Connect with us
1 de junho de 2026

Business

Preços da ureia acumulam 25% de queda; o que isso significa para a próxima safra?

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

As cotações da ureia nos portos brasileiros já acumulam uma queda de aproximadamente 25% nas últimas seis semanas, conforme análise da StoneX divulgada nesta segunda-feira (1º). A ureia é o fertilizante é o mais utilizado no mundo, essencial para culturas como o milho e a cana-de-açúcar.

Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da consultoria, explica que apesar do viés de baixa, os preços da ureia seguem elevados, o que acaba limitando a atividade comercial.

“Com as relações de troca pouco atrativas, os compradores estão cautelosos”, diz. A principal razão para esse cenário, de acordo com o analista, é a restrição logística causada pela paralisação no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, a oferta global de nitrogenados como ureia, amônia e enxofre acaba limitado.

Vale ressaltar que o Oriente Médio engloba alguns dos maiores exportadores de ureia e amônia do mundo, como é o caso do Irã. O país foi alvo de uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel no final de fevereiro e controla o fluxo marítimo da região. Desde o início do conflito, a navegação no Estreito de Ormuz segue incerto.

O papel da Índia no mercado

A queda nos preços da ureia, segundo o analista da StoneX, também reflete a percepção de enfraquecimento da demanda global. Nem mesmo a nova licitação da Índia, tradicionalmente vista pelo mercado como um fator de sustentação para as cotações, foi suficiente para interromper o movimento de baixa.

Advertisement

“O resultado reforça a leitura de que a demanda internacional segue fragilizada”, afirma Pernías.

Impacto da queda na próxima safra

O Brasil importa cerca de 85% a 90% dos fertilizantes que consome. Essa queda consecutiva é, em teoria, uma boa notícia para o produtor brasileiro que está planejando a próxima safra, pois reduz o custo de produção.

No entanto, o mercado segue travado porque os agricultores estão esperando novas desvalorizações antes de fechar as compras, na expectativa de identificar um piso para os preços.

O post Preços da ureia acumulam 25% de queda; o que isso significa para a próxima safra? apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Junho chega e ‘abre as portas’ para o El Niño: mês será de frio, calor ou chuva?

Published

on


Foto: Pixabay

O mês de junho chega com a presença do El Niño e a manutenção da área de alta pressão, que nada mais é do que o ar polar atuando em grande parte do Centro-Sul do Brasil. Esse cenário mantém as temperaturas mais baixas, mas sem risco de geadas para as lavouras.

A ocorrência do El Niño não impede a atuação de massas de ar de origem polar. Embora as temperaturas possam ficar acima da média em alguns períodos, ainda haverá episódios de frio ao longo do mês.

As chuvas mais fortes devem se concentrar na região Norte, enquanto o tempo permanece aberto em grande parte do país. Nas próximas 24 horas, não há previsão de chuva, apenas pancadas mais leves no Norte, em áreas do Nordeste e em trechos da costa do Sudeste.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

7 a 11 de junho

O frio, sem potencial para causar prejuízos às lavouras, deve persistir até o dia 6. Entre os dias 7 e 11, no entanto, as temperaturas poderão cair de forma mais acentuada na Serra Catarinense, na Serra Gaúcha e no sul do Paraná, com registros abaixo dos 6°C.

O alerta é que, entre os dias 9 e 10, uma frente fria de maior intensidade deve avançar pelo país, levando umidade para a região Sul. Até lá, esse cenário não deve se concretizar. Na sequência, a umidade tende a avançar para áreas que necessitam de chuva, como as regiões produtoras de milho segunda safra.

Advertisement

A previsão é considerada positiva para o setor agrícola, já que a chuva deve beneficiar áreas que precisam de reposição hídrica. Neste ano, os volumes de precipitação têm sido menos expressivos em diversas regiões produtoras, tornando esse retorno da umidade especialmente importante para o desenvolvimento das lavouras.

O post Junho chega e ‘abre as portas’ para o El Niño: mês será de frio, calor ou chuva? apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

União, liderança e sucessão: Fazenda Rosa fortalece o protagonismo feminino no agro

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A presença feminina no agronegócio brasileiro foi o tema central do último dia da GreenFarm, realizada em Cuiabá. Inspirado pela trajetória da Fazenda Rosa e pelo avanço das mulheres no setor, o encontro reuniu produtoras rurais, empresárias, lideranças e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades de quem vem ocupando cada vez mais espaço nas decisões do campo.

A programação abordou temas como liderança, sucessão familiar, gestão de propriedades, posicionamento no mercado e construção de legado. Os debates também destacaram a contribuição feminina para o desenvolvimento econômico e social do agronegócio.

A ampliação dessa participação pode ser observada em diferentes áreas da atividade agropecuária. Hoje, mulheres atuam como produtoras rurais, pecuaristas, médicas veterinárias, engenheiras agrônomas, empresárias e executivas, assumindo funções estratégicas dentro das propriedades e empresas ligadas ao setor.

Para a CEO da GreenFarm, Randala Lopes, a presença feminina já é uma realidade em diferentes etapas da produção e da gestão agropecuária. Segundo ela, as mulheres conquistaram espaço tanto na área técnica quanto na sucessão familiar e no comando de empresas. “Hoje elas estão à frente de muitas propriedades na sucessão familiar e de grandes empresas como CEO de grandes companhias ligadas ao agro”.

Advertisement

Liderança que fortalece os negócios

A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris, destacou a capacidade das mulheres de atuar em diferentes funções dentro do setor, desde atividades que exigem atenção aos detalhes até aquelas consideradas mais desafiadoras fisicamente. “Ela pode trabalhar desde o detalhe até o trabalho pesado onde ela aguenta e faz isso de forma dedicada”.

fazenda rosa greenfarm foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Ao dedicar um dia inteiro de programação ao tema, a GreenFarm buscou colocar em evidência a influência da liderança feminina na condução dos negócios rurais e na construção de estratégias para o futuro do agro.

A presidente da Comissão Famato Mulher, Luciana Tomain, relatou ao Canal Rural Mato Grosso experiências observadas durante encontros promovidos com mulheres e famílias ligadas ao setor produtivo em diversas regiões de Mato Grosso. Ela frisou que a participação feminina na administração das propriedades tem contribuído para ampliar investimentos e abrir novas frentes de trabalho.

Conforme Luciana, a presença ativa da mulher na organização do negócio rural fortalece toda a estrutura familiar e produtiva. “Quando esse homem sente ali o apoio da mulher, da família, dos filhos, ele consegue também crescer o seu patrimônio”.

A presidente do Instituto Produz, Pamera Lima, avalia que a atuação feminina agrega equilíbrio e novas perspectivas à gestão das empresas rurais. Ela pontuou à reportagem que um dos desafios atuais é reduzir a insegurança que ainda afasta muitas mulheres dos espaços de liderança. “A presença da mulher dentro da empresa, dentro do campo, faz toda a diferença”.

União e protagonismo feminino

Durante os debates, um dos pontos mais destacados foi a importância da união entre as mulheres para ampliar a representatividade dentro do agronegócio.

Advertisement

Randala Lopes afirmou que movimentos como a Fazenda Rosa ajudam a fortalecer conexões e criar oportunidades para que mais mulheres ocupem posições de destaque. “Juntas podemos crescer e podemos sim ocupar esse protagonismo, não queremos competição, queremos união”.

As discussões também abordaram temas como identidade, pertencimento e posicionamento feminino dentro do mercado agropecuário. A proposta foi mostrar que o crescimento da participação das mulheres vai além da ocupação de espaços e está relacionado à construção de ambientes mais colaborativos e sustentáveis.

Para a presidente do CAT Clube Amigos da Terra, de Sorriso, Márcia Becker Paiva, o trabalho coletivo é essencial para alcançar objetivos comuns. “Com a união de todas essas mulheres pensando em um bem comum e não no eu, com certeza nós vamos conseguir atingir o objetivo que nós queremos”.

A deputada federal Rúbia Fernanda Diniz Robson Santos de Siqueira reconheceu que ainda existem barreiras e situações difíceis enfrentadas pelas mulheres no setor, mas destacou características que têm impulsionado essa transformação. “As mulheres têm um diferencial, elas têm muita coragem e persistência daquilo que elas acreditam”, disse ao Canal Rural Mato Grosso.

fazenda rosa greenfarm foto pedro silvestre canal rural mato grosso1
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Sucessão familiar e novos projetos

A programação também trouxe exemplos práticos de liderança feminina no agronegócio. A empresária Michelle Morais compartilhou sua trajetória à frente de um grupo familiar após a morte precoce do pai, fundador dos negócios.

Ela contou que assumiu a gestão ainda em processo de aprendizado, experiência que contribuiu para seu desenvolvimento profissional e pessoal. Para Michelle, a diversidade de gênero precisa permanecer na pauta das empresas, já que as mulheres contribuem com uma visão complementar para a tomada de decisões. “Hoje as mulheres não estão só ocupando espaço, elas estão de fato assumindo responsabilidades com muita verdade, autenticidade”.

Advertisement

Além dos painéis e debates, o evento abriu espaço para iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede feminina no agro. A programação contou com o lançamento de um livro e a apresentação de um circuito inspirado na trajetória da Fazenda Rosa.

A proposta é percorrer cidades-polo do agronegócio promovendo visitas técnicas, conexões profissionais, palestras e qualificação. Segundo Randala Lopes, a iniciativa busca aproximar mulheres de diferentes regiões e ampliar as oportunidades de desenvolvimento dentro do setor.

“Vamos estar em cidades polos do agronegócio, fazer visitas às propriedades rurais, fazer conexões técnicas, levar painéis, palestras e qualificação”.

Os projetos apresentados durante a GreenFarm também miram o mercado internacional. A intenção é fortalecer a participação feminina em ambientes globais de negócios e liderança.

De acordo com Pamera Lima, o Globe Women Meeting será uma plataforma de conexão entre mulheres de diferentes países para ampliar oportunidades e fortalecer a presença feminina em cargos estratégicos. “Nós vamos fortalecer o protagonismo da mulher no mercado internacional”, afirmou.

Advertisement

Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post União, liderança e sucessão: Fazenda Rosa fortalece o protagonismo feminino no agro apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

El Niño pode prejudicar plantio da soja e elevar risco climático na safra 2026/27

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O El Niño deve ganhar força ao longo dos próximos meses e já acende um alerta para a safra 2026/27 no Brasil. Segundo a meteorologista da Climatempo, Josélia Pegorim, os maiores impactos devem ocorrer entre a primavera e o verão, com risco de calor excessivo, irregularidade das chuvas e dificuldades no início do plantio de grãos, especialmente da soja.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Durante entrevista no Mercado & Companhia, Josélia explicou que o fenômeno ainda está em fase inicial e, por isso, não exerce influência significativa sobre o clima brasileiro neste mês de junho. Apesar disso, a especialista reforçou que o cenário climático para os próximos meses exige atenção do setor produtivo.

Segundo a meteorologista, o frio registrado neste começo de junho no Centro-Sul do país não contradiz o avanço do El Niño.

Advertisement

Ela explica que o fenômeno ainda está em desenvolvimento e que seus efeitos mais relevantes devem aparecer apenas no fim do inverno e, principalmente, na primavera e no verão.

“Efetivamente, tecnicamente, o El Niño não tem influência no clima do Brasil em junho ainda”, afirmou Josélia Pegorim.

Para este mês, a previsão indica temperaturas mais baixas no Centro-Sul do país devido à passagem de massas de ar frio, enquanto áreas do Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste devem continuar registrando máximas acima de 30 °C, comportamento considerado normal para o período seco.

Primavera preocupa por calor excessivo e chuva irregular

De acordo com Josélia, a principal preocupação para o agro está no comportamento climático da primavera, período que marca o início do plantio da safra de verão.

A meteorologista alerta para a combinação entre calor acima da média e irregularidade das chuvas, cenário que pode comprometer a germinação e o estabelecimento das lavouras.

Advertisement

“Esse início de plantio vai ser delicado, com irregularidade da chuva e excesso de calor”, destacou.

Segundo ela, pancadas isoladas podem induzir produtores a iniciarem o plantio antes da consolidação das chuvas regulares.

“O produtor pode achar que a chuva começou de vez, plantar, e depois perder a semente por falta de umidade”, alertou.

A orientação da meteorologista é para que agricultores acompanhem constantemente as atualizações das previsões climáticas nos próximos meses.

Sul pode enfrentar excesso de chuva durante o verão

Enquanto Centro-Oeste e Sudeste tendem a enfrentar irregularidade das precipitações, o Sul do Brasil deve ter um comportamento oposto sob influência do El Niño.

Advertisement

Segundo Josélia Pegorim, o fenômeno normalmente aumenta os volumes de chuva na região Sul do país, o que pode trazer desafios relacionados ao manejo do solo e ao escoamento da água.

A meteorologista destacou, porém, que isso não significa necessariamente repetição de eventos extremos como as enchentes históricas registradas recentemente no Rio Grande do Sul.

“Não significa que vai cair o mundo no Sul do Brasil novamente, mas teremos uma tendência de mais chuva e menos horas de sol”, explicou.

Super El Niño

Apesar da expectativa sobre a intensidado do fenômeno, Josélia Pegorim afirmou que ainda não há base técnica suficiente para classificar o evento climático como um “Super El Niño”.

Segundo ela, o cenário mais provável neste momento é de um El Niño forte, condição que já seria suficiente para provocar impactos importantes sobre o clima brasileiro.

Advertisement

Café também pode ser afetado

Além da preocupação com a próxima safra de grãos, a meteorologista também chamou atenção para o excesso de umidade previsto neste começo de junho em importantes regiões cafeeiras.

Áreas de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Mato Grosso do Sul devem registrar chuva acima do normal nos próximos dias.

Segundo Josélia, o cenário exige atenção dos produtores de café por conta do período de colheita. “O excesso de umidade não é nada bem-vindo quando estamos falando de colheita”, afirmou.

O post El Niño pode prejudicar plantio da soja e elevar risco climático na safra 2026/27 apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT