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3 de junho de 2026

Business

Dia é de pouca movimentação para a soja, mas cotações do grão ficam entre estáveis a altos

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou pouca movimentação nesta terça-feira (2), com preços entre estáveis e mais altos na maior parte das regiões acompanhadas. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a mudança de mês contribuiu para sustentar as cotações, mesmo diante da queda dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago ao longo do dia.

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A desvalorização no mercado internacional limitou uma valorização mais consistente da commodity no Brasil, mas não impediu ajustes positivos em diversas praças. Apesar disso, o volume de negócios permaneceu reduzido.

De acordo com Silveira, os produtores continuam buscando preços mais atrativos para fechar negócios. O spread entre as indicações de compra e venda segue elevado, dificultando a convergência entre as partes e contribuindo para um ritmo mais lento de comercialização.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 120,50 para R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 114,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 112,00 para R$ 113,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,50 para R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 131,50 para R$ 132,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), atingindo os menores níveis em dois meses. O movimento foi provocado pelas perspectivas de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, levando investidores a revisarem o potencial produtivo da safra norte-americana.

Além disso, a ampla oferta global da commodity e a demanda mais fraca da China pelo produto americano estimularam vendas técnicas e liquidação de posições por fundos e especuladores.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que o plantio da soja alcançou 87% da área projetada até 31 de maio. O índice supera os 83% registrados no mesmo período do ano passado e a média dos últimos cinco anos, de 80%.

O USDA também divulgou que 66% das lavouras estão em condição boa ou excelente, 29% em condição regular e apenas 5% em situação ruim ou muito ruim.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em julho fecharam cotados a US$ 11,65 1/4 por bushel, queda de 15,50 centavos de dólar ou 1,31%. A posição agosto encerrou a US$ 11,69 por bushel, recuo de 16 centavos ou 1,35%.

Entre os derivados, o farelo de soja para julho fechou a US$ 326,20 por tonelada, baixa de US$ 0,30. Já o óleo de soja para julho terminou cotado a 78,41 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,68 centavo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,22%, cotado a R$ 5,0098 para venda e R$ 5,0078 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana variou entre R$ 4,9992 e R$ 5,0217.

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Business

Cooxupé informa que colheita de café atingiu 8,9% até 29 de maio

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A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) informou, nesta quarta-feira (3), que a colheita de café em sua área de atuação alcançou 8,9% até quinta-feira (29). A cooperativa, que atua em cerca de 370 municípios de Minas Gerais e São Paulo, também anunciou que passará a divulgar semanalmente o andamento dos trabalhos. Segundo a entidade, a colheita está em fase inicial e, no momento, não há atraso.

O levantamento reúne informações das regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, média mogiana do Estado de São Paulo e Matas de Minas, áreas relevantes para a produção brasileira de café. Na abertura da série semanal, a Cooxupé informou que o ritmo de retirada do grão ainda é de começo de safra, sem indicação de atraso operacional até o momento.

Por região, o avanço da colheita até quinta-feira (29) era de 11,1% no Sul de Minas Gerais, 3,5% no Cerrado Mineiro, 14,8% em São Paulo e 14% nas Matas de Minas. Os números mostram diferença no estágio dos trabalhos entre as praças acompanhadas, o que pode refletir características locais de clima, maturação e calendário operacional.

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Na comparação com anos anteriores para o mesmo período, a colheita da área monitorada pela cooperativa estava em 6,9% em 2025, 8,5% em 2024, 9,1% em 2023 e 4,5% em 2022. O dado atual, de 8,9%, coloca o início da safra próximo ao observado nos dois últimos ciclos mais adiantados da série apresentada.

A divulgação semanal tende a oferecer referência mais frequente ao mercado e aos produtores sobre o ritmo da safra em uma das principais origens de café do país. O material divulgado pela cooperativa, no entanto, não detalha volume colhido em sacas, produtividade estimada ou perfil por variedade nesta atualização inicial.

Com a colheita ainda em estágio inicial, os próximos boletins semanais da Cooxupé devem indicar se o ritmo será mantido nas principais regiões produtoras. Até esta atualização, a cooperativa informa que não há atraso considerado nos trabalhos, mas ainda não apresentou estimativas adicionais de produção ou produtividade.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Custos de transporte pressionam preços de frete no agro, aponta Conab

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Cotações do diesel e de outros insumos logísticos contribuem para sustentar os níveis de valores em patamares mais elevados no mercado de fretes

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Mapa e Embrapa lançam notas técnicas para reconstrução rural no RS

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promovem, nos dias 9 e 10 de junho de 2026, em Porto Alegre (RS), o encontro “Balanço Recupera Rural RS: 2 anos de reconstrução da agropecuária gaúcha”. A programação reúne pesquisadores, gestores públicos e instituições do setor para avaliar ações de recuperação após as enchentes de maio de 2024 e apresentar novos subsídios técnicos para os territórios atingidos.

Um dos principais pontos da programação será o lançamento de duas notas técnicas elaboradas por especialistas da Embrapa. A primeira trata das Áreas de Preservação Permanente hídricas teóricas do Rio Grande do Sul e apresenta um mapeamento voltado ao planejamento de ações de conservação e recuperação ambiental. A segunda analisa os solos atingidos pela inundação de maio de 2024 e identifica tipos de solo impactados e áreas prioritárias para recuperação ambiental e produtiva.

Segundo as instituições organizadoras, os documentos reúnem informações científicas e orientações práticas para produtores rurais, técnicos, gestores públicos e entidades que atuam na reconstrução do território gaúcho. O foco está em apoiar o planejamento de medidas de adaptação e recuperação em áreas afetadas por eventos climáticos extremos.

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Além das notas técnicas, o evento fará um balanço das iniciativas desenvolvidas desde 2024 em frentes como recuperação de encostas na Serra Gaúcha, restauração de vegetação nativa, água e saúde única, recuperação de solos e produção de sementes e mudas. A programação também prevê a participação de representantes de instituições de pesquisa, extensão rural, universidades, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.

A abertura contará com palestra de Caio Rocha, consultor internacional do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para Mercosul e Chile, sobre impactos de eventos climáticos extremos no Brasil e no exterior. Para o setor agropecuário, o conteúdo técnico pode servir de base para decisões de manejo, recuperação de áreas produtivas e definição de prioridades em territórios ainda afetados pelos efeitos das enchentes.

O encontro será realizado a partir das 8h, no Auditório do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Porto Alegre. A tendência é que as notas técnicas passem a servir como referência para ações de recuperação produtiva e ambiental no estado, embora o alcance prático dessas orientações dependa da aplicação pelas instituições e pelos agentes que atuam no meio rural.

Fonte: embrapa.br

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