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1 de junho de 2026

Business

Safra estadual de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro

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A 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros ocorreu nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. O encontro marcou o início da colheita no Rio Grande do Sul e reuniu produtores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais. A expectativa apresentada no evento é de manutenção do desempenho observado na safra de 2025, em uma cadeia que supera 37 mil hectares cultivados no estado.

Segundo dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o estado ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A citricultura gaúcha tem base relevante na agricultura familiar e presença consolidada em regiões como o Vale do Caí.

Na safra de 2025, as laranjas lideraram em área plantada, com 22,7 mil hectares, produção de 354 mil toneladas e participação de 8.024 produtores. As bergamotas somaram 12,8 mil hectares e 197 mil toneladas. Já os limões alcançaram 1,6 mil hectares e 20 mil toneladas.

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Além do volume produzido, a atividade tem peso econômico na cadeia regional. De acordo com as informações divulgadas no evento, o Valor Bruto da Produção da citricultura gaúcha superou R$ 1 bilhão na safra de 2024. O resultado ajuda a explicar a relevância da cultura para a renda no campo, para o abastecimento e para segmentos ligados ao comércio e à indústria.

No campo sanitário, o principal ponto destacado foi a prevenção ao greening, doença que ainda não integra os pomares gaúchos, segundo a Seapi. Durante a abertura, o secretário Márcio Madalena afirmou que o foco do estado é impedir a entrada da praga por meio da atuação do Departamento de Defesa Vegetal e de parcerias com a assistência técnica. A previsão informada é de mais de R$ 2 milhões em 2026 para ações de assistência aos produtores.

A manutenção da sanidade dos pomares, somada ao suporte técnico, tende a ser um dos fatores centrais para o desempenho da nova safra.

Com área superior a 37 mil hectares e produção distribuída entre laranjas, bergamotas e limões, a citricultura do Rio Grande do Sul inicia a colheita com foco em continuidade produtiva e vigilância fitossanitária. Sem estimativa consolidada de volume para 2026 no conteúdo disponível, o acompanhamento da safra dependerá da evolução da colheita e do controle sanitário nos pomares.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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‘Nos últimos 20 anos, onde teve soja, teve desenvolvimento no Brasil’, diz líder de negócios da Bayer

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Foto: Pixabay

O Brasil passou por uma verdadeira revolução agrícola nas últimas duas décadas, e a soja foi uma das grandes protagonistas dessa transformação. O país se consolidou em produtividade e produção de soja, tornando-se uma referência global.

Para Fernando Oliveira, líder de negócios de soja da Bayer Brasil, os resultados alcançados colocam o país em posição de destaque no cenário internacional. Atualmente, produtores brasileiros alcançam médias superiores a 60 sacas por hectare, inclusive em áreas mais recentes de expansão agrícola, utilizando tecnologias que permitem ciclos produtivos mais eficientes e sustentáveis. “A soja foi um veículo de progresso nos últimos 20 anos. Onde teve soja, teve desenvolvimento”, afirma.

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A demanda global por soja dobrou nos últimos 20 anos, e o Brasil foi responsável por absorver cerca de 60% desse crescimento. Hoje, o país ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial do grão, que representa aproximadamente 37% das exportações do agronegócio brasileiro.

Os pilares do progresso

De acordo com o executivo, esse desempenho foi construído sobre quatro pilares fundamentais, sendo ambiente institucional, infraestrutura, tecnologia e o perfil do agricultor brasileiro.

“Hoje o Brasil tem um grande potencial competitivo fundamentado nesses quatro pilares. O primeiro é o ambiente institucional, com leis relacionadas à propriedade intelectual e à proteção de cultivares. Já o segundo é a infraestrutura, com hidrovias, rodovias e outros sistemas logísticos capazes de escoar cerca de 180 milhões de toneladas, algo que poucos países conseguem fazer”, explica.

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O terceiro pilar é a tecnologia. Ao longo das últimas décadas, empresas públicas, como a Embrapa, fundações de pesquisa e companhias privadas investiram fortemente em genética, biotecnologia, defensivos e maquinários agrícolas, contribuindo para elevar a produtividade das lavouras.

Já o quarto fator está relacionado ao produtor rural. “O agricultor brasileiro, de maneira muito arrojada, investiu e acreditou no potencial da atividade. É inovador, jovem, empreendedor e disposto a assumir riscos. Por isso, o Brasil está colhendo recordes de produtividade”, destaca Oliveira.

Além disso, o impacto da soja vai além da porteira, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras. Atualmente, municípios com forte presença da cultura registram Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) superior à média nacional, evidenciando os benefícios gerados para toda a sociedade.

Clima como foco

Além dos avanços estruturais, a agricultura brasileira enfrenta as mudanças climáticas. O clima tropical brasileiro exige soluções específicas para combater pragas e doenças e garantir ganhos contínuos de produtividade.

“O Brasil, por ter um clima tropical, precisa de soluções customizadas. As pragas e doenças evoluem rapidamente e, para o país continuar na vanguarda, precisamos investir constantemente em novas tecnologias”, explica o executivo.

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Nesse cenário, as biotecnologias ganham cada vez mais espaço no campo. “O Brasil é hoje o mercado mais atrativo para a soja. Outras empresas também estão investindo em soluções, e isso cria um ciclo muito positivo para toda a cadeia produtiva”, destaca o líder da Bayer.

O que esperar do futuro?

Para Oliveira, o objetivo é que o Brasil continue sendo protagonista. “Nós vemos uma demanda maior por alimentos, e a produção e a demanda global devem aumentar pelo menos 50% até 2050. Além disso, existe um elemento novo relacionado às questões geopolíticas e à transição energética, que exigirá uma produção cada vez maior de combustíveis provenientes de fontes renováveis”, comenta.

Para ele, a soja pode ser um grande motor dessa oportunidade, produzindo biocombustíveis e ajudando o Brasil a permanecer na vanguarda da agricultura mundial, continuando a gerar prosperidade. “É isso que esperamos para os próximos anos. Que o Brasil continue se desenvolvendo e que a soja siga trazendo progresso para as cidades, produtores e toda a cadeia produtiva”, conclui.

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Agro Mato Grosso

Governo dos EUA envia comitiva a MT para decifrar a explosão de etanol

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Representantes do USDA realizam visita técnica inédita ao Imea para mapear os dados de biocombustíveis e os impactos do estado no mercado global

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Agro Mato Grosso

Energia trifásica no campo amplia irrigação e armazenagem para o agro em MT

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Membros da Aliança do Setor Produtivo, que reúne Famato, Fecomércio e Fiemt, celebraram a iniciativa

A ampliação da rede de energia trifásica em Mato Grosso, anunciada nesta quinta-feira (28), é vista pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) como uma medida estratégica para reduzir gargalos históricos da agropecuária, melhorar a competitividade no campo e criar condições para a instalação de agroindústrias em regiões produtoras.

O Governo de Mato Grosso apresentou o Programa MT Trifásico, instituído por decreto do governador Otaviano Pivetta, com o objetivo de ampliar a distribuição de energia elétrica trifásica nas áreas rurais do Estado, preferencialmente por meio de eixos estruturantes. A parceria com a Energisa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos entre 2026 e 2030.

Do total, R$ 700 milhões serão de responsabilidade do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf), e R$ 700 milhões serão investidos pela Energisa. A participação será dividida igualmente, com 50% para cada parte. Conforme apresentado na reunião, a previsão é implantar 5 mil quilômetros de rede trifásica em Mato Grosso.

Para a Famato, o programa enfrenta um dos principais entraves do setor produtivo no interior, que é a falta de energia com qualidade e estabilidade. Na avaliação do presidente da entidade, Vilmondes Tomain, Mato Grosso tem produção agropecuária em larga escala, mas ainda encontra dificuldade para transformar essa produção dentro do próprio Estado por causa das limitações na distribuição de energia.

“Essa é uma demanda que a gente vem apontando há bastante tempo. Mato Grosso não pode continuar dependendo da estrutura de distribuição de energia que temos hoje. O Estado tem geração, tem produção, mas ainda falta energia de qualidade chegando aos pontos de consumo”, afirmou.

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Segundo Vilmondes, a energia trifásica é fundamental para a verticalização da produção agropecuária. Com uma rede mais robusta, municípios produtores passam a ter melhores condições para receber silos, armazéns, secadores, frigoríficos, laticínios, beneficiadoras e outras unidades ligadas ao agro.

“Temos produtos de alto valor agregado que poderiam ser industrializados aqui dentro. A produção nós temos. O que falta, em muitas regiões, é infraestrutura para atrair empresas e permitir que o valor fique em Mato Grosso, gerando emprego, renda e desenvolvimento”, disse.

A apresentação do programa também apontou impactos diretos para o agronegócio, como a possibilidade de ampliar sistemas de irrigação de alta potência em grandes propriedades, utilizar motores trifásicos em silos e estruturas de armazenagem, reduzir custos operacionais com energia mais eficiente e aumentar a produtividade e a competitividade no campo.

Para a Famato, esses pontos são decisivos em um estado de grandes distâncias e com produção distribuída em diferentes regiões. A falta de energia, conforme o presidente da Famato, não afeta apenas a propriedade rural, mas toda a cadeia logística e econômica.

“Para ter armazém, precisa de energia. Quando não há armazenagem suficiente perto da produção, os caminhões rodam mais, as estradas ficam mais sobrecarregadas e o custo aumenta. A falta de energia reflete em várias pontas”, pontuou.

A irrigação também foi destacada como uma das frentes mais importantes. Em cenários de crise hídrica ou de expansão da produção, a ausência de energia adequada limita a instalação de pivôs centrais e de outros sistemas modernos de irrigação. Para o setor produtivo, isso compromete a segurança produtiva e reduz a capacidade de resposta do produtor diante da irregularidade das chuvas.

Além do impacto direto no agro, o Programa MT Trifásico prevê reflexos na indústria, no comércio e na agricultura familiar. A expansão da rede deve viabilizar agroindústrias em municípios pequenos, favorecer a instalação de frigoríficos, laticínios e beneficiadoras, fomentar o turismo rural e ecológico e gerar empregos diretos e indiretos nas regiões atendidas.

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Na avaliação da Famato, o planejamento técnico será essencial para direcionar os investimentos às regiões com maior demanda e potencial produtivo. O programa contará com um comitê gestor multissetorial, responsável por definir critérios de seleção dos eixos, cronogramas, planos de trabalho e condições dos aportes financeiros.

“Temos novas fronteiras agrícolas, municípios em crescimento e regiões de altíssima produtividade que precisam dessa estrutura. Com critérios técnicos, esse investimento pode atender o maior número possível de produtores, trabalhadores e famílias”, finalizou. (com Assessoria Famato)

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