Sustentabilidade
Plantio de trigo atinge 90,4% no país; frio favorece lavouras, mas chuvas freiam avanço no Sul – MAIS SOJA

Trigo: 90,4% semeado. No RS, as chuvas concentradas na metade norte reduziram o avanço da semeadura. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo, com o frio favorecendo o perfilhamento. A elevada umidade do solo dificulta as operações de manejo e a adubação de cobertura.
No PR, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo, com áreas em emergência e floração. As temperaturas mais baixas e a adequada umidade do solo favorecem o perfilhamento e a qualidade das lavouras.
Em SC, a semeadura avança nas principais regiões produtoras, com redução do ritmo em áreas afetadas pelas chuvas. As lavouras implantadas apresentam boa germinação, emergência e início de desenvolvimento vegetativo.
Em SP, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com início da fase de alongamento na região de Itaberá. As baixas temperaturas e as precipitações favorecem o desempenho da cultura.
Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro. As produtividades permanecem abaixo do esperado no Triângulo e Noroeste, enquanto as lavouras do Sul de Minas apresentam bom potencial produtivo devido às temperaturas mais amenas. Em GO, a colheita de sequeiro avança de forma esparsa, com produtividades abaixo do esperado. As lavouras irrigadas mantêm bom desenvolvimento, com a maior parte das áreas em florescimento.
Em MS, a adequada umidade do solo favorece o desenvolvimento da cultura. Há boas condições fitossanitárias. Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Conheça os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja da safra 2025/26!

O Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) anunciou os vencedores da 18ª edição do Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, em Indaiatuba (SP). O encontro reuniu produtores, consultores, pesquisadores e lideranças do agronegócio para apresentar os maiores índices de produtividade da safra e discutir tecnologias e estratégias voltadas ao aumento da eficiência nas lavouras.
Na categoria Sequeiro, o grande campeão nacional e da região Sul foi o grupo Agrícola do produtor Lourival Ruthes, que alcançou produtividade de 156,13 sacas por hectare, estabelecendo um novo recorde do Cesb. Na categoria Irrigado, o título nacional ficou com o produtor Luis Fernando Benaglia, que registrou produtividade de 138,97 sacas por hectare.
Entre os campeões regionais da categoria Sequeiro, o destaque da região Nordeste foi o grupo Gorgen, com produtividade de 143,77 sacas por hectare. Na região Sudeste, o vencedor foi a Agropecuária Três Irmãos, com 122,66 sacas por hectare. Já na região Centro-Oeste, o campeão foi Rodolfo Schlatter, que atingiu 118,68 sacas por hectare. Na região Norte, o vencedor foi Pedro Foresto Crispim, com produtividade de 136,64 sacas por hectare.
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Além da cerimônia de premiação, o fórum integrou uma programação técnica voltada à disseminação de conhecimento e de práticas capazes de elevar a produtividade da soja. Ao longo dos dois dias, especialistas, pesquisadores, consultores e produtores participaram de palestras e painéis sobre temas como implantação da lavoura, genética, qualidade de sementes, plantabilidade, manejo do perfil do solo, nutrição, fisiologia da soja, mitigação de estresses, sanidade em sistemas de alto rendimento e as principais lições obtidas nas áreas auditadas pelo Cesb ao longo das últimas safras.
Segundo o presidente do comitê, Daniel Glat, a programação foi estruturada para oferecer conteúdo com aplicação prática aos produtores. “Abordamos, ao longo dos dois dias, o estabelecimento da cultura e qualidade do plantio, a agricultura digital e de precisão, a sanidade da soja em sistemas de alta produtividade e o manejo nutricional da soja, entre outros pontos fundamentais para unir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade”, afirmou.
A programação contou ainda com o apoio do Comitê Técnico do Cesb, formado por especialistas de diferentes áreas da sojicultura brasileira. O grupo atua como órgão consultivo permanente e é coordenado pelo vice-presidente Sergio Abud, com coordenação técnica de João Vitor Ganem e Lorena Moura.
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Sustentabilidade
Mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de lentidão nos negócios – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de poucos negócios, em virtude do desempenho dos principais formadores de preços. A Bolsa de Mercadorias de Chicago até sobe por causa da demanda chinesa e do calor intenso nos Estados Unidos, mas os ganhos ainda são modestos. Já o dólar abriu com volatilidade frente ao real, sem tendência definida, operando próximo de R$ 5,15, o que também não estimula a comercialização.
Na terça-feira, o mercado brasileiro de soja encerrou sem registros de movimentos mais agressivos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, lembra que a sessão anterior foi marcada por grandes volumes negociados, principalmente em Goiás, Minas Gerais e nos portos, enquanto o dia de ontem teve ritmo mais moderado.
Segundo Silveira, o mercado operou sem grandes oscilações em Chicago ou no dólar, o que contribuiu para uma sessão mais calma. Os prêmios, no entanto, permaneceram firmes.
“O relatório do USDA na sexta-feira fez com que os players evitassem se expor muito hoje”, destaca o analista. Em resumo, o dia foi de poucas negociações, mas com as cotações mantendo firmeza.
No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 134,00 para R$ 135,00, enquanto em Santa Rosa (RS) foi de R$ 135,00 para R$ 136,00. Em Cascavel (PR), as cotações saíram de R$ 128,00 para R$ 129,50. Já em Rondonópolis (MT), os preços mudaram de R$ 120,00 para R$ 121,00, enquanto em Dourados (MS) subiram de R$ 120,00 para R$ 120,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 122,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) passou de R$ 139,00 para R$ 140,50 por saca. Em Rio Grande (RS), as referências passaram de R$ 140,00 para R$ 141,00.
CHICAGO
- A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos moderados. A posição novembro/26 do grão sobe 0,22%, cotada a U$ 12,00 1/2 por bushel.
- O mercado encontra suporte nas previsões de calor intenso para o cinturão produtor do Meio-Oeste dos Estados Unidos nas próximas semanas, período decisivo para o desenvolvimento das lavouras, e nas expectativas de retomada da demanda chinesa.
- A valorização do petróleo também reforça a sustentação das cotações, após a escalada das tensões no Oriente Médio elevar a aversão ao risco nos mercados globais. Após novos ataques registrados durante a madrugada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado.
CÂMBIO
- O dólar comercial registra baixa de 0,07%, a R$ 5,1498. O Dollar Index registra avanço de 0,12%, a 101,147 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas da Ásia fecharam em queda. China, -0,49%. Japão, -2,11%.
- As bolsas na Europa operam em queda. Paris, -1,73%. Frankfurt, -1,91%. Londres, -1,03%.
- O petróleo opera em forte alta. Setembro do WTI em NY: US$ 73,39 o barril (+4,18%).
AGENDA
Quarta-feira (08/07)
14:30 – Fluxo cambial referente à semana anterior.
11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
15:00 – EUA: Divulgação da ata da reunião do Fomc e das projeções econômicas.
22:30 – China: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).
22:30 – China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
Quinta-feira (09/07)
08:30 – Zona do Euro: Ata das últimas discussões de política monetária do BCE.
09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Sexta-feira (10/07)
03:00 – Alemanha: Índice de Preços ao Consumidor (CPI, junho).
09:00 – IPCA e INPC de junho/IBGE.
13:00 – Relatório de junho de oferta e demanda mundial e dos EUA de grãos (Wasde)/USDA.
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Eficácia de fungicidas para o controle da podridão das vagens e grãos de soja – MAIS SOJA

Desde a safra 2018/2019, a anomalia da soja, também conhecida como quebramento da haste e podridão de vagens e de grãos tem assolado diversas lavouras brasileiras, causando danos expressivos na produtividade e qualidade da soja produzida. Com causa específica ainda indefinida, sabe-se que essa anomalia apresenta relação com patógenos dos gêneros Diaporthe, Fusarium, Colletotrichum, entre outros. Além disso, é consenso que a intensidade dos danos pode variar de acordo com a suscetibilidade da cultivar.
Figura 1. Podridão dos grãos de soja.
Com poucas recomendações técnicas relacionadas ao problema até então, a alternativa buscada por sojicultores das regiões mais afetadas para reduzir o impacto da doença é o emprego de fungicidas mais para o controle da anomalia. No entanto, ainda há uma limitada oferta de produtos registrados para a cultura, com aptidão para o manejo da anomalia da soja.
Nesse contexto, conhecer os fungicidas com maior performance no controle da podridão dos grãos de soja é crucial para o bom posicionamento desses produtos no programa fitossanitário da lavoura. Durante a safra 2025/2026, experimentos cooperativos foram realizados nos estados de Mato Grosso e Rondônia para avaliar a eficácia de fungicidas no controle da podridão de vagens e grãos de soja. Ao todo, foram conduzidos 13 experimentos. As aplicações dos fungicidas iniciaram aos 25 a 30 dias após a semeadura, com reaplicações a cada 14 dias. Foram avaliados dois protocolos, o primeiro composto por fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios e o segundo com ingredientes ativos isolados (Belufi et al., 2026).
De acordo com os resultados apresentados por Belufi et al. (2026), No protocolo com fungicidas sítio – específicos associados a fungicidas multissítios, os maiores controles ocorreram nos tratamentos Fox Ultra e Milcozeb, Fox Supra e Milcozeb, Mitrion e Manfil, Excalia Max e Tróia, Pladius e Tróia e com o programa com rotação de fungicidas (tabela 1).
Tabela 1. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), fitotoxicidade média na planta causada pela aplicação do fungicida (FITO%), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (%RP) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas sítio – específicos com multissítios. Média de seis experimentos, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).

Fonte: Belufi et al. (2026)
Já com relação ao protocolo com ingredientes ativos isolados, Belufi et al. (2026) destacam que os melhores resultados foram obtidos com fluazinam, trifloxistrobina, azoxistrobina, protioconazol e tebuconazol (tabela 2).
Tabela 2. Incidência de vagens com sintomas de podridão em porcentagem (INCVAG%), porcentagem de controle (%C) em relação à testemunha sem fungicida, porcentagem de grãos avariados (GA%) e porcentagem de controle (%C), severidade de doença de final de ciclo (SEVDFC%) e porcentagem de controle (%C), severidade de mancha – alvo (SEVMA%) e porcentagem de controle (%C), produtividade corrigida descontada a tolerância de 8% de grãos avariados (PRODC – kg/ha) e porcentagem de redução de produtividade (RP%) em relação ao tratamento com a maior produtividade, no protocolo fungicidas com ingredientes ativos isolados. Média de seis experimentos para as variáveis incidência de vagens, grãos avariados, DFC e cinco experimentos para severidade de mancha – alvo, safra 2025/2026 (Belufi et al., 2026).

Fonte: Belufi et al. (2026)
Esses resultados reforçam a importância dos fungicidas como ferramentas de manejo para o enfrentamento da podridão das vagens e grãos de soja, no entanto, não constituem recomendações de manejo, devendo-se adotar estratégias integradas para um melhor controle do problema em soja.
Confira o Comunicado Técnico completo clicando aqui!

Referências:
BELUFI, L. M. R. et al. EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA PODRIDÃO DE VAGENS E DE GRÃOS DA SOJA, NA SAFRA 2025/2026: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Rede Fitossanidade Tropical, Comunicado Técnico, n. 6, 2026. Disponível em: < https://periodicos.ufv.br/STFT/article/view/24327/12455 >, acesso em: 08/07/2026.

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