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26 de agosto de 2026

Sustentabilidade

MAPA eleva a estimativa do VBP em 2026 para R$ 1.413 trilhão – MAIS SOJA

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O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve totalizar R$ 1.413 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O valor é superior ao R$ 1.385 trilhão estimados pela Pasta no mês passado. Em relação ao ano passado, há uma queda de 4,20%. O Ministério também revisou a sua projeção referente ao ano de 2025, de R$ 1.440 trilhão para R$ 1.475 trilhão.

A perspectiva de queda anual pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País.

Do total previsto para 2026, R$ 905.089 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 64% do total e queda estimada de 5,50% em relação a 2025. Outros R$ 507.437 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 36% do total e queda de 1,90% em comparação com o ano passado.

Na agricultura, é esperado aumento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, batata-inglesa, feijão e mandioca. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem registrar um faturamento bruto 0,50% menor de R$ 337.035 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 161.694 bilhões, queda anual de 5,40%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve ser de R$ 8.678 bilhões, queda anual de 18,90%.

Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 111.428 bilhões, queda de 5,50% em relação a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 7,50%, estima o Ministério, para R$ 111.096 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve cair 36,50%, para R$ 15.893 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 32.339 bilhões, queda anual de 11,70%. As previsões indicam ainda para uma queda de 54,70% do VBP do cacau, para R$ 5.386 bilhões. Já o VBP das lavouras de arroz deve diminuir 30,40%, para um faturamento bruto neste ano estimado em R$ 14.870 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é estimada em R$ 13.500 bilhões, aumento de 11,70%.

Na pecuária, o único crescimento deve ocorrer na cadeia de bovinos, com um aumento estimado de 8,80%, para um VBP projetado em R$ 246.431 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária. O valor bruto da cadeia de suínos deve cair 16,70%, para R$ 54.892 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é estimado 10,40% abaixo do ano anterior, para R$ 105.668 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 5,50%, para R$ 72.460 bilhões. A produção de ovos deve registrar um VBP 8% menor, de R$ 27.986 bilhões.

O VBP é projetado mensalmente pelo Ministério. O valor é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.

Fonte: MAPA

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações sinalizam recuperação – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca avançaram no Rio Grande do Sul, melhorando a relação entre as cotações e os custos de produção. No entanto, segundo o Cepea, as margens calculadas para julho ainda ficaram abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a baixa disponibilidade de matéria-prima e a necessidade de recomposição de estoques pelo setor industrial têm sustentado as cotações no mercado spot. A valorização, contudo, não aumentou a disposição dos produtores para negociar, enquanto as indústrias encontram dificuldades para repassar as altas da matéria-prima ao arroz beneficiado.

Neste contexto, as negociações seguem pontuais, sobretudo diante da diferença entre os valores pretendidos por vendedores e os ofertados por compradores. Segundo pesquisadores do Cepea, outro fator determinante foram as chuvas que dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões e passaram a gerar preocupações com o preparo do solo para a safra 2026/27.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Apesar de negócios seguirem pontuais, cotação sobe – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais.

Segundo o Cepea, compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais.

O Centro de Pesquisas ressalta que, apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais – MAIS SOJA

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Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações. Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural. A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes. Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

Fonte: Agência Brasil



 

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