo implemente políticas de incentivo não apenas ao consumo de proteínas de qualidade, mas também à industrialização. A tendência é de crescimento do consumo de ovos, leite e carnes, e o farelo de soja é hoje a principal fonte de proteína vegetal para a produção dessas proteínas animais.”

Na avaliação do diretor executivo da Aprosoja Brasil, o país ocupa uma posição estratégica nesse mercado, já que o farelo de soja segue sendo a alternativa mais competitiva e economicamente viável para a produção de proteína animal em escala mundial.

O post China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica apareceu primeiro em Canal Rural.

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