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1 de junho de 2026

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Colheita da safrinha de milho chega a 2,4% no Centro-Sul, aponta AgRural

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A colheita da segunda safra de milho, a safrinha, alcançou 2,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última quinta-feira (28), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (1). Na semana anterior, o índice era de 0,9%, e, no mesmo período do ano passado, estava em 1,3%. O avanço é liderado por Mato Grosso, enquanto o Paraná ainda registra ritmo mais lento por causa da umidade.

De acordo com a AgRural, Mato Grosso concentra o maior avanço dos trabalhos de campo nesta fase inicial da colheita. O Paraná aparece na sequência, mas com distância maior, já que a umidade ainda limita a entrada das máquinas em parte das áreas produtoras.

A consultoria informou que a expectativa é de boas produtividades em Mato Grosso e no Paraná, além de Mato Grosso do Sul e da região sul de São Paulo. Esse quadro sugere desempenho mais favorável em áreas que mantiveram umidade suficiente para o desenvolvimento das lavouras até a reta final do ciclo.

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Em sentido contrário, produtores do norte de São Paulo, de Minas Gerais e de Goiás já fazem contas sobre as perdas associadas à estiagem prolongada. O levantamento não detalha, no material disponível, o percentual de quebra por Estado nem a área afetada em hectares, o que limita uma mensuração mais precisa do impacto regional neste momento.

Os dados mostram que a colheita avança em ritmo superior ao de igual período de 2025, mas o resultado final da safrinha no Centro-Sul seguirá condicionado pela diferença climática entre as regiões. Como o milho de segunda safra tem peso central na oferta nacional do cereal, o comportamento da produtividade nesses Estados será determinante para a consolidação da produção.

A evolução da colheita nas próximas semanas deve oferecer um quadro mais claro sobre o tamanho das perdas nas áreas atingidas pela seca e sobre o potencial produtivo nas regiões com melhor condição de umidade. Até lá, a leitura disponível indica um início de colheita mais adiantado no Centro-Sul, mas com desempenho desigual entre os Estados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa e Carrefour firmam parceria para qualificar produtores de hortifrúti

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A Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), e o Grupo Carrefour Brasil firmaram uma parceria para qualificar fornecedores e produtores, principalmente de frutas, legumes e verduras (FLV). O acordo foi anunciado em 1º de junho e prevê a oferta de conteúdos técnicos em formato virtual, com foco em rastreabilidade, segurança alimentar, sustentabilidade e gestão na cadeia de abastecimento.

Segundo as instituições, a iniciativa vai utilizar a base do Curso de Tecnologia Pós-colheita em Frutas e Hortaliças, já disponível gratuitamente na plataforma e-Campo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o pesquisador Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação, o curso reúne sete módulos e recebeu cerca de 28,5 mil inscrições desde 2019, com participantes de todos os estados brasileiros e de 23 países.

A proposta é integrar esse conteúdo à Jornada da Autonomia do Grupo Carrefour Brasil, que reúne as bandeiras Atacadão, Carrefour e Sam’s Club. O acordo de cooperação técnica terá duração de quatro anos. Conforme as entidades, o objetivo é apoiar o monitoramento de indicadores, identificar pontos de melhoria e ampliar ações de capacitação voltadas à qualidade dos alimentos, à rastreabilidade, à conformidade socioambiental e à eficiência produtiva.

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Na prática, a parceria alcança um elo sensível da cadeia de FLV, segmento em que exigências de pós-colheita, padronização, controle de origem e atendimento a protocolos de segurança alimentar influenciam perdas, acesso ao varejo e organização da oferta. A aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo também pode ampliar a circulação de boas práticas entre fornecedores e produtores, especialmente em temas ligados a responsabilidade social, saúde e segurança e direitos trabalhistas.

Marcos Ferreira afirmou que a cooperação pode contribuir para entender com mais detalhe as demandas do mercado de frutas, verduras e legumes e aproximar as pesquisas sobre qualidade do alimento da realidade comercial. Já o Grupo Carrefour Brasil informou, por meio de seu diretor de Gestão de Riscos, Elizeu Lucena, que a iniciativa busca levar conhecimento técnico-científico à ponta da cadeia com foco em gestão e conformidade.

Com a cooperação estruturada por quatro anos, o avanço da iniciativa dependerá da adesão de fornecedores e produtores aos conteúdos e práticas previstas. As instituições não detalharam, até o momento, metas quantitativas de alcance, indicadores de desempenho ou número de participantes esperado nesta nova etapa.

Fonte: embrapa.br

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BNDES libera R$ 150 milhões do Sertão Vivo para agricultores da Paraíba

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira (1º), em João Pessoa (PB), apoio de R$ 150 milhões ao programa Sertão Vivo na Paraíba. A iniciativa é voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no semiárido e à adaptação às mudanças climáticas. Segundo o banco, mais de 37,6 mil famílias em 157 municípios devem ser atendidas, com alcance estimado de cerca de 150 mil pessoas.

De acordo com o BNDES, o pacote para a Paraíba reúne cerca de R$ 126,4 milhões em crédito e aproximadamente R$ 23,6 milhões em recursos não reembolsáveis. A estrutura financeira foi montada em parceria com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), e com o Green Climate Fund (GCF).

Os recursos devem financiar tecnologias de acesso à água, ampliação de infraestrutura hídrica, assistência técnica e implantação de sistemas produtivos adaptados ao semiárido, como agroflorestas e quintais produtivos. A proposta é reduzir a exposição de produtores a secas recorrentes e ampliar a capacidade de manutenção da produção em áreas com insegurança hídrica.

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Na prática, o crédito será direcionado aos investimentos produtivos e de infraestrutura, enquanto a parcela não reembolsável deverá sustentar capacitação, suporte técnico e fortalecimento das comunidades atendidas. Segundo o BNDES, o programa prioriza mulheres, jovens e comunidades tradicionais.

Durante o lançamento, o diretor do Fida para o Brasil, Arnoud Hameleers, afirmou que o semiárido está entre as regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e que o investimento em água, produção sustentável e resiliência climática integra a estratégia de longo prazo do programa.

Para o setor agropecuário local, a medida tem relação direta com a capacidade de elevar produtividade, reduzir risco climático e ampliar a segurança alimentar em propriedades familiares. O banco também informou que a iniciativa prevê recuperação de áreas degradadas da caatinga, uso mais eficiente da água e redução de emissões associadas à produção.

Após a fase inicial de preparação, concluída em maio, o programa entra agora na etapa de implementação, com contratação de equipes e início das ações nos territórios prioritários.

O avanço do Sertão Vivo na Paraíba dependerá da execução estadual, da oferta de assistência técnica e da implantação das estruturas previstas. Até o momento, não foram detalhados pelo BNDES o cronograma operacional por município nem os critérios de acesso das famílias aos investimentos produtivos.

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Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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‘Nos últimos 20 anos, onde teve soja, teve desenvolvimento no Brasil’, diz líder de negócios da Bayer

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Foto: Pixabay

O Brasil passou por uma verdadeira revolução agrícola nas últimas duas décadas, e a soja foi uma das grandes protagonistas dessa transformação. O país se consolidou em produtividade e produção de soja, tornando-se uma referência global.

Para Fernando Oliveira, líder de negócios de soja da Bayer Brasil, os resultados alcançados colocam o país em posição de destaque no cenário internacional. Atualmente, produtores brasileiros alcançam médias superiores a 60 sacas por hectare, inclusive em áreas mais recentes de expansão agrícola, utilizando tecnologias que permitem ciclos produtivos mais eficientes e sustentáveis. “A soja foi um veículo de progresso nos últimos 20 anos. Onde teve soja, teve desenvolvimento”, afirma.

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A demanda global por soja dobrou nos últimos 20 anos, e o Brasil foi responsável por absorver cerca de 60% desse crescimento. Hoje, o país ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial do grão, que representa aproximadamente 37% das exportações do agronegócio brasileiro.

Os pilares do progresso

De acordo com o executivo, esse desempenho foi construído sobre quatro pilares fundamentais, sendo ambiente institucional, infraestrutura, tecnologia e o perfil do agricultor brasileiro.

“Hoje o Brasil tem um grande potencial competitivo fundamentado nesses quatro pilares. O primeiro é o ambiente institucional, com leis relacionadas à propriedade intelectual e à proteção de cultivares. Já o segundo é a infraestrutura, com hidrovias, rodovias e outros sistemas logísticos capazes de escoar cerca de 180 milhões de toneladas, algo que poucos países conseguem fazer”, explica.

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O terceiro pilar é a tecnologia. Ao longo das últimas décadas, empresas públicas, como a Embrapa, fundações de pesquisa e companhias privadas investiram fortemente em genética, biotecnologia, defensivos e maquinários agrícolas, contribuindo para elevar a produtividade das lavouras.

Já o quarto fator está relacionado ao produtor rural. “O agricultor brasileiro, de maneira muito arrojada, investiu e acreditou no potencial da atividade. É inovador, jovem, empreendedor e disposto a assumir riscos. Por isso, o Brasil está colhendo recordes de produtividade”, destaca Oliveira.

Além disso, o impacto da soja vai além da porteira, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras. Atualmente, municípios com forte presença da cultura registram Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) superior à média nacional, evidenciando os benefícios gerados para toda a sociedade.

Clima como foco

Além dos avanços estruturais, a agricultura brasileira enfrenta as mudanças climáticas. O clima tropical brasileiro exige soluções específicas para combater pragas e doenças e garantir ganhos contínuos de produtividade.

“O Brasil, por ter um clima tropical, precisa de soluções customizadas. As pragas e doenças evoluem rapidamente e, para o país continuar na vanguarda, precisamos investir constantemente em novas tecnologias”, explica o executivo.

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Nesse cenário, as biotecnologias ganham cada vez mais espaço no campo. “O Brasil é hoje o mercado mais atrativo para a soja. Outras empresas também estão investindo em soluções, e isso cria um ciclo muito positivo para toda a cadeia produtiva”, destaca o líder da Bayer.

O que esperar do futuro?

Para Oliveira, o objetivo é que o Brasil continue sendo protagonista. “Nós vemos uma demanda maior por alimentos, e a produção e a demanda global devem aumentar pelo menos 50% até 2050. Além disso, existe um elemento novo relacionado às questões geopolíticas e à transição energética, que exigirá uma produção cada vez maior de combustíveis provenientes de fontes renováveis”, comenta.

Para ele, a soja pode ser um grande motor dessa oportunidade, produzindo biocombustíveis e ajudando o Brasil a permanecer na vanguarda da agricultura mundial, continuando a gerar prosperidade. “É isso que esperamos para os próximos anos. Que o Brasil continue se desenvolvendo e que a soja siga trazendo progresso para as cidades, produtores e toda a cadeia produtiva”, conclui.

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