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Brasil apresenta soluções agropecuárias da COP30 à delegação da COP31

O Brasil apresentou neste domingo (1º), no Rio de Janeiro, iniciativas levadas à COP30 que devem servir de referência para a agenda climática da COP31, marcada para novembro na Turquia. A visita técnica reuniu a delegação da conferência e mais de 30 autoridades nacionais e estrangeiras na Embrapa Solos. No centro da discussão estiveram tecnologias e políticas voltadas à agricultura sustentável, à segurança alimentar e à resiliência dos sistemas produtivos diante das mudanças climáticas.
A agenda foi promovida pela presidência da COP30, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS). Durante o encontro, a delegação conheceu a AgriZone e as Vitrines Vivas, estruturas apresentadas na COP30, em Belém (PA), para demonstrar soluções aplicadas ao campo.
Segundo a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, a proposta brasileira integrou ciência, agricultura, sustentabilidade, bioeconomia e políticas públicas. Já Mehmet Yener, representante da presidência da COP31, afirmou que estratégias de longo prazo para segurança alimentar, gestão hídrica, recuperação de áreas degradadas e adaptação climática são centrais para a agenda global.
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Entre as tecnologias apresentadas estiveram barragens subterrâneas para o Semiárido, o sistema ZonBarragem, o aplicativo GuardeÁgua, cultivares de robusta amazônico adaptadas a estresses climáticos, além de ferramentas de previsão climática e zoneamento territorial. Também foram destacadas ações de melhoramento genético para caprinos e ovinos adaptados a altas temperaturas.
A Embrapa ainda mostrou instrumentos já incorporados à gestão produtiva, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), bioinsumos, fixação biológica de nitrogênio e soluções de recuperação de pastagens degradadas. No campo regulatório e mercadológico, foram citados protocolos do Plano ABC e selos como Soja Baixo Carbono, Carne Baixo Carbono e Leite Baixo Carbono, que usam métricas de emissões por tonelada produzida.
O conjunto das iniciativas reforça a tentativa de posicionar a agropecuária tropical como parte da resposta climática global, com foco em adaptação, redução de emissões, conservação do solo e manutenção da produtividade.
A continuidade dessa abordagem nas próximas conferências dependerá da articulação entre pesquisa, políticas públicas, financiamento e cooperação internacional. Com base no que foi apresentado pela Embrapa e pelos organizadores, a tendência é de maior presença de temas como sistemas alimentares resilientes, recuperação de áreas degradadas e agricultura de baixo carbono na preparação da COP31.
Fonte: embrapa.br
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Agro Mato Grosso
Custos de transporte pressionam preços de frete no agro, aponta Conab

Cotações do diesel e de outros insumos logísticos contribuem para sustentar os níveis de valores em patamares mais elevados no mercado de fretes
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Mapa e Embrapa lançam notas técnicas para reconstrução rural no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promovem, nos dias 9 e 10 de junho de 2026, em Porto Alegre (RS), o encontro “Balanço Recupera Rural RS: 2 anos de reconstrução da agropecuária gaúcha”. A programação reúne pesquisadores, gestores públicos e instituições do setor para avaliar ações de recuperação após as enchentes de maio de 2024 e apresentar novos subsídios técnicos para os territórios atingidos.
Um dos principais pontos da programação será o lançamento de duas notas técnicas elaboradas por especialistas da Embrapa. A primeira trata das Áreas de Preservação Permanente hídricas teóricas do Rio Grande do Sul e apresenta um mapeamento voltado ao planejamento de ações de conservação e recuperação ambiental. A segunda analisa os solos atingidos pela inundação de maio de 2024 e identifica tipos de solo impactados e áreas prioritárias para recuperação ambiental e produtiva.
Segundo as instituições organizadoras, os documentos reúnem informações científicas e orientações práticas para produtores rurais, técnicos, gestores públicos e entidades que atuam na reconstrução do território gaúcho. O foco está em apoiar o planejamento de medidas de adaptação e recuperação em áreas afetadas por eventos climáticos extremos.
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Além das notas técnicas, o evento fará um balanço das iniciativas desenvolvidas desde 2024 em frentes como recuperação de encostas na Serra Gaúcha, restauração de vegetação nativa, água e saúde única, recuperação de solos e produção de sementes e mudas. A programação também prevê a participação de representantes de instituições de pesquisa, extensão rural, universidades, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
A abertura contará com palestra de Caio Rocha, consultor internacional do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para Mercosul e Chile, sobre impactos de eventos climáticos extremos no Brasil e no exterior. Para o setor agropecuário, o conteúdo técnico pode servir de base para decisões de manejo, recuperação de áreas produtivas e definição de prioridades em territórios ainda afetados pelos efeitos das enchentes.
O encontro será realizado a partir das 8h, no Auditório do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Porto Alegre. A tendência é que as notas técnicas passem a servir como referência para ações de recuperação produtiva e ambiental no estado, embora o alcance prático dessas orientações dependa da aplicação pelas instituições e pelos agentes que atuam no meio rural.
Fonte: embrapa.br
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Querência celebra início da colheita do milho com debates sobre crédito, custos e inovação

A colheita do milho segunda safra ganha destaque nesta quarta-feira (3), em Querência, durante a Abertura Nacional da Colheita do Milho Segunda Safra. O evento reúne produtores, especialistas e representantes do setor para debater temas como crédito rural, custos de produção, competitividade e inovação, além de marcar simbolicamente o início da retirada do cereal das lavouras.
Realizado na Estância VN, o encontro integra o projeto Mais Milho, desenvolvido pelo Canal Rural Mato Grosso em parceria com a Abramilho e a Aprosoja Mato Grosso. A programação conta com dois painéis técnicos voltados aos desafios enfrentados pelos produtores e às oportunidades que surgem com o crescimento da cadeia do milho no país.
Para o presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo, o momento é de celebração para uma cultura que ganhou protagonismo nos últimos anos, impulsionada principalmente pela expansão da indústria de etanol de milho.
“A expectativa sempre é muito boa. Sempre uma abertura de colheita é uma celebração. Então nós vamos celebrar esse início da colheita do milho, que hoje vem tomando espaço cada vez maior devido a indústria de etanol. O milho era deixado em segunda visão e hoje ele compete com a soja”.
Frizzo destaca que a mobilização da cadeia produtiva e a presença de produtores da região reforçam a importância do evento para o município e para o Vale do Araguaia.
“O público hoje também vai comparecer hoje aqui em Querência e vai ser um grande evento para nós celebrarmos essa colheita do milho. Nós preparamos com muito carinho esse evento aqui”.
Safra com boas perspectivas
Além dos debates, a abertura ocorre em um cenário de expectativa positiva para a produção. Conforme os primeiros resultados obtidos nas áreas já colhidas, o desempenho das lavouras anima os produtores da região.
Segundo Frizzo, as condições climáticas contribuíram para o desenvolvimento das plantas ao longo do ciclo. “São Pedro colaborou com as chuvas. Os primeiros milhos colhidos estamos com uma expectativa muito boa”.
Na propriedade que sedia o evento, a previsão é alcançar produtividade entre 170 e 180 sacas por hectare nesta temporada.
Gargalos em discussão
Embora o clima favoreça a safra, os desafios econômicos e estruturais continuam no radar dos produtores. Os painéis técnicos programados para esta quarta-feira abordam justamente questões ligadas ao crédito, custos de produção e competitividade no campo.
De acordo com Frizzo, a logística ainda figura entre os principais entraves para o desenvolvimento do agronegócio mato-grossense. A distância dos portos e a falta de infraestrutura de transporte elevam os custos e reduzem a competitividade do setor.
“Com certeza o maior gargalo hoje de Mato Grosso é a logística. Nós estamos aqui praticamente no centro do país, os portos estão longe, não temos ferrovia. A FICO está chegando agora em Água Boa, que será mais próxima”, disse em entrevista ao Canal Rural.
Outro tema que preocupa os produtores é o custo do crédito rural. Conforme o presidente do sindicato, os juros elevados vêm pressionando a atividade e dificultando novos investimentos.
“Esse é o momento, além de celebrar a colheita, de nós discutirmos esses problemas. Tanto a logística, quanto a questão dos juros que estão muito altos, quase inviabilizando a nossa atividade. É uma grande preocupação do produtor esses juros. Então, é justamente o momento de nós sentarmos e discutirmos, entendermos a melhor forma de se produzir”.
Mato Grosso lidera produção nacional
O debate ocorre em um momento importante para a cadeia do milho no Brasil. Atualmente, o país ocupa a posição de terceiro maior produtor mundial do cereal, enquanto Mato Grosso responde por cerca de metade da produção nacional.
As projeções mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam uma produção de 108,5 milhões de toneladas na segunda safra brasileira. Já as estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam uma colheita de 53,3 milhões de toneladas no estado, consolidando a segunda maior produção da série histórica.
Pela primeira vez desde a criação do projeto Mais Milho, a abertura também contará com a entrada das colheitadeiras em campo ao pôr do sol, a partir das 16h30 (horário de Brasília), com transmissão ao vivo, retratando o ritmo das operações nas lavouras mato-grossenses.
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