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6 de junho de 2026

Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Clima favorável nos EUA derruba preços do milho em Chicago; safrinha avança no Brasil – MAIS SOJA

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O milho igualmente assistiu a um importante recuo em suas cotações na Bolsa de Chicago nesta semana. O primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (04) em US$ 4,23/bushel, contra US$ 4,55 uma semana antes e contra a média de maio que fechou em US$ 4,61/bushel. Esta média ficou 2% mais elevada do que a média de abril, lembrando que a média de maio do ano passado registrou US$ 4,49/bushel. O fechamento deste dia 04 de junho registrou a mais baixa cotação desde o dia 21/01/2026.

Dito isso, o plantio do milho nos EUA, até o dia 31/05, atingia a 93% da área esperada, contra a média de 92%. Do total semeado, 76% das lavouras haviam germinado na data indicada, contra a média de 74%. Ao mesmo tempo, 67% das lavouras apresentavam-se em condições entre boas a excelentes.

Por outro lado, na semana encerrada em 28/05, os EUA exportaram 883.000 toneladas de milho, sendo que a maior parte foi para o Japão. Também aqui o clima positivo nos EUA puxou as cotações para baixo. O mercado vive a expectativa do próximo relatório de oferta e demanda, previsto para esta segunda semana de junho, assim como o relatório final sobre a área definitivamente semeada naquele país, previsto para o dia 30/06.

E no Brasil, os preços continuam com viés de alta, porém, em ritmo lento. As principais praças gaúchas registraram R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 42,00 e R$ 61,00/saco. Na medida em que a safrinha começar a ser colhida, mesmo que as estimativas sejam de um volume menor, a tendência é de os preços recuarem no país.

Dito isso, a colheita desta safrinha, até o dia 28/05, havia atingido a 2,4% no Centro-Sul brasileiro, sendo o Mato Grosso o principal local de colheita, tendo atingido a 1,9% de sua área colhida no final de maio (cf. AgRural e Imea). Espera-se uma colheita de 52,6 milhões de toneladas no Mato Grosso e um total nacional, na safrinha, de 106 milhões de toneladas (cf. StoneX). Em Goiás, todavia, o volume a ser colhido deverá cair 19,3% sobre a safra passada, ficando em 10,8 milhões de toneladas.

Já o milho da primeira safra, em todo o país, deverá fechar em 28,3 milhões de toneladas, com aumento anual de 11% (cf. StoneX).

Enfim, as exportações brasileiras de milho em maio atingiram 250.449 toneladas, superando em 543% as vendas de maio do ano anterior. O valor médio da tonelada embarcada recuou 42,9%, passando de US$ 467,10 em maio de 2025 para US$ 266,60 em maio de 2026 (cf. Secex).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Emater/RS: Com 97% da área colhida, milho no RS apresenta grãos úmidos e preço em alta – MAIS SOJA

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A colheita de milho avançou lentamente e alcançou 97% da área cultivada. As lavouras remanescentes correspondem principalmente a pequenas propriedades em cultivos implantados em sucessão a milho ou feijão, nos períodos mais tardios do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

As áreas estão predominantemente em maturação, favorecidas pelas condições de tempo estável, observadas no período. As temperaturas mais baixas e a redução da radiação solar têm prolongado o ciclo final da cultura, retardando a perda de umidade dos grãos e a conclusão da colheita em algumas regiões.

De modo geral, as lavouras tardias apresentam desempenho produtivo satisfatório, embora a elevada umidade dos grãos colhidos exija secagem para a manutenção da qualidade durante o armazenamento. Em áreas ainda em enchimento de grãos, os impactos das geadas foram limitados e localizados, sem comprometer significativamente o potencial produtivo estadual.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita avançou, na Região da Campanha, em função da liberação de máquinas após o encerramento da safra de soja. Em Aceguá, foram colhidos 20% dos 1.000 hectares cultivados, e a produtividade deverá ficar cerca de 30% abaixo da estimativa inicial de 4.800 kg/ha. Em Hulha Negra, 10% dos 1.600
hectares foram colhidos. Em Candiota, a colheita alcançou 50% dos 900 hectares cultivados.

Em Dom Pedrito, onde predominam lavouras de maior investimento tecnológico e áreas irrigadas, restam em fase de maturação 2% dos 2.500 hectares, com previsão de conclusão da colheita nos próximos dias.

Na de Ijuí, a colheita de milho está tecnicamente encerrada, e restam apenas áreas pontuais para a finalização dos trabalhos. O rendimento médio obtido nas áreas colhidas é de 9.240 kg/ha.

Na de Santa Rosa, a colheita atinge 98%, e 2% estão em maturação. As lavouras que completaram recentemente a formação de grãos apresentaram boa evolução. Contudo, as temperaturas mais baixas associadas à frequente formação de nevoeiros nas primeiras horas do dia têm favorecido o avanço de doenças foliares nas áreas mais tardias.

Na de Soledade, as lavouras semeadas nos períodos intermediário e tardio do ZARC apresentam desenvolvimento satisfatório. Ainda há 5% das áreas em enchimento de grãos, 5% em maturação fisiológica e 2% em maturação de colheita; 88% foram colhidos. A redução da radiação solar e das temperaturas tem prolongado a fase de maturação. A qualidade dos grãos colhidos está boa, mas há elevada umidade, demandando secagem antes do armazenamento.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,87%, de R$ 58,76 para R$ 59,27, em média, no Estado.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Quais os principais desafios para a soja brasileira? Congresso reúne lideranças e debate o futuro do setor

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Soybean pods on soybean plantation, on farmer open palm hand background, close up.

O futuro da produção de soja no Brasil, os desafios econômicos enfrentados pelos produtores e as perspectivas para as próximas safras estiveram no centro dos debates da 2ª edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja, evento realizado em Brasília.

Entre os principais temas abordados estiveram o endividamento rural, a renegociação de dívidas, o seguro agrícola, os custos de produção, a comercialização da safra e as condições de acesso ao crédito. As discussões ocorreram em um momento de preocupação crescente com a rentabilidade do produtor e o cenário econômico para a próxima temporada.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, destacou a necessidade de união entre as entidades do setor diante do atual contexto econômico e regulatório. “Quando a gente olha todo esse cenário interno do Brasil, vemos um problema muito grande, onde as leis brasileiras hoje trabalham praticamente para inviabilizar a produção”, afirmou.

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A geopolítica também ganhou espaço nos debates. Especialistas avaliaram como as mudanças nas relações comerciais internacionais, as disputas entre grandes potências e as incertezas políticas podem influenciar a tomada de decisão dentro das propriedades rurais e impactar a competitividade da soja brasileira no mercado global.

Outro tema que mobilizou os participantes foi o Plano Safra 2026/27. Representantes do setor defenderam condições mais favoráveis para o financiamento da produção, especialmente diante do atual cenário de juros elevados e do aumento dos custos operacionais.

A eficiência produtiva e o uso de tecnologia foram apontados como fatores essenciais para sustentar a competitividade da agricultura brasileira. ”A nossa eficiência dentro da lavoura tem mostrado a capacidade do produtor brasileiro de proteger sua produção. Com tecnologia, inovação e novas técnicas de manejo, conseguimos defender a produtividade mesmo diante de cenários desafiadores”, afirmou Mauro Osaki, pesquisador da Esalq-USP.

Além das palestras e painéis, o congresso marcou o lançamento de uma cartilha sobre pragas quarentenárias, consideradas uma das principais ameaças fitossanitárias à agricultura nacional. A iniciativa busca orientar produtores sobre medidas preventivas e ferramentas de monitoramento para evitar a entrada e disseminação dessas pragas nas lavouras brasileiras.

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Sustentabilidade

Atualizações climáticas para junho indicam variação de chuvas e temperaturas acima de média para o período – MAIS SOJA

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Como resultado da concentração das chuvas nos extremos do país, maio foi marcado por precipitações expressivas nas regiões Norte e Sul do Brasil. Em contrapartida, a região Central registrou baixos volumes pluviométricos, comprometendo a disponibilidade hídrica do solo e impactando negativamente o desenvolvimento das culturas agrícolas. Entre os estados mais afetados pelo déficit hídrico destacam-se Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

De acordo com o mais recente boletim de monitoramento das condições das lavouras da Conab, grande parte das áreas cultivadas com milho segunda safra, algodão e feijão nesses estados encontra-se em fases críticas de desenvolvimento (Figura 1). Nesse cenário, a ocorrência de chuvas nos próximos dias será fundamental para a reposição da umidade do solo e para a manutenção do potencial produtivo dessas culturas, especialmente nas áreas conduzidas em sistema de sequeiro, mais suscetíveis aos efeitos da deficiência hídrica.

Figura 1. Monitoramento semanal das condições das lavouras. 1 de Junho de 2026.
Fonte: Conab (2026)

Em relação às previsões climáticas para junho, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) projeta um padrão irregular de distribuição das chuvas no Brasil. Na Região Norte, são esperados volumes acima da média em áreas do Pará, Amazonas e Amapá, enquanto partes de Roraima e do noroeste paraense tendem a registrar precipitações abaixo da média para o período. No Nordeste, os maiores acumulados são previstos para o norte do Maranhão e do Piauí, além de áreas do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Já na Região Centro-Oeste, predominam volumes próximos à média histórica, com exceção de uma pequena faixa no sudoeste de Mato Grosso do Sul, onde as chuvas podem ficar abaixo do normal. No Sudeste, a previsão indica precipitações inferiores à média no sul de Minas Gerais e em grande parte de São Paulo. Por sua vez, na Região Sul, os volumes de chuva tendem a ficar acima da média em praticamente todo o Rio Grande do Sul, enquanto no Paraná e no nordeste de Santa Catarina são esperadas precipitações dentro da normalidade ou abaixo dela (INMET, 2026).

Figura 2. Previsão de anomalias da precipitações e de temperatura para Junho de 2026.
Fonte: INMET (2026)

Em especial na Região Centro-Oeste, a confirmação das previsões climáticas para junho poderá intensificar as restrições hídricas já observadas em algumas áreas. A combinação entre baixos volumes de chuva previstos e temperaturas acima da média tende a aumentar a demanda evaporativa da atmosfera, reduzindo a disponibilidade de água no solo e elevando o risco de perdas no crescimento e na produtividade das culturas agrícolas, sobretudo em sistemas de sequeiro. Para o período, são previstas temperaturas entre 1,0°C e 1,5°C acima da média histórica, caracterizando um outono/inverno mais quente em comparação ao registrado no ano anterior.

Em relação ao ENOS (El Niño-Oscilação Sul), embora os modelos climáticos indiquem probabilidade crescente de ocorrência do fenômeno El Niño nos próximos meses, ainda há incertezas quanto à sua intensidade e aos seus impactos regionais (Figura 3). As projeções variam entre os diferentes modelos meteorológicos, o que reforça a necessidade de planejamento e adoção de estratégias de manejo que considerem distintos cenários climáticos. Nesse contexto, práticas que aumentem a resiliência das lavouras frente às adversidades climáticas tornam-se fundamentais para mitigar riscos e preservar o potencial produtivo das culturas.

Figura 3. Previsão do modelo ENOS a partir de maio de 2026.
Fonte: IRI (2026)

Confira no vídeo abaixo as atualizações climáticas apresentadas pelo Prof. Fábio Marin no Boletim do Sistema Tempocampo/Esalq de junho de 2026.


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Referências:

CONAB. MONITORAMENTO SEMANAL DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS. Companhia Nacional de Abastecimento, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-25-05-a-31-05-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras.pdf >, acesso em: 05/06/2026.

INMET. JUNHO: COMO SERÁ O CLIMA NO BRASIL? Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://portal.inmet.gov.br/noticias/junho-como-ser%C3%A1-o-clima-no-brasil-4 >, acesso em: 05/06/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate School International Research Institute For Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 05/06/2026.

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