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8 de junho de 2026

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Quer ver um ET? Mato Grosso transforma lendas ufológicas em atração turística

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

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Agro Mato Grosso

STF cobra plano para retirar garimpeiros ilegais de terra indígena entre MT e RO

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a União apresente um plano detalhado para retirar garimpeiros ilegais da Terra Indígena Cinta Larga, localizada entre Mato Grosso e Rondônia. A decisão assinada pelo ministro Flávio Dino foi publicada no dia 1° de junho e determinou um prazo de 30 dias para cumprimento.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que só irá se manifestar nos autos do referido processo dentro do prazo fixado pelo ministro.

A ação, apresentada pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (Patjamaaaj), questiona a falta de regulamentação da exploração mineral em terras indígenas prevista na Constituição Federal. Além disso, cita a possível relação dos garimpeiros com o crime organizado.

Segundo o ministro, apesar de uma decisão anterior do STF ter determinado o combate ao garimpo ilegal na região, não houve manifestação da União sobre as medidas adotadas para cumprir a determinação.

Na decisão, Dino destacou que as Terras Indígenas Roosevelt e Parque do Aripuanã, áreas ocupadas pelo povo Cinta Larga, continuam sofrendo pressão de grupos interessados na exploração de recursos minerais, especialmente diamantes.

O ministro também citou um relatório que aponta a atuação de organizações criminosas na exploração ilegal de minérios dentro do território. O documento descreve esquemas envolvendo financiadores, operadores do garimpo, receptadores e mecanismos de lavagem de dinheiro.

De acordo com o relatório, investigações da Polícia Federal identificaram a atuação de grupos responsáveis por financiar a extração ilegal, fornecer maquinário, estruturar acampamentos e comercializar pedras preciosas retiradas das áreas protegidas.

Ao analisar o caso, Flávio Dino afirmou que os elementos reunidos no processo indicam a continuidade da exploração ilegal de recursos minerais no território indígena.

O ministro ainda destacou que a organização atuava utilizando 5 núcleos:

  1. financeiro
  2. jurídico
  3. operacional
  4. indígena
  5. receptadores para a ação

Dino ainda apontou ainda a participação de indígenas, que supostamente seriam responsáveis por autorizar a exploração dos diamantes, mediante a um recebimento de pagamentos e vantagens de infraestrutura, e pela execução da extração de minérios e sua posterior comercialização com receptadores.

A decisão estabelece que a União deverá apresentar um plano de desintrusão com ações objetivas para encerrar as atividades ilegais. O documento deverá detalhar a participação de órgãos federais e estaduais responsáveis pela proteção dos povos indígenas, fiscalização ambiental, segurança pública e combate ao crime organizado.

Após a aprovação do plano, o prazo máximo para execução das medidas será de 60 dias.

Em decisão anterior no mesmo processo, o ministro reconheceu a omissão do Congresso Nacional na regulamentação da mineração em terras indígenas e concedeu prazo de 24 meses para que seja elaborada uma legislação específica sobre o tema.

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Motorista morre preso às ferragens e cinco passageiros ficam feridos após caminhonete bater em carreta

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na noite deste domingo (7.6), o desencarceramento de uma vítima fatal que ficou presa às ferragens de um veículo e prestou socorro a outras cinco vítimas de um grave acidente de trânsito na BR-163, em Guarantã do Norte (a 710 Km de Cuiabá).

A equipe do 4º Núcleo Bombeiro Militar (4º NBM) foi acionada por volta das 18h40 para atender a uma ocorrência envolvendo uma caminhonete e uma carreta. De acordo com as informações, a caminhonete colidiu na traseira do veículo de carga.

Ao chegar ao local, os bombeiros encontraram o condutor da caminhonete preso às ferragens, com múltiplos traumas e já sem sinais vitais. Após a conclusão dos trabalhos periciais, a equipe realizou o desencarceramento da vítima, que foi entregue aos cuidados da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para os procedimentos legais.

Além da vítima fatal, os bombeiros prestaram atendimento pré-hospitalar a cinco pessoas feridas: duas mulheres, de 35 e 36 anos, uma criança de 9 anos, uma adolescente de 12 anos e um jovem de 18 anos. A criança apresentava suspeita de traumatismo cranioencefálico (TCE), enquanto a adolescente tinha suspeita de fratura no braço direito.

Já o jovem relatava fortes dores na região do tórax, com suspeita de fratura na clavícula. As duas mulheres sofreram apenas ferimentos leves. Após os primeiros atendimentos, todas as vítimas foram encaminhadas para o hospital do município, onde receberam acompanhamento médico.


 

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MT e MPE firmam acordo para uso de biomassa e garantir abastecimento da indústria

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O Governo de Mato Grosso e o Ministério Público do Estado (MPE) assinaram, nesta segunda-feira (8), um Termo de Compromisso Ambiental que cria o Plano de Desenvolvimento Florestal de Mato Grosso para garantir o abastecimento sustentável das indústrias do Estado.

O acordo prevê metas de expansão das florestas plantadas no Estado para mais de 700 mil hectares até 2040 e ampliação das áreas de manejo florestal sustentável para pelo menos 6,5 milhões de hectares no mesmo período.

O governador Otaviano Pivetta destacou que o acordo é uma oportunidade de desenvolvimento econômico sustentável para Mato Grosso, estimulando o reflorestamento e garantindo mais segurança para o crescimento da indústria no Estado.

“Esse termo regulamenta o uso da biomassa. Ele determina prazos e limites para o uso de biomassa de florestas nativas e estabelece uma transição para que as indústrias utilizem apenas matéria-prima proveniente de florestas plantadas. Vamos ter um período de adaptação para que todos possam se adequar, mas isso vai ser muito bom para Mato Grosso e é uma grande oportunidade para os pequenos produtores”, afirmou.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente de Mato Grosso, Mauren Lazzaretti, o objetivo do Plano de Desenvolvimento Sustentável é substituir gradualmente o uso de madeira que tem origem na supressão autorizada por fontes renováveis, como florestas plantadas.

“O ponto central é estabelecer uma transição para o uso da biomassa oriunda da supressão de vegetação nativa autorizada. Nesse termo de compromisso, o Estado e o MPE estabelecem uma fase de transição fortalecendo não apenas a floresta plantada, mas também o manejo florestal sustentável como alternativa de fornecimento de biomassa oriunda de matéria-prima florestal’, explicou.

Para a procuradora de Justiça Ana Luiza Peterlini, o acordo cria um caminho para ampliar a produção florestal no Estado e garantir o abastecimento sustentável da indústria.

“É uma iniciativa que incentiva o setor de base florestal para que eles aumentem a quantidade de hectares de floresta plantada e a reduzir o uso de vegetação nativa, ou seja, uma iniciativa que traz mais sustentabilidade para os grandes empreendimentos no Estado”, avaliou.

Plano de Desenvolvimento Florestal

O Termo de Compromisso Ambiental estabelece uma transição gradual para reduzir a dependência de matéria-prima de origem de área de desmatamento legal para o uso de fontes mais sustentáveis, como plantação de Eucalipto e Teca.

Conforme o cronograma definido, os grandes consumidores de biomassa deverão substituir de forma progressiva o uso de madeira oriunda de desmatamento, de forma que, a partir de 2034, o abastecimento das indústrias tenha sido totalmente substituído por matérias-primas de florestas plantadas, manejo florestal sustentável e outras fontes renováveis.

O acordo também prevê a implantação de mecanismos de rastreabilidade da matéria-prima florestal, monitoramento permanente dos Planos de Suprimento Sustentável (PSS), auditorias independentes e maior transparência das informações ambientais.

Também participaram da agenda o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca e os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Mayran Beckman (Desenvolvimento Econômico) e o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes.

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