Sustentabilidade
Área plantada e intensidade de tratamentos impulsionam alta de 6% nos defensivos da soja, para US$ 10 bilhões – MAIS SOJA

O mercado de defensivos agrícolas utilizados na soja cresceu 6%, para US$ 10 bilhões, na safra 2025-26, ante US$ 9,45 bilhões do ciclo anterior. Os dados são do recém-divulgado estudo anual FarmTrak Soja, da Kynetec Brasil. Segundo a consultoria, esse desempenho foi impulsionado pelo aumento de 1,5% da área plantada, que nas regiões analisadas ficou acima de 47 milhões de hectares, e pela elevação de quase 9% na intensidade dos tratamentos, cuja média subiu de 30,5 (2024-25) para 33,2.
“A desvalorização do real frente ao dólar, levando em conta o período de compra dos insumos da soja, impactou negativamente no desempenho geral dos defensivos, na ordem de 4,5%. O mercado, portanto, poderia ter crescido mais”, ressalta Vitor Hugo Leite, especialista em pesquisas da Kynetec.
Em relação aos preços, a Kynetec, hoje a principal empresa de pesquisas de mercado para o agronegócio, apurou investimento médio unitário do produtor, por aplicação, de R$ 35,89 em 2025-26, valor similar ao do ciclo anterior, de R$ 35,61.
Por categoria de produtos, o FarmTrak Soja mostrou que os fungicidas permaneceram na liderança, responsáveis por 39% do mercado total ou US$ 3,9 bilhões. Na segunda posição, os herbicidas totalizaram US$ 2,5 bilhões, 24%, seguidos dos inseticidas, R$ 2,3 bilhões ou 23%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros produtos somaram US$ 1,4 bilhão, 14%.
Já a área potencial tratada (PAT) na safra 2025-26 – indicador que compreende a somatória de todas as aplicações de produtos feitas no período – chegou a 1,563 bilhão de hectares, 11% acima do número anterior (1,414 bilhão de hectares).
Avanço dos nematicidas
De acordo com Vitor Hugo Leite, a categoria dos nematicidas têm ganhado relevância nas compras de insumos. Conforme o executivo, o segmento cresceu 28% frente à safra 2024-25, para US$ 320 milhões, correspondentes a 3,2% do mercado total.
Segundo antecipou a Kynetec, a área potencial tratada (PAT) por nematicidas no Brasil teve alta de 40% em 2025-26, para 31,46 milhões de hectares, frente a 22,51 milhões de hectares observados na temporada anterior.
“Até a safra 2017-18, o manejo de nematicidas era ‘marginal’. Sua aplicação ocorria em menos de 5% da área cultivada”, explica Leite. “Nos últimos anos, a pesquisa registra evolução contínua do segmento. No ciclo 2025-26, os produtos cobriram 49% dos cultivos”, ele compara. “Há mais conscientização, nos dias de hoje, quanto aos riscos dessa praga”, resume.
O FarmTrak detectou ainda outro movimento importante do produtor, este relacionado ao uso de variedades de soja contendo alguma característica de tolerância ou resistência aos nematoides. Segundo Leite, na safra 2025-26, 31% da área plantada receberam essas cultivares, contra 27% do período 2021-22, por exemplo.
“Nematoides afetam o sistema produtivo no todo. As práticas para o controle vão além do uso de defensivos e de variedades com características de tolerância e resistência. O produtor tem de manter a população da praga em níveis baixos, para prevenir perdas.”
Entretanto, conclui Leite, a pesquisa indica que a adoção de nematicidas ainda está longe de ser homogênea. Em regiões como Goiás, Mato Grosso, Rondônia e no Mapitobapa (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia e Pará), a adesão aos produtos ultrapassa 60%. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, se situa na faixa 10% da área plantada, exemplifica o executivo.
O FarmTrak Soja resultou de mais de 3,725 mil entrevistas feitas pessoalmente com produtores de soja, em toda a fronteira agrícola brasileira.
A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais informações, clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:
- Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
- Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
- Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
- Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
- HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
- Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
- Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
- STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
- BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.
A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.
De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.
Referências bibliográficas.
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202

Sustentabilidade
Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.
Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.
O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.
O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.
Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.
O boletim completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.
Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.
A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.
Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.
Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.
O estudo completo pode ser acessado aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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