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Indústria lidera geração de empregos em Mato Grosso e cria mais de 2,5 mil vagas formais

A indústria foi o principal motor da geração de empregos formais em Mato Grosso no mês de abril de 2026. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), analisados pelo Observatório de Mato Grosso do Sistema Fiemt, o setor industrial, que engloba a indústria de transformação e a construção, criou 2.531 postos de trabalho, superando os demais segmentos da economia estadual.
No período, Mato Grosso registrou saldo positivo de 186 empregos formais, resultado de 55.180 admissões e 54.994 desligamentos. O estoque de empregos no estado também apresentou crescimento de 2,55% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, os números reforçam a relevância da indústria para o desenvolvimento econômico e social do estado. De acordo com ele, mesmo com cenários desafiadores na economia, o setor industrial segue ampliando sua capacidade produtiva.
“Mesmo em um cenário de desafios para outros segmentos, a indústria segue investindo, ampliando sua capacidade produtiva e criando empregos de qualidade para a população. O resultado de abril reforça o papel estratégico do setor para o crescimento sustentável de Mato Grosso”, afirmou.
A construção civil foi a principal responsável pelo desempenho industrial. O segmento gerou 1.871 empregos formais no mês, com destaque para a atividade de obras de infraestrutura, que respondeu por 1.276 novas vagas.
Também contribuíram para o resultado positivo as atividades de construção de edifícios, com 346 postos de trabalho, e os serviços especializados para construção, com 249 vagas.
Na indústria de transformação, o maior destaque foi a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, responsável pela criação de 475 empregos. Outro segmento que apresentou desempenho relevante foi o de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos, com saldo positivo de 167 vagas.
Indústria compensa retração de outros setores
Enquanto a indústria liderou a geração de empregos, os setores da agropecuária e do comércio registraram saldos negativos de 2.934 e 475 vagas, respectivamente. Já o setor de serviços encerrou o mês com saldo positivo de 1.064 postos de trabalho.
Destaques municipais
Entre os municípios mato-grossenses, Cuiabá apresentou o melhor resultado em abril, com saldo positivo de 1.046 empregos formais. Na sequência aparecem Sinop (516), Barra do Bugres (478), Lucas do Rio Verde (352) e Mirassol d’Oeste (331).
Já os municípios com maiores saldos negativos foram Pedra Preta (-511), Rondonópolis (-359), Paranatinga (-207), Sapezal (-184) e Itiquira (-182).
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PF faz operação em MT e mais seis estados contra venda ilegal de cigarros eletrônicos

Operação “Não Fume” cumpre 51 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (3). Cerca de 200 agentes miram grupos que contrabandeiam os produtos
A Operação Não Fume da Polícia Federal (PF) foi deflagrada, nesta quarta-feira (3), para combater a entrada e a comercialização ilegal de cigarros eletrônicos e convencionais no país.
A ação ocorre nos estados do Pará, Paraná, Tocantins, Espírito Santo, de Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás, onde cerca de 200 policiais federais o cumprem 51 mandados de busca e apreensão nos endereços ligados aos investigados.
“As investigações apuram a atuação de grupos envolvidos na internalização, distribuição e comercialização ilegal desses produtos em diferentes regiões do país”, informou a PF.
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Fiscais apreendem carga milionária de soja e aplicam multa de R$ 30 milhões

Fiscais de receitas estaduais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) lotados na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito do Tapajós, oeste do Pará, Baixo Amazonas, apreenderam 43.078,9 toneladas de soja, na terça-feira (2).
A carga havia saído de Itaituba (PA) com destino declarado ao município de Santana (AP). A apreensão foi realizada no Rio Tapajós, na altura de Santarém (PA), durante a fiscalização de um comboio formado por 16 balsas graneleiras. O valor estimado da mercadoria é de R$ 86,1 milhões.
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A operação teve o apoio da Polícia Militar do Pará, e foi antecedida por um trabalho prévio de levantamento da carga e troca de informações com a Coordenação Regional da Sefa de Santarém.
Durante a análise da documentação fiscal foi constatado que o ICMS incidente sobre a prestação do serviço de transporte não havia sido recolhido ao estado do Pará.
A transportadora emitiu o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTE) do estado do Amapá e não recolheu o ICMS para o estado do Pará, caracterizando, naquele momento, como uma operação de exportação para afastar a incidência do imposto.
A fiscalização identificou inconsistências na documentação fiscal relacionada à suposta remessa para exportação, por causa da ausência de documentos indispensáveis à comprovação da efetiva destinação da mercadoria ao exterior.
“Não foram apresentados elementos suficientes para demonstrar a efetiva exportação da mercadoria, o que impossibilita o reconhecimento da não incidência tributária, pois não havia documentação fiscal nenhuma que comprovasse que a mercadoria seria exportada. A única documentação que existia era a de formação de lote. Não foi emitida nenhuma nota fiscal que demonstrasse a exportação da mercadoria”, comentou o coordenador Roberto Mota.
Para cobrar imposto e multa foram lavrados dois Termos de Apreensão e Depósito (TADs), no valor total de R$ 30.044.902,59.
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Bombeiros espalham bases por MT para proteger propriedades e biomas contra o fogo

Além de atuar no combate rápido às chamas, equipes vão treinar brigadas locais. Uso irregular do fogo em áreas rurais vira crime ambiental a partir de julho
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) iniciou, nesta semana, o envio das primeiras equipes especializadas para regiões consideradas mais vulneráveis à ocorrência de incêndios florestais no estado. A ação tem como objetivo reforçar o monitoramento das áreas com maior risco e ampliar a capacidade de resposta a ocorrências durante o período de estiagem, que será mais severo neste ano.
“A antecipação do envio das equipes reforça a preparação do Estado para enfrentar o período de estiagem, considerado um dos principais desafios ambientais de Mato Grosso. A expectativa é que o trabalho preventivo contribua para reduzir o número de ocorrências, minimizar os impactos ambientais e proteger comunidades, propriedades rurais e áreas de preservação”, afirmou o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza.
Ao todo, dez Guarnições Temporárias de Combate a Incêndios Florestais atuarão de forma descentralizada em Mato Grosso. Além da prontidão para o atendimento das ocorrências, as equipes irão realizar o reconhecimento de áreas de risco, levantamento de pontos de apoio logístico, planejamento operacional das ações de combate e capacitação de brigadas locais.
Os militares também promoverão campanhas educativas, palestras e ações de conscientização ambiental em parceria com instituições locais. Outra frente de atuação será o fortalecimento do Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Incêndios Florestais (Sicraif), que reúne informações sobre recursos disponíveis em propriedades rurais para auxiliar nas operações de combate ao fogo.
O cadastro é voluntário e permite agilizar as ações das equipes em situações de emergência, ampliando a integração entre produtores rurais, órgãos públicos e instituições parceiras no enfrentamento aos incêndios florestais. Mais informações sobre o Sicraif, estão disponíveis aqui.
Período proibitivo do uso do fogo
O Governo do Estado estabeleceu o período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026.
A utilização irregular do fogo nesse período pode configurar crime ambiental, sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ilegal, a prática representa graves riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente.
Em casos de flagrante de uso indevido do fogo, inclusive em áreas urbanas, a população pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190 ou o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193.
Com Assessoria
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