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14 de agosto de 2026

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Receita Federal paga nesta terça-feira maior lote de restituição do IR da história

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Agência Brasil – Nesta terça-feira (30), cerca de 9,5 milhões de contribuintes recebem o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 9.585.797 pessoas. O pagamento contempla o segundo lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em valores, o lote iguala os R$ 16 bilhões liberados em maio. Em número de contribuintes, no entanto, o segundo lote contempla 835,8 mil pessoas físicas a mais que no pagamento anterior.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. 

Os dois primeiros lotes de 2026, informou o órgão, representam 80% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 4,494 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  •     7.709.752 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  •     1.106.923 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
  •     507.768 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
  •     155.060 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
  •     106.294 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).

Neste lote, não há o pagamento a contribuintes sem prioridade.

A consulta está disponível desde terça-feira (23), na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Pagamento

O pagamento do segundo lote será feito ao longo do dia na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

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Polícia invade cativeiro, salva jovem “decretada” por facção e prende sequestradora

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Vítima de 24 anos havia testemunhado um homicídio e seria executada em Apiacás. Mulher de 18 anos comandava o cárcere

Polícia Civil prende mulher que sequestrou jovem para entregá-la a facção criminosa
Policiais chegaram à casa quando a vítima ainda estava em cárcere e a libertaram

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na tarde dessa quarta-feira (12.8), em Apiacás, uma mulher, de 18 anos, suspeita de sequestrar outra mulher, de 24 anos, com a intenção de entregá-la a uma facção criminosa para ser executada.

A vítima estava em um estabelecimento comercial no bairro Goiano, em Apiacás, quando foi abordada pela suspeita, que a levou, mediante grave ameaça, até sua residência, onde a manteve em cárcere privado.

Segundo as investigações da Delegacia de Apiacás, no local, a suspeita teria realizado diversas ligações para integrantes de uma facção criminosa solicitando que fossem buscar a vítima, que estaria “decretada” à morte pelo chamado “tribunal do crime”.

A Polícia Civil foi acionada por meio de denúncia e encontrou a vítima no local ainda em situação de cárcere. A equipe entrou na casa, libertou a vítima e prendeu a suspeita.

As investigações apontam que a vítima havia sido testemunha em um processo de homicídio, tendo fornecido informações que auxiliaram na identificação do autor do crime. Diante disso, a suspeita é que o sequestro possa estar relacionado a represálias relacionadas ao depoimento da vítima.

A suspeita foi encaminhada para a delegacia e autuada em flagrante por sequestro e cárcere privado e por integrar organização criminosa que atua mediante grave ameaça para impor domínio sobre a comunidade local, conforme legislação vigente.

O relatório final do inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para apreciação e ao Ministério Público para análise e manifestação.

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O novo filtro de relevância no recurso especial

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A Lei nº 15.484, de 4 de agosto de 2026, regulamentou o art. 105, § 2º, da Constituição Federal e inseriu no Código de Processo Civil o art. 1.035-A. A lei entra em vigor trinta dias depois da publicação, conforme o art. 7º. Ela modifica o acesso ao Superior Tribunal de Justiça ao exigir que, além de demonstrar o cabimento do recurso e a violação da legislação federal, o recorrente exponha, em tópico específico e fundamentado, por que a questão de direito federal infraconstitucional possui relevância econômica, política, social ou jurídica capaz de ultrapassar os interesses subjetivos do processo.

Nos escritórios, a mudança chega em forma de prazo. O advogado que receber a intimação de um acórdão publicado depois da vigência terá quinze dias para redigir um capítulo que não existia na semana anterior, e para redigi-lo sabendo que a recusa desse capítulo será irrecorrível. Segundo a Agência Senado, o STJ registrou mais de 75 mil decisões em recursos especiais no ano anterior à sanção da lei.

O que se publicou na primeira semana explicou bem o que muda. A leitura institucional também já foi oferecida: na cerimônia de sanção, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, afirmou que a relevância “não nega o acesso, mas sim o qualifica”, e que a corte passa a funcionar efetivamente como corte de precedentes. O programa está correto. Ele ainda não responde à pergunta que o advogado formula: como saber, antes de escrever, o que este tribunal já considerou irrelevante.

A legitimidade do novo regime será decidida no regimento interno do Superior Tribunal de Justiça, porque é ali que se define como a relevância será demonstrada, publicada e comparada. O art. 6º da Lei nº 15.484/2026 entrega ao tribunal essa tarefa, e os trinta dias de vacância são o tempo disponível para executá-la.

A relevância soma-se aos requisitos já consolidados do recurso especial como ônus argumentativo autônomo. A importância econômica do resultado para o cliente, a gravidade do prejuízo individual ou a simples afirmação de que houve violação legal não demonstram, por si sós, a relevância exigida. O capítulo deverá formular a questão federal em termos precisos e indicar sua projeção sistêmica: repetição em grande número de processos, divergência contemporânea entre tribunais, instabilidade na aplicação de norma recente. José Rogério Cruz e Tucci sustentava que a relevância, por estar ligada à transcendência da matéria, deve vir demonstrada logo no início da peça recursal.

A fundamentação deve corresponder à dimensão de relevância invocada. Na relevância jurídica, será necessário mostrar a necessidade de uniformização, desenvolvimento ou estabilização da interpretação da lei federal. Na econômica, o alcance agregado da controvérsia sobre mercado, contas públicas ou relações negociais seriadas. A relevância social exige a identificação do grupo atingido e das consequências coletivas. A política, o funcionamento de instituições ou a execução de políticas públicas.

Nas hipóteses do art. 105, § 3º, da Constituição Federal, a relevância é presumida. Ainda assim, não é recomendável omitir o tópico específico. A presunção dispensa a demonstração material da transcendência, mas não afasta a necessidade de indicar o inciso aplicável e comprovar o enquadramento do caso concreto. Em ação cujo valor ultrapasse quinhentos salários mínimos, por exemplo, convém apontar o valor e o critério de cálculo. Quando se alegar contrariedade à jurisprudência dominante do STJ, será necessário identificar orientação efetivamente consolidada e compará-la de forma analítica com o acórdão recorrido. Georges Abboud e Matthaus Kroschinsky observaram, ao comentar a Emenda Constitucional nº 125/2022, que o legislador poderia ter adotado critério mais objetivo do que a fórmula “jurisprudência dominante”. A petição precisa construir o que o texto não define, indicando os julgados, o órgão que os proferiu e a reiteração que os torna dominantes.

A Lei nº 15.484/2026 separa o controle formal e o juízo material de relevância. O art. 1.035-A, § 3º, autoriza a inadmissão quando não observada a forma do tópico específico e fundamentado. Já o § 2º reserva ao STJ a apreciação da existência da relevância. A origem poderá constatar a ausência do capítulo ou a presença de mero rótulo desacompanhado de razões, mas não deverá avaliar se os argumentos são convincentes ou materialmente relevantes. Interpretar de modo diverso converteria o controle formal em juízo descentralizado de transcendência, em afronta à competência exclusiva atribuída ao STJ.

A decisão que não reconhece a relevância é irrecorrível. A Constituição Federal estabeleceu que o recurso somente pode deixar de ser conhecido por esse fundamento mediante manifestação de dois terços dos membros do órgão competente. A qualificação da decisão como irrecorrível foi acrescentada pela Lei nº 15.484/2026. Esse dado não conduz, automaticamente, à invalidade da regra, mas impõe interpretação restritiva: a irrecorribilidade deve alcançar a rediscussão do juízo material de relevância, sem transformar o pronunciamento em ato imune ao contraditório, à publicidade e à fundamentação.

Para a advocacia, a consequência é direta. Não haverá recurso interno destinado a obter de outro órgão do STJ uma segunda avaliação sobre a importância da questão federal. O capítulo de relevância passa a constituir um ônus argumentativo de oportunidade única.

A irrecorribilidade reforça o dever de fundamentação. O art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, o art. 11 e o art. 489, § 1º, do Código de Processo Civil não admitem decisões genéricas, padronizadas ou baseadas em conceitos indeterminados sem explicação de sua incidência. A recusa deverá identificar a questão examinada, enfrentar os fundamentos apresentados, esclarecer por que eles não ultrapassam os interesses subjetivos do processo e permitir a verificação do quórum qualificado.

Os efeitos da decisão negativa ultrapassam o recurso examinado. O art. 1.039, parágrafo único, determina a inadmissão automática dos recursos especiais sobrestados quando a relevância for recusada. O art. 1.030, I, “c”, autoriza a presidência ou a vice-presidência do tribunal de origem a negar seguimento a novos recursos que discutam a mesma questão, e o art. 1.042 afasta, nessa hipótese, o agravo dirigido ao STJ. Permanece cabível o agravo interno do art. 1.030, § 2º, para discutir erro de enquadramento, falta de identidade entre as controvérsias ou necessidade de distinção. Esse agravo não reabre a relevância; controla a aplicação do pronunciamento negativo ao caso concreto.

A expressão “mesma questão” deverá ser manejada com rigor. O pronunciamento do STJ precisa delimitar a questão com precisão, e a decisão da origem não pode ampliar seu alcance por aproximações genéricas. À advocacia caberá demonstrar diferenças normativas, fáticas ou processuais relevantes, evitando que a recusa seja aplicada a casos apenas superficialmente semelhantes.

A lei admite sessão não presencial quando o voto do relator for pelo não reconhecimento da relevância ou pela reafirmação da jurisprudência dominante. Justamente a decisão negativa, colegiada, qualificada e irrecorrível poderá ser tomada em ambiente virtual. O Regimento Interno do STJ deverá assegurar publicidade dos votos, apresentação de memoriais e participação efetiva da advocacia. Essa é a primeira lacuna que o regimento precisa fechar.

Quatro providências tornariam essa seleção previsível. A primeira cabe ao regimento interno: publicar as questões declaradas irrelevantes em base pública e pesquisável, com o enunciado da questão e a data, no formato que o Supremo Tribunal Federal adotou para os temas de repercussão geral. A segunda também é regimental: assegurar, na sessão em que o relator propuser o não reconhecimento, publicidade dos votos, identificação do quórum de dois terços e oportunidade de memoriais e de sustentação oral. A terceira endereça-se às presidências e vice-presidências dos tribunais de origem, que aplicarão o art. 1.030, I, “c”: a negativa de seguimento por identidade de questão exige que a identidade seja demonstrada em cada caso. A quarta pertence à advocacia: enunciar a questão federal em uma única frase antes de escrever as razões, porque é a precisão desse enunciado que sustenta o capítulo de relevância.

A repercussão geral nasceu na Emenda Constitucional nº 45/2004, foi regulamentada pela Lei nº 11.418/2006 e passou a ser aplicada depois da Emenda Regimental nº 21/2007. O percurso da relevância repete esse desenho: Emenda Constitucional nº 125/2022, Lei nº 15.484/2026 e, agora, o regimento. Do lado do Supremo, o resultado é conhecido: balanço do tribunal relativo ao primeiro semestre de 2025 apontou 18,7 mil processos em tramitação, o menor acervo em trinta e três anos, com cerca de 9,3 mil recursos. O que sustentou a legitimidade dessa redução foi a construção paralela de temas numerados, teses publicadas e julgamentos rastreáveis.

O objetivo declarado da reforma é fortalecer o Superior Tribunal de Justiça como corte de teses, na linha que o Código de Processo Civil de 2015 escolheu ao organizar o sistema de precedentes. Esse objetivo depende de uma condição concreta. O advogado que receber a intimação daqui a trinta dias precisa poder consultar, em base aberta, o que o tribunal já declarou irrelevante, e precisa encontrar ali a questão enunciada com precisão suficiente para saber se a sua é a mesma ou outra. Enquanto essa base não existir, a relevância será requisito cujo conteúdo só se conhece depois da recusa. Publicada a base, cada recusa informa o recurso seguinte, e a seleção de questões passa a produzir a uniformidade que a reforma prometeu.

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Breno Augusto Pinto de Miranda
Advogado. Conselheiro Federal da OAB e Procurador-Adjunto de Defesa dos Honorários do CFOAB.

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Abilio minimiza divisão no PL e diz que divergências são comuns em período eleitoral

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Prefeito afirmou que grupos adversários também estão com seus próprios problemas a resolver no início da período eleitoral

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse que não vê a divisão dentro de seu partido como uma preocupação a mais para a campanha ao governo do senador Wellington Fagundes (PL). Segundo ele, é comum que as siglas apresentem divergências durante o período eleitoral.

De acordo com Abilio, outros partidos que também estão na disputa eleitoral enfrentam seus próprios contratempos, mas permanecem na corrida. Ele citou como exemplos o União Brasil e o Republicanos, principais integrantes do grupo político que atualmente comanda o governo do Estado.

“A pergunta deveria ser ‘qual partido está inteiro?’. Se fala que o PL está rachado, mas o União Brasil está inteiro? O Republicanos está inteiro? Acho que faz parte de qualquer discussão partidária [a divergência entre filiados]. Há os aceites e os não aceites em qualquer partido”, disse.

A divergência dentro do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso ficou mais exposta após a confirmação da aliança com o MDB (Movimento Democrático Brasileiro).

Depois do anúncio do acordo, o próprio Abilio já afirmou que não acredita na vitória de seu grupo político em razão da reunião de políticos “porcarias” em torno da campanha de Wellington Fagundes.

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