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21 de julho de 2026

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Tropas de emergência varam o final de semana para socorrer vítimas de politraumatismo

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Equipes militares recolhem motociclistas arremessados em ribanceiras, córregos e vias urbanas de três cidades

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, neste domingo (24.5), quatro ocorrências envolvendo acidentes com motocicletas nos municípios de Poconé, Cáceres e Confresa. As vítimas receberam atendimento das equipes e foram encaminhadas para unidades de saúde.

Em Poconé (a 104 km de Cuiabá), a equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) foi acionada por volta das 00h50 para atender uma ocorrência de queda de motocicleta em uma estrada de terra.

No local, os bombeiros encontraram um homem de 34 anos caído próximo a um córrego, consciente e comunicativo. A vítima relatou que perdeu o controle da motocicleta e reclamava de fortes dores na região lombar.

A equipe realizou a imobilização da vítima e os procedimentos de atendimento ao trauma. Em seguida, o motociclista foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

Ainda em Poconé, outra equipe do 1º PIBM foi acionada por volta das 13h12 para atender uma ocorrência de colisão entre duas motocicletas na Avenida Mato Grosso, no bairro Bom Pastor.

No local, os bombeiros encontraram uma mulher de 36 anos caída ao solo, sem capacete, consciente e comunicativa. A vítima tinha lesões na clavícula direita, além de escoriações na mão, no ombro e na perna direita.

A equipe realizou a imobilização do braço da vítima e os procedimentos de atendimento pré-hospitalar. Em seguida, a vítima foi encaminhada à UPA do município.

Já em Cáceres (a 218 km de Cuiabá), a 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada por volta das 08h21 para atender uma ocorrência de acidente motociclístico na rodovia MT-343.

Ao chegar ao local, a equipe encontrou um homem de 38 anos fora da pista, no acostamento em meio à vegetação, consciente e orientado.

Durante a avaliação, os bombeiros identificaram lesões na perna esquerda e dores nas pernas. Após os procedimentos de estabilização e atendimento pré-hospitalar, a vítima foi encaminhada ao Hospital Regional do município.

Em Confresa (a 1.058 km de Cuiabá), o 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) realizou, por volta das 18h, o atendimento de uma vítima de acidente de moto na BR-158, a aproximadamente 13 km da cidade, sentido Porto Alegre do Norte.

A vítima foi encontrada caída ao solo, com escoriações nos braços e pernas, além de suspeita de fratura no fêmur. Após avaliação inicial, a equipe realizou a imobilização da vítima e o encaminhamento ao Hospital Municipal de Confresa para atendimento médico especializado.

 

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

MPF contesta acordo que reduz área do Parque Estadual Cristalino II, em MT

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Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça a suspensão imediata do acordo que reduz a área do Parque Estadual Cristalino II, em MT. Segundo o órgão, a homologação do acordo pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ocorreu sem analisar um pedido do próprio MPF para que o caso fosse transferido à Justiça Federal, onde, na avaliação dos procuradores, deveria ser julgado por envolver interesse da União.

A manifestação foi protocolada no último dia 16 de julho e sustenta que o processo foi encerrado sem que o Ministério Público Federal fosse ouvido, apesar de o órgão ter solicitado, em novembro de 2024, ingresso na ação como fiscal da lei e a remessa do processo para a Justiça Federal de Sinop.

Para o MPF, a decisão do TJMT configura uma “decisão-surpresa”, vedada pela legislação, ao homologar o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e empresas privadas sem analisar os pedidos apresentados pelo órgão.

O acordo prevê a redefinição dos limites do Parque Estadual Cristalino II. Com a mudança, a unidade de conservação passaria de 129,8 mil hectares para 105,4 mil hectares, uma redução de aproximadamente 24 mil hectares.

Na avaliação do MPF, a medida é inconstitucional porque a redução de áreas protegidas depende de aprovação por meio de lei específica, conforme entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os procuradores República Victor Nunes Carvalho e Mário Lúcio de Avelar também afirmam que a própria decisão do TJMT é contraditória. Isso porque o tribunal reconheceu que a criação do parque ocorreu sem consulta pública, classificando o problema como um vício insanável, mas, ao mesmo tempo, homologou um acordo que prevê a edição de uma futura lei estadual para validar a alteração dos limites da unidade.

O Ministério Público Federal argumenta que há interesse direto da União no caso, o que justificaria a competência da Justiça Federal.

Segundo o recurso, parte da área do parque se sobrepõe a terras federais localizadas às margens do Rio Nhandu. Além disso, a unidade recebe recursos do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), financiado pelo governo federal para ações de conservação ambiental.

O órgão também destaca que a União questiona, em outra ação judicial, a validade dos títulos de propriedade das empresas beneficiadas pelo acordo.

Venda de terras e compensação ambiental

O MPF ainda aponta possível irregularidade na transferência de áreas públicas para empresas privadas. De acordo com os procuradores, algumas áreas envolvidas no acordo ultrapassam 2,5 mil hectares. Pela Constituição Federal, alienações desse porte dependem de autorização prévia do Congresso Nacional, requisito que, segundo o órgão, não foi observado.

Outro ponto contestado é a compensação ambiental prevista no acordo. O documento estabelece a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) para compensar a redução do parque. Na avaliação do MPF, porém, a medida não substitui a proteção oferecida por um parque estadual, já que uma RPPN possui regras diferentes de uso e conservação ambiental.

Diante dos argumentos, o MPF pediu que o TJMT suspenda imediatamente os efeitos do acordo para evitar danos ambientais considerados irreversíveis.

No mérito, o órgão solicita que o processo seja encaminhado para a Justiça Federal de Sinop. Caso o tribunal entenda que a competência permanece com a Justiça estadual, o Ministério Público pede a anulação da homologação do acordo por causa das supostas omissões e irregularidades apontadas no recurso.

🌳O parque

O Parque Estadual Cristalino II está localizado entre o Rio Teles Pires e a divisa com o Pará, no qual abrange os municípios de Novo Mundo e Alta Floresta. Localizado em zona de vegetação, que transita entre savana e floresta amazônica, possui nascentes de águas puras e grande variedade de espécies da flora e da fauna de grande porte. Por essa razão, o local é considerado uma área prioritária na conservação da Amazônia.

O parque é um dos mais ricos em biodiversidade, com dezenas de espécies endêmicas. Junto com o Parque Estadual Cristalino I, totaliza 184,9 mil hectares.

De acordo com o coordenador de projetos da Fundação Ecológica Cristalino, Lucas Eduardo Araújo Silva, a preocupação é que tudo isso corre risco com a possibilidade de extinção do parque.

“Nós temos mais de 600 espécies de aves, mais de 1,4 mil espécies de plantas. São 900 espécies de borboletas, apenas no estado. Na região do Parque Estadual, são 1.010 espécies, então é uma biodiversidade rica, e dentro dessa biodiversidade a gente também tem espécies ameaçadas de extinção”, disse.

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Memórias de uma filha de garimpeiro

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Por Jéssica Souza *

No dia 21 de julho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Garimpeiro. Para muitos, apenas uma data no calendário. Para mim, é um convite para relembrar minha história e refletir sobre a atividade que fez parte da minha vida desde a infância e que, até hoje, desperta debates, opiniões divergentes e, muitas vezes, julgamentos precipitados.

A mineração roubou um pouco do convívio com meu pai durante a infância. Morávamos em Várzea Grande, enquanto ele trabalhava no Pará. Se hoje a distância já é difícil, imagine há mais de trinta anos, quando as viagens eram longas, a comunicação era limitada e a saudade fazia parte da rotina.

Muitas datas especiais passaram sem a presença dele. Aniversários, comemorações e momentos simples do dia a dia precisavam esperar. E, quando finalmente voltava para casa, muitas vezes retornava doente, depois de enfrentar diversas malárias e tantas outras dificuldades que fazem parte da realidade de quem vive no garimpo.

Foi assim que aprendi, ainda criança, que a vida do garimpeiro nunca foi fácil. É uma vida de renúncias, riscos, esforço e muita coragem.

Mas existe algo que sempre me chamou a atenção: a Fé.
A Fé do garimpeiro é diferente. É uma Fé que acorda cedo todos os dias acreditando que vale a pena continuar.

Sempre enxerguei nos olhos do meu pai uma esperança difícil de explicar. Não era apenas o desejo de encontrar ouro. Era a vontade de construir um futuro melhor, gerar oportunidades, criar empregos e transformar a vida de outras pessoas.

O garimpeiro enxerga possibilidades onde muitos só veem dificuldades. Vê riqueza onde outros enxergam apenas terra. Vê beleza onde muitos não conseguem perceber valor. Talvez seja justamente essa capacidade de acreditar antes de ver que move tantos homens e mulheres da mineração.

Cresci entendendo que o ouro nunca foi o maior tesouro da nossa casa. O verdadeiro tesouro sempre foi o exemplo de um homem que saía para trabalhar carregando coragem e voltava trazendo dignidade, esperança e a certeza de que desistir nunca seria uma opção.

Hoje tenho o privilégio de acompanhar de perto essa trajetória e sinto um orgulho enorme ao olhar para tudo o que meu pai construiu. Aos poucos, ele conseguiu mudar sua própria história.

Contribuiu para transformar a mineração, ajudou a mudar a realidade de muitas famílias e mostrou que é possível crescer sem abrir mão dos valores.

Ele fez uma transição que admiro profundamente: de garimpeiro a minerador. Não apenas pelo tamanho da empresa que construiu, mas pela responsabilidade com que decidiu conduzir esse caminho.

Muitas vezes as pessoas enxergam apenas aquilo que aparece. Veem uma conquista, uma empresa, um patrimônio. Mas não enxergam as noites sem dormir, a responsabilidade de honrar salários, cumprir obrigações fiscais cada vez mais exigentes, atender às normas ambientais, investir em segurança, desenvolver projetos sociais e manter centenas de famílias dependendo diretamente daquela atividade.

Entendo quando existem críticas à mineração. Afinal, todos nós tendemos a formar opiniões sobre aquilo que não conhecemos.

Mas também acredito que existe uma mineração que merece ser conhecida mais de perto: a mineração responsável, comprometida com as pessoas, com a legalidade, com o meio ambiente e com o desenvolvimento das comunidades.

Foi essa mineração que eu vi nascer dentro da minha própria casa.
Por isso, deixo um convite: antes de julgar, conheça. Converse com quem vive essa realidade. Visite uma operação séria. Descubra quantas vidas são sustentadas por esse trabalho.

É por isso que, neste Dia Nacional do Garimpeiro, minha homenagem vai além da figura do meu pai. Ela é dedicada a todos aqueles que enfrentam longas distâncias, deixam suas famílias, superam dificuldades e acreditam que é possível construir um futuro melhor por meio do trabalho. Porque existe, sim, um ouro que vai muito além do metal.

É o ouro que gera oportunidades. O ouro que leva dignidade às famílias. O ouro que transforma comunidades. É esse o ouro em que eu acredito. É esse o verdadeiro ouro do bem.

*Jéssica Souza – Diretora Financeira da Fomentas Mining Company

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Agro Mato Grosso

Produção Xavante é selecionada para Festival de Gramado I MT

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O documentário mato-grossense “Divino: Sua alma, sua lente”, que retrata a trajetória do cineasta indígena xavante Divino Tserewahú, foi selecionado para a 54ª edição do Festival de Cinema de Gramado, considerado um dos principais eventos do audiovisual brasileiro. A produção disputa o Kikito, tradicional estatueta do festival, na categoria Curtas-Metragens Brasileiros, ao lado de outros 11 filmes.

Produzido a partir de registros da Terra Indígena Sangradouro, em General Carneiro, a 410 km de Cuiabá, o curta apresenta a história de Divino Tserewahú e a relação do cinema com a preservação da cultura Xavante. A obra acompanha o cineasta indígena revisitando arquivos, fotografias e memórias de sua comunidade, mostrando o audiovisual como ferramenta de luta, identidade e transmissão de conhecimento entre gerações.

O filme foi contemplado pelo edital de fomento audiovisual da Lei Paulo Gustavo (LC 195/2022) e produzido em parceria com o Núcleo de Produção Digital (NPD) da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário do Araguaia (UFMT/CUA). A direção é de Gilson Costta e Clea Torres, com codireção de Divino Tserewahú.

A produção reúne profissionais e estudantes envolvidos no fortalecimento do audiovisual no interior de Mato Grosso. A direção executiva é da jornalista e produtora cultural Carina Benedeti, a direção de fotografia é do cinegrafista Cristiano Costa e a assistência de produção é da jornalista Nathalia GonçalvesEstudantes do curso de Jornalismo da UFMT Araguaia também participaram do projeto.

Segundo a diretora Clea Torres, a seleção para o Festival de Gramado representa o reconhecimento do crescimento das produções audiovisuais realizadas na região do Araguaia.

“O festival demonstra o amadurecimento das nossas produções e reforça a qualidade do audiovisual realizado no interior de Mato Grosso”, afirmou.

Produção mato-grossense chega ao Festival de Gramado. — Foto: Divulgação/Cristiano Costa

Produção mato-grossense chega ao Festival de Gramado. — Foto: Divulgação/Cristiano Costa

Para o diretor Gilson Costao documentário reforça o protagonismo do povo Xavante durante todo o processo de criação. Segundo ele, Divino participou das etapas de gravação, edição e montagem, em um trabalho construído junto à comunidade.

“A obra evidencia nosso respeito à cultura Xavante e a forma como conduzimos produções etnográficas, pautadas no diálogo, na escuta e na construção conjunta”, destacou.

Com 25 minutos de duração, “Divino: Sua alma, sua lente” também já foi reconhecido em outros eventos do audiovisual. O filme recebeu menções honrosas no Festival de Cinema de Cuiabá, foi selecionado para a IX Mostra Sesc de Cinema e recebeu destaque na Competição Brasileira de Curtas-Metragens do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade.

O Festival de Cinema de Gramado será realizado entre os dias 12 e 22 de agosto, no Palácio dos Festivais, em Gramado (RS). O evento é realizado desde 1973 e reúne produções nacionais e internacionais, sendo uma das principais vitrines do cinema brasileiro.

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