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1 de junho de 2026

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Abertura da Colheita de Milho Segunda Safra em Querência terá painéis sobre crédito e inovação; inscreva-se

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Dois painéis técnicos focados em crédito, custos e inovação marcam a programação da Abertura Nacional da Colheita de Milho Segunda Safra, que ocorre no dia 3 de junho na Estância VN, em Querência. O evento debate os rumos do setor com as discussões “Os Desafios do Agro Brasileiro: crédito, custos e competividade no campo” e “Novos Caminhos para o Agro: inovação, cooperação e oportunidades no milho”. O encontro presencial integra o projeto Mais Milho, desenvolvido pelo Canal Rural Mato Grosso em parceria com a Abramilho e a Aprosoja Mato Grosso Grosso.

O debate sobre as perspectivas do cereal ocorre em um momento decisivo para o agricultor brasileiro, caracterizado por custos de produção elevados, juros altos e crédito mais apertado. Para além das discussões mercadológicas sobre descapitalização e endividamento, os painéis abordam soluções práticas como o cooperativismo, a eficiência produtiva e o avanço do etanol de milho como alternativa estratégica. As inscrições para acompanhar as atividades e os debates na região do Vale do Araguaia já estão abertas no site oficial do projeto.

Além da programação de debates, o público poderá acompanhar, pela primeira vez na história do projeto, o início dos trabalhos das máquinas ao pôr do sol. As colheitadeiras entram em campo a partir das 16h30 (horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelo Canal Rural, retratando a continuidade das operações no campo. Na propriedade que sedia o evento, as perspectivas são otimistas, com previsão de produtividade entre 170 e 180 sacas de cereal por hectare na atual temporada.

As inscrições para participar presencialmente são gratuitas e podem ser feitas pelo link: https://eventos.canalrural.com.br/mais-milho.

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Preparativos e infraestrutura

“Estamos terminando de ajustar os detalhes finais”, afirma o produtor rural catarinense Irio Guisolphi, comandante da Estância VN e referência na região por sua gestão baseada em capital próprio e investimentos robustos em armazenagem.

O Brasil ocupa a posição de terceiro maior produtor de milho do mundo, sendo Mato Grosso responsável por cerca de 50% da produção nacional. Segundo projeções de abril da Conab, as perspectivas para a segunda safra no país são de 108,5 milhões de toneladas. Já o Imea indica que o estado mato-grossense deve colher 52,653 milhões de toneladas, consolidando a segunda maior produção de sua série histórica.

O projeto Mais Milho chega à sua 10ª temporada com o objetivo de levar informações qualificadas para auxiliar a tomada de decisão do produtor rural tanto na primeira quanto na segunda safra. A iniciativa promove debates, programas de televisão e fóruns técnicos ao longo do ciclo, focando no olhar de quem enfrenta obstáculos climáticos e econômicos e encontra estratégias para superá-los.

A iniciativa busca soluções para os desafios enfrentados dentro e fora das fazendas. Para isso, o projeto dá visibilidade ao posicionamento das entidades representativas, do setor de pesquisa, das tradings e dos grandes consumidores do grão brasileiro, consolidando a agricultura nacional como referência de resiliência e tecnologia no cenário global.

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Embrapa Café destaca qualidade, inovação e origem na AgroBrasília 2026

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A Embrapa Café participou da AgroBrasília 2026, na sexta-feira (22), com duas palestras voltadas à qualidade, à inovação e à valorização da cafeicultura brasileira. As apresentações ocorreram no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em referência ao Dia Nacional do Café, celebrado em 24 de maio. O evento também recebeu resultados de um diagnóstico sobre a produção de café no Distrito Federal, com foco em estrutura produtiva, qualidade e possível diferenciação por origem.

Na programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, apresentou o tema “Cafés do Brasil: ciência, saberes, diversidade e inovação que transformam territórios”. Segundo ela, o manejo adequado desde a lavoura até o armazenamento influencia a qualidade final da bebida e pode reduzir problemas associados a fungos e toxinas.

Renata afirmou que a diversidade de climas, solos, biomas e sistemas de produção é um dos diferenciais da cafeicultura nacional. A pesquisadora também destacou estratégias de agregação de valor, como investimentos em pós-colheita, fermentações controladas e valorização da origem. Como exemplo, citou Rondônia, onde, segundo a apresentação, a produtividade média passou de 7 sacas por hectare para cerca de 60 sacas por hectare em 20 anos.

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A segunda palestra foi conduzida pela barista Juliana Morgado, campeã brasileira de Brewers Cup na categoria de café filtrado e representante do Brasil no World Brewers Cup 2026, entre 25 e 27 de junho, em Bruxelas, na Bélgica. Ela destacou que competições internacionais ajudam a difundir conhecimento técnico, conectar produtores e consumidores e ampliar a visibilidade dos cafés brasileiros de qualidade.

À tarde, no estande do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), a pesquisadora Lívia Lacerda, da Universidade de Brasília (UnB), apresentou resultados do projeto sobre qualidade química e sensorial dos cafés produzidos no Distrito Federal. De acordo com o estudo, os seis maiores produtores respondem por cerca de 95% da produção reportada, enquanto Paranoá, Planaltina, Sobradinho II e Gama concentram aproximadamente 85% da área plantada.

O diagnóstico reúne informações sobre propriedades, sistemas de cultivo, solos, condições climáticas, grãos verdes e torrados, bebida e percepção dos consumidores. A proposta é apoiar decisões de manejo, assistência técnica e posicionamento de mercado para os cafés do Distrito Federal.

Os dados apresentados indicam que a diferenciação por qualidade e origem pode ganhar espaço na cafeicultura do Distrito Federal, mas a consolidação desse processo depende do avanço das próximas etapas do estudo, que devem aprofundar a análise por regiões produtoras, safras e materiais genéticos, segundo a UnB.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa e Grupo Carrefour Brasil assinam acordo para capacitar produtores rurais

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Grupo Carrefour Brasil assinam nesta terça-feira (2), em São Paulo (SP), um acordo de cooperação técnica voltado à qualificação de fornecedores e produtores rurais. A cerimônia está prevista para as 9h, no prédio da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, com participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Segundo as informações divulgadas na pauta oficial, a parceria prevê ações de capacitação direcionadas a fornecedores e produtores rurais. O foco do acordo está em quatro frentes: qualidade, rastreabilidade, conformidade socioambiental e eficiência produtiva.

A formalização ocorrerá durante a inauguração do escritório da Embrapa no estado de São Paulo. O evento será realizado na Rua 13 de Maio, 1558, 10º andar, no bairro Bela Vista, endereço da Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Pelo conteúdo antecipado, a cooperação reúne um centro público de pesquisa agropecuária e um grupo de grande presença no varejo alimentar. Em termos técnicos, esse tipo de iniciativa pode ampliar a difusão de protocolos ligados a padronização, controle de origem e adequação de processos produtivos, temas que têm peso crescente nas relações entre campo, indústria e varejo.

A rastreabilidade e a conformidade socioambiental, citadas na pauta, estão associadas a exigências de mercado e a mecanismos de verificação da origem da produção. Já as ações de capacitação em eficiência produtiva tendem a envolver orientação técnica para melhorar processos, reduzir perdas e adequar padrões de fornecimento.

Até o momento, o material divulgado informa o objetivo geral da parceria, mas não detalha metas numéricas, prazos de execução, número de produtores atendidos ou recorte por cadeia produtiva. Esses pontos serão relevantes para medir o alcance prático do acordo sobre fornecedores, cooperativas e produtores integrados às cadeias de abastecimento.

A assinatura do acordo indica uma aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo na agenda de qualificação de fornecedores. O impacto operacional da medida dependerá dos detalhes técnicos ainda não informados oficialmente, como cronograma, público atendido e critérios de adesão.

Fonte: gov.br

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Nobel aposta em inteligência de mercado para crescer no setor de insumos

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Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).

Fundada em 2022, a Nobel Trading vem ganhando espaço no mercado de importação de insumos agrícolas ao adotar um modelo operacional enxuto e baseado em dados. Com sede em Florianópolis (SC), a empresa conecta fornecedores internacionais a cooperativas, indústrias e empresas do agronegócio brasileiro.

“A Nobel foi criada para trazer um pouco dessa informação de mercado, democratizar esse acesso à informação. Por tudo que nós fazemos, nós consideramos a Nobel uma empresa de inteligência de mercado”, afirma o fundador e CEO da companhia, Rafael Diegues.

O crescimento da Nobel ocorre em um cenário de alta demanda por fertilizantes no país. Em 2025, o Brasil importou cerca de 45,5 milhões de toneladas, reforçando a dependência externa e ampliando o papel de empresas que atuam na intermediação desse fluxo.

“O produtor vem investindo muito em tecnologia, mas ele não se atenta muito a essa janela de oportunidade dos insumos, que faz parte do custo dele e é fundamental para ter um resultado na safra”, destaca. 

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Receita salta e empresa entra em ranking nacional

A trajetória recente da companhia é marcada por forte expansão. Após registrar faturamento de R$ 1,8 milhão em 2023, a Nobel alcançou R$ 30,6 milhões em receita operacional líquida em 2024, avanço de 1.530% em um ano.

Segundo Diegues, o crescimento está ligado ao controle das operações e ao uso intensivo de informações de mercado. “A operação foi estruturada para manter controle sobre todas as etapas, da negociação à entrega, o que permite maior previsibilidade mesmo em um mercado sujeito a variações de preço e câmbio”, afirma.

Ele também destaca a estratégia adotada desde o início da empresa. “Quem compra e vende, o dinheiro está na compra. Se você compra no momento correto e tem um pouco de previsibilidade na operação, consegue replicar isso e aos poucos você vai ganhando escala.”

Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).
Rafael Diegues, CEO da Nobel (Foto: Thiago Braga).

Modelo integra operação do início ao fim

A Nobel atua de ponta a ponta na cadeia de importação. A operação inclui negociação direta com fornecedores internacionais, gestão cambial, acompanhamento de embarques e entrega ao cliente final.

A empresa utiliza a infraestrutura portuária de Santa Catarina, com acesso a terminais como Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Imbituba, por onde ocorre a entrada dos produtos no país.

O portfólio está dividido em duas frentes:

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  • Agrícola: ureia granulada e perolada e cloreto de potássio, com origem em mercados como Rússia e Oriente Médio.
  • Nutrição animal: insumos como fosfato bicálcico, voltados à alimentação de ruminantes, com fornecimento internacional, incluindo a China.

Uso de dados orienta decisões de compra

Um dos pilares do modelo de negócio é o uso de tecnologia e inteligência de mercado. A empresa opera com um sistema interno que reúne histórico de preços dos últimos anos, permitindo monitorar oscilações e identificar oportunidades de compra.

“A base de tudo que a gente faz aqui é em cima de dados e não tanto de feeling. A gente conversa com produtores e traders lá fora, acessa informações desses fornecedores e compila tudo em um sistema interno”, diz Diegues.

Além disso, a Nobel produz um relatório semanal gratuito com dados sobre preços, câmbio e dinâmica do setor, distribuído a clientes e interessados.

De acordo com o executivo, a iniciativa busca reduzir a assimetria de informação no mercado. “Existem outros reports de mercado, mas muitos são caros e com uma linguagem muito técnica. A gente tenta traduzir isso de uma maneira mais prática e direta.”

Origem e estrutura enxuta marcam operação

A empresa foi criada a partir da experiência de Rafael Diegues no agronegócio e no mercado internacional. Engenheiro mecânico, ele atuou nos Estados Unidos antes de retornar ao Brasil e trabalhar com comercialização de grãos.

A Nobel iniciou as atividades focada na importação de ureia, em meio à volatilidade do mercado global de fertilizantes causada pela guerra entre Rússia e Ucrânia. O cenário limitou o avanço inicial, com retomada a partir de 2023.

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“A Nobel foi criada praticamente do zero. Começamos pequenos, reinvestindo na operação e crescendo aos poucos”, afirma.

A operação começou com uma estrutura reduzida, formada pelo fundador e pela co-fundadora e sócia, Cynthia Moreira, que atua como diretora de operações. Atualmente, a empresa conta com cerca de 20 colaboradores e segue em expansão.

Mercado segue volátil e exige gestão integrada

O crescimento da Nobel ocorre em um ambiente marcado por volatilidade de preços, câmbio e logística. Nesse contexto, o modelo “asset-light”, com foco em dados e controle de processos, tem sido utilizado como estratégia para garantir previsibilidade nas operações.

“O mercado é globalizado. O que acontece na China, no Oriente Médio ou na Rússia pode ter impacto direto no produtor aqui”, afirma Diegues.

A empresa atua como intermediária na cadeia de importação de insumos, conectando mercados globais à demanda brasileira em um setor considerado estratégico para o agronegócio.

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“A gente tenta trazer para o nosso cliente as informações que a gente mesmo tem e opera, e democratizar um pouco esse acesso à informação. O produtor investe muito na produção em si, mas muitas vezes não se atenta à janela de oportunidade dos insumos, que é fundamental para ele ter um resultado melhor na safra”, conclui. 

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