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29 de setembro de 2026

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STU National coroa campeões em Cuiabá e federação projeta etapa do mundial

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Dora Varella voltou ao topo do pódio após três anos. No Street, gaúchos Maria Lúcia e Bruno Melão dominaram as pistas do Parque Novo Mato

Quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, a skatista Dora Varella subiu no lugar mais alto do pódio da quarta etapa do STU National 2026, uma das principais competições do esporte no país. A etapa foi disputada em Cuiabá, no Skatepark do Parque Novo Mato, entre os dias 26 e 28 de junho, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Após três anos em jejum, Dora foi campeã com nota 80,59 e teceu elogios à nova estrutura do skate mato-grossense.

“É raro no Brasil ter uma estrutura desse porte, desse tamanho, com todo o nível de pista de skate, desde para a galera que está começando até nível olímpico”, avaliou Dora, dividindo o pódio com Fernanda Galdino (78,17), segunda colocada, e Manuela Tomitake (77,00), que terminou em terceiro lugar.

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A alegria estava estampada no rosto de Dora Varella após a final feminina. Ela estava em êxtase por, enfim, ter sentido o gosto de entrar na pista numa final e ouvir nos autofalantes que era a hora da “Golden Run”, a volta do título, o que jamais tinha acontecido na sua vida de skatista.

“Até me arrepiei quando ouvi que era a Golden Run, quando você é a última a dropar, mas já como campeã da etapa. Era meu sonho fazer uma volta do título e tive essa oportunidade aqui e fui com tudo. Começou a tocar minha música e fui. Pena que não acertei, mas estou muito feliz porque dei check em todas as minhas manobras. E ainda tenho outras na manga que venho treinando”, disse Dora. Ela elogiou a realização do STU em Mato Grosso, na região Centro Oeste do país.

“O skate tem que ser mostrado pra mais pessoas, não só no eixo Sul e Sudeste. Então acho muito legal o STU vir pra um lugar novo, onde nunca tinha rolado uma competição desse porte. Vai ter uma sementinha que vai ser plantada aqui pra várias crianças, várias pessoas que assistiram e que vão querer começar a praticar o esporte. E agora eles têm esse complexo aqui irado pra começar a andar de skate com qualidade, com a estrutura necessária”, avaliou. Uma das crianças que assistiam à competição ao lado do pai era Tainá Vicente Antunes, de 11 anos. Enquanto segurava o skate, ela disse que achou o esporte legal e começou a praticar aos nove anos.

“É um esporte inspirador e isso ajuda as pessoas”. Como não poderia deixar de ser, o sonho dela é atingir o nível da atual estrela do esporte no país e no mundo, Rayssa Leal. “Meu sonho é ser igual ela”, revelou. Além de andar de skate, ela joga futsal na função de pivô.

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O paraskate também foi disputado. O bicampeão catarinense sub-16, Rogério Bento, percorre o Brasil inteiro pelo STU com o pai, Fábio Bento, e, em Cuiabá, alcançou a décima colocação.

“O Rogério começou brincando com o skate aos 11 anos e nunca imaginamos que um síndrome down ia andar na elite brasileira de alto rendimento”, frisa o pai. Segundo Fábio, o filho foi levado para a escolhinha. “Começou a parte de inclusão, socialização e hoje ele está totalmente incluído no esporte, na democracia do skate”, disse. Segundo ele, eventos de skate fora do eixo Rio-São Paulo atraem mais competidores e dão mais visibilidade ao esporte.

Principal incentivador da prática de Skate em Mato Grosso, Bob Paron, presidente da Federação Mato-grossense de Skate, esteve no último ano no mundial em São Paulo, onde articulou a realização do STU em Cuiabá. “É mais do que um sonho pra nós. Toda hora o feedback da galera dizendo ‘Bob, estou vendo os skatistas, meus ídolos, aqui em Cuiabá, Mato Grosso’. Isso é mais do que um sonho. Nunca imaginávamos isso. A pista está fenomenal e eu acredito que com essa pista, futuramente, nós podemos estar trazendo, ano que vem, uma etapa do mundial”, avaliou.

Street

Dois gaúchos se destacaram na modalidade Street neste domingo (28). Enquanto no feminino Maria Lúcia, natural de Canoas, manteve a liderança do ranking com seu terceiro título seguido na temporada, no masculino, Bruno Melão, de Porto Alegre, sagrou-se campeão de uma etapa do STU pela primeira vez.

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Maria Lúcia vive sua melhor fase no Skate. Depois de um terceiro lugar na etapa de abertura do STU National 2026, em Porto Alegre (RS), ela acaba de emendar uma sequência que impressiona, com títulos em Criciúma (SC), Florianópolis (SC) e, agora, em Cuiabá (MT). Porém, teve que superar um novo nome que chega com força na cena, finalista em sua segunda etapa de STU: Bianca Godoi, de apenas 14 anos, que por muito pouco não se sagrou campeã.

Bia, natural de Assis (SP), mas que representa o skate de Florianópolis (SC), tinha a maior nota da final, um 82,90. Mas ainda faltava a terceira e última volta para Maria Lúcia, que até ali aparecia em segundo, com a nota 82,52. E a boa fase da líder do ranking falou mais alto: uma linha sem erros, seguida de uma Bomb Trick perfeita, com a nota total 86,01 e mais um título, deixando-a bem próxima de se tornar campeã do circuito na última etapa, em Salvador (BA), na próxima semana. O terceiro lugar ficou com Isabelly Ávila, com 77,69.

“A pressão ali na última volta foi muito grande. Estava bem acelerada. Mas coloquei a cabeça no lugar e fiz o que treinei pra fazer. Vivo uma fase bem legal e especial e só tenho a agradecer a Deus, ao meu staff, meu pai e minha mãe. Não sei como estaria agora se não fossem eles me apoiando. Entro na pista para andar de Skate e entregar tudo o que sei. E já são três títulos seguidos. Demais!”, comemorou Maria Lúcia, mostrando os três dedos da mão enaltecendo seu feito.

Já na final masculina, um feito não menos especial. Afinal, Bruno Melão, enfim, conquistou seu primeiro título na história do STU National, depois de subir ao pódio na última etapa, em Florianópolis (SC), em terceiro lugar. E foi um resultado expressivo, visto que desbancou nomes que vivem grande momento, como Sebastian Simonetto, até então líder do ranking, Gabryel Aguilar (2º – 81,26), atual campeão do circuito STU, e Wallace Gabriel (3º – 79,78), que acaba de chegar à final da Copa do Mundo de Roma.

“Não sei nem o que falar, é uma sensação muito boa. Só eu sei o quanto trabalhei para chegar até aqui e conquistar esse título. Sabia que esse momento chegaria uma hora ou outra, tenho me dedicado bastante. Consegui acertar minha linha porque acho que sempre tento algo novo para fazer na pista, observar de um jeito diferente. E hoje deu tudo certo. Costumo conversar muito com Deus, eu o busco sempre e, ultimamente, eu me sinto ainda mais próximo Dele. Só faço o que tenho que fazer e deixo o resto nas mãos Dele”, declarou Melão.

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A etapa de Cuiabá do STU National foi viabilizada pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Homologada pela Confederação Brasileira de Skateboarding, teve como sede o Estado de Mato Grosso. O apoio foi da Federação Mato-Grossense de Skateboard, da Associação Brasileira de Paraskateboard e da Drop Dead.

Resultado final – Park masculino

1º – Augusto Akio – 94,90

2º – Pedro Barros – 89,00

3º – Nicolas Falcão – 87,80

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4º – Miguel Leal – 87,40

5º – Victor Ikeda – 86,82

6º – Pedro Quintas – 82,31

Resultado final – Park feminino

1ª – Dora Varella – 80,59

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2ª – Fernanda Galdino – 78,17

3ª – Manuela Tomitake – 77,00

4ª – Yndiara Asp – 75,39

5ª – Isadora Pacheco – 73,21

6ª – Érica Leguizamon – 69,05

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Resultado final – Street feminino

1ª – Maria Lúcia – 86,01

2ª – Bia Godoi – 82,90

3ª – Isabelly Ávila – 77,69

4ª – Duda Ribeiro – 68,06

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5ª – Manuella Moretti – 48,00

6ª – Rafaela Murbach – 32,03

Resultado final – Street masculino

1º – Bruno Melão – 84,86

2º – Gabryel Aguilar – 81,26

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3º – Wallace Gabriel – 79,78

4º – Sebastian Simonetto – 71,86

5º – Matheus Mendes – 69,71

6º – João Lucas Alves – 49,19

Com informações da Assessoria

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Preços de soja têm leve melhora, mas produtor segue ‘fora do jogo’; entenda o que mexeu com o mercado

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O mercado brasileiro de soja registrou pequenas altas em algumas praças nesta terça-feira (29), mas permaneceu praticamente sem negócios. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que a liquidez segue mínima no mercado disponível, diante da ausência de ofertas e da postura retraída dos produtores.

“Não tivemos reporte de movimentações hoje. O produtor segue fora do mercado e, na safra nova, também não houve registro de grandes vendas”, observa Silveira. Segundo o analista, a atenção dos produtores deve se voltar agora para o avanço do plantio da nova safra.

Na Bolsa de Chicago, os preços subiram, recuperando parte das perdas da sessão anterior. Os prêmios permaneceram praticamente estáveis, enquanto o dólar apresentou pouca oscilação.

Com isso, algumas praças registraram melhores ofertas, com avanços entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca, mas sem mudanças no ritmo das negociações.

No mercado físico, as cotações foram:

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  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 155,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 156,00 para R$ 156,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 150,00 para R$ 150,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 148,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 161,00 para R$ 161,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 163,00 para R$ 163,50 por saca de 60 quilos.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira (29). O mercado buscou uma recuperação, sustentado por compras de barganha após as perdas da sessão anterior. O suporte adicional veio das preocupações de que as fortes chuvas desta semana possam atrasar a colheita em importantes estados norte-americanos, incluindo Iowa.

Na segunda-feira, os preços haviam recuado diante da decepção com os resultados da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, realizada na semana passada. A ausência de novos compromissos chineses de compras de soja norte-americana e a exclusão da oleaginosa da lista de produtos agrícolas dos Estados Unidos contemplados com reduções tarifárias frustraram as expectativas dos operadores. A queda incentivou compras de barganha e ajustes de posições antes do encerramento do mês e do trimestre.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de soja. Até 27 de setembro, a colheita estava apontada em 17%. Em igual período do ano passado, o número estava em 18%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 17%. Na semana anterior (20 de setembro), os trabalhos atingiam 12% da área. O resultado ficou abaixo da expectativa média dos analistas, de 20%.

Além disso, os investidores se posicionaram antes da divulgação do relatório de estoques trimestrais norte-americanos de soja, prevista para esta quarta-feira (30), às 13 horas (horário de Brasília). Analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais projetam estoques de 323 milhões de bushels em primeiro de setembro, levemente abaixo dos 325 milhões de bushels registrados em igual período do ano anterior. Em 1o de junho, data do relatório anterior, os estoques estavam em 1,061 bilhão de bushels.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 9,50 centavos de dólar ou 0,73%, a US$ 12,97 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,12 3/4 por bushel, com avanço de 9,75 centavos de dólar ou 0,74%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,20 ou 0,05%, a US$ 359,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,21 centavos de dólar, com ganho de 0,55 centavo ou 0,81%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,2162 para venda e a R$ 5,2142 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1970 e a máxima de R$ 5,2410.

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TST julga greve da Caixa não abusiva, concede reajuste com ganho real e manda bancários voltarem ao trabalho

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Decisão fixa aumento pelo INPC + 0,6% para salários e benefícios, garante manutenção das regras do Saúde Caixa e determina compensação dos dias parados em 180 dias

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta terça-feira (29) que a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal não é abusiva. Os ministros julgaram o dissídio coletivo dos trabalhadores, em greve desde 10 de setembro, e decidiram fixar reajuste salarial de 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 0,6% para a categoria. A decisão terá validade de dois anos.

O mesmo índice de reajuste deverá ser aplicado aos benefícios de auxílio-refeição/alimentação, auxílio-cesta alimentação, auxílio-creche, auxílio-babá e indenização por assalto ou sinistro.

Além disso, o tribunal determinou o retorno imediato dos trabalhadores ao serviço. Os dias de paralisação não serão descontados, mas devem ser compensados em até 180 dias.

O principal ponto de impasse entre a categoria e o banco é qual deve ser o modelo de custeio do plano de saúde, o Saúde Caixa.

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Os sindicatos pediam a exclusão do teto de 6,5% da folha de pagamento, o retorno à proporção de custeio 70/30 (empresa/empregados) e reajuste zero. Já a Caixa queria mudanças no plano, apontando dificuldades para manter a sustentabilidade financeira no atual formato.

Diante do impasse, os ministros do TST decidiram manter as regras que constavam do acordo coletivo anterior, de 2024 a 2026. Com isso, os valores previstos no plano deverão ser atualizados pelo INPC mais 0,6%, mesmo índice aplicado para o reajuste salarial. Também foram mantidas todas as demais regras, inclusive a mensalidade do titular no valor de 3,5% da remuneração. 

Entre os benefícios englobados estão mensalidades adicionais de dependentes, teto de renda dos beneficiários indiretos, coparticipação para consulta em pronto-socorro e teto de coparticipação.

A decisão também incorporou diversas cláusulas econômicas e sociais previstas no acordo coletivo anterior, que dizem respeito a jornada, horas extras, licença-paternidade e adoção, estabilidade, saúde do trabalhador, diversidade, teletrabalho, prevenção e combate à violência e ao assédio, igualdade salarial, inclusão e negociação permanente.

Entenda

Em decisão no último dia 25, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa em serviço por agência, de forma presencial ou remota, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para a entidade sindical que descumprir a ordem.

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A decisão atendeu parcialmente ao pedido do banco, que solicitava a manutenção de 80% do pessoal em atividade durante a greve, alegando impacto direto em serviços essenciais como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais.

No último sábado (26), os trabalhadores apresentaram uma contestação ao TST afirmando que a greve é legítima e não pode ser considerada abusiva, que a responsabilidade pelo impasse nas negociações não pode ser atribuída aos empregados e que questões centrais, como o futuro do Saúde Caixa, não podem ser definidas de forma unilateral pelo banco.

Segundo os empregados, foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assembleias em todo o país e comunicação prévia à Caixa e à sociedade.

O ministro, no entanto, negou o pedido da Caixa para proibir os trabalhadores de qualquer atividade que dificultasse o livre acesso às agências, salientando que a lei já exige que a greve deve ser pacífica e que não há indícios de que o movimento esteja sendo conduzido com desvios ou excessos.

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Governo pede bloqueio de 5,2 mil sites de bets ilegais; Anatel já derrubou mais de 2,3 mil

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Ação conjunta da Justiça e Fazenda atinge redes sociais, notificações às big techs e canais com 1 milhão de usuários no Telegram

Os ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o da Fazenda intensificaram as ações contra a oferta de apostas irregulares no ambiente digital. Até esta terça-feira (29), foram pedidas a derrubada de 5.209 domínios relacionados à exploração ilegal de apostas. Desse total, 1.386 foram indicados pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi/MJSP) e 3.823 pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), da Fazenda.

Até agora, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou a derrubada de 2.387 do total de domínios pedidos. As medidas fazem parte da implementação da Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de loterias de apostas de quota fixa no território nacional.

Sites bloqueados

A lista de domínios identificados pelo MJSP e pelo Ministério da Fazenda está sendo consolidada em articulação entre os órgãos para subsidiar novas medidas de bloqueio e responsabilização.

A atuação inclui o monitoramento contínuo do ambiente digital, o compartilhamento de informações entre órgãos públicos e a identificação dos responsáveis pelas operações.

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Além dos sites, a ofensiva alcançou redes sociais, lojas de aplicativos e outras plataformas digitais.

Redes sociais

A operação resultou na remoção de 300 páginas do Facebook e 90 perfis do Instagram utilizados para divulgar, promover ou facilitar o acesso a apostas irregulares.

O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), também iniciou nesta terça-feira uma atuação voltada à remoção de conteúdos relacionados à divulgação de apostas irregulares no TikTok.

No Telegram, as ações alcançaram 1.014.722 membros e usuários de canais, grupos e perfis relacionados à bets ilegais.

Notificações

As autoridades notificaram 186 aplicativos para retirada das lojas da Apple e do Google. O prazo para remoção termina em 6 de outubro.

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Também foram notificadas oito grandes plataformas para retirar publicidade relacionada às apostas irregulares do ar. O prazo estabelecido é de dez dias.

As plataformas notificadas são Google, Meta, YouTube, X, Telegram, TikTok, Kwai e Discord.

Segundo o governo, a atuação conjunta busca ampliar a fiscalização do ambiente digital e garantir o cumprimento das regras estabelecidas pela MP 1.394/2026.

Investigações da PF

A Polícia Federal também atua no combate a crimes relacionados ao mercado de apostas, com investigações voltadas à responsabilização criminal dos envolvidos e à identificação de patrimônio vinculado às atividades ilícitas.

Entre março de 2023 e agosto de 2026, foram realizadas 12 operações policiais em diferentes estados e no Distrito Federal. No período, foram expedidos pelo menos 73 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão.

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Nos casos em que houve registro de valores, os pedidos de sequestro de bens e recursos somam aproximadamente R$ 4,17 bilhões.

Entre as ações realizadas estão as operações Narco Bet, Dark Bet, Dark Bet II, Véu de Maia, Última Aposta e Arena, que integram a atuação da Polícia Federal contra organizações criminosas relacionadas às apostas ilegais, à lavagem de dinheiro e a outros crimes associados ao setor.

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