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24 de outubro de 2026

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Dia do Meio Ambiente: setor planta 2,2 milhões de árvores por dia

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Foto: Embrapa

Neste 5 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, o setor brasileiro de árvores cultivadas para fins industriais destaca uma marca expressiva: o plantio de 2,2 milhões de mudas por dia em todo o país.

O número foi divulgado pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) e reflete a dimensão de uma atividade baseada no cultivo, colheita e replantio de florestas destinadas à produção de itens presentes no dia a dia da população.

Das embalagens às fibras têxteis

As árvores cultivadas abastecem cadeias produtivas que fabricam papéis para higiene e uso pessoal, embalagens, livros, cadernos, painéis de madeira, pisos laminados, biomateriais e fibras utilizadas pela indústria têxtil, como a viscose.

Por serem provenientes de fontes renováveis, recicláveis e biodegradáveis, esses produtos vêm ganhando espaço como alternativa a materiais de origem fóssil.

Papel no combate às mudanças climáticas

Além da produção industrial, as florestas cultivadas também desempenham papel ambiental relevante. Durante o crescimento, as árvores retiram dióxido de carbono da atmosfera e armazenam esse carbono na biomassa, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

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Segundo a Ibá, o modelo de manejo adotado pelo setor inclui práticas como o plantio em mosaico, que intercala áreas produtivas com vegetação nativa. A estratégia favorece a formação de corredores ecológicos e contribui para a conservação do solo, da água e da biodiversidade. As empresas do segmento também mantêm certificações internacionais voltadas à comprovação de boas práticas ambientais e sociais.

Área conservada supera o estado do Rio

Atualmente, a indústria de árvores cultivadas possui 10,5 milhões de hectares destinados à produção e conserva mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa em suas propriedades — uma área superior à do estado do Rio de Janeiro.

A expansão das plantações ocorre principalmente sobre áreas já antropizadas, especialmente pastagens de baixa produtividade. De acordo com o Atlas da Pastagem, da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Brasil possui mais de 100 milhões de hectares de terras com algum grau de degradação, que podem ser destinados à produção de alimentos, fibras, energia e projetos de restauração florestal.

Setor aposta em áreas degradadas

“Faça chuva ou faça sol, plantamos diariamente 2,2 milhões de árvores. Isso é resultado de investimentos em ciência aplicada, desenvolvimento tecnológico e trabalho em viveiro para sustentar uma operação desse porte”, afirma o presidente da Ibá, Paulo Hartung.

Segundo ele, o resultado reforça a importância do setor na bioeconomia brasileira. “No Dia Mundial do Meio Ambiente, o marco reforça o papel estratégico do setor brasileiro na construção de uma economia mais sustentável, baseada em recursos renováveis, inovação tecnológica e compromisso com as futuras gerações”, diz.

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*Com informações da assessoria de imprensa

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USP descobre como reduzir em 60% os sintomas de fungo no trigo

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Um estudo conduzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de São Paulo (USP) reforça uma nova abordagem para o controle biológico de doenças do trigo. Em experimentos realizados em condições controladas, bactérias benéficas reduziram em aproximadamente 60% a severidade de doenças causadas pelo fungo Bipolaris sorokiniana.

A solução foi baseada no manejo da comunidade de microrganismos associada às raízes. Se a descoberta for viabilizada comercialmente, tem potencial para diminuir a dependência de fungicidas químicos no cultivo de trigo.

A Embrapa destaca que o diferencial da pesquisa está em como esse controle ocorre. Em vez de eliminar diretamente o fungo causador da doença, os microrganismos reorganizam a comunidade microbiana que vive ao redor das raízes, restaurando funções ecológicas do solo que favorecem a resistência natural das plantas.

Coordenado pelo pesquisador Rodrigo Mendes, da Embrapa Meio Ambiente, o estudo investigou como três bactérias interferem na interação entre o trigo e o Bipolaris sorokiniana, causador de doenças como mancha-marrom, podridão radicular, podridão da coroa, queima de plântulas e black point (ponto preto). O patógeno é um dos de maior importância econômica para a cultura, especialmente em regiões de clima quente ou sujeitas à deficiência hídrica.

Controle biológico vai além do combate direto ao fungo

Caroline Nishisaka, pesquisadora do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), explica mais: “os inoculantes bacterianos remodelam as comunidades microbianas do solo, restauram funções ecológicas importantes e reforçam os mecanismos naturais de resistência das plantas”.

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Todas as tês bactérias estudadas apresentaram características importantes para uso agrícola, como capacidade de estimular o crescimento das plantas, aumentar a disponibilidade de fósforo e atuar contra o Bipolaris sorokiniana.

Para testar o efeito das bactérias, os pesquisadores compararam plantas expostas apenas ao fungo com outras que, além do fungo, receberam as bactérias benéficas. Nesse segundo grupo, a severidade da doença foi menor.

Um dos resultados mais relevantes foi a redução da doença mesmo quando a população do fungo permaneceu estável e, em alguns tratamentos, até aumentou.

Segundo Hélio Quevedo, doutor em Microbiologia Agrícola pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), isso demonstra que o sucesso do controle biológico não depende necessariamente da eliminação do patógeno.

“O estudo mostra que um patógeno pode permanecer presente no solo sem causar grandes danos quando o microbioma mantém funções ecológicas capazes de limitar sua ação”, afirma.

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Pesquisa amplia visão sobre o controle biológico

Além de eliminar o agente causador da doença, a nova abordagem busca fortalecer o equilíbrio da comunidade microbiana que protege naturalmente as plantas.

Entre as bactérias avaliadas, Pseudomonas inefficax apresentou os resultados mais expressivos. Não só reduziu a severidade da doença, como se destacou pela capacidade de aumentar a disponibilidade de fósforo para as plantas e de promover maior desenvolvimento do sistema radicular.

As análises mostraram que essa bactéria reorganizou profundamente a comunidade microbiana da raiz. Embora representasse menos de 2,5% dos microrganismos detectados ao final dos experimentos, sua introdução foi suficiente para desencadear uma ampla reestruturação do microbioma do solo, o que beneficiou grupos associados à proteção vegetal.

Os pesquisadores observaram ainda que as bactérias exerceram mais influência sobre a organização do microbioma do que a própria presença do fungo patogênico, atuando como verdadeiros reguladores ecológicos da comunidade microbiana.

A infecção pelo fungo reduz a presença de genes associados ao crescimento vegetal e afeta processos importantes para a defesa natural das plantas. Por outro lado, os tratamentos com as bactérias Streptomyces virginiae e Pseudomonas inefficax restauraram essas funções, com aumento de genes associados à resistência a condições de estresse e à produção de substâncias envolvidas na proteção das plantas.

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Para Mendes, coordenador do estudo, essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento de inoculantes biológicos mais eficientes e sustentáveis, reduzindo a dependência de fungicidas químicos e fortalecendo sistemas agrícolas mais resilientes.

O artigo Bacterial inoculation drives microbiome-mediated resistance to a soil-borne pathogen in wheat é assinado por Caroline Nishisaka (Cena-USP), Hélio Quevedo (bolsista da Embrapa Meio Ambiente), Thierry Pellegrinetti (Cena-USP), Fernanda Godoy (USP), Maike Rossmann (Cena-USP), Lucas Mendes (Cena-USP) e Rodrigo Mendes (Embrapa Meio Ambiente) e foi publicado na revista npj Biofilms and Microbiomes, do grupo Nature.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Saiba quais documentos serão aceitos para votar neste domingo

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Os eleitores que vão às urnas neste domingo (25) devem apresentar um documento oficial com foto para comprovar a identidade. A identificação pode ser feita com documentos físicos ou digitais, mesmo que estejam vencidos, desde que permitam reconhecer o eleitor.

Entre os documentos aceitos estão o e-Título, a carteira de identidade, a identidade social, o passaporte, a carteira profissional reconhecida por lei, o certificado de reservista, a carteira de trabalho física e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

As certidões de nascimento e de casamento não são aceitas como documentos de identificação para votar.

Votar sem título de eleitor: pode ou não pode?

É possível votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto válido para identificação.

Quem optar por utilizar apenas o e-Título, disponível para celulares Android e iOS, precisa verificar se o aplicativo contém a fotografia do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar outro documento oficial com foto.

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Boletim agrometeorológico prevê chuva no fim de semana no Rio Grande do Sul

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O tempo deve voltar a ficar instável em grande parte do Rio Grande do Sul no fim de semana, segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 43/2026. A previsão foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), nesta sexta-feira (23).

De acordo com o boletim, no sábado (24) e no domingo (25), a aproximação e a posterior passagem de um sistema de baixa pressão devem provocar novas áreas de instabilidade no estado. A previsão indica aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva na maioria das regiões, com possibilidade de rajadas de vento pontuais.

Na segunda-feira (26), o sistema de baixa pressão começará a se afastar, com menor influência sobre o território gaúcho. Nesse cenário, a previsão é de chuva apenas na porção nordeste. Nas demais regiões, o tempo deve permanecer estável, sem chuva significativa.

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Entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), a tendência é de estabilidade em praticamente todo o estado. Para esse período, o boletim indica ausência de chuva significativa na maior parte das regiões e leve declínio das temperaturas.

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O Boletim Integrado Agrometeorológico é atualizado semanalmente e reúne informações sobre a situação de diversas culturas e criações de animais no Rio Grande do Sul.

A previsão para os próximos dias no Rio Grande do Sul indica chuva em grande parte do estado no fim de semana, concentração das precipitações no nordeste na segunda-feira (26) e tempo estável entre terça-feira (27) e quarta-feira (28), com leve queda nas temperaturas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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