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Vazio sanitário em GO: medida visa barrar doença que pode causar perdas de até 90% na soja

Os produtores rurais de Goiás devem ficar atentos ao início do vazio sanitário da soja, que começa em 27 de junho e segue até 24 de setembro de 2026. Durante esse período, fica proibido o cultivo e a manutenção de qualquer planta viva de soja no campo, medida considerada essencial para o controle da ferrugem asiática, principal doença da cultura.
O calendário foi definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Portaria nº 1.579, de 9 de abril de 2026. Após o término do vazio sanitário, a janela de semeadura da soja no estado será aberta em 25 de setembro e seguirá até 2 de janeiro de 2027.
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que o cumprimento da medida é fundamental para proteger a produtividade das lavouras e garantir a competitividade da soja goiana.
“O vazio sanitário é uma medida consolidada, respaldada pela ciência e comprovada pela experiência no campo. O sojicultor goiano sabe disso e tem sido um grande parceiro da Agrodefesa. Respeitar o vazio é estratégico para garantir produtividade e competitividade”, afirma.
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Durante o período, os produtores devem eliminar qualquer planta viva de soja presente nas propriedades, incluindo as chamadas plantas tigueras ou guaxas, que nascem espontaneamente após a colheita.
Segundo o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, essas plantas funcionam como uma “ponte verde” para a sobrevivência do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática.
“Elas proporcionam condições para que o fungo sobreviva e prejudique a próxima safra, além de servir como fonte de infestação para outras pragas, como a mosca-branca, que possui alto poder reprodutivo”, explica.
A importância do controle é ainda maior diante da relevância da soja para a economia goiana. De acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Goiás deve produzir 20,1 milhões de toneladas nesta temporada, volume que representa 11,3% da produção nacional e coloca o estado como o terceiro maior produtor de soja do país.
Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, o tamanho da produção aumenta a responsabilidade compartilhada entre produtores, entidades e órgãos públicos.
“Essa parceria é fundamental para o sucesso das políticas fitossanitárias. Nosso objetivo é o mesmo: ampliar cada vez mais a competitividade e a sustentabilidade do agro goiano”, ressalta.
Exigências instituidas
Além do cumprimento do vazio sanitário, os produtores também devem observar as exigências da Instrução Normativa nº 6/2024 da Agrodefesa, que institui o Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas para a Cultura da Soja. A norma determina que todas as lavouras sejam cadastradas no Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago) em até 15 dias após o encerramento da janela de semeadura, ou seja, até 17 de janeiro de 2027.
Ferrugem asiática
A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja e se espalha por meio de esporos transportados pelo vento. Quando encontra plantas hospedeiras vivas, o patógeno se multiplica rapidamente, provocando desfolha precoce, redução da produtividade e aumento dos custos de produção com aplicações de fungicidas.
Com alto potencial de disseminação, a doença pode provocar perdas superiores a 90% da produção em áreas severamente afetadas, sendo considerada a principal ameaça fitossanitária da sojicultura brasileira.
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Brasil está entre 14 países que poderão adquirir lenacapavir para prevenção do HIV

PrEP injetável de ação prolongada é administrada duas vezes ao ano e apresentou eficácia de quase 100% na prevenção da infecção em ensaios clínicos
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) vai ampliar o acesso ao medicamento lenacapavir para a prevenção do HIV na América Latina e no Caribe. O antirretroviral será disponibilizado para um total de 14 países da região – incluindo o Brasil.
Dados da entidade indicam cerca de 140 mil novas infecções pelo HIV registradas todos os anos na América Latina e no Caribe, o que, segundo a Opas, reforça a necessidade de ampliar o acesso a opções de prevenção eficazes.
O lenacapavir é um tipo de profilaxia pré-exposição (PrEP) injetável de ação prolongada, administrado duas vezes ao ano. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o medicamento como opção adicional no combate ao HIV, depois que ensaios clínicos demonstraram eficácia de quase 100% na prevenção da infecção.
A administração semestral, segundo a Opas, representa uma importante alternativa para pessoas que podem enfrentar dificuldades com esquemas de prevenção ao HIV de uso mais frequente.
De acordo com a entidade, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela poderão adquirir o lenacapavir por meio de fundos rotatórios regionais da Opas.
“A nova via complementa os acordos de licenciamento voluntário que já abrangem 24 países da América Latina e do Caribe, no âmbito de uma estrutura global mais ampla de acesso, que contempla 120 países em todo o mundo”, informou a Opas em nota.
Como parte dessa iniciativa, a Gilead Sciences, farmacêutica responsável pela produção do lenacapavir, se comprometeu a avançar no processo de transferência de tecnologia para o Brasil, com o objetivo de viabilizar a produção local do medicamento.
“O processo ainda está em desenvolvimento, e os prazos e mecanismos específicos ainda não foram definidos. No longo prazo, a ampliação da capacidade regional de produção poderá contribuir para uma maior disponibilidade do lenacapavir e para condições de aquisição mais sustentáveis”, informou a Opas.
Ainda segundo a entidade, a incorporação do lenacapavir aos programas nacionais de combate ao HIV será feita de forma progressiva e dependerá de processos regulatórios nacionais, protocolos clínicos, capacitação de profissionais de saúde e planejamento programático.
“A Opas está oferecendo cooperação técnica para apoiar os países na avaliação e quantificação das necessidades, na elaboração de diretrizes, no monitoramento e na preparação dos sistemas de saúde, contribuindo para que a introdução seja baseada em evidências e adaptada aos contextos nacionais”.
O lenacapavir soma-se a um conjunto de opções para a prevenção do HIV que inclui a chamada PrEP oral diária ou sob demanda, o cabotegravir de ação prolongada e os preservativos, além do diagnóstico precoce e do acesso oportuno ao tratamento antirretroviral.
“A disponibilização de diversas opções de prevenção pode ajudar a atender a diferentes necessidades e preferências e favorecer abordagens de prevenção do HIV mais centradas nas pessoas”, destacou a Opas.
“Ampliar o acesso a ferramentas eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento, e garantir que elas cheguem a todas as pessoas que delas necessitam é essencial para reduzir as novas infecções pelo HIV e avançar rumo à meta de eliminar o HIV como problema de saúde pública até 2030”, concluiu a organização.
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Abilio vota em eleição da AMM e destaca retomada de parceria institucional com Cuiabá

Prefeito ressaltou que a capital voltou a participar ativamente da entidade. Disputa tem chapa única liderada pelo atual presidente, Maninho
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, participou na manhã desta quarta-feira (16) da abertura da votação para escolha da nova diretoria da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM). O processo eleitoral ocorre na sede da entidade, em Cuiabá, e definirá a composição da Diretoria Executiva e do Conselho Fiscal para o mandato de 2027 a 2029.
Abilio esteve no local acompanhado do secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira, e ressaltou a relação de parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e a AMM. Segundo o prefeito, a participação na entidade tem contribuído para ampliar o acesso do município a projetos, atividades e ações voltadas às administrações municipais.
“A AMM tem sido muito parceira do município de Cuiabá. Há muito tempo o município não participava diretamente da AMM e, depois que a gente assumiu, ficou mais participativo. A AMM tem sido recíproca a essa participação. A gente tem recebido projetos, participado de outras atividades, e isso é uma forma de gratidão à nossa presença aqui”, afirmou Abilio.
O prefeito também destacou a importância da participação dos gestores municipais no processo eleitoral e disse que decidiu comparecer à votação como forma de demonstrar confiança na instituição.
“Todo esse período que a AMM nos ajudou, a gente veio aqui retribuir essa confiança e colocar o nosso voto de confiança nesse momento importante da participação”, acrescentou.
A eleição ocorre de forma presencial, direta e secreta. Cada município filiado à AMM tem direito a um voto, que deve ser exercido pessoalmente pelo prefeito em efetivo exercício do mandato. Não são permitidos votos por procuração ou cumulativos.
A disputa tem chapa única, encabeçada pelo atual presidente da entidade, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho. A composição foi registrada para comandar a AMM no triênio 2027-2029.
A votação segue até as 17h desta quarta-feira (16), ou até que todos os municípios habilitados tenham exercido o direito ao voto. A apuração será realizada logo após o encerramento, com a proclamação do resultado no mesmo dia. A posse da nova diretoria está prevista para janeiro de 2027.
Sobre a formação de uma única chapa, Abilio avaliou que o processo resultou em uma composição entre os grupos que disputavam espaço na entidade.
“Acredito que, a partir do momento em que um candidato assumiu publicamente a maioria, os outros candidatos acabaram optando por fazer uma composição. Houve uma mediação para evitar um desgaste, um conflito, e tornar um único candidato o vencedor desse processo”, explicou.
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Parceria com IPT e Mackenzie prevê novo polo de capacitação tecnológica em Várzea Grande

Instituições de referência nacional firmam acordo com o Parque Tecnológico de MT para formar jovens e adultos para o mercado de inovação
A Prefeitura de Várzea Grande e o Parque Tecnológico de Mato Grosso realizaram, nesta terça-feira (15.09), uma reunião de alinhamento para discutir uma parceria com o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e o Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM), com foco no desenvolvimento tecnológico, na inovação e na capacitação de jovens e adultos.
De acordo com a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, a iniciativa prevê ações voltadas à formação e à qualificação de mão de obra para o setor de tecnologia. As instituições estão se instalando em Chapada dos Guimarães e também deverão manter atuação no Parque Tecnológico de Várzea Grande.
“Eles querem trabalhar ações de desenvolvimento tecnológico, formação e capacitação de jovens e adultos na área da tecnologia. Eles estão se instalando em Chapada dos Guimarães, mas terão um braço aqui no nosso Parque Tecnológico. Isso também trará um impacto positivo para o município e para todo o Estado na questão da capacitação de mão de obra qualificada, principalmente para as futuras gerações”, afirmou a secretária.
O diretor-presidente do Parque Tecnológico de Várzea Grande, Rafael Bastos, destacou a importância da aproximação com instituições de referência nas áreas de tecnologia e pesquisa.
“O IPT e o Mackenzie são instituições sérias, ou seja, são instituições como essas que queremos aqui conosco no Parque Tecnológico. Acredito que essa parceria trará benefícios para Mato Grosso e para toda a Baixada Cuiabana”, declarou.
O superintendente da área de Tecnologia do IPT, João Carlos Sávio Cordeiro, ressaltou o potencial de Mato Grosso para o desenvolvimento de novos projetos e a formação de talentos.
“Estamos vendo um potencial no Estado de Mato Grosso, como também aqui em Várzea Grande. A nossa ideia é apoiar a educação e o desenvolvimento de talentos por meio de parcerias estratégicas voltadas para a capacitação tecnológica, inovação e inserção de jovens no mercado de trabalho”, afirmou.
Para o vice-presidente do Conselho do Mackenzie e presidente da Fundação Buriti, Maurício Melo Meneses, a parceria também poderá contribuir para a criação de novas áreas e linhas de estudos em Mato Grosso.
“Isso não beneficia só Várzea Grande, mas também todo o Estado. Precisamos capacitar a população para esse atual mercado de trabalho, que está cada vez mais tecnológico”, declarou.
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