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Ex-vereador consegue na Justiça aposentadoria pela Prefeitura de Cuiabá

Ex-parlamentar terá aposentadoria por tempo de contribuição reconhecida pela Cuiabá-Prev
O ex-vereador de Cuiabá Paulo Henrique de Figueiredo conseguiu na Justiça o direito de se aposentar por tempo de contribuição junto à Prefeitura da capital. A concessão do benefício foi publicada nesta terça-feira (26), por meio da Portaria nº 202/2026, assinada pela Secretaria Municipal de Economia e pela Cuiabá-Prev.
A aposentadoria foi concedida após decisão da 1ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, no âmbito do Mandado de Segurança nº 1086347-39.2025.8.11.0041, que determinou o prosseguimento imediato do processo e a publicação do ato concessório.
Conforme a portaria, Paulo Henrique de Figueiredo ocupava o cargo efetivo de agente de regulação e fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública, com carga horária de 30 horas semanais. O documento aponta que ele contabilizou 40 anos, 3 meses e 4 dias de tempo total de contribuição até 21 de maio de 2026.
A decisão judicial, no entanto, estabelece ressalva expressa sobre eventual cassação da aposentadoria caso haja condenação definitiva no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) nº 017/2025, em tramitação no município. A previsão está fundamentada no artigo 165 da Lei Complementar nº 93/2003.
A Procuradoria Geral do Município também emitiu parecer jurídico favorável ao cumprimento da decisão judicial, orientando a adoção das providências administrativas para efetivar a aposentadoria.
A portaria entrou em vigor na data da publicação.
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Acusado de matar policial em projeto social vira réu em Várzea Grande

Jonathan Vieira dos Santos responderá por homicídio triplamente qualificado, posse e porte ilegal de arma
A Justiça aceitou a denúncia contra Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, pela morte do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 31 anos. A decisão foi proferida no dia 4 de setembro pelo juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande. O processo está sob sigilo.
Renato, que também era professor de jiu-jitsu, foi morto em 4 de agosto enquanto ensinava a modalidade em um projeto social do 25º Batalhão da PM, desenvolvido no Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
Conforme a acusação, Jonathan entrou no espaço com um revólver calibre 38 e efetuou seis disparos. O militar morreu no tatame, diante dos participantes da atividade, entre eles crianças e adolescentes.
Após o ataque, alunos imobilizaram o acusado e o mantiveram contido até a chegada da Polícia Militar. Um estudante ficou ferido durante a ação.
O Ministério Público de Mato Grosso atribui ao réu homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e uso de meio que provocou perigo comum. A denúncia sustenta que Renato foi surpreendido e não conseguiu reagir.
Segundo o promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, o assassinato teria sido motivado por vingança. Jonathan suspeitava que a esposa mantinha um relacionamento extraconjugal com Renato havia aproximadamente dois anos.
Para o Ministério Público, os tiros disparados em um ambiente ocupado por crianças e adolescentes também expuseram as demais pessoas a risco. Jonathan responderá ainda por posse e porte ilegal de arma de fogo.
Com a abertura da ação penal, o caso seguirá em tramitação na 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, com a oitiva de testemunhas e o interrogatório do acusado.
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Na lanterna dos afogados, Galvan e Buzetti têm menos de 4% para o Senado

Bem distantes de Brasília! Antonio Galvan e Margareth Buzetti aparecem bem longe do pelotão principal na disputa pelo Senado. Pesquisa realizada em Mato Grosso mostra os dois candidatos empatados, com 3,9% das intenções de voto.
O desempenho os deixa abaixo dos cinco primeiros colocados. Pedro Taques, imediatamente à frente, registra 15,6%. Mauro Mendes e Janaina Riva aparecem em primeiro lugar, praticamente eleitos com 55% e 31,5% respectivamente.
O levantamento ouviu 1.352 eleitores e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-01505/2026. Como duas vagas ao Senado estão em disputa, cada entrevistado pôde citar até dois candidatos.
Agro Mato Grosso
Trabalhadores são resgatados de trabalho escravo em MT

As investigações resultaram no resgate de trabalhadores nos setores rural, de garimpo, da construção civil e da exploração sexual.
Dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma propriedade rural de Santa Cruz do Xingu, a 1.092 km de Cuiabá. A operação de fiscalização faz parte da Operação Resgate VI e foi realizada entre os dias 5 e 11 de agosto de 2026 por Auditores-Fiscais do Trabalho, vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal.
Segundo a Auditoria-Fiscal do Trabalho (SIT/MTE), a equipe encontrou um cenário de grave degradação humana e ambiental. O alojamento coletivo consistia em uma estrutura de madeira com quatro quartos e um banheiro, construída ao lado de um curral.
Ainda segundo o órgão, o conjunto das irregularidades ultrapassou a esfera de falhas trabalhistas comuns, configurando submissão a condições degradantes, uma das modalidades do trabalho escravo previstas pelo Código Penal.
Foram identificados no local:
- Falta de higiene e contaminação: Presença de fezes de roedores, insetos e restos de comida espalhados pelo chão e sobre as camas, além de forte odor do curral vizinho;
- Dormitórios precários: Colchões velhos e sujos, pedaços de espuma usados como travesseiros, falta de ventilação, ausência de armários e sem fornecimento de roupas de cama;
- Banheiro sem estrutura: Espaço coberto por moscas, sem água quente, sem descarga funcional, sem limpeza e sem itens básicos de higiene;
- Risco elétrico grave: Fiação improvisada, oferecendo risco alto de choques e incêndio.
Medidas adotadas
Diante do risco iminente à segurança dos trabalhadores, a fiscalização interditou o alojamento integralmente. O espaço só poderá voltar a funcionar após reforma completa, adequação da fiação, controle de pragas, higienização e instalação de mobiliário adequado.
Como medida imediata de proteção, os dois homens foram retirados da propriedade e levados para um hotel na região. O alojamento temporário, a alimentação e as passagens de retorno às suas cidades de origem foram custeados pelo empregador. As vítimas também receberam atendimento e encaminhamento pela rede de proteção social.
A fiscalização garantiu a formalização imediata dos contratos de trabalho no eSocial, com pagamento retroativo do FGTS, contribuições previdenciárias e verbas rescisórias. Os trabalhadores terão direito a receber as parcelas do seguro-desemprego especial destinado a resgatados.
O empregador responderá a autos de infração administrativos lavrados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, inclusive o auto específico pela submissão a trabalho análogo à escravidão.
O que diz a lei sobre trabalho análogo à escravidão
De acordo com o Artigo 149 do Código Penal brasileiro, o crime de submeter alguém a condição análoga à de escravo não exige restrição física de liberdade ou uso de correntes. A infração é caracterizada por qualquer um dos fatores abaixo (isolados ou combinados):
- Trabalhos forçados: Submissão do trabalhador sob ameaça ou coerção;
- Jornada exaustiva: Exigência de esforço extremo que coloque em risco a saúde ou a vida;
- Condições degradantes: Violações graves da dignidade, sem garantias mínimas de higiene, saúde, alojamento e descanso;
- Servidão por dívida: Restrição de locomoção vinculada a débitos ilegais com o empregador.
A lei também pune manobras para reter o trabalhador no local, como retenção de documentos e objetos pessoais, vigilância ostensiva ou proibição do uso de transporte.
Outros casos
Em 2025, Mato Grosso registrou o resgate de 627 trabalhadores de condições análogas à escravidão, segundo dados da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT). O levantamento também apontou que 716 pessoas tiveram o vínculo de trabalho formalizado após fiscalizações que identificaram irregularidades nos registros.
De acordo com o órgão, foram realizadas 34 operações, que alcançaram 848 trabalhadores em ações de fiscalização relacionadas à jornada de trabalho e ao pagamento de salários. As investigações resultaram no resgate de trabalhadores nos setores rural, de garimpo, da construção civil e da exploração sexual. Os resgates ocorreram nos seguintes municípios:
- Porto Alegre do Norte,
- Cuiabá,
- Nova Bandeirantes,
- Nova Maringá,
- Sorriso,
- Chapada dos Guimarães,
- Cláudia.
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Operação teve início após trabalhadores atearem fogo em protesto contra condições degradantes — Foto: MTE
O caso que mais chamou atenção durante o ano de 2025 ocorreu em um canteiro de obras, em Porto Alegre do Norte, no mês de agosto, quando 586 trabalhadores foram resgatados após um incêndio em um alojamento revelar condições degradantes e jornadas exaustivas.
Na época, auditores-fiscais encontraram trabalhadores recrutados nas regiões Norte e Nordeste do país em situação degradante, em um canteiro de obras na zona rural do município. As condições nos alojamentos comprometiam a saúde e o bem-estar dos trabalhadores, impedindo o descanso adequado diante do calor intenso da região.
⚠️ Como denunciar?
Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações.
A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local.
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