Sustentabilidade
NY fecha no algodão em baixa pressionada por perdas do petróleo e valorização do dólar – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o algodão encerrou a sessão com cotações em baixa.
Os contratos com entrega em julho/2026 fecharam negociados a 76,16 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,21 centavo, ou 1,56%. A posição outubro/2026 encerrou 77,79 centavos, queda de 1,53%.
O mercado foi pressionado pela combinação das perdas do petróleo e da valorização do dólar ante outras divisas. Enquanto o primeiro fator tira competitividade da fibra natural em relação às sintéticas, o segundo torna o ativo algodão mais caro para detentores de divisas estrangeiras.
Enquanto isso, o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que o plantio da safra norte-americana estava 53% completo em 24 de maio, dentro da média dos últimos cinco anos.
Fonte: Agência Safras
Autor:Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Plantas de cobertura reduzem emissões de gases de efeito estufa e tornam lavouras mais resilientes – MAIS SOJA

As plantas de cobertura, um dos pilares do Sistema Plantio Direto (SPD), podem ser uma das principais aliadas da agricultura brasileira no enfrentamento às mudanças climáticas. Além de protegerem o solo, elas ajudam a armazenar carbono, reduzem emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e aumentam a resiliência das lavouras aos riscos climáticos.
Esses resultados foram apresentados pela pesquisadora Arminda Moreira de Carvalho, durante a visita à Embrapa Cerrados como parte da programação do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e 3º Encontro Mundial do SPD, realizado em Brasília. A palestra, que contou com a participação das bolsistas Raíssa Dantas e Fabiana Ribeiro, reuniu resultados de um experimento de longa duração iniciado em 2005, onde é acompanhado o desempenho de diferentes plantas de cobertura em sucessão ao milho em transição, mais recentemente, à soja.
Arminda Carvalho lembrou que participou de seu primeiro encontro sobre plantio direto em 1995 e que deu continuidade aos estudos desenvolvidos por pesquisadores pioneiros da área. Segundo a pesquisadora, o uso de plantas de cobertura ganhou uma nova dimensão diante da necessidade de tornar a agricultura mais sustentável e resiliente. “Hoje existe uma cobrança muito grande para que a agricultura contribua com soluções para as mudanças climáticas”, observou.
Muito além da conservação do solo
As plantas leguminosas usadas em cobertura favorecem a fixação biológica de nitrogênio e as diversas espécies estimulam a atividade dos microrganismos, melhoram a ciclagem de nutrientes e aumentam a infiltração e o armazenamento de água. “Podemos reduzir nossa dependência de fertilizantes quando utilizamos essa tecnologia. Tudo isso aumenta a resiliência dos sistemas agrícolas”, destacou.
Um dos principais resultados apresentados refere-se ao carbono armazenado no solo e mitigação das emissões de GEE. As avaliações realizadas periodicamente no experimento de longa duração da Embrapa Cerrados (DF) mostram que determinadas plantas de cobertura conseguem reduzir as perdas de carbono após a introdução da soja na sucessão de culturas. Entre elas, gramíneas como sorgo e trigo apresentaram melhor desempenho por produzirem maior quantidade de biomassa e resíduos com menor relação de carbono e nitrogênio, o que provoca uma decomposição mais lenta.
A pesquisadora informou ainda que o uso de misturas de espécies (mix de plantas de cobertura) representa um caminho promissor justamente porque combina plantas com diferentes velocidades de decomposição, contribuindo para ciclagem mais eficaz de nutrientes e estabilizar os estoques de carbono ao longo do tempo.
Menor emissão de gases de efeito estufa
Outro destaque foi a redução das emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás cujo potencial de aquecimento global é cerca de 300 vezes superior ao do dióxido de carbono. Sua principal fonte é o uso de fertilizantes nitrogenados e a decomposição dos resíduos vegetais.
Durante quatro anos, a equipe da Embrapa Cerrados monitorou as emissões em áreas cultivadas com milho utilizando diferentes plantas de cobertura. Os resultados mostraram que algumas espécies conseguem reduzir significativamente essas emissões, com destaque para o guandu, que apresentou um comportamento mitigador graças às suas características de composição química, que influenciam a velocidade de decomposição da matéria orgânica.
Para realizar essas medições, a equipe adaptou um sistema de câmaras estáticas de baixo custo, capaz de coletar gases para quantificar simultaneamente dióxido de carbono, metano e óxido nitroso diretamente no solo. Essa avaliação amplia a capacidade de geração de dados nacionais sobre emissões do setor agropecuário com custos relativamente baixos dessas pesquisas.
Os estudos com uso das plantas de cobertura em SPD também mostraram que o nitrogênio absorvido pelo milho vem, principalmente da decomposição da palhada e não do fertilizante aplicado. “A maior parte do nitrogênio acumulado pelo milho vem da mineralização dos resíduos vegetais”, explicou a pesquisadora, destacando a braquiária como uma das espécies mais eficientes na reciclagem desse nutriente.
Segundo Arminda, os resultados reforçam que o plantio direto, praticado como Sistema — com rotação de culturas, cobertura permanente do solo e ausência de revolvimento do solo — é um dos caminhos mais promissores para uma agricultura resiliente, inclusive às mudanças climáticas.
A necessidade de ampliar essa adoção do sistema foi reforçada por Rafael Fuentes, diretor da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP). Segundo ele, embora cerca de 45 milhões dos 70 milhões de hectares de culturas temporárias do Brasil utilizem a semeadura direta, apenas 6,4 milhões de hectares adotam efetivamente os três princípios do Sistema Plantio Direto. “Existe uma diferença entre a melhor tecnologia disponível e o nível de adoção pelos produtores”, afirmou.
Para Fuentes, o desafio já não é apenas produzir conhecimento, mas transformar esse conhecimento em prática no campo. “A cobertura permanente do solo e a biodiversidade por meio da rotação de culturas e uso de plantas de cobertura ainda estão muito longe dos níveis ideais de adoção. Nossa luta, junto com a Embrapa, universidades e demais instituições nacionais e estaduais de pesquisa e extensão, é preencher esse espaço”.
Na avaliação do dirigente, muitos agricultores permanecem no plantio direto simplificado por questões econômicas e operacionais, já que a adoção do sistema aumenta a complexidade do manejo da lavoura e da gestão do negócio, além de o mercado ainda oferecer pouca diferenciação por esse esforço. Para ele, mecanismos de remuneração pelos serviços ambientais podem acelerar essa transformação: “Acreditamos que pelo bolso podemos atrair os produtores. Se houver reconhecimento pelo carbono sequestrado e pelos serviços ecossistêmicos prestados, isso pode mudar a intenção das pessoas”.
O zoneamento agrícola de risco climático (Zarc), conforme destacado pelo pesquisador Fernando Macena, com a incorporação dos níveis de manejo contemplando a rotação de culturas e as plantas de cobertura é uma ferramenta que deverá incentivar o produtor na adoção do Sistema Plantio Direto em sua plenitude.
Fuentes destacou ainda que pesquisas como as desenvolvidas pela Embrapa Cerrados são fundamentais para esse avanço. “Esse trabalho da pesquisadora Arminda demonstra os benefícios das plantas de cobertura. É um dos componentes dessa mudança”.
Premiações e participações da Embrapa Cerrados
Além de Arminda Carvalho, outros pesquisadores da Embrapa Cerrados apresentaram seus estudos na programação técnica do 20º ENSPD: Ieda Mendes, sobre “Enzimas no Solo: o papel do BioAS na avaliação da regeneração biológica e na saúde do solo”; Lourival Vilela, sobre “Solo, planta e animal — a aliança regenerativa no Sistema Plantio Direto nos trópicos”.
Vilela e Ieda, juntamente com o pesquisador Luiz Adriano, receberam o certificado de mérito “O Conservacionista”, da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, como reconhecimento à sua contribuição e dedicação ao progresso da agricultura sustentável do Brasil.
Sustentabilidade
Milho dispara em Chicago com demanda por etanol e preocupações climáticas nos EUA – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado buscou suporte nos sinais de boa demanda voltada a produção de etanol nos Estados Unidos, assim como nas preocupações com o clima quente e seco previsto para o cinturão produtor do país.
A alta nos preços do petróleo, diante da tensão Oriente Médio envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã, também contribuiu para os ganhos na Bolsa de Chicago.
A produção de etanol de milho dos Estados Unidos avançou 5,19% na semana encerrada em 17 de julho, atingindo 1,094 milhão de barris diários (*), ante 1,040 milhão de barris na semana anterior (10), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).
Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 24,4 milhões de barris para 24,5 milhões no mesmo período comparativo, alta de 0,40%. O país exportou ainda 158 mil barris de etanol nessa última semana, ante 81 mil, alta de 95,06%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,62, com avanço de 9,25 centavos, ou 2,04% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,84 3/4 por bushel, com alta de 9,50 centavos, ou 1,99% em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Atualização corrige dados do Zarc para a cultura do milho no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que foram atualizados os dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho 1ª safra no Rio Grande do Sul.
Após a publicação das portarias referentes ao zoneamento, foram recebidas manifestações do setor produtivo sobre o calendário de semeadura em municípios da região noroeste do estado. As demandas foram encaminhadas para reavaliação pelo grupo de trabalho responsável pelo Zarc do milho.
Na revisão, a equipe técnica da Embrapa identificou um equívoco na programação de pós-processamento dos dados relativos ao mês de agosto, referente aos decêndios críticos para ocorrência de geada. Na configuração utilizada, foram considerados como críticos os decêndios da semeadura, quando o correto era considerar os decêndios da fase de pós-emergência da cultura. Como consequência, o risco de geada em alguns municípios foi superestimado, impactando as janelas indicadas para semeadura.
Os dados foram corrigidos e já estão disponíveis no Painel de Indicação de Riscos.
Com a atualização, os resultados passaram a refletir a metodologia adotada para o zoneamento da cultura, mantendo diferenças em relação à safra anterior em razão das alterações metodológicas incorporadas nesta versão.
Entre as mudanças implementadas no Zarc para a cultura do milho estão a atualização da base de dados meteorológicos, com utilização da série histórica de 1992 a 2022 e ampliação do número de estações meteorológicas consideradas, além da adoção do modelo de classificação de solos em seis níveis de água disponível (AD). A classificação considera a proporção de areia, silte e argila no solo, substituindo o modelo anterior, que utilizava três classes de solo (arenoso, médio e argiloso).
Autor/Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
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