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Embrapa e Carrefour firmam parceria para qualificar produtores de hortifrúti

A Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), e o Grupo Carrefour Brasil firmaram uma parceria para qualificar fornecedores e produtores, principalmente de frutas, legumes e verduras (FLV). O acordo foi anunciado em 1º de junho e prevê a oferta de conteúdos técnicos em formato virtual, com foco em rastreabilidade, segurança alimentar, sustentabilidade e gestão na cadeia de abastecimento.
Segundo as instituições, a iniciativa vai utilizar a base do Curso de Tecnologia Pós-colheita em Frutas e Hortaliças, já disponível gratuitamente na plataforma e-Campo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o pesquisador Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação, o curso reúne sete módulos e recebeu cerca de 28,5 mil inscrições desde 2019, com participantes de todos os estados brasileiros e de 23 países.
A proposta é integrar esse conteúdo à Jornada da Autonomia do Grupo Carrefour Brasil, que reúne as bandeiras Atacadão, Carrefour e Sam’s Club. O acordo de cooperação técnica terá duração de quatro anos. Conforme as entidades, o objetivo é apoiar o monitoramento de indicadores, identificar pontos de melhoria e ampliar ações de capacitação voltadas à qualidade dos alimentos, à rastreabilidade, à conformidade socioambiental e à eficiência produtiva.
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Na prática, a parceria alcança um elo sensível da cadeia de FLV, segmento em que exigências de pós-colheita, padronização, controle de origem e atendimento a protocolos de segurança alimentar influenciam perdas, acesso ao varejo e organização da oferta. A aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo também pode ampliar a circulação de boas práticas entre fornecedores e produtores, especialmente em temas ligados a responsabilidade social, saúde e segurança e direitos trabalhistas.
Marcos Ferreira afirmou que a cooperação pode contribuir para entender com mais detalhe as demandas do mercado de frutas, verduras e legumes e aproximar as pesquisas sobre qualidade do alimento da realidade comercial. Já o Grupo Carrefour Brasil informou, por meio de seu diretor de Gestão de Riscos, Elizeu Lucena, que a iniciativa busca levar conhecimento técnico-científico à ponta da cadeia com foco em gestão e conformidade.
Com a cooperação estruturada por quatro anos, o avanço da iniciativa dependerá da adesão de fornecedores e produtores aos conteúdos e práticas previstas. As instituições não detalharam, até o momento, metas quantitativas de alcance, indicadores de desempenho ou número de participantes esperado nesta nova etapa.
Fonte: embrapa.br
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Colheita acelerada, geadas e dólar: o que esperar do mercado do milho?

O milho spot na Bolsa de Chicago encerrou a semana com queda expressiva de 3,66%. A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, mostra que no Brasil, o contrato da B3 com referência em julho fechou a R$ 65,42 por saca (-2,65%) na semana.
Já o mercado físico se descolou da bolsa e, na região do noroeste de Minas Gerais, as cotações encerraram a última sexta-feira (29) com referência de R$ 54,75 (+0,50%) por saca, no mercado disponível.
E agora, o que esperar do mercado?
- Colheita acelera a oferta: nas próximas semanas de junho, a colheita do milho safrinha deve ganhar ritmo, principalmente em Mato Grosso e Goiás. Com previsão de tempo seco, os trabalhos no campo devem avançar sem grandes interrupções, aumentando a oferta de milho no mercado. A Grainsights aponta que esse volume maior de produto disponível tende a pressionar os preços nas principais regiões produtoras do país.
- Armazenagem volta ao debate: a falta de espaço para armazenar grãos deve voltar a ser um desafio importante para os produtores brasileiros. Com a chegada do milho safrinha e significativo volume de soja estocado, a disputa por silos tende a aumentar. “Em muitas regiões, produtores podem se ver obrigados a vender o milho logo após a colheita para evitar perdas de qualidade”, pontua a Grainsights.
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- Geadas entram no radar: apesar do clima mais quente no Centro-Oeste, o mercado continuará atento às previsões para a Região Sul. A possibilidade de frentes frias e geadas em áreas produtoras do Paraná e de Santa Catarina liga um alerta ao mercado. “Caso o frio afete as lavouras de milho mais tardias, os preços poderão reagir com altas devido ao aumento do risco para a produção”, destaca a plataforma.
- Monitoramento da safra dos EUA: no mercado internacional, as atenções estarão voltadas para os relatórios semanais de acompanhamento da safra norte-americana. Os investidores observarão principalmente as condições das lavouras de milho classificadas como “boas” ou “excelentes”. Segundo a Grainsights, caso o clima adverso, com excesso de chuvas ou frio intenso, prejudique o desenvolvimento das plantações no Corn Belt (cinturão do milho), os preços poderão subir diante das preocupações com a produção.
- Macroeconomia e oportunidades: o cenário econômico global e doméstico continua favorecendo um dólar mais firme e sujeito a oscilações. Com a inflação ainda pressionada no Brasil e os juros permanecendo elevados tanto aqui quanto nos Estados Unidos, a moeda norte-americana tende a seguir em patamares sustentados. Para o agronegócio, esse movimento ajuda a compensar parte da pressão dos preços internacionais.
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Colheita da safrinha de milho chega a 2,4% no Centro-Sul, aponta AgRural

A colheita da segunda safra de milho, a safrinha, alcançou 2,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última quinta-feira (28), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (1). Na semana anterior, o índice era de 0,9%, e, no mesmo período do ano passado, estava em 1,3%. O avanço é liderado por Mato Grosso, enquanto o Paraná ainda registra ritmo mais lento por causa da umidade.
De acordo com a AgRural, Mato Grosso concentra o maior avanço dos trabalhos de campo nesta fase inicial da colheita. O Paraná aparece na sequência, mas com distância maior, já que a umidade ainda limita a entrada das máquinas em parte das áreas produtoras.
A consultoria informou que a expectativa é de boas produtividades em Mato Grosso e no Paraná, além de Mato Grosso do Sul e da região sul de São Paulo. Esse quadro sugere desempenho mais favorável em áreas que mantiveram umidade suficiente para o desenvolvimento das lavouras até a reta final do ciclo.
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Em sentido contrário, produtores do norte de São Paulo, de Minas Gerais e de Goiás já fazem contas sobre as perdas associadas à estiagem prolongada. O levantamento não detalha, no material disponível, o percentual de quebra por Estado nem a área afetada em hectares, o que limita uma mensuração mais precisa do impacto regional neste momento.
Os dados mostram que a colheita avança em ritmo superior ao de igual período de 2025, mas o resultado final da safrinha no Centro-Sul seguirá condicionado pela diferença climática entre as regiões. Como o milho de segunda safra tem peso central na oferta nacional do cereal, o comportamento da produtividade nesses Estados será determinante para a consolidação da produção.
A evolução da colheita nas próximas semanas deve oferecer um quadro mais claro sobre o tamanho das perdas nas áreas atingidas pela seca e sobre o potencial produtivo nas regiões com melhor condição de umidade. Até lá, a leitura disponível indica um início de colheita mais adiantado no Centro-Sul, mas com desempenho desigual entre os Estados.
Fonte: Estadão Conteúdo
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BNDES libera R$ 150 milhões do Sertão Vivo para agricultores da Paraíba

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (1º), em João Pessoa (PB), apoio de R$ 150 milhões ao programa Sertão Vivo na Paraíba. A iniciativa é voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no semiárido e à adaptação às mudanças climáticas. Segundo o banco, mais de 37,6 mil famílias em 157 municípios devem ser atendidas, com alcance estimado de cerca de 150 mil pessoas.
De acordo com o BNDES, o pacote para a Paraíba reúne cerca de R$ 126,4 milhões em crédito e aproximadamente R$ 23,6 milhões em recursos não reembolsáveis. A estrutura financeira foi montada em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e com o Green Climate Fund (GCF).
Os recursos devem financiar tecnologias de acesso à água, ampliação de infraestrutura hídrica, assistência técnica e implantação de sistemas produtivos adaptados ao semiárido, como agroflorestas e quintais produtivos. A proposta é reduzir a exposição de produtores a secas recorrentes e ampliar a capacidade de manutenção da produção em áreas com insegurança hídrica.
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Na prática, o crédito será direcionado aos investimentos produtivos e de infraestrutura, enquanto a parcela não reembolsável deverá sustentar capacitação, suporte técnico e fortalecimento das comunidades atendidas. Segundo o BNDES, o programa prioriza mulheres, jovens e comunidades tradicionais.
Durante o lançamento, o diretor do Fida para o Brasil, Arnoud Hameleers, afirmou que o semiárido está entre as regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e que o investimento em água, produção sustentável e resiliência climática integra a estratégia de longo prazo do programa.
Para o setor agropecuário local, a medida tem relação direta com a capacidade de elevar produtividade, reduzir risco climático e ampliar a segurança alimentar em propriedades familiares. O banco também informou que a iniciativa prevê recuperação de áreas degradadas da caatinga, uso mais eficiente da água e redução de emissões associadas à produção.
Após a fase inicial de preparação, concluída em maio, o programa entra agora na etapa de implementação, com contratação de equipes e início das ações nos territórios prioritários.
O avanço do Sertão Vivo na Paraíba dependerá da execução estadual, da oferta de assistência técnica e da implantação das estruturas previstas. Até o momento, não foram detalhados pelo BNDES o cronograma operacional por município nem os critérios de acesso das famílias aos investimentos produtivos.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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