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8 de julho de 2026

Sustentabilidade

Cesb anunciará os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 2025/26

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Foto: Canal Rural/Reprodução

A cidade de Indaiatuba (SP) recebe, nos dias 7 e 8 de julho, a 18ª edição do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, um dos principais encontros técnicos da sojicultura brasileira. O evento marca a abertura oficial da 15ª temporada do projeto Soja Brasil e reúne produtores, consultores, pesquisadores e lideranças do setor para discutir tecnologias e estratégias capazes de elevar a produtividade das lavouras.

Promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), o fórum foi reformulado nesta edição para ampliar a divulgação de informações técnicas e aproximar ainda mais o conhecimento da realidade do campo.

“O Fórum será mais moderno e dinâmico, propiciando uma maior divulgação dos dados técnicos, com o objetivo de contribuir para que a sojicultura nacional atinja índices cada vez maiores”, afirma o presidente do CESB, Daniel Glat.

Segundo Glat, a programação foi construída com foco na aplicação prática e na tomada de decisão pelos produtores. “Vamos abordar, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, destaca.

O principal momento do evento acontece nesta terça-feira (8), com o anúncio dos vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 2025/26. A iniciativa reconhece os produtores que alcançaram os maiores índices de produtividade em áreas auditadas pelo Cesb, valorizando sistemas produtivos que conciliam eficiência, inovação e modelos sustentáveis.

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Sustentabilidade

Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja – MAIS SOJA

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Desde a safra 2018/2019, a anomalia da soja, também conhecida como quebramento da haste e podridão de vagens e de grãos tem assolado diversas lavouras brasileiras, causando danos expressivos na produtividade e qualidade da soja produzida. Com causa específica ainda indefinida, sabe-se que essa anomalia apresenta relação com patógenos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, entre outros. Além disso, é consenso que a intensidade dos danos pode variar de acordo com a suscetibilidade da cultivar.

Figura 1. Podridão dos grãos de soja.
Foto: Claudia Godoy

Com poucas recomendações técnicas relacionadas ao problema até então, a alternativa buscada por sojicultores das regiões mais afetadas para reduzir o impacto da doença é o emprego de fungicidas mais para o controle da anomalia. No entanto, ainda há uma limitada oferta de produtos registrados para a cultura, com aptidão para o manejo da anomalia da soja.

Nesse contexto, conhecer os fungicidas com maior performance no controle da podridão dos grãos de soja é crucial para o bom posicionamento desses produtos no programa fitossanitário da lavoura. Durante a safra 2025/2026, experimentos cooperativos foram realizados nos estados de Mato Grosso e Rondônia para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da podridão de vagens e grãos de soja. Ao todo, foram conduzidos 13 experimentos. As aplicações dos fungicidas iniciaram aos 25 a 30 dias após a semeadura, com reaplicações a cada 14 dias. Foram avaliados dois protocolos, o primeiro composto por fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios e o segundo com ingredientes ativos isolados (Belufi et al., 2026).

De acordo com os resultados apresentados por Belufi et al. (2026), No protocolo com fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios, os maiores controles ocorreram nos tratamentos Fox Ultra e Milcozeb, Fox Supra e Milcozeb, Mitrion e Manfil, Excalia Max e Tróia, Pladius e Tróia e com o programa com rotação de fungicidas (tabela 1).

Tabela 1. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), fitotoxicidade média na planta causada pela aplicação do fungicida (FITO%), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas sítio – específicos com multissítios. Média de seis experimentos, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p≤0,05).1Adicionado Aureo 0,25% v/v; 2Adicionado Adgreen 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Strides 0,25% v/v; 5Programa: Excalia Max eTróia + Adgreen 0,25% v/v/ Mitrion e Manfil/ Evolution + Strides 0,25% v/v/ Tridium 2,0 l/ha + Strides 0,25%. *Adicionado para manutenção Manfil (mancozebe) 1,5 kgp.c./ha.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Já com relação ao protocolo com ingredientes ativos isolados, Belufi et al. (2026) destacam que os melhores resultados foram obtidos com fluazinam, trifloxistrobina, azoxistrobina, protioconazol e tebuconazol (tabela 2).

Tabela 2. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (RP%) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas com ingredientes ativos isolados. Média de seis experimentos para as variáveis incidência de vagens, grãos avariados, DFC e cinco experimentos para severidade de mancha – alvo, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p ≤ 0,05 1Adicionado Ochima 250 mL/ha; 2Adicionado Áureo 0,25% v/v; 3Adicionado Iharol Gold 0,25% v/v; 4Adicionado Mees 0,25% v/v.
Fonte: Belufi et al. (2026)

Esses resultados reforçam a importância dos fungicidas como ferramentas de manejo para o enfrentamento da podridão das vagens e grãos de soja, no entanto, não constituem recomendações de manejo, devendo-se adotar estratégias integradas para um melhor controle do problema em soja.

Confira o Comunicado Técnico completo clicando aqui!



Referências:

BELUFI, L. M. R. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 6, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24327/12455 >, acesso em: 08/07/2026.

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Sustentabilidade

China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica

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Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, afirmou que o Brasil tem condições de absorver, ao longo dos próximos anos, a redução prevista nas importações de soja pela China. Segundo ele, o plano chinês prevê uma diminuição de cerca de 25% nas compras entre 2026 e 2035, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de toneladas.

Para Rosa, a expectativa não representa uma mudança brusca no mercado e poderá ser compensada por fatores como a ampliação dos mercados compradores e o fortalecimento da demanda interna.

“Na perspectiva brasileira, nós achamos que o Brasil tem total condição de absorver essa redução ao longo dos próximos anos, seja pela diversificação das exportações, especialmente para os países do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, seja pelo avanço do programa de biocombustíveis, principalmente o biodiesel, que tem aumentado a demanda interna por soja.”

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O diretor também destacou que, no momento, a demanda chinesa permanece estável e que a redução prevista será gradual, permitindo que o mercado se adapte ao novo cenário.

Além disso, Rosa defendeu a adoção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da industrialização da soja e ao incentivo ao consumo de proteínas de origem animal no Brasil.

“É importante que o governo implemente políticas de incentivo não apenas ao consumo de proteínas de qualidade, mas também à industrialização. A tendência é de crescimento do consumo de ovos, leite e carnes, e o farelo de soja é hoje a principal fonte de proteína vegetal para a produção dessas proteínas animais.”

Na avaliação do diretor executivo da Aprosoja Brasil, o país ocupa uma posição estratégica nesse mercado, já que o farelo de soja segue sendo a alternativa mais competitiva e economicamente viável para a produção de proteína animal em escala mundial.

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Sustentabilidade

Exportações do agronegócio gaúcho em junho crescem em valor, apesar de queda no volume – MAIS SOJA

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Em junho de 2026, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,24 bilhão, o que representa um crescimento de 3,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. O setor foi responsável por 68,9% de tudo que o Estado exportou no período.

O dado peculiar do mês é o contraste entre o valor faturado e o volume embarcado. Enquanto o montante financeiro subiu, o volume físico recuou 2,2%, passando de 1,80 milhão para 1,76 milhão de toneladas. Segundo a Assessoria Econômica da Farsul, isso sinaliza uma melhoria na composição dos produtos exportados e um preço médio mais atrativo.

O que impulsionou o resultado

O desempenho positivo foi sustentado, principalmente, pelos seguintes setores:

  • Complexo Soja: Cresceu 15,2% em valor, com destaque para a soja em grãos (alta de 18,8% em valor) e o farelo de soja.
  • Carnes: A carne de frango in natura teve um salto expressivo de 65,6% em valor, reflexo de uma recomposição de fluxos após as restrições sanitárias enfrentadas no ano passado. A carne bovina também avançou 15,3%.
  • Arroz: O segmento registrou alta de 17,4% em valor, puxado por uma diversificação de destinos que inclui países da América Central, Caribe e África.
  • Bovinos Vivos: Destaque absoluto no mês, com um crescimento de 1.567,9% em valor, impulsionado pela retomada de embarques para a Turquia.
Pontos de atenção

Nem todos os setores acompanharam o ritmo de crescimento. O resultado do mês foi limitado pela retração de produtos como o fumo não manufaturado, a celulose, o óleo de soja em bruto e a carne suína in natura. Especialmente no caso da celulose e da madeira, a queda reflete a não repetição de grandes embarques realizados no mesmo período do ano anterior.

Mercados internacionais

A China manteve sua posição como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, respondendo por 30,2% do valor total embarcado em junho. Na sequência, destacaram-se Estados Unidos (6,1%), Turquia (5,6%), Bélgica (3,5%), Coreia do Sul (3,5%) e Índia (3,4%).

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o agronegócio gaúcho soma US$ 6,84 bilhões exportados, uma alta de 8,3% em relação a 2025. “O acumulado de 2026 mostra uma pauta mais diversificada geograficamente, sustentada por soja, milho, proteínas animais, arroz e óleos vegetais”, aponta o relatório da Farsul.

Confira relatório na íntegra.

Fonte: Farsul



 

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