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8 de junho de 2026

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IBGE agenda divulgação de pesquisas agrícolas e de estoques para esta quinta-feira

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (8), às 9h, a agenda oficial com compromissos previstos entre os dias 8 e 12 de junho. Para o setor agropecuário, o principal destaque está marcado para esta quinta-feira (11), às 9h, quando o órgão informa que serão publicados o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a Pesquisa de Estoques e a Pesquisa Mensal de Serviços.

Segundo o IBGE, a agenda semanal reúne reuniões internas e externas, eventos e atividades de diferentes áreas do instituto, incluindo Presidência, diretorias, assessorias, superintendências estaduais e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE). Desde 2024, esse calendário é publicado todas as segundas-feiras.

No recorte de interesse do agro, a Diretoria de Pesquisas (DPE) iniciou nesta segunda-feira (8) uma viagem de supervisão técnica das pesquisas agropecuárias a Goiás. De acordo com a programação oficial, a atividade deve se estender ao longo de toda a semana. A agenda divulgada não detalha quais levantamentos serão acompanhados no estado nem informa municípios incluídos na supervisão.

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A publicação prevista para quinta-feira (11) reúne dois indicadores acompanhados de perto pelo setor rural. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola fornece estimativas sobre culturas agrícolas, área e produção. Já a Pesquisa de Estoques traz informações sobre volumes armazenados, dado relevante para acompanhamento da oferta e da logística. O documento da agenda não antecipa números, recortes regionais ou expectativas para os resultados.

Além das pesquisas ligadas ao campo, o IBGE programou para quarta-feira (10), às 9h, a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Regional e, às 10h, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2024. Na sexta-feira (12), às 9h, estão previstas as publicações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil.

A agenda indica os compromissos oficiais do IBGE para a semana, mas não apresenta resultados antecipados das pesquisas. Para produtores, cooperativas e agentes de mercado, o conteúdo mais relevante será a divulgação dos dados agrícolas e de estoques nesta quinta-feira (11), quando haverá base estatística para avaliação técnica da produção e da disponibilidade de produtos.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Cerrado em foco: desafios de solo e estratégias para altas produtividades

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produzir soja no Cerrado exige atenção crescente ao manejo desde os primeiros momentos da safra. Em um sistema intensivo, que em muitas regiões permite até três cultivos ao longo do ano, doenças de solo, pragas e nematóides representam desafios constantes para a manutenção da produtividade.

Nesse ambiente, o estabelecimento inicial da cultura se tornou uma das etapas mais importantes da produção. Problemas nas fases iniciais podem comprometer o desenvolvimento das plantas e limitar o potencial produtivo antes mesmo do fechamento da lavoura.

Por isso, estratégias adotadas ainda no planejamento da safra ganharam espaço entre os produtores. O tratamento de sementes passou a ser visto não apenas como uma ferramenta de proteção, mas também como um aliado para o desenvolvimento fisiológico das plantas.

De acordo com Felipe Gutheil, gerente de marketing de tratamento de sementes da Basf, a evolução genética das variedades elevou também a necessidade de tecnologias capazes de ajudá-las a expressar todo o potencial produtivo.

Arranque inicial exige proteção

As cultivares atuais carregam características que permitem maiores produtividades, mas exigem um ambiente mais protegido para responder ao investimento realizado pelo produtor.

“O tratamento de sementes ao longo dos anos vem ganhando maior relevância, porque hoje as variedades são mais produtivas, elas têm toda uma tecnologia embutida na semente, consequentemente, aumenta a exigência tecnológica para fazer essa variedade responder”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

Segundo Gutheil, o conceito de tratamento de sementes evoluiu nos últimos anos. Em vez da aplicação isolada de um produto, as recomendações passaram a combinar diferentes tecnologias em uma única receita, buscando proteção e estímulo ao desenvolvimento das plantas.

“Hoje, quando se oferta uma solução em tratamento de sementes, não se oferta um único produto, se oferta uma composição de produtos que formam a receita para proteger como um todo aquela semente. E, também, tratamentos que confiram um efeito fisiológico superior às plantas”.

O especialista frisa que as inovações no segmento têm permitido a construção de receitas mais completas, capazes de atender desafios específicos encontrados nas áreas de produção, especialmente no manejo de doenças e nematóides.

soja tratamento de sementes foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Receitas para reforço no manejo de doenças

Entre as alternativas voltadas para áreas com necessidade de reforço no controle de doenças, Gutheil destaca a receita formada por Standak® Prime Sistiva®. Conforme ele, a solução reúne o Standak® Top, o Votivo® Prime e o Sistiva®, formando uma combinação destinada à proteção das plantas logo no início do ciclo.

“O tratamento de semente vem inovando em receitas que trazem alta performance, seja para o manejo de doenças, seja para o manejo de nematoides”, pontua.

Ao explicar a composição da tecnologia, o gerente ressalta a integração entre diferentes ferramentas de proteção.

“Por exemplo, onde se há necessidade de se fazer um reforço para doenças no tratamento de sementes, a Basf trouxe a receita do Standak® Prime Sistiva®, ou seja, Standak® Prime é a combinação de dois produtos, o Standak® Top com o Votivo® Prime, um nematicida, associado também ao Sistiva®, que você tem toda uma combinação muito potente para proteger contra pragas, o reforço para proteger contra doenças, podridões, associado a um biológico nessa receita”.

Ainda de acordo com o especialista da Basf, a associação entre produtos químicos e biológicos contribui para melhorar o desenvolvimento radicular das plantas, favorecendo a absorção de água e nutrientes.

“Você cria uma sinergia entre químicos e biológicos, trazendo aquele resultado de maior enraizamento, raízes mais sadias, raízes com maior eficácia na absorção de água, nutrientes, consequentemente plantas mais protegidas e mais resilientes, consequentemente plantas mais produtivas”, diz à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Estratégias para áreas com alta pressão de nematóides

O manejo de nematoides também exige atenção especial no Cerrado, principalmente em áreas onde a pressão da praga já está consolidada e afeta o desempenho das lavouras.

Nessas situações, Gutheil explica que a Basf desenvolveu uma segunda receita voltada especificamente para ampliar o controle desses organismos. A recomendação reúne o Standak® Prime, formado pela associação entre Standak® Top e Votivo® Prime, com o acréscimo de Ilevo®.

“E aí, se há necessidade de reforçar para o manejo controle de nematoides em área onde há alta pressão de nematóides, a Basf lançou uma segunda receita que é o Standak® Prime, como já mencionado, associação do Standak® Top com o Votivo® Prime, com o acréscimo de Ilevo®, uma carboxamida, um nematicida químico para uso em áreas de alta pressão de nematoide”.

Segundo o gerente, a evolução do tratamento de sementes passa justamente pela capacidade de desenvolver recomendações específicas para diferentes realidades encontradas no campo.

Manejo mais direcionado

A personalização das recomendações é apontada como uma das principais evoluções do tratamento de sementes. Em vez de uma única estratégia para toda a propriedade, as soluções podem ser ajustadas conforme os desafios presentes em cada área de produção.

“Então aqui tem duas receitas customizadas, aplicadas no Cerrado, seja para o reforço de doença, seja para o reforço de nematoide. Então, a importância também de se criar receitas customizadas que atendam a demanda do agricultor”.

Conforme Gutheil, essa adaptação pode ocorrer tanto em nível de fazenda quanto em talhões específicos, permitindo respostas mais alinhadas às necessidades de cada ambiente produtivo. “Isso pode ser para uma fazenda, isso pode ser para um talhão dentro de uma fazenda”.

Para o especialista, a evolução das tecnologias disponíveis tem contribuído para tornar o manejo mais eficiente e previsível ao longo da safra.

“Então o tratamento de sementes ele evolui muito trazendo soluções, ofertas que atendam a necessidade do agricultor, que atendam a demanda daquela variedade escolhida e que mitiguem problemas que possam acontecer. E isso deixa as coisas um pouco menos complexas durante o manejo da cultura como um todo”.


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Colheita da safrinha de milho atinge 4,4% no Centro-Sul, diz AgRural

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A colheita da segunda safra de milho 2026 alcançou 4,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (4), informou a AgRural. Uma semana antes, o índice estava em 2,4%, e no mesmo período do ano passado marcava 1,9%. O avanço dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, enquanto o Paraná segue com ritmo mais lento devido à alta umidade.

Segundo o levantamento, Mato Grosso continua à frente no andamento da colheita e sustenta o avanço regional nesta fase inicial da safrinha. No Paraná, os trabalhos ainda não ganharam tração porque a umidade elevada limita a entrada das máquinas nas áreas produtoras. A consultoria também informou que Mato Grosso do Sul começou a colher em áreas isoladas nesta semana.

Além do ritmo de campo, a AgRural revisou no fim de maio sua estimativa para a produção de milho da safra 2025/26. A projeção para a safrinha 2026 foi reduzida em Goiás, Minas Gerais e São Paulo por causa da estiagem. Ainda assim, o recuo foi parcialmente compensado por produtividades mais altas esperadas em outros Estados do Centro-Sul, com destaque para Mato Grosso.

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Com esse ajuste, a estimativa da safrinha brasileira caiu 900 mil toneladas em relação ao levantamento anterior, para 108,2 milhões de toneladas. Somados os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a primeira e a terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 está projetada em 139,9 milhões de toneladas.

No levantamento anterior, o volume total estimado era de 138,9 milhões de toneladas. Na comparação com o ciclo 2024/25, quando a produção foi de 113,2 milhões de toneladas, o número atual indica uma safra maior. O andamento da colheita e a confirmação das produtividades nos principais Estados devem seguir no centro das atenções do mercado nas próximas semanas.

Os dados mostram que a colheita ainda está em fase inicial no Centro-Sul, e a consolidação do potencial produtivo dependerá do avanço dos trabalhos e dos resultados efetivos nas lavouras. Até o momento, a base disponível indica ajuste pontual na safrinha, sem alteração ampla na expectativa de oferta total de milho no país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa apresenta novo foco em agricultura familiar agroecológica em Sergipe

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realiza na quinta-feira (11), às 8h30, em Aracaju (SE), a solenidade de 51 anos de atuação da instituição em Sergipe. Além da comemoração, a unidade apresentará oficialmente seu novo direcionamento estratégico, centrado no desenvolvimento de sistemas diversificados, integrados e agroecológicos voltados à agricultura familiar. A programação também prevê assinatura de acordos de cooperação técnica, mostra de projetos e inauguração de uma nova estrutura de pesquisa.

Segundo a Embrapa, a reorientação da unidade sediada em Aracaju prioriza segurança alimentar e nutricional, resiliência climática, conservação de recursos naturais, uso eficiente da água e inclusão socioprodutiva de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais do Nordeste.

Entre os temas previstos na programação estão soluções tecnológicas ligadas ao uso de inteligência artificial em políticas públicas, monitoramento territorial por imagens de satélite, recursos genéticos, agroecologia, conservação da biodiversidade e fortalecimento de sistemas agroalimentares sustentáveis. A unidade também informou que haverá apresentação de iniciativas voltadas ao desenvolvimento de cadeias produtivas da agricultura familiar.

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Outro ponto da agenda é a formalização de acordos com instituições parceiras. Estão previstos dois instrumentos com a Universidade Federal de Sergipe (UFS): um para pesquisas em bem-estar animal e outro para o desenvolvimento de um sistema computacional baseado em inteligência artificial voltado à simulação de impactos de políticas públicas de incentivo à diversidade da produção agrícola. Também deve ser firmado acordo com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para execução do projeto Raízes Agroecológicas.

A programação inclui ainda uma edição especial da Feira Agroecológica na Embrapa, com produtos da agricultura familiar e de comunidades atendidas por projetos da instituição. Também será inaugurado o Laboratório de Agroecologia, estrutura que, segundo a empresa, dará suporte a pesquisas, capacitações e ações de transição agroecológica em territórios rurais.

O evento ocorre na área externa da administração da Embrapa, na Avenida Governador Paulo Barreto de Menezes, 3250, bairro Jardins, em Aracaju. Com a apresentação do novo foco institucional, a unidade passa a explicitar uma agenda de pesquisa voltada a produção sustentável, inovação aplicada e apoio técnico à agricultura familiar no Nordeste. Não foram informados, no material divulgado, valores dos acordos ou metas quantitativas para os projetos anunciados.

Fonte: embrapa.br

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