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1 de junho de 2026

Business

‘Nos últimos 20 anos, onde teve soja, teve desenvolvimento no Brasil’, diz líder de negócios da Bayer

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Foto: Pixabay

O Brasil passou por uma verdadeira revolução agrícola nas últimas duas décadas, e a soja foi uma das grandes protagonistas dessa transformação. O país se consolidou em produtividade e produção de soja, tornando-se uma referência global.

Para Fernando Oliveira, líder de negócios de soja da Bayer Brasil, os resultados alcançados colocam o país em posição de destaque no cenário internacional. Atualmente, produtores brasileiros alcançam médias superiores a 60 sacas por hectare, inclusive em áreas mais recentes de expansão agrícola, utilizando tecnologias que permitem ciclos produtivos mais eficientes e sustentáveis. “A soja foi um veículo de progresso nos últimos 20 anos. Onde teve soja, teve desenvolvimento”, afirma.

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A demanda global por soja dobrou nos últimos 20 anos, e o Brasil foi responsável por absorver cerca de 60% desse crescimento. Hoje, o país ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial do grão, que representa aproximadamente 37% das exportações do agronegócio brasileiro.

Os pilares do progresso

De acordo com o executivo, esse desempenho foi construído sobre quatro pilares fundamentais, sendo ambiente institucional, infraestrutura, tecnologia e o perfil do agricultor brasileiro.

“Hoje o Brasil tem um grande potencial competitivo fundamentado nesses quatro pilares. O primeiro é o ambiente institucional, com leis relacionadas à propriedade intelectual e à proteção de cultivares. Já o segundo é a infraestrutura, com hidrovias, rodovias e outros sistemas logísticos capazes de escoar cerca de 180 milhões de toneladas, algo que poucos países conseguem fazer”, explica.

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O terceiro pilar é a tecnologia. Ao longo das últimas décadas, empresas públicas, como a Embrapa, fundações de pesquisa e companhias privadas investiram fortemente em genética, biotecnologia, defensivos e maquinários agrícolas, contribuindo para elevar a produtividade das lavouras.

Já o quarto fator está relacionado ao produtor rural. “O agricultor brasileiro, de maneira muito arrojada, investiu e acreditou no potencial da atividade. É inovador, jovem, empreendedor e disposto a assumir riscos. Por isso, o Brasil está colhendo recordes de produtividade”, destaca Oliveira.

Além disso, o impacto da soja vai além da porteira, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras. Atualmente, municípios com forte presença da cultura registram Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) superior à média nacional, evidenciando os benefícios gerados para toda a sociedade.

Clima como foco

Além dos avanços estruturais, a agricultura brasileira enfrenta as mudanças climáticas. O clima tropical brasileiro exige soluções específicas para combater pragas e doenças e garantir ganhos contínuos de produtividade.

“O Brasil, por ter um clima tropical, precisa de soluções customizadas. As pragas e doenças evoluem rapidamente e, para o país continuar na vanguarda, precisamos investir constantemente em novas tecnologias”, explica o executivo.

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Nesse cenário, as biotecnologias ganham cada vez mais espaço no campo. “O Brasil é hoje o mercado mais atrativo para a soja. Outras empresas também estão investindo em soluções, e isso cria um ciclo muito positivo para toda a cadeia produtiva”, destaca o líder da Bayer.

O que esperar do futuro?

Para Oliveira, o objetivo é que o Brasil continue sendo protagonista. “Nós vemos uma demanda maior por alimentos, e a produção e a demanda global devem aumentar pelo menos 50% até 2050. Além disso, existe um elemento novo relacionado às questões geopolíticas e à transição energética, que exigirá uma produção cada vez maior de combustíveis provenientes de fontes renováveis”, comenta.

Para ele, a soja pode ser um grande motor dessa oportunidade, produzindo biocombustíveis e ajudando o Brasil a permanecer na vanguarda da agricultura mundial, continuando a gerar prosperidade. “É isso que esperamos para os próximos anos. Que o Brasil continue se desenvolvendo e que a soja siga trazendo progresso para as cidades, produtores e toda a cadeia produtiva”, conclui.

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BNDES libera R$ 150 milhões do Sertão Vivo para agricultores da Paraíba

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (1º), em João Pessoa (PB), apoio de R$ 150 milhões ao programa Sertão Vivo na Paraíba. A iniciativa é voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no semiárido e à adaptação às mudanças climáticas. Segundo o banco, mais de 37,6 mil famílias em 157 municípios devem ser atendidas, com alcance estimado de cerca de 150 mil pessoas.

De acordo com o BNDES, o pacote para a Paraíba reúne cerca de R$ 126,4 milhões em crédito e aproximadamente R$ 23,6 milhões em recursos não reembolsáveis. A estrutura financeira foi montada em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e com o Green Climate Fund (GCF).

Os recursos devem financiar tecnologias de acesso à água, ampliação de infraestrutura hídrica, assistência técnica e implantação de sistemas produtivos adaptados ao semiárido, como agroflorestas e quintais produtivos. A proposta é reduzir a exposição de produtores a secas recorrentes e ampliar a capacidade de manutenção da produção em áreas com insegurança hídrica.

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Na prática, o crédito será direcionado aos investimentos produtivos e de infraestrutura, enquanto a parcela não reembolsável deverá sustentar capacitação, suporte técnico e fortalecimento das comunidades atendidas. Segundo o BNDES, o programa prioriza mulheres, jovens e comunidades tradicionais.

Durante o lançamento, o diretor do Fida para o Brasil, Arnoud Hameleers, afirmou que o semiárido está entre as regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e que o investimento em água, produção sustentável e resiliência climática integra a estratégia de longo prazo do programa.

Para o setor agropecuário local, a medida tem relação direta com a capacidade de elevar produtividade, reduzir risco climático e ampliar a segurança alimentar em propriedades familiares. O banco também informou que a iniciativa prevê recuperação de áreas degradadas da caatinga, uso mais eficiente da água e redução de emissões associadas à produção.

Após a fase inicial de preparação, concluída em maio, o programa entra agora na etapa de implementação, com contratação de equipes e início das ações nos territórios prioritários.

O avanço do Sertão Vivo na Paraíba dependerá da execução estadual, da oferta de assistência técnica e da implantação das estruturas previstas. Até o momento, não foram detalhados pelo BNDES o cronograma operacional por município nem os critérios de acesso das famílias aos investimentos produtivos.

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Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Safra estadual de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro

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A 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros ocorreu nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. O encontro marcou o início da colheita no Rio Grande do Sul e reuniu produtores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais. A expectativa apresentada no evento é de manutenção do desempenho observado na safra de 2025, em uma cadeia que supera 37 mil hectares cultivados no estado.

Segundo dados apresentados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), o estado ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A citricultura gaúcha tem base relevante na agricultura familiar e presença consolidada em regiões como o Vale do Caí.

Na safra de 2025, as laranjas lideraram em área plantada, com 22,7 mil hectares, produção de 354 mil toneladas e participação de 8.024 produtores. As bergamotas somaram 12,8 mil hectares e 197 mil toneladas. Já os limões alcançaram 1,6 mil hectares e 20 mil toneladas.

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Além do volume produzido, a atividade tem peso econômico na cadeia regional. De acordo com as informações divulgadas no evento, o Valor Bruto da Produção da citricultura gaúcha superou R$ 1 bilhão na safra de 2024. O resultado ajuda a explicar a relevância da cultura para a renda no campo, para o abastecimento e para segmentos ligados ao comércio e à indústria.

No campo sanitário, o principal ponto destacado foi a prevenção ao greening, doença que ainda não integra os pomares gaúchos, segundo a Seapi. Durante a abertura, o secretário Márcio Madalena afirmou que o foco do estado é impedir a entrada da praga por meio da atuação do Departamento de Defesa Vegetal e de parcerias com a assistência técnica. A previsão informada é de mais de R$ 2 milhões em 2026 para ações de assistência aos produtores.

A manutenção da sanidade dos pomares, somada ao suporte técnico, tende a ser um dos fatores centrais para o desempenho da nova safra.

Com área superior a 37 mil hectares e produção distribuída entre laranjas, bergamotas e limões, a citricultura do Rio Grande do Sul inicia a colheita com foco em continuidade produtiva e vigilância fitossanitária. Sem estimativa consolidada de volume para 2026 no conteúdo disponível, o acompanhamento da safra dependerá da evolução da colheita e do controle sanitário nos pomares.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Agro Mato Grosso

Governo dos EUA envia comitiva a MT para decifrar a explosão de etanol

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Representantes do USDA realizam visita técnica inédita ao Imea para mapear os dados de biocombustíveis e os impactos do estado no mercado global

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Agro MT