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Cuiabá, cidade-transtorno – O Livre

Há cidades que facilitam a vida de seus habitantes. Outras parecem existir para dificultá-la. Infelizmente, Cuiabá caminha cada vez mais para a segunda categoria.
Quando assumiu a Prefeitura, há cerca de um ano e meio, o prefeito Abílio Brunini fez promessas que encontraram eco na população. Falou em organizar o trânsito, recuperar a malha viária e enfrentar o contrato da Águas Cuiabá, empresa que, segundo suas próprias palavras à época, prestava serviços insatisfatórios, cobrava tarifas elevadas e não cumpria adequadamente suas obrigações contratuais.
Passado esse tempo, o que se vê é um cenário bastante diferente daquele prometido.
As tarifas da concessionária não diminuíram. Pelo contrário, aumentaram. A tão anunciada revisão ou rescisão contratual sequer avançou de forma concreta. E os problemas que afetam o dia a dia da população continuam presentes.
Mais recentemente, a Prefeitura iniciou um programa de recapeamento (com um asfalto de péssima qualidade, por sinal, pois eu fui conferir de perto) em algumas vias da cidade. Recuperar ruas é necessário. Ninguém discute isso. O problema não está na obra em si, mas na forma como ela é executada.
Em diversos pontos da cidade, os trabalhos ocorrem justamente nos horários de maior movimento. Sem aviso prévio adequado. Sem planejamento visível de rotas alternativas. Sem orientação eficiente aos motoristas. O resultado é previsível: congestionamentos, atrasos, perda de produtividade e irritação generalizada.
O mesmo ocorre com frequência nas intervenções realizadas pela Águas Cuiabá. Ruas são abertas sem que moradores e usuários sejam devidamente informados. Depois da passagem das equipes, muitas vezes permanecem sujeira, transtornos e a sensação de que ninguém se preocupa com quem vive e trabalha na região afetada.
Não se trata de impedir obras. Trata-se de organizá-las.
Em qualquer capital minimamente planejada, intervenções que impactam diretamente a mobilidade urbana costumam ser realizadas durante a madrugada, nos finais de semana ou em horários de menor fluxo. O objetivo é simples: reduzir os prejuízos à população.
Em Cuiabá, essa preocupação deveria ser ainda maior. Afinal, a cidade já convive há anos com os impactos das obras estruturantes relacionadas ao BRT, conduzidas pelo Governo do Estado. As principais artérias urbanas já suportam uma carga adicional de dificuldades. Acrescentar novos obstáculos sem planejamento é aumentar um problema que já existe.
O mais frustrante é perceber que a população cuiabana convive há muito tempo com essa lógica. Desde que Cuiabá foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, criou-se a expectativa de que a cidade ingressaria definitivamente em um novo ciclo de desenvolvimento urbano e qualidade de vida.
Passados mais de dezesseis anos daquele anúncio histórico, seguimos assistindo a uma sucessão de obras mal planejadas, promessas não cumpridas e transtornos impostos ao cidadão.
Parece que o poder público continua acreditando que a rotina da população pode ser interrompida a qualquer momento, sem explicações e sem respeito ao tempo das pessoas.
Por isso, fica uma sugestão ao prefeito: menos improviso e mais planejamento. Menos quantidade e mais qualidade.
Que se comece pelo Centro Histórico de Cuiabá, patrimônio material e afetivo da cidade, hoje marcado pelo abandono, pela deterioração e pela falta de um projeto consistente de revitalização. Ordenar a cidade é mais do que abrir valas, lançar asfalto de má qualidade ou interditar ruas. É pensar no cidadão que precisa trabalhar, circular, empreender e viver.
Cuiabá não precisa ser uma cidade-transtorno. Precisa ser uma cidade organizada, respeitosa e digna de sua história. E sua população merece exatamente isso.
……………………………….
*Rodrigo de Arruda e Sá é contador, empresário e suplente de vereador por Cuiabá.*
Agro Mato Grosso
TCE amplia diálogo sobre Reforma Tributária com setor produtivo do turismo em MT

O presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (Copsfid) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro aposentado Valter Albano, defendeu, nesta terça-feira (21), que o novo sistema tributário brasileiro tornará a arrecadação mais transparente e contribuirá para uma distribuição mais equilibrada do desenvolvimento no estado. A avaliação foi feita durante o painel “Reforma Tributária e o Turismo”, realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).
O encontro reuniu representantes do setor turístico, empresários e integrantes do Governo do Estado para discutir os impactos da maior reforma fiscal da história do país sobre a cadeia produtiva do turismo em Mato Grosso. A iniciativa integra a estratégia do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, de ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e orientar gestores públicos e o setor produtivo sobre os efeitos da Reforma Tributária e seus reflexos no desenvolvimento econômico do estado.
Para Albano, o novo modelo representa um avanço na transparência do sistema tributário e na promoção de um ambiente econômico mais justo. “Passamos a ter um sistema tributário transparente, verdadeiro, em que quem age corretamente paga e quem agia de forma incorreta também terá que pagar. Isso, na minha avaliação, democratiza o ambiente econômico.”
O presidente da Copsfid também ressaltou o papel orientativo do Tribunal de Contas durante o período de transição. “Nossa atuação tem sido voltada, principalmente, às prefeituras e aos seus órgãos de desenvolvimento econômico. Temos procurado mostrar que a Reforma Tributária apresenta mais pontos positivos do que negativos.”
Segundo ele, o novo modelo também pode contribuir para reduzir desigualdades regionais e ampliar oportunidades de crescimento. “Mato Grosso possui uma riqueza amplamente reconhecida, mas que ainda está concentrada nas mãos de poucos. O grande desafio é distribuir esse desenvolvimento e a Reforma Tributária pode ser um importante instrumento para alcançar esse objetivo.”
O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio-MT (Cetur), Jaime Okamura, anfitrião do evento, destacou que as mudanças exigirão maior integração entre os segmentos da cadeia produtiva do turismo. “O turismo depende diretamente de setores como transporte aéreo, hospedagem, alimentação e bebidas. Qualquer alteração nos custos dessas atividades impactará diretamente o setor. Todos os estados disputarão turistas, investimentos e eventos. Por isso, precisamos nos preparar, desenvolver novos produtos turísticos e fortalecer nossos destinos.”
Apresentações
Durante o painel, os consultores da Copsfid Coltri Junior e Ilson Sanches abordaram o tema “Reforma Tributária: impactos e desafios nos municípios com potencial turístico do estado”.
Especialista em Direito Empresarial e Processual, Ilson Sanches explicou que, por determinação do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, o Tribunal ampliou sua atuação orientativa para apoiar o estado e os municípios na adaptação ao novo sistema tributário.
“Na Comissão, desenvolvemos um trabalho de orientação, oferecendo estudos, diagnósticos e subsídios para o aperfeiçoamento das políticas públicas. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento sobre a Reforma Tributária e mostrar as potencialidades dos municípios para se adaptarem ao novo modelo, cuja transição ocorrerá até 2033”, salientou.
Já o consultor organizacional e especialista em gestão, Coltri Junior, destacou que a reforma cria oportunidades para que o turismo contribua para compensar eventuais perdas de arrecadação municipal.
“Com a mudança na forma de tributação, o consumo passa a ser um fator estratégico para os municípios, já que a arrecadação será concentrada no local onde ocorre o consumo e não mais onde o bem é produzido. Nesse cenário, o turismo torna-se um elemento importante para fortalecer a economia local e mitigar possíveis perdas de receita”, pontuou.
Promovido pelo Cetur em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) e o Sindicato de Empresas de Eventos e Afins de Mato Grosso (Sindieventos-MT), o evento também contou com a participação do auditor e Secretário Executivo da Copsfid, Flávio Vieira, do Auditor e Secretário Adjunto do Núcleo de Políticas Públicas do TCE/MT, Joel Bino, do presidente da Fecomércio, Tião da Zaeli, da Deputada Estadual Janaína Riva, do secretário-adjunto de Turismo do Estado, Luis Carlos Nigro, e do Prefeito de Diamantino, Chico Mendes.
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Blairo Maggi elogia Renan Santos e o chama de alternativa à polarização

Empresário destacou o fundador do MBL como alternativa no cenário político nacional.
O ex-ministro da Agricultura e ex-governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, publicou nesta quarta-feira (23) uma foto ao lado de Renan Santos, presidente nacional do Partido Missão e candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
Na legenda da publicação, Maggi afirmou que conheceu Renan e o classificou como “uma boa opção” para disputar o Palácio do Planalto. O empresário também disse que o candidato representa “uma alternativa em meio à polarização” e incentivou seus seguidores a conhecerem suas propostas pelas redes sociais.
A publicação ocorre após a passagem de Renan Santos por Mato Grosso, onde cumpriu agenda política e participou de encontros com lideranças locais. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), ele lançou sua pré-candidatura pelo Partido Missão.
Blairo Maggi não anunciou apoio formal à candidatura, mas a manifestação pública chamou atenção por destacar Renan como uma alternativa no cenário eleitoral nacional, marcado pela disputa entre os principais grupos políticos do país.
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Flávio Bolsonaro e Michelle voltam a se entender após pedido público de desculpas

Ex-primeira-dama aceitou as desculpas do senador e afirmou que ambos voltarão a atuar em conjunto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou nesta quinta-feira (23) que decidiu colocar um ponto final no desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorreu depois que o parlamentar divulgou um vídeo pedindo desculpas pelas divergências entre os dois.
Em sua resposta, Michelle afirmou que reconhece o gesto do senador e disse que ambos irão se reunir para alinhar os próximos passos. Segundo ela, o foco agora é fortalecer o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ex-primeira-dama ressaltou que desavenças não podem se sobrepor ao objetivo comum e defendeu que o momento exige união. Ela também afirmou que pretende trabalhar ao lado de Flávio para ampliar a mobilização de apoiadores.
Nos bastidores, a reaproximação contou com a participação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e da governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que atuaram para aproximar as duas lideranças.
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