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Dia do Meio Ambiente: setor planta 2,2 milhões de árvores por dia

Neste 5 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais destaca uma marca expressiva: o plantio de 2,2 milhões de mudas por dia em todo o país.
O número foi divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e reflete a dimensão de uma atividade baseada no cultivo, colheita e replantio de florestas destinadas à produção de itens presentes no dia a dia da população.
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Das embalagens às fibras têxteis
As árvores cultivadas abastecem cadeias produtivas que fabricam papéis para higiene e uso pessoal, embalagens, livros, cadernos, painéis de madeira, pisos laminados, biomateriais e fibras utilizadas pela indústria têxtil, como a viscose.
Por serem provenientes de fontes renováveis, recicláveis e biodegradáveis, esses produtos vêm ganhando espaço como alternativa a materiais de origem fóssil.
Papel no combate às mudanças climáticas
Além da produção industrial, as florestas cultivadas também desempenham papel ambiental relevante. Durante o crescimento, as árvores retiram dióxido de carbono da atmosfera e armazenam esse carbono na biomassa, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.
Segundo a Ibá, o modelo de manejo adotado pelo setor inclui práticas como o plantio em mosaico, que intercala áreas produtivas com vegetação nativa. A estratégia favorece a formação de corredores ecológicos e contribui para a conservação do solo, da água e da biodiversidade. As empresas do segmento também mantêm certificações internacionais voltadas à comprovação de boas práticas ambientais e sociais.
Área conservada supera o estado do Rio
Atualmente, a indústria de árvores cultivadas possui 10,5 milhões de hectares destinados à produção e conserva mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa em suas propriedades — uma área superior à do estado do Rio de Janeiro.
A expansão das plantações ocorre principalmente sobre áreas já antropizadas, especialmente pastagens de baixa produtividade. De acordo com o Atlas da Pastagem, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Brasil possui mais de 100 milhões de hectares de terras com algum grau de degradação, que podem ser destinados à produção de alimentos, fibras, energia e projetos de restauração florestal.
Setor aposta em áreas degradadas
“Faça chuva ou faça sol, plantamos diariamente 2,2 milhões de árvores. Isso é resultado de investimentos em ciência aplicada, desenvolvimento tecnológico e trabalho em viveiro para sustentar uma operação desse porte”, afirma o presidente da Ibá, Paulo Hartung.
Segundo ele, o resultado reforça a importância do setor na bioeconomia brasileira. “No Dia Mundial do Meio Ambiente, o marco reforça o papel estratégico do setor brasileiro na construção de uma economia mais sustentável, baseada em recursos renováveis, inovação tecnológica e compromisso com as futuras gerações”, diz.
*Com informações da assessoria de imprensa
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Radar Rural: agro salva o PIB, leite bate recorde e El Niño acende alerta

O agronegócio voltou a ser um dos principais motores da economia brasileira no primeiro trimestre de 2026. Dados divulgados pelo IBGE mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no período, enquanto o setor agropecuário avançou 2%, impulsionado principalmente pela colheita da safra de soja.
O tema foi um dos destaques do novo episódio do Radar Rural, que também abordou as previsões para um possível El Niño de forte intensidade, os recordes da pecuária leiteira e o potencial de expansão da irrigação no Brasil.
Assista ao episódio completo:
Apesar da contribuição expressiva para a economia, especialistas alertam que a alta produtividade não tem se traduzido necessariamente em maior rentabilidade para o produtor rural. Juros elevados, custos de produção pressionados e fatores geopolíticos que impactam insumos como fertilizantes e diesel continuam desafiando o setor.
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El Niño exige atenção, mas sem alarmismo
Outro assunto que ganhou espaço no programa foi a possibilidade de um evento de El Niño mais intenso nos próximos meses.
Embora o termo “super El Niño” tenha ganhado força nas redes sociais e em parte da imprensa, especialistas ressaltam que a classificação oficial utilizada por órgãos meteorológicos, como a agência norte-americana NOAA, considera eventos fortes ou muito fortes.
As projeções indicam aumento das chuvas na região Sul, o que pode trazer novos desafios para a próxima safra de verão, especialmente no Rio Grande do Sul, estado que acumula perdas em ciclos recentes.
A recomendação é que produtores acompanhem previsões baseadas em dados técnicos e atualizações frequentes dos modelos climáticos, evitando decisões fundamentadas em especulações ou projeções de longo prazo.
Além do volume de precipitação, especialistas destacam que a distribuição das chuvas é um fator decisivo para o desempenho das lavouras. Eventos concentrados, conhecidos no campo como “chuvas de balde”, podem causar encharcamento e prejuízos ao desenvolvimento das culturas.
Produção de leite alcança novos recordes
O programa também destacou o avanço da pecuária leiteira brasileira. Segundo dados do IBGE, a produção nacional atingiu cerca de 27 bilhões de litros em 2025, crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior.
Um levantamento apresentado durante encontro que reuniu os maiores produtores do país mostrou que as duas propriedades líderes do ranking já superam a marca de 100 mil litros de leite por dia.
Ao mesmo tempo, o setor enfrenta desafios relacionados aos custos de produção e às importações de leite em pó, principalmente da Argentina e do Uruguai. Entidades ligadas à cadeia produtiva defendem medidas de proteção comercial para reduzir os impactos sobre os produtores brasileiros.
Especialistas avaliam que a tecnologia e a gestão serão cada vez mais determinantes para a permanência dos produtores na atividade. Casos de propriedades que multiplicaram a produção após investimentos em manejo, genética e eficiência operacional foram apresentados como exemplos do potencial de crescimento do setor.
Irrigação pode transformar o agro brasileiro
A expansão da irrigação apareceu como uma das principais apostas para aumentar a estabilidade produtiva das lavouras nos próximos anos.
Segundo especialistas ouvidos pelo Canal Rural, o Brasil tem potencial para se tornar o maior mercado de irrigação do mundo em um horizonte de 10 a 15 anos.
Atualmente, o país possui pouco mais de 35 mil pivôs centrais instalados. Para efeito de comparação, apenas o estado de Nebraska, nos Estados Unidos, concentra cerca de 75 mil equipamentos.
Dados atualizados do setor indicam que o Brasil já ultrapassou 11 milhões de hectares irrigados, superando antes do previsto uma marca que, segundo projeções anteriores, só seria alcançada em 2030.
As estimativas apontam que a área irrigada pode chegar a 55 milhões de hectares no futuro. Entre os desafios para alcançar esse potencial estão o alto custo de implantação dos sistemas, questões regulatórias relacionadas ao uso da água, limitações na infraestrutura energética e a necessidade de ampliar a cultura de prevenção climática no campo.
Para especialistas, a irrigação tende a ganhar importância à medida que eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes, oferecendo maior segurança produtiva ao agricultor brasileiro.
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Boi gordo registra negócios acima da referência após feriado

O mercado físico do boi gordo retomou os negócios após o feriado com negociações ocorrendo acima da referência média em diversas regiões do país. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para compor suas escalas de abate, movimento observado de forma generalizada, que tem contribuído para a sustentação dos preços da arroba.
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Mercado externo
No mercado externo, as exportações brasileiras seguem em ritmo acelerado. As semanas que antecedem o preenchimento da cota chinesa têm sido marcadas por forte volume de embarques. A expectativa é de que as indústrias ajustem suas estratégias comerciais quando a China emitir o alerta de que 80% da cota brasileira foi utilizada.
Além da demanda chinesa, os Estados Unidos continuam apresentando forte interesse pela carne bovina. O mercado acompanha com atenção as preocupações sanitárias relacionadas ao primeiro caso de parasita da mosca-da-berne registrado no país em décadas. Diante desse cenário, o mercado futuro norte-americano acumula dois pregões consecutivos de alta, refletindo os possíveis impactos da questão sanitária sobre a oferta de carne.
Atacado
No atacado, os preços voltaram a subir ao longo da primeira semana de junho. O movimento é atribuído à boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês. Também contribui para o cenário positivo a expectativa de aumento do consumo em função dos jogos da seleção brasileira, especialmente nas vésperas das partidas.
Apesar da melhora da demanda, a carne bovina segue perdendo competitividade frente a proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango. O quarto traseiro permanece cotado a R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro avançou para R$ 21,70 por quilo, alta de R$ 0,20, enquanto a ponta de agulha foi precificada em R$ 19,70 por quilo, também com valorização de R$ 0,20.
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Café: exportações caem em maio na comparação com o mesmo mês de 2025

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