Sustentabilidade
Produtores gaúchos iniciam plantio do trigo sob cenário de cautela para a safra 2026 – MAIS SOJA

A semeadura do trigo está em fase inicial, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para os principais materiais utilizados no Estado. As condições de tempo seco favoreceram as operações de manejo de resteva, dessecação e preparo das áreas, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, em parte das regiões produtoras, a baixa umidade do solo limitou o estabelecimento das primeiras áreas semeadas, o que condicionou os produtores a aguardarem precipitações mais regulares para assegurar condições adequadas de germinação e emergência.
O cenário para a safra 2026 sinaliza redução expressiva da área cultivada em relação ao ciclo anterior devido à combinação de fatores, como elevados custos de produção, baixa atratividade econômica do cereal e aumento da percepção de risco produtivo, associado a atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.
Contudo, ocorre antecipação da semeadura em parte das áreas não vinculadas a financiamentos ou cobertura securitária como estratégia para posicionar as fases de florescimento e de enchimento de grãos antes da intensificação das precipitações primaveris.
A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura prosseguiu lentamente, mesmo com a colheita da soja praticamente concluída. Em Manoel Viana, produtores já dispõem de insumos adquiridos e áreas preparadas, mas devido à insuficiência de umidade no solo, aguardam precipitações para iniciar a implantação.
Em São Borja, intensificam-se os relatos de desistência do cultivo do trigo em função da combinação entre previsão de El Niño intenso, elevados custos de produção e maior rigor das empresas na classificação qualitativa dos grãos. A estimativa de redução de área inicialmente prevista no município tende a se ampliar, com expansão de culturas alternativas, como canola, carinata, linhaça e painço. Na Campanha, os produtores aproveitam o tempo seco para preparar o solo, considerando que a implantação tradicionalmente ocorre a partir do final de junho.
Na de Caxias do Sul, a semeadura ainda não foi iniciada. Na Região da Serra, o plantio normalmente se concentra entre a segunda quinzena de junho e a primeira de julho. Nos Campos de Cima da Serra, ocorre predominantemente ao longo de julho. A expectativa é de redução de aproximadamente 30% da área cultivada em relação à safra anterior.
Na de Frederico Westphalen, a estimativa inicial aponta retração próxima a 20% em relação à safra passada. Na de Ijuí, a semeadura iniciou, alcançando aproximadamente 7% da área projetada. As sementes se encontram em fase de embebição, ainda sem emergência observada. O avanço do plantio foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e pelas boas condições operacionais do solo. Prosseguem os trabalhos de dessecação para manejo de plantas espontâneas.
Observa-se estímulo de empresas de energia ao cultivo destinado à produção de etanol, em detrimento da produção de grãos para indústria de alimentos. Também há baixa procura por sementes fiscalizadas e crédito de custeio, o que amplia o uso de sementes salvas e de recursos próprios, além de reforçar a tendência de redução da área cultivada.
Na de Santa Rosa, a semeadura atinge 6%, concentrada em lavouras não vinculadas a financiamentos ou coberturas de seguro rural. A expectativa de inverno com menor intensidade de geadas também estimula a antecipação do plantio. Há recorrência de cultivos implantados com redução ou ausência de adubação de base, o que condiciona futuras aplicações nitrogenadas ao desempenho inicial da cultura. A estimativa preliminar aponta redução próxima de 30% da área cultivada em comparação a 2025.
Na de Soledade, estima-se redução superior a 30% na área cultivada em relação à safra anterior. A semeadura alcança cerca de 7% da área projetada.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,88%, passando de R$ 63,68 para R$ 64,24.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Soja deve atingir 174,9 milhões de toneladas em 2026 e exige maior eficiência no tratamento de sementes – MAIS SOJA

A produção brasileira de soja deve alcançar 174,9 milhões de toneladas em 2026, novo recorde da série histórica apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume faz parte de uma safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada em 353 milhões de toneladas no levantamento de julho.
O volume de produção exige atenção em uma etapa anterior à chegada das sementes ao campo: processar grandes quantidades com qualidade e regularidade no tratamento de sementes. Para a indústria de sementes, o avanço da soja aumenta a demanda por processos capazes de conservar um padrão em cada etapa do Tratamento de Sementes Industrial (TSI).
Escala recorde aumenta a pressão por eficiência
Quando o volume processado cresce, a repetibilidade das operações ganha peso. No TSI, isso significa buscar uniformidade na aplicação dos produtos, bom recobrimento das sementes, secagem adequada e fluidez ao longo do processo.
O Tratamento de Sementes Industrial ocorre em ambiente controlado e utiliza equipamentos específicos para aplicação dos diferentes componentes do tratamento. Entre as tecnologias presentes estão os polímeros e os pós secantes, usados no revestimento das sementes.
Para a Laborsan Agro, especializada em tecnologia de Film Coating, o aumento da escala da soja exige atenção à capacidade de processamento e à regularidade da operação.
“Com o volume que a soja alcançou no Brasil, manter o padrão do tratamento de sementes em grandes escalas exige mais atenção da indústria. O foco recai em processar uma grande quantidade de sementes com a manutenção da qualidade e da regularidade ao longo de toda a operação”, declara Robson Soares, Gerente de Agronomia e Geração de Demanda da Laborsan Agro.
Polímeros e pós secantes contribuem para a padronização
Dentro do TSI, as sementes recebem aplicação de polímero para o recobrimento de sua superfície, essa tecnologia pode contribuir para aspectos como maior adesão dos produtos utilizados, recobrimento e resistência da película formada.
Os pós secantes complementam essa etapa e atuam na secagem e no escoamento das sementes após o tratamento, características importantes em operações que precisam manter o ritmo constante e uniforme, mesmo diante de grandes volumes.
Na tecnologia de Peliculização, ou Film Coating, da Laborsan Agro, a linha de polímeros LabFix atua em conjunto com os pós secantes LabSec. Segundo a empresa, a tecnologia contribui com características como recobrimento, secagem, resistência à abrasão e fluidez nos processos industriais.
Esses atributos passam a ter maior peso à medida que a quantidade de sementes processadas aumenta visto que, em escala industrial, pequenas variações repetidas ao longo dos lotes podem afetar a regularidade e o ritmo da operação.
“Em uma linha de Tratamento de Sementes Industrial, o objetivo é conseguir repetir o processo e conservar um padrão. Polímeros e pós secantes fazem parte dessa construção porque atuam em pontos importantes para a operação, como recobrimento, aderência, secagem e fluidez das sementes”, acrescenta Robson Soares, Gerente de Agronomia e Geração de Demanda da Laborsan Agro.
Sobre a Laborsan Agro
A Laborsan Agro é uma empresa brasileira com quase 30 anos de experiência, especializada no desenvolvimento e comercialização de tecnologias para o setor de insumos do agronegócio. Seu portfólio inclui polímeros e pós secantes para revestimento de sementes por meio da tecnologia Film Coating e conta com outras soluções destinadas aos processos de tratamento e beneficiamento de sementes.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Planejamento e manejo fitossanitário são fundamentais para a sustentabilidade e o sucesso da produção agrícola – MAIS SOJA

O planejamento e o manejo fitossanitário são fundamentais para conciliar produtividade, qualidade dos alimentos, sustentabilidade e viabilidade econômica da atividade agrícola. Esse é o tema do novo episódio da série Conversando com o Especialista, iniciativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).
Disponível nas redes sociais da entidade, o episódio traz o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Laércio Zambolim, responsável pelo “Módulo 8 – Manejo Fitossanitário”, disponível gratuitamente na Plataforma de Treinamentos on-line do Sindiveg.
Para o especialista, o planejamento deve fazer parte da atividade agrícola desde o início do empreendimento e considerar os diferentes fatores que influenciam seus resultados. A busca pelo retorno econômico, segundo ele, precisa estar associada a práticas que contribuam para a preservação dos recursos naturais e para a qualidade da produção.
“Ao empreender, quer seja no ramo da fruticultura, de hortaliças ou de grãos, o produtor tem que ter o estímulo do lado econômico. Mas também visamos, além do lucro, que ele siga as instruções da sustentabilidade ambiental. Não adianta produzir com qualidade sem pensar no meio ambiente em que nós vivemos”, explica Zambolim.
A adoção de práticas responsáveis também pode contribuir para a diferenciação da produção no mercado. Na avaliação do professor, o cuidado com o meio ambiente e a preocupação com a oferta de alimentos saudáveis ajudam a construir uma relação de confiança e a fortalecer a reputação do produtor.
“O cultivo precisa ser diferenciado no mercado. O produtor deve conquistar a reputação de quem cuida do meio ambiente e produz alimentos saudáveis. Ele será distinguido por isso. Sempre haverá lugar para produtores que seguem essas regras”, afirma.
Além da sustentabilidade e da qualidade da produção, o especialista destaca que a consolidação de um empreendimento rural depende da capacidade de atender às demandas do mercado de forma consistente, conciliando qualidade, produtividade e escala.
Outro ponto abordado no episódio é a importância da atualização constante para o aprimoramento do manejo. Com a evolução das práticas de cultivo, adubação e controle de pragas e doenças, acompanhar novos conhecimentos é essencial para apoiar a tomada de decisões no campo. “O produtor precisa buscar conhecimento continuamente. Não pode se acomodar com o que já sabe, porque o mercado atual é dinâmico e as metodologias de cultivo, adubação e controle de pragas e doenças estão em constante evolução”, orienta o professor.
O módulo
A proposta do módulo foi construída a partir da combinação entre conhecimento técnico e experiências práticas relacionadas à realidade agrícola. Para Zambolim, esse conjunto de referências permite oferecer ao produtor um conteúdo aplicável às diferentes etapas do empreendimento.
“O módulo foi elaborado com base na experiência de produtores e técnicos de extensão, na revisão de literatura e nas minhas observações em campo. Essas referências contribuíram para estruturar um conteúdo com orientações aplicáveis à rotina do produtor”, finaliza.
O Módulo 8 – Manejo Fitossanitário está disponível gratuitamente para produtores, técnicos e estudantes clicando aqui.
Sobre o Sindiveg
Há mais de 85 anos, o Sindiveg – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal atua no Brasil representando o mercado de defensivos agrícolas no País, com suas 22 associadas, e dando voz legalmente à indústria de produtos de defesa vegetal em todo o território nacional. O Sindicato tem como propósito a promoção da produção agrícola de forma consciente, com o uso correto dos defensivos, bem como o apoio ao setor no desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos, na promoção do uso consciente de defensivos agrícolas, sempre respeitando as leis, a sociedade e o meio ambiente. Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
El Niño aumenta incertezas sobre safra 2026/27 e impulsiona preços da soja em setembro

As incertezas sobre os impactos do El Niño na safra 2026/27 estão entre os principais fatores que sustentam a valorização da soja neste início de setembro. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento de alta, já observado em agosto, ganhou força nos primeiros dias deste mês.
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Além das preocupações climáticas, os preços encontram suporte na maior demanda asiática pela soja dos Estados Unidos e na intensificação dos conflitos no Oriente Médio.
No Brasil, as atenções se voltam especialmente para as condições climáticas necessárias para o avanço da nova temporada.
A possibilidade de impactos do El Niño aumenta as incertezas em torno do desenvolvimento da safra 2026/27. Ao mesmo tempo, produtores brasileiros aguardam volumes mais significativos de chuva para iniciar as atividades de campo.
De acordo com o Cepea, esse cenário tem afastado vendedores das negociações envolvendo grandes volumes de soja, contribuindo para dar sustentação às cotações no mercado doméstico.
A evolução das condições climáticas, portanto, passa a ter peso importante sobre o comportamento dos produtores e do mercado à medida que os trabalhos da nova temporada se aproximam.
Demanda externa limita avanço dos preços
Apesar do cenário de valorização, o Cepea aponta que a alta no mercado brasileiro foi limitada pela redução da demanda internacional pela soja nacional.
O movimento é considerado comum neste período do ano, quando o mercado se aproxima da entrada da safra dos Estados Unidos e compradores passam a direcionar maior atenção para a oferta norte-americana.
Ainda assim, as exportações brasileiras acumulam desempenho recorde em 2026. Entre janeiro e agosto, o país embarcou 89,86 milhões de toneladas de soja em grão, o maior volume já registrado para o período.
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