Sustentabilidade
Ceema/Unijuí: Primeira semana de junho é marcada por forte recuo nas cotações da soja em Chicago – MAIS SOJA

As cotações da soja, em Chicago, despencaram nesta primeira semana de junho. O bushel da oleaginosa, para o primeiro mês cotado, fechou a quinta-feira (04) em US$ 11,28, a mais baixa cotação desde o dia 11/02/2026. Uma semana antes o bushel esteve cotado em US$ 11,94, ou seja, em cinco dias úteis o valor da soja, naquela bolsa, recuou 5,5%. A notar igualmente o forte recuo do farelo, que veio a US$ 313,50/tonelada curta no dia 04/06, contra US$ 334,10 uma semana antes (-6,2%).
O próprio óleo de soja, mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, após bater em um recorde para o presente ano, ao atingir 79,09 centavos de dólar por librapeso, no dia 1º de junho, recuou para 76,41 três dias depois (-3,4%). Lembrando que a média de maio ficou em US$ 11,94/bushel, para o grão, com aumento de 2,3% sobre a média de abril. Para comparação, em maio/25 a média havia sido de US$ 10,51/bushel.
Dito isso, até o dia 31/05 os produtores estadunidenses de soja haviam semeado 87% da área prevista, contra 80% na média histórica. Do total semeado, 65% haviam germinado, contra 57% na média histórica para a data. Por outro lado, 66% das lavouras estavam entre boas a excelentes. É exatamente este bom avanço do plantio, somado à qualidade das atuais lavouras e a continuidade do clima favorável nos EUA que levou as cotações ao forte recuo na semana.
Isso confirma que o mercado estava altamente especulativo, tentando usar os efeitos da guerra no Oriente Médio para sustentar cotações elevadas, contrariando os fundamentos do mercado. Ora, isso sempre tem um limite e parece que o mesmo chegou. Porém, não se pode ignorar que a guerra continua mantendo o petróleo em níveis de preço elevados, o que sustenta os preços do óleo de soja, os quais seguram os preços do grão, embora nesta semana tenha havido um forte ajuste para baixo nos mesmos.
Por sua vez, na semana encerrada em 28/05 os EUA exportaram 277.000 toneladas de soja, tendo a China como principal compradora. Aliás, rumores de que a China possa não cumprir com a importação dos volumes acertados na última reunião com os EUA, devido a um novo tarifaço de Trump, ajudou a derrubar a cotação da soja na semana.
Vale ainda destacar que no dia 30/06 teremos o relatório que indicará a área efetiva semeada com soja nos EUA. O mesmo deverá confirmar um aumento percentual já apontado na intenção de plantio no final de março.
E no Brasil, diante da forte queda em Chicago e um câmbio que pouco oscilou, ficando ao redor de R$ 5,06 durante a semana, os preços da soja voltaram a recuar. As principais praças gaúchas registraram R$ 113,00/saco, enquanto no restante do país o produto oscilou entre R$ 101,00 e R$ 115,00/saco.
Os negócios continuam muito travados, com prêmios pressionados para baixo, o que ajuda a manter os preços em baixa. Os produtores seguram ao máximo o produto, esperando por preços melhores futuramente, o que está longe de ser uma certeza diante do atual quadro de mercado. Mas, não se pode esquecer que o mercado do clima ainda irá pesar por um bom tempo sobre Chicago, pois a colheita nos EUA somente começa de forma intensa em outubro.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:
- Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
- Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
- Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
- Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
- HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
- Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
- Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
- STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
- BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.
A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.
De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.
Referências bibliográficas.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202

Sustentabilidade
Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.
Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.
O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.
O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.
Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.
O boletim completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.
Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.
A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.
Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.
Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.
O estudo completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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