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23 de julho de 2026

Sustentabilidade

Fósforo na Soja: Do Metabolismo à Eficiência no Campo – MAIS SOJA

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O fósforo (P) desempenha um papel central no metabolismo vegetal, atuando no transporte de energia celular (ATP), na fotossíntese e na respiração, além de compor moléculas essenciais como ácidos nucleicos, fosfolipídios e coenzimas (Melo & Mendonça, 2019). Devido à sua importância para o alcance de altos tetos produtivos, a baixa disponibilidade de P nos estádios fenológicos iniciais pode comprometer o desenvolvimento da cultura de forma irreversível, reduzindo o potencial de rendimento final (Pinto & Duarte, 2019).

Em sistemas agrícolas consolidados, é comum observar um gradiente de concentração de P nas camadas superficiais do solo (Figura 1). Esse fenômeno, somado à elevada capacidade de fixação de fósforo característica dos solos brasileiros, demanda aplicações regulares de fertilizantes fosfatados para atender à exigência das culturas. Na cultura da soja, por exemplo, a taxa de absorção de P pode atingir 400 g ha-1 dia-1 entre R5 e R7 (aproximadamente dos 80 aos 115 dias do ciclo) (Figura 2).

Figura 1. Distribuição da concentração de fósforo (mg dm-3) (Mehlich-1) ao longo do perfil do solo, mostrando a variação com a profundidade (cm). Dados referentes a 218 lavouras de 15 estados do Brasil.
Fonte: Soybean System Money Maker-Safras 2023/2024 e 2024/2025.
Figura 2. Marcha de acúmulo e redistribuição de fósforo de uma lavoura de soja com produtividade de 6,3 t ha-1.
Fonte: Equipe Field Crops

Embora o requerimento de P pela soja seja inferior comparado à quantidade de nitrogênio e potássio que a planta precisa, a adubação de P apresenta baixa eficiência devido à fixação do solo. Por esse motivo, rotineiramente é necessário fertilizações em quantidades superiores ao requerimento. Dados de lavouras da Equipe FieldCrops apontam as máximas produtividades com adubação de 91 kg ha-1 de P2O5 e teor de P no solo de 23 mg dm-3 (Mehlich-1) na camada de 0-20 cm (Winck et al., 2023) (Figura 3A e Figura 3B).

Complementarmente, a análise de 709 lavouras de soja revelou que a Eficiência de Uso do Fósforo (EUP) que maximiza a produtividade é de74 kg de grãos kg-1 de P2O5 aplicado (Winck et al., 2023) (Figura 3C). Observou-se que, em média, para cada quilograma de incremento na EUP, há um aumento de 66 kg ha-1 na produtividade de grãos (Winck et al., 2023) (Figura 3D). Vale ressaltar que valores de EUP superiores aos citados anteriormente podem estar relacionados à baixa fertilização da lavoura, o que pode resultar em empobrecimento de P no solo.

Figura 3. Relação entre produtividade da soja e teor de P no solo (Mehlich-1, camada 0-20 cm) (A), Relação entre produtividade e adubação de P2O5 (B), Relação entre eficiência do uso do fósforo e produtividade (C) e pH (H2O) do solo e eficiência do uso do P2O5 (D).
Adaptado de: Winck et al. (2023).
Referências:

MELO, F. M.; MENDOÇA, L. P. C. Avaliação da disponibilidade de fósforo em solo argiloso com diferentes teores de matéria orgânica. Humanidades e tecnologia, v. 18, n. 1, p. 52–67, 2019. Disponível em: < https://revistas.icesp.br/index.php/FINOM_Humanidade_Tecnologia/article/view/794 >, acesso: 10/04/2026

PINTO, J. DA S.; DUARTE, I. N. Diferentes doses de fósforo com e sem ácidos humicos na cultura do feijão, 2019. Disponível em: < http://repositorio.fucamp.com.br/jspui/handle/FUCAMP/450 >, acesso: 10/04/2026

WINCK, J.E.M et al. Decomposition of yield gap of soybean in environment x genetics x management in Southern Brazil. European Journal of Agronomy, v. 145, p. 126795, 2023. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1161030123000631?via%3Dihub > , acesso: 12/04/2026

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

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Sustentabilidade

Milho dispara em Chicago com demanda por etanol e preocupações climáticas nos EUA – MAIS SOJA

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 A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado buscou suporte nos sinais de boa demanda voltada a produção de etanol nos Estados Unidos, assim como nas preocupações com o clima quente e seco previsto para o cinturão produtor do país.

A alta nos preços do petróleo, diante da tensão Oriente Médio envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã, também contribuiu para os ganhos na Bolsa de Chicago.

A produção de etanol de milho dos Estados Unidos avançou 5,19% na semana encerrada em 17 de julho, atingindo 1,094 milhão de barris diários (*), ante 1,040 milhão de barris na semana anterior (10), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).

Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 24,4 milhões de barris para 24,5 milhões no mesmo período comparativo, alta de 0,40%. O país exportou ainda 158 mil barris de etanol nessa última semana, ante 81 mil, alta de 95,06%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,62, com avanço de 9,25 centavos, ou 2,04% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,84 3/4 por bushel, com alta de 9,50 centavos, ou 1,99% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Atualização corrige dados do Zarc para a cultura do milho no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que foram atualizados os dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho 1ª safra no Rio Grande do Sul.

Após a publicação das portarias referentes ao zoneamento, foram recebidas manifestações do setor produtivo sobre o calendário de semeadura em municípios da região noroeste do estado. As demandas foram encaminhadas para reavaliação pelo grupo de trabalho responsável pelo Zarc do milho.

Na revisão, a equipe técnica da Embrapa identificou um equívoco na programação de pós-processamento dos dados relativos ao mês de agosto, referente aos decêndios críticos para ocorrência de geada. Na configuração utilizada, foram considerados como críticos os decêndios da semeadura, quando o correto era considerar os decêndios da fase de pós-emergência da cultura. Como consequência, o risco de geada em alguns municípios foi superestimado, impactando as janelas indicadas para semeadura.

Os dados foram corrigidos e já estão disponíveis no Painel de Indicação de Riscos.

Com a atualização, os resultados passaram a refletir a metodologia adotada para o zoneamento da cultura, mantendo diferenças em relação à safra anterior em razão das alterações metodológicas incorporadas nesta versão.

Entre as mudanças implementadas no Zarc para a cultura do milho estão a atualização da base de dados meteorológicos, com utilização da série histórica de 1992 a 2022 e ampliação do número de estações meteorológicas consideradas, além da adoção do modelo de classificação de solos em seis níveis de água disponível (AD). A classificação considera a proporção de areia, silte e argila no solo, substituindo o modelo anterior, que utilizava três classes de solo (arenoso, médio e argiloso).

Autor/Fonte: MAPA

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Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Indicador alcança maior patamar desde setembro de 2025 – MAIS SOJA

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O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul tem mantido a recuperação dos preços nos últimos dias, levando o Indicador CEPEA/IRGA-RS ao maior patamar desde setembro de 2025. A oferta restrita dos produtores, a necessidade de recomposição dos estoques pelas indústrias e o aquecimento do mercado externo sustentam as cotações.

Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores permanecem seletivos, à espera de novas altas, enquanto parte das indústrias eleva pontualmente suas ofertas. Outras, no entanto, limitam as compras diante da dificuldade de repassar ao mercado de beneficiados o aumento dos custos da matéria-prima. Com isso, a liquidez permanece moderada.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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