Sustentabilidade
Algodão/BR: Colheita avança e restrição hídrica acende alerta em áreas tardias – MAIS SOJA

Algodão: Em MT, o volume de chuvas foi reduzido, mas suficiente para sustentar o desenvolvimento reprodutivo das lavouras. Em áreas de solos arenosos, são observados efeitos da restrição hídrica. O controle do bicudodo-algodoeiro segue intensificado nos talhões com maior infestação.
Na BA, as lavouras seguem com bom desenvolvimento. A colheita foi iniciada e avança lentamente. No MA, nos Gerais de Balsas, as lavouras de primeira e segunda safra encontram-se em maturação e abertura de capulhos, com pequena parcela em formação de maçãs. As áreas apresentam bom desenvolvimento.
Em MS, na região dos Chapadões, os cultivos seguem sob atenção quanto à disponibilidade hídrica, principalmente, nas áreas em florescimento. Na região central, o armazenamento de água no solo permanece favorável e os manejos preventivos seguem conforme o planejado.
Em GO, as lavouras mantêm boas condições de desenvolvimento. O cenário fitossanitário permanece favorável. Em MG, as lavouras de sequeiro semeadas após a soja apresentam efeitos da estiagem. Já as áreas mais adiantadas se aproximam da colheita, com boas perspectivas produtivas.
No PI, as lavouras seguem com bom desenvolvimento, favorecidas pelas condições climáticas ao longo do ciclo. Em SP, a colheita foi iniciada na região de Holambra e Paranapanema.
Previsão Agrometeorológica (01/06/2026 a 08/06/2026)
N-NE: No Noroeste do AM e PA, Nordeste do AP, RR e Noroeste do MA, devem concentrar os maiores acumulados de chuva. No Centro-Norte do AM e PA, e no extremo Norte de RO e TO, as chuvas serão irregulares ou esparsas. No Centro-Sul de RO e TO, o tempo firme favorecerá a secagem natural do milho. No litoral da região NE, há condições de chuvas isoladas, mais intensas entre o RN e AL, e persistentes no Recôncavo Baiano. No interior do NE, a pouca chance de chuva mantenrá a restrição hídrica no Matopiba. No Sealba, as condições seguirão favoráveis nas áreas mais próximas da costa.
CO: Há previsão de chuva esparsa no Centro-Norte de GO, extremo Norte de MT e Sul de MS. No restante da região, predominará o tempo firme e com baixa umidade, favorecendo a secagem natural do milho segunda safra. Para os cultivos mais tardios, permanecerá a restrição hídrica.
SE: Há previsão de chuvas de baixa intensidade no litoral entre SP e ES, com maiores acumulados no RJ. A partir de quinta, a tendência é de tempo firme. Também há previsão de chuvas pontuais na Zona da Mata, Região Metropolitana de BH e Campo das Vertentes em MG, com tempo firme a partir da quarta. No Norte de MG e Centro-Oeste de SP, não há possibilidade de chuva. Na maioria das áreas, a umidade no solo será insuficiente para os cultivos de segunda safra.
S: Há condição de chuva fraca e isolada no litoral até o início de quinta-feira. Entre sexta e sábado, o tempo permanecerá firme. No domingo, são previstas novas instabilidades no extremo Sudeste do RS, aumentando os acumulados de chuva. No interior da região, não tem previsão de chuva, favorecendo a semeadura do trigo, mas com possível restrição hídrica ao milho segunda safra em parte do PR.
Fonte: Conab

Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:
- Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
- Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
- Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
- Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
- HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
- Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
- Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
- STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
- BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.
A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.
De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.
Referências bibliográficas.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202

Sustentabilidade
Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.
Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.
O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.
O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.
Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.
O boletim completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.
Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.
A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.
Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.
Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.
O estudo completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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