Connect with us
28 de maio de 2026

Sustentabilidade

Produtores gaúchos iniciam plantio do trigo sob cenário de cautela para a safra 2026 – MAIS SOJA

Published

on


A semeadura do trigo está em fase inicial, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para os principais materiais utilizados no Estado. As condições de tempo seco favoreceram as operações de manejo de resteva, dessecação e preparo das áreas, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, em parte das regiões produtoras, a baixa umidade do solo limitou o estabelecimento das primeiras áreas semeadas, o que condicionou os produtores a aguardarem precipitações mais regulares para assegurar condições adequadas de germinação e emergência.

O cenário para a safra 2026 sinaliza redução expressiva da área cultivada em relação ao ciclo anterior devido à combinação de fatores, como elevados custos de produção, baixa atratividade econômica do cereal e aumento da percepção de risco produtivo, associado a atuação do fenômeno El Niño durante o inverno e a primavera.

Contudo, ocorre antecipação da semeadura em parte das áreas não vinculadas a financiamentos ou cobertura securitária como estratégia para posicionar as fases de florescimento e de enchimento de grãos antes da intensificação das precipitações primaveris.

A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

Advertisement

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura prosseguiu lentamente, mesmo com a colheita da soja praticamente concluída. Em Manoel Viana, produtores já dispõem de insumos adquiridos e áreas preparadas, mas devido à insuficiência de umidade no solo, aguardam precipitações para iniciar a implantação.

Em São Borja, intensificam-se os relatos de desistência do cultivo do trigo em função da combinação entre previsão de El Niño intenso, elevados custos de produção e maior rigor das empresas na classificação qualitativa dos grãos. A estimativa de redução de área inicialmente prevista no município tende a se ampliar, com expansão de culturas alternativas, como canola, carinata, linhaça e painço. Na Campanha, os produtores aproveitam o tempo seco para preparar o solo, considerando que a implantação tradicionalmente ocorre a partir do final de junho.

Na de Caxias do Sul, a semeadura ainda não foi iniciada. Na Região da Serra, o plantio normalmente se concentra entre a segunda quinzena de junho e a primeira de julho. Nos Campos de Cima da Serra, ocorre predominantemente ao longo de julho. A expectativa é de redução de aproximadamente 30% da área cultivada em relação à safra anterior.

Na de Frederico Westphalen, a estimativa inicial aponta retração próxima a 20% em relação à safra passada. Na de Ijuí, a semeadura iniciou, alcançando aproximadamente 7% da área projetada. As sementes se encontram em fase de embebição, ainda sem emergência observada. O avanço do plantio foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e pelas boas condições operacionais do solo. Prosseguem os trabalhos de dessecação para manejo de plantas espontâneas.

Observa-se estímulo de empresas de energia ao cultivo destinado à produção de etanol, em detrimento da produção de grãos para indústria de alimentos. Também há baixa procura por sementes fiscalizadas e crédito de custeio, o que amplia o uso de sementes salvas e de recursos próprios, além de reforçar a tendência de redução da área cultivada.

Advertisement

Na de Santa Rosa, a semeadura atinge 6%, concentrada em lavouras não vinculadas a financiamentos ou coberturas de seguro rural. A expectativa de inverno com menor intensidade de geadas também estimula a antecipação do plantio. Há recorrência de cultivos implantados com redução ou ausência de adubação de base, o que condiciona futuras aplicações nitrogenadas ao desempenho inicial da cultura. A estimativa preliminar aponta redução próxima de 30% da área cultivada em comparação a 2025.

Na de Soledade, estima-se redução superior a 30% na área cultivada em relação à safra anterior. A semeadura alcança cerca de 7% da área projetada.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,88%, passando de R$ 63,68 para R$ 64,24.

Fonte: Emater/RS


Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Safra de arroz no Rio Grande do Sul encerra com produtividade satisfatória – MAIS SOJA

Published

on


A colheita do arroz irrigado está tecnicamente concluída no Estado. Faltam apenas áreas pontuais de implantação tardia e em pequenas propriedades com limitações operacionais. Devido à transição para a entressafra, houve intensificação das atividades de manejo pós-colheita, como incorporação de restos culturais, preparo antecipado do solo, manutenção de taipas e organização dos sistemas de drenagem, favorecidas pelas condições de tempo seco, registradas nas últimas semanas. Em áreas conduzidas sob integração lavoura-pecuária, observou-se a utilização das restevas para pastejo bovino.

De maneira geral, os resultados consolidados da safra indicam desempenho produtivo satisfatório, com produtividades finais superiores às estimativas iniciais em diversas regiões
produtoras. Em contrapartida, o cenário de comercialização permanece desfavorável, marcado por cotações inferiores às observadas no ciclo anterior e abaixo da média histórica
de preços.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita está praticamente concluída; restam pouco mais de 1.000 hectares, compostos principalmente por lavouras implantadas tardiamente e áreas de pequenos produtores com menor capacidade operacional.

Nas regiões de Lajeado, Pelotas, Porto Alegre, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade, a colheita foi finalizada.

Advertisement
Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,41%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 58,90 para
R$ 58,66.

Fonte: Emater/RS


Continue Reading

Sustentabilidade

Vazio sanitário da soja começa em 1º de junho em São Paulo; confira o calendário por região do estado

Published

on


Foto: Keven Lopes/ Governo do Tocantins

A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) inicia na próxima segunda-feira, 1º de junho, o primeiro dos três períodos do vazio sanitário da soja no estado de São Paulo. A medida é considerada uma das principais estratégias de prevenção e combate à ferrugem asiática da soja, doença que pode causar grandes prejuízos à produção agrícola.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

No território paulista, o calendário é dividido em três regiões. Enquanto a região 1 começa o vazio sanitário em 1º de junho, as regiões 2 e 3 iniciam os períodos nos dias 12 e 15 de junho, respectivamente.

Segundo Jucileia Wagatsuma, engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, os produtores devem ficar atentos ao cronograma correspondente às suas áreas de cultivo.

“O produtor deve ficar atento a essa mudança, procurando saber o período de vazio sanitário correspondente às suas áreas de produção, de forma a mantê-las livres de plantas voluntárias de soja durante todo o período de vazio sanitário”, explica.

Durante o período, fica proibida a semeadura e a manutenção de plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento. Nos casos de produção de sementes ou cultivos experimentais, é necessária autorização prévia da Defesa Agropecuária.

Advertisement

Jucileia também destaca que a responsabilidade pelo cumprimento da medida não se restringe aos produtores rurais.

“Importante frisar que as instituições concessionárias ou administradoras de áreas públicas também são responsáveis pela manutenção de suas áreas livres de plantas vivas de soja durante esse período”, acrescenta.

O Vazio Sanitário é uma medida fitossanitária essencial para interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra. Com isso, há redução da pressão do inóculo para a safra seguinte, evitando a ocorrência precoce da doença nas lavouras.

Cadastro obrigatório

De acordo com a Resolução SAA 87/2024, o cadastro das áreas produtoras de soja é obrigatório e deve ser realizado em até 15 dias após o término do calendário de semeadura.

O procedimento pode ser feito pelo celular, por meio do sistema online da Defesa Agropecuária, ou presencialmente em uma das unidades do órgão espalhadas pelo estado.

Advertisement

Confira o calendário por região.

O post Vazio sanitário da soja começa em 1º de junho em São Paulo; confira o calendário por região do estado apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

NY fecha no algodão em baixa pressionada por perdas do petróleo e valorização do dólar – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o algodão encerrou a sessão com cotações em baixa.

Os contratos com entrega em julho/2026 fecharam negociados a 76,16 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,21 centavo, ou 1,56%. A posição outubro/2026 encerrou 77,79 centavos, queda de 1,53%.

O mercado foi pressionado pela combinação das perdas do petróleo e da valorização do dólar ante outras divisas. Enquanto o primeiro fator tira competitividade da fibra natural em relação às sintéticas, o segundo torna o ativo algodão mais caro para detentores de divisas estrangeiras.

Enquanto isso, o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que o plantio da safra norte-americana estava 53% completo em 24 de maio, dentro da média dos últimos cinco anos.

Advertisement

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT