Sustentabilidade
Algodão: Com 5,1% da área colhida, produtividade inicial e qualidade da fibra agradam – MAIS SOJA

Algodão: 5,1% colhido. Em MT, a colheita da primeira safra avançou e a segunda safra iniciou de forma incipiente. As produtividades iniciais estão dentro do esperado. No manejo fitossanitário, permanece a prioridade no controle do bicudo-doalgodoeiro e do complexo de lagartas.
Na BA, a colheita segue lentamente. O prolongamento do ciclo tende a favorecer a qualidade da fibra e a produtividade. No MA, a colheita da primeira safra avança dentro do esperado, favorecida pelas condições climáticas.
Em MS, a colheita foi iniciada na região central, ainda de forma incipiente. A previsão de frio deve interromper temporariamente os trabalhos de desfolha. Na região dos Chapadões,
seguem as aplicações de desfolhantes e a colheita deve ganhar ritmo após a primeira quinzena de julho.
Em GO, a colheita avançou nas regiões sul e extremo sul e foi iniciada na região leste. A qualidade da fibra é considerada boa. As lavouras irrigadas seguem em boas condições fitossanitárias. Em MG, a colheita segue em ritmo lento.
No PI, a colheita segue avançando. Em SP, na região de Holambra/Paranapanema, a colheita está em andamento. Na Alta Paulista, os trabalhos devem iniciar em julho.
Previsão Agrometeorológica (06/07/2026 a 13/07/2026)
N-NE: Os maiores volumes de chuvas, iguais ou superiores a 30 mm, são previstos para áreas de RR, norte do AM, noroeste do PA e norte do AP. Na região Nordeste, há previsão de pouca chuva no norte do MA e no litoral do PI, CE, RN, PB, PE e BA. No Sealba, a previsão de pouca ou nenhuma chuva resultará em restrição para o desenvolvimento do feijão e do milho terceira safras. No Matopiba, a manutenção do tempo seco favorecerá a maturação do algodão e do milho segunda safra.
CO: Predominará o tempo estável, sem ocorrência de precipitações. Há previsão de chuvas no MS, com os maiores acumulados concentrados no sudoeste e em parte do leste do estado, beneficiando as lavouras de trigo e de milho em enchimento de grãos. Nas demais áreas do CO, a umidade permanecerá baixa, favorecendo a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra.
SE: São previstos baixos acumulados de chuva em SP, no sul de MG e em parte do Triângulo Mineiro, além de boa parte do RJ, contribuindo para a manutenção da umidade no solo. Nas demais áreas da região, o tempo permanecerá seco. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de segunda safra e inverno em SP, no Triângulo Mineiro e no sul de MG. No restante de MG, deverá permanecer a condição de restrição hídrica.
S: Há predominância de chuvas de até 10 mm na região. Os maiores volumes, acima de 20 mm, são esperados no nordeste do PR, leste do RS e no sul de SC. Há previsão de temperaturas baixas, favorecendo o perfilhamento do trigo. No geral, as condições serão favoráveis para a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de inverno na região, assim como, para o milho segunda.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
China vai comprar menos soja. O Brasil precisa se preocupar? Aprosoja explica

O diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa, afirmou que o Brasil tem condições de absorver, ao longo dos próximos anos, a redução prevista nas importações de soja pela China. Segundo ele, o plano chinês prevê uma diminuição de cerca de 25% nas compras entre 2026 e 2035, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de toneladas.
Para Rosa, a expectativa não representa uma mudança brusca no mercado e poderá ser compensada por fatores como a ampliação dos mercados compradores e o fortalecimento da demanda interna.
“Na perspectiva brasileira, nós achamos que o Brasil tem total condição de absorver essa redução ao longo dos próximos anos, seja pela diversificação das exportações, especialmente para os países do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, seja pelo avanço do programa de biocombustíveis, principalmente o biodiesel, que tem aumentado a demanda interna por soja.”
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O diretor também destacou que, no momento, a demanda chinesa permanece estável e que a redução prevista será gradual, permitindo que o mercado se adapte ao novo cenário.
Além disso, Rosa defendeu a adoção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da industrialização da soja e ao incentivo ao consumo de proteínas de origem animal no Brasil.
“É importante que o governo implemente políticas de incentivo não apenas ao consumo de proteínas de qualidade, mas também à industrialização. A tendência é de crescimento do consumo de ovos, leite e carnes, e o farelo de soja é hoje a principal fonte de proteína vegetal para a produção dessas proteínas animais.”
Na avaliação do diretor executivo da Aprosoja Brasil, o país ocupa uma posição estratégica nesse mercado, já que o farelo de soja segue sendo a alternativa mais competitiva e economicamente viável para a produção de proteína animal em escala mundial.
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Sustentabilidade
Exportações do agronegócio gaúcho em junho crescem em valor, apesar de queda no volume – MAIS SOJA

Em junho de 2026, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,24 bilhão, o que representa um crescimento de 3,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. O setor foi responsável por 68,9% de tudo que o Estado exportou no período.
O dado peculiar do mês é o contraste entre o valor faturado e o volume embarcado. Enquanto o montante financeiro subiu, o volume físico recuou 2,2%, passando de 1,80 milhão para 1,76 milhão de toneladas. Segundo a Assessoria Econômica da Farsul, isso sinaliza uma melhoria na composição dos produtos exportados e um preço médio mais atrativo.
O que impulsionou o resultado
O desempenho positivo foi sustentado, principalmente, pelos seguintes setores:
- Complexo Soja: Cresceu 15,2% em valor, com destaque para a soja em grãos (alta de 18,8% em valor) e o farelo de soja.
- Carnes: A carne de frango in natura teve um salto expressivo de 65,6% em valor, reflexo de uma recomposição de fluxos após as restrições sanitárias enfrentadas no ano passado. A carne bovina também avançou 15,3%.
- Arroz: O segmento registrou alta de 17,4% em valor, puxado por uma diversificação de destinos que inclui países da América Central, Caribe e África.
- Bovinos Vivos: Destaque absoluto no mês, com um crescimento de 1.567,9% em valor, impulsionado pela retomada de embarques para a Turquia.
Pontos de atenção
Nem todos os setores acompanharam o ritmo de crescimento. O resultado do mês foi limitado pela retração de produtos como o fumo não manufaturado, a celulose, o óleo de soja em bruto e a carne suína in natura. Especialmente no caso da celulose e da madeira, a queda reflete a não repetição de grandes embarques realizados no mesmo período do ano anterior.
Mercados internacionais
A China manteve sua posição como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, respondendo por 30,2% do valor total embarcado em junho. Na sequência, destacaram-se Estados Unidos (6,1%), Turquia (5,6%), Bélgica (3,5%), Coreia do Sul (3,5%) e Índia (3,4%).
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o agronegócio gaúcho soma US$ 6,84 bilhões exportados, uma alta de 8,3% em relação a 2025. “O acumulado de 2026 mostra uma pauta mais diversificada geograficamente, sustentada por soja, milho, proteínas animais, arroz e óleos vegetais”, aponta o relatório da Farsul.
Confira relatório na íntegra.
Fonte: Farsul
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Exportações são recordes; preços reagem – MAIS SOJA

As exportações brasileiras de arroz encerraram o primeiro semestre de 2026 com o maior volume da série histórica da Secex, fortalecendo a demanda pelo cereal e ampliando a competitividade do mercado externo em relação ao doméstico.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário sustentou uma reação nos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul, em um contexto de restrição na oferta diante das perspectivas de novas valorizações.
No mercado internacional, os indicadores também apontaram recuperação nas cotações do cereal, enquanto os dados mais recentes da indústria brasileira ainda refletem um período anterior ao fortalecimento observado nas últimas semanas, de acordo com o Cepea.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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