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É oficial: EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (28) que irão classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês). A medida foi divulgada em comunicado oficial do Departamento de Estado norte-americano e passa a valer a partir de 5 de junho.
Segundo o governo norte-americano, a decisão foi tomada com base na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA e em uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. A classificação será oficializada após publicação no Federal Register.
Crime de terror
No comunicado, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o CV e o PCC estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil. Ele declarou que as facções possuem milhares de integrantes e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis, além de manterem atuação fora do território brasileiro.
Lula é contra, Flávio Bolsonaro é favorável
O tema ganhou repercussão política no Brasil. Durante visita aos Estados Unidos neste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com Donald Trump formas de cooperação entre os dois países para combater financeiramente organizações criminosas transnacionais. Segundo Lula, no entanto, não houve conversa específica sobre o PCC e o CV.
O anúncio também ocorreu após reuniões de Marco Rubio e Donald Trump com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em Washington. O parlamentar esteve acompanhado do irmão, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal que atualmente vive nos Estados Unidos.
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Bombeiros estabilizam trabalhador que despencou de 4 metros de altura em Primavera do Leste

Vítima sofreu corte na cabeça e precisou de medicação na veia para alívio da dor antes de ser levada ao hospital
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na tarde desta quarta-feira (22.7), um trabalhador de 32 anos que sofreu uma queda de aproximadamente quatro metros de altura, em Primavera do Leste (a 235 km de Cuiabá).
A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada para atender a ocorrência em um estabelecimento comercial, onde o trabalhador realizava um serviço quando sofreu a queda.
Ao chegar ao local, os militares encontraram a vítima deitada, consciente e orientada. O homem apresentava queixa de dor na perna direita e um ferimento na sobrancelha esquerda, com sangramento ativo.
Durante o atendimento pré-hospitalar, a equipe realizou os procedimentos conforme protocolo, incluindo imobilização, curativo no ferimento, acesso venoso periférico e administração de analgesia para alívio da dor.
Após ser estabilizada, a vítima foi encaminhada para uma unidade de saúde. Não há informações sobre as causas do acidente.
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Quando uma palavra pública fere muito além da política

Há frases que ultrapassam a disputa eleitoral. Não porque definam uma eleição, mas porque revelam o cuidado ou a falta dele com que determinados agentes políticos tratam temas profundamente sensíveis.
Foi o que ocorreu durante a convenção estadual do PL em Mato Grosso, quando o presidente da legenda, Ananias Filho, nesta última quarta-feira, 22 de julho, ao defender o empenho do partido em uma eleição passada, afirmou que “Deus deu uma mão e levou uns lá para cima”, ao fazer referência a deputada federal Amália Barros, que faleceu em maio de 2024, aos 39 anos, após complicações de saúde. A vaga acabou sendo ocupada pelo primeiro suplente, Nelson Barbudo.
É possível que a intenção da fala tenha sido apenas exaltar a mobilização eleitoral do partido. Mas, na política, intenção e efeito nem sempre caminham juntos.
Prova inconteste de que palavras importam, ainda mais quando pronunciadas por quem preside um partido. Pois políticos precisam medir declarações e entender o peso da palavra pública. Sobretudo, o impacto que pode causar uma declaração malfeita. Assim, dirigentes partidários e líderes têm o dever de manter o decoro e prestar contas por erros verbais. Mesmo em situações que supostamente não tenha existido a intenção.
Ao associar uma morte precoce à dinâmica eleitoral e à vontade divina, a declaração provocou desconforto e indignação entre mulheres que atuam na política e entre movimentos que acompanham o debate sobre participação feminina nos espaços de poder.
A questão central não é discutir a fé de ninguém. Também não é transformar um deslize verbal em uma sentença definitiva sobre quem o pronunciou.
O ponto é outro. É compreender que mulheres que conseguem romper barreiras históricas para ocupar cargos de representação carregam trajetórias marcadas por desafios que vão muito além das urnas.
A política brasileira ainda convive com baixa representação feminina, episódios recorrentes de violência política de gênero e dificuldades concretas para que mulheres permaneçam em posições de liderança. Nesse contexto, qualquer manifestação pública que possa sugerir naturalização, banalização ou instrumentalização da morte de uma parlamentar inevitavelmente produz repercussões que extrapolam o ambiente partidário.
Talvez por isso tenha causado surpresa a ausência de uma reação pública mais imediata de outras lideranças presentes ao evento, especialmente daqueles que conviveram politicamente com Amália Barros ou que hoje buscam ocupar o espaço político construído por ela.
Líderes políticos não são cobrados apenas pelas decisões que tomam. São cobrados, sobretudo, pelas palavras que escolhem. Principalmente, aquelas que possuem um peso que não desaparecem quando terminam as entrevistas coletivas.
Elas permanecem. Podem inspirar. Podem unir. Podem reparar. Mas também podem ferir.
Em tempos de polarização, talvez uma das maiores demonstrações de grandeza política não seja justificar uma frase infeliz, mas reconhecer que determinadas palavras jamais deveriam ter sido pronunciadas.
E pedir desculpas não diminui uma liderança. Ao contrário, em muitos casos, é justamente o que a fortalece.
Marisa Batalha é jornalista e faz faz parte do coletivo Mulheres MT Até Quando?
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Bombeiros retiram vítima presa em veículo após batida em rotatória na MT-449

Acidente ocorreu no início da tarde desta quarta-feira (22). Motorista recebeu atendimento pré-hospitalar imediato e não apresentava fraturas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu uma vítima de um acidente de trânsito após um veículo colidir contra a estrutura de uma rotatória, na tarde desta quarta-feira (22.7), em Lucas do Rio Verde (a 333 km de Cuiabá).
A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM) visualizou o acidente por volta das 12h, na rotatória da Avenida dos Desbravadores com a MT-449, em frente ao quartel da unidade. O veículo havia colidido contra a estrutura da rotatória.
Imediatamente, duas viaturas foram acionadas para atender a vítima, que permanecia no interior do veículo, consciente, apresentando escoriações na face e sem sinais aparentes de fraturas.
A equipe realizou o atendimento pré-hospitalar, com avaliação inicial, estabilização da vítima e retirada segura do automóvel.
Após os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada a uma unidade hospitalar, conforme regulação médica, para avaliação e atendimento especializado.
Texto: SD Karine
Foto: CBMMT
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