Sustentabilidade
NY fecha no algodão em baixa pressionada por perdas do petróleo e valorização do dólar – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o algodão encerrou a sessão com cotações em baixa.
Os contratos com entrega em julho/2026 fecharam negociados a 76,16 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,21 centavo, ou 1,56%. A posição outubro/2026 encerrou 77,79 centavos, queda de 1,53%.
O mercado foi pressionado pela combinação das perdas do petróleo e da valorização do dólar ante outras divisas. Enquanto o primeiro fator tira competitividade da fibra natural em relação às sintéticas, o segundo torna o ativo algodão mais caro para detentores de divisas estrangeiras.
Enquanto isso, o relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que o plantio da safra norte-americana estava 53% completo em 24 de maio, dentro da média dos últimos cinco anos.
Fonte: Agência Safras
Autor:Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Algodão: Chuvas nos EUA e demanda aquecida sustentam ICE, mas mercado de MT registra leve retração – MAIS SOJA

Entre 19 e 23/10, o contrato dez/26 na ICE registrou a média de ¢ US$ 80,77/lb, avanço de 0,57% ante a semana anterior. A valorização foi favorecida pelas preocupações com os efeitos das chuvas sobre a colheita americana e pelo interesse de compra das indústrias próximo de ¢ US$ 80,00/lb. Para Mato Grosso, esse movimento pode fortalecer as referências de negociação da pluma, ao elevar o valor do algodão no mercado internacional. No entanto, o dólar recuou 0,24% no período, compensando parte desse ganho quando convertido para reais.
Nesse cenário, o preço médio em MT apresentou queda de 0,36%, para R$ 126,44/@. O avanço internacional favoreceu as negociações, mas não impediu a leve queda semanal dos preços em Mato Grosso, que ainda permanecem acima dos registrados no mesmo período da safra passada. Para as próximas semanais, a valorização do dólar após o resultado eleitoral poderá reforçar a paridade de exportação e favorecer melhores ofertas pela pluma em Mato Grosso.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço do algodão no Cepea, apresentou queda semanal de 0,23%, e ficou cotado em ¢ R$ 406,28/lb, essa retração é reflexo da maior disponibilidade de pluma no mercado.
- BAIXA: o preço do caroço de algodão em Mato Grosso ficou na média de R$ 700,25/t, queda de 0,70%, diante da demanda enfraquecida e da maior procura pelo DDG na alimentação animal.
- DESVALORIZAÇÃO: a cotação média do poliéster apresentou redução de 2,59% no comparativo semanal e ficou precificado na média de ¢ US$ 46,65/lb.
Na semana encerrada em 15/10, os embarques americanos de algodão somaram 45,51 mil t.
Com avanço de 35,01% em relação à semana anterior. Nas duas semanas de out/26, o volume atingiu 79,22 mil t, alta de 21,73% ante mesmo período da safra 25/26. No acumulado de ago/26 até a parcial de out/26, os embarques totalizaram 433,65 mil t, volume 29,32% superior ao período comparável da safra 25/26. Esse desempenho conta com o aumento dos embarques ao Vietnã, em um cenário de revisão positiva do USDA para
o consumo de algodão pela indústria têxtil do país. Até 15/10, as entregas americanas ao Vietnã somaram 135,87 mil t no acumulado da temporada, avanço de 23,65% ante o período equivalente da safra anterior.
Apesar da aceleração, o USDA manteve as exportações dos EUA projetadas em 2,68 mi de t para 26/27. A manutenção das compras e do ritmo de embarques nas próximas semanas erá determinante para avaliar uma possível revisão positiva da projeção nas exportações.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade
IMEA: Preços do milho disponível recuam em MT e Chicago com avanço do plantio e colheita nos EUA – MAIS SOJA

Out/26 é marcado pela queda dos preços do milho disponível em MT e em Chicago. Após altas mensais de 7,22% em ago/26 e 10,18% em set/26, impulsionadas pelo maior apetite comprador e pelo receio de atrasos na semeadura da soja, que poderiam comprometer a janela ideal do milho, a média parcial de out/26 do preço do milho em MT, até 23/10, recuou 3,82% frente a set/26, ficando em R$ 46,66/sc.
O movimento reflete o menor ritmo das negociações e o avanço da semeadura da soja, favorecendo a expectativa do cultivo do milho dentro da janela ideal e reduzindo as preocupações com o calendário agrícola.
Assim, entre 19 e 23/10, o preço médio do milho disponível em MT ficou em R$ 44,99/sc, queda semanal de 3,24%. Em Chicago, as cotações acompanharam a tendência, com recuo semanal de 3,75% e média de US$ 4,61/bu. Nos EUA, o avanço da colheita e a perspectiva da segunda maior produção da história reforçam a maior oferta e estoques de passagem elevados, pressionando as cotações.
Confira os principais destaques do boletim:
- QUEDA: o contrato de milho na B3 recuou 3,05% ante a semana passada, pressionado pela baixa em Chicago e pelo recuo do mercado físico nacional, registrando média de R$ 65,69/sc no período.
- BAIXA: o indicador do milho em Campinas recuou 1,22% ante a semana passada, em meio à postura cautelosa dos compradores e à menor liquidez nas negociações, registrando média de R$ 64,38/sc.
- ALTA: O prêmio de exportação do milho no porto de Santos registrou avanço de 7,95% ante a semana passada, alcançando ¢US$ 0,88/bu.
Produção de etanol de milho avança no BR e reforça a importância do cereal na indústria de biocombustíveis.
De acordo com os dados da ANP, a produção total de etanol no Brasil atingiu 14,51 mi de m³ entre jul/26 e set/26, alta de 0,80% ante o mesmo período de 2025. Desse volume, 2,90 mi de m³ correspondem ao etanol de milho, crescimento anual de 23,71%. Esse avanço reflete a maior utilização do cereal pela indústria, cuja participação projetada na produção nacional de etanol passou de 16,29% em jul–set/25 para 20,00% em jul–set/26, aumento de 3,71 p.p.
Entre os principais polos industriais, MT liderou com 1,76 mi de m³, 60,72% do etanol de milho estimado no país em jul–set/26, seguido por MS (539,22 mil m³), GO (262,02 mil m³) e MA (220,29 mil m³). Juntos, concentraram 95,92% da produção prevista de etanol de milho no período. Diferentemente da cana-de-açúcar, o milho permite formar estoques e
abastecer as usinas ao longo do ano, reduzindo a dependência dos períodos de safra e favorecendo a continuidade das operações industriais, o que fortalece a demanda doméstica pelo cereal.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
IMEA: Avanço da colheita de soja nos EUA e plantio acelerado em MT pressionam cotações do grão – MAIS SOJA

Segundo o USDA (26/10), a colheita da safra 26/27 de soja nos EUA atingiu 79,00% dos 34,76 mi de ha projetados para o ciclo, avanço semanal de 15,00 p.p. O ritmo está 6,00 p.p. abaixo do observado na safra 23/24, também marcada pela ocorrência de um El Niño forte.
O atraso inicial dos trabalhos a campo elevou os prêmios de risco e contribuiu para a valorização da soja em Chicago, que atingiu US$ 13,28/bu em set/26, maior cotação do ano. Contudo, a recuperação da colheita nas últimas semanas reduz as preocupações quanto a possíveis impactos sobre a produção dos EUA e reforça as perspectivas de oferta do grão. Na semana (19/10 a 23/10), o contrato nov/26 fechou a US$ 12,51/bu, em média, recuo de 1,86% ante a semana anterior, voltando a ser negociado abaixo de US$ 13,00/bu.
Para os próximos dias, a previsão de clima mais quente e seco no Meio-Oeste dos EUA deve favorecer a conclusão da colheita, mantendo a pressão sobre as cotações.
Confira os principais destaques do boletim:
- QUEDA: em meio às incertezas sobre as obrigações de biocombustíveis nos EUA, o óleo de soja na CME registrou recuo de 1,76% ante a semana passada, encerrando em média ¢US$ 66,41/lb.
- RETRAÇÃO: sustentado pela queda nos contratos futuros da oleaginosa na CBOT, a paridade de exportação para mar/27 registrou retração semanal de 2,53%.
- BAIXA: pressionado pela queda nos preços da soja em Chicago, reflexo do avanço da colheita dos EUA, o preço da oleaginosa em MT encerrou o período na média de R$ 134,27/sc.
A semeadura de soja em MT atingiu 75,81% da área até 23/10, com avanço semanal de 23,95 p.p.
Após um início mais lento, a semeadura da soja em Mato Grosso ganhou ritmo e já supera o maior percentual registrado para o período nas últimas safras. As regiões Médio-Norte e Oeste apresentam os maiores percentuais semeados, com 96,60% e 86,78% da área semeada, respectivamente. A região Sudeste também ganha destaque, com 59,04% de área semeada, uma vez que costuma ter uma semeadura mais tardia em relação às demais
regiões do estado. Se o ritmo atual for mantido, o estado deve ultrapassar os 80% da área implantada até a próxima semana, assegurando que a maior parte da área de milho segunda safra seja semeada dentro da janela ideal.
Diante desse cenário, a semeadura se desenvolve de forma positiva, mas vale ressaltar que a safra ocorre sob a influência do El Niño, reforçando a importância do acompanhamento das condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras.
Fonte: IMEA

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