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Liberação de espaço e preços mexem com mercado de grãos em MT; algodão adota cautela

A urgência logística para liberar espaço nos armazéns e as oportunidades de preços ditaram o ritmo de comercialização das safras de soja e milho em Mato Grosso durante o mês de maio de 2026. Os produtores intensificaram a venda física do ciclo atual de grãos e aproveitaram momentos favoráveis nas cotações para antecipar contratos futuros. Em contrapartida, o mercado de algodão seguiu uma dinâmica distinta, marcada por forte desaceleração e maior cautela por parte dos cotonicultores locais.
A soja liderou o volume de negócios no período, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A comercialização da safra 2025/26 no estado atingiu 81,04% da produção projetada, o que representa um salto de 8,52 pontos percentuais em comparação a abril e coloca o índice 5,02 pontos percentuais acima do registrado no mesmo intervalo da safra passada. A movimentação foi impulsionada diretamente pela necessidade de abrir espaço nas estruturas de armazenamento para receber o milho que começa a ser colhido.
No mercado de milho, o ritmo da safra atual 2025/26 também seguiu sustentado pela maior disponibilidade do cereal, alcançando 47,32% da produção estimada até o fim de maio. Esse avanço mensal de 1,48 ponto percentual levou os produtores a intensificarem as vendas imediatas à medida que os trabalhos de campo avançam. Essa elevada oferta projetada acabou pressionando as cotações do milho no disponível, que fecharam o mês com queda de 1,69% e média de R$ 42,73 por saca.
Nas negociações antecipadas para o ciclo futuro 2026/27, a dinâmica de preços também movimentou o mercado. A comercialização antecipada da soja atingiu 18,49% da estimativa, impulsionadas por uma valorização mensal de 1,37% no preço médio, que fechou em R$ 109,11 por saca. Já as negociações futuras de milho atingiram 4,77% da produção estimada, registrando um avanço de 2,08 pontos percentuais que foi favorecido pela lateralização dos preços, com média de R$ 45,39 por saca.
Clima e custos geram incertezas
Embora os preços tenham estimulado contratos pontuais, as projeções climáticas e os custos de produção elevam o sinal de alerta e deixam os produtores rurais mais cautelosos no estado. “Vale destacar que o ciclo futuro da soja é marcado pelos elevados custos de produção e pelas incertezas climáticas, fatores que mantêm um cenário de alerta para a safra. Assim, o produtor tem aproveitado as melhores oportunidades nos preços para antecipar as negociações”, pontua o Instituto.
Esse ambiente de instabilidade atinge diretamente o planejamento de longo prazo do cereal de segunda safra para o fechamento do ano. “O cenário para a safra futura segue incerto, diante dos custos mais elevados e dos riscos climáticos decorrentes do Super El Niño para o segundo semestre de 2026, mantendo as vendas 0,82 ponto percentual menor que maio de 2025”, destaca o Imea em seu boletim semanal do milho.
As ameaças decorrentes do fenômeno climático reduzem a previsibilidade de produtividade nos campos mato-grossenses para os próximos meses. Diante disso, os agricultores optam por focar na gestão logística e financeira imediata, evitando travar grandes volumes futuros antes de uma definição mais clara sobre as condições de umidade do solo e comportamento das chuvas.
Cotonicultores reduzem ritmo de contratos
No setor de fibras, a colheita próxima e o patamar avançado de negócios nos meses anteriores fizeram o ritmo de comercialização do algodão desacelerar em Mato Grosso. Para a safra 2025/26, os produtores decidiram fechar apenas contratos pontuais, preferindo aguardar a consolidação exata do volume que será colhido nas propriedades.
Com essa postura mais reservada, a comercialização da pluma avançou apenas 2,97 pontos percentuais em maio — o menor incremento mensal registrado desde agosto de 2025 —, atingindo 71,86% do total projetado, a R$ 132,59 por arroba.
Para o ciclo futuro 2026/27 do algodão, o cenário de cautela se repetiu, influenciado adicionalmente pelas cotações dos contratos futuros na Bolsa de Nova York, que operam em patamares inferiores. As vendas da safra futura de pluma avançaram 1,99 ponto percentual frente a abril, alcançando 23,21% da produção estimada. Esse percentual mantém o ritmo de comercialização alinhado à média histórica dos últimos cinco anos na região, com preço médio fechado em R$ 129,25 por arroba.
A expectativa de agentes de mercado é que a entrada efetiva do algodão colhido nas propriedades traga novas forças para a comercialização nas próximas semanas. Até lá, a tendência indica a manutenção de uma postura defensiva na ponta vendedora, priorizando a segurança operacional frente às oscilações internacionais de preço e à consolidação das estimativas de produtividade regional.
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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.
A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.
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No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.
De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.
No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.
“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.
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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.
A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.
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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.
O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.
Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).
O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.
Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.
Fonte: gov.br
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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.
Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.
A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.
Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.
Como participar?
Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.
Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.
Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.
Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente
Critérios
O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.
O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.
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